sexta-feira, 7 de novembro de 2014
DEMISSÃO DE
OFICIAL: Tenente bombeiro é condenado a dez anos de prisão e perde cargo, em RO
Douglas Samuel foi
condenado por tortura seguida de morte de aluno.
A vítima
morreu afogada em piscina, durante treinamento, em 2013.
O tenente bombeiro
militar Douglas Samuel de Araújo foi condenado, na última semana, a dez anos de
reclusão por tortura seguida de morte. A vítima foi o aluno do curso de
formação para bombeiros, Aussiner Dutra, que morreu durante o treinamento, em
janeiro de 2013.
De acordo com o
processo, Douglas Samuel perderá o cargo de tenente e não poderá assumir outro
cargo no Corpo de Bombeiros, pelo dobro do prazo da pena aplicada.
Aussiner era de
Ariquemes (RO) e estava em
Porto Velho cursando a capacitação, quando morreu afogado,
após intensos treinamentos dentro da piscina de uma escola.
Inicialmente a morte
por afogamento foi apontada como acidental.
Entenda o caso:
Após receber denúncia
da Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado
de Rondônia (Assfapom), de que a morte de Aussiner teria ocorrido devido a
abusos cometidos por coordenadores do curso, a 20ª Promotoria de Justiça do
Ministério Público de Rondônia começou a apurar o caso.
O presidente da
Assfapom, Jesuíno Boabaid, disse que a associação abriu uma investigação por
conta própria e que testemunhas que presenciaram o fato, relataram os abusos
por parte do coordenador do curso.
Aussiner e os demais
companheiros de curso estariam realizando exercícios dentro da piscina, por cerca
de três horas. Às 13h, o grupo teria sido liberado por um auxiliar, mas
receberam o comando do coordenador do curso para que continuassem dentro da
piscina, realizando novos exercícios.
Segundo o presidente
da Assfapom, a vítima apresentava sinais de cansaço, assim como outro colega.
“Neste momento, o tenente ordenou que ninguém tocasse neles, que eles
teriam que se virar sozinhos. Um conseguiu alcançar a borda da piscina, mas o
Aussiner afundou”, relata Jesuíno.
Os dois alunos
chegaram a receber atendimento médico, mas a vítima já teria sido retirada da
piscina desacordada. “Tentaram reanimar, mas ele não resistiu, já tinha
engolido muita água”, conta Boabaid.
Na ocasião, a
corporação informou que o aluno teria sido vítima de um mal súbito, mas no atestado
de óbito a morte foi registrada como “afogamento acidental”.
G1 RO
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