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quinta-feira, 14 de abril de 2016

38 Policiais indiciados por participação direta na chacina do Curió



O POVO Online



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INQUÉRITO CONCLUÍDO

38 policiais indiciados por participação direta na chacina do Curió

07/04/2016 | 01:30
CHICO ALENCAR 12/1/2016

38 policiais indiciados por participação direta na chacina do Curió
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) indiciou 38 policiais, entre militares e civis, por participação direta na Chacina da Grande Messejana. A informação foi obtida pelo O POVO junto a fontes que participaram das investigações e falaram sob a condição de sigilo. O inquérito sobre o caso já foi concluído e será encaminhado ao Ministério Público do Estado (MPCE) na próxima segunda-feira, 11, véspera do dia em que a chacina completa cinco meses.
No dia 3 de dezembro, O POVO havia antecipado que pelo menos 35 policiais teriam protagonizado a matança, que fez 11 vítimas e deixou outras sete pessoas feridas. Já considerando o caso de agentes que teriam dado apoio, ou que não intervieram na ação criminosa, poderia chegar a 50 o total de servidores investigados. A CGD ouviu mais de 200 testemunhas.
“De fato, acreditamos que muitos outros policiais participaram da ação, mas a investigação não conseguiu chegar a todos os envolvidos, devido à dificuldade para levantar as provas. Alguns, infelizmente, não serão indiciados. Mesmo assim, é considerável o total de indiciados”, afirmou a fonte.
Na última segunda-feira, 4, o governador Camilo Santana (PT) afirmou que os laudos periciais balísticos sobre o caso, solicitados à Polícia Federal, já estavam prontos e que a pretensão era que o desfecho da apuração fosse divulgado “em breve”. No dia seguinte, Camilo recebeu uma comissão de delegados da CGD, no Palácio da Abolição, ocasião em que a conclusão do inquérito foi apresentada ao chefe do Executivo estadual. A informação foi divulgada pelo secretário Delci Teixeira.
“Tivemos uma reunião ontem à noite (terça-feira) lá no Palácio da Abolição. Eu, o governador e o pessoal da CGD, todos os que estavam na investigação. A CGD já concluiu o seu trabalho”, disse o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, ontem, durante a divulgação do número de homicídios em março, na
sede da SSPDS.
Denúncias
O fato de 38 policiais terem sido indiciados não significa que todos serão denunciados e terão as respectivas prisões solicitadas pelo Ministério Público. Entretanto, segundo Delci Teixeira, a tendência é que o grupo de três promotores que atuam no caso corrobore com a conclusão da CGD.
“O Ministério Público vai analisar esse trabalho e vai dizer se é aquilo ou não. Eu estava conversando com o nosso procurador-geral de Justiça (Plácido Rios) agora e me parece que a ideia dos promotores de Justiça é realmente convalidar aquilo que foi apurado por essa equipe da CGD”, confirmou o secretário, ao detalhar que, “no máximo”, dentro de duas semanas, os detalhes do inquérito da CGD devem ser divulgados.
Saiba maisAs investigações a CGD apontam que as 11 execuções foram uma “demonstração de força” dos policiais, em retaliação à morte do soldado Valterberg Chaves.
Em carros descaracterizados e com o apoio de algumas viaturas da PM, eles teriam executado as vítimas, em locais diferentes, para dar a entender que as mortes decorriam do tráfico de drogas.
Duas outras linhas de investigação chegaram a ser consideradas para o caso. Elas apontavam para mortes em decorrência da disputa de território para o tráfico.
A Polícia Federal deu apoio científico à CGD, com a realização de exames balísticos em 11 cartuchos de munições de calibre 12, 380 e ponto 40 que foram recolhidos por testemunhas e entregues à controladoria e à Polícia Civil
11 pessoas foram executadas na Grande Messejana no dia 12 de novembro de 2015
7 pessoas ficaram feridas durante a ação criminosa
200 testemunhas, pelo menos, foram ouvidas durante as investigações

domingo, 6 de dezembro de 2015

Policiais Militares acusados de sumir com frentista.


Policiais militares presos por sumiço de frentista são indiciados no Ceará
Os quatro policiais foram indiciados por tortura seguida de morte. Câmera flagrou frentista com policiais militares antes de desaparecer.
27/11/2015 13h48 - Atualizado em 27/11/2015 15h56
Do G1 CE, com informações da TV Verdes Mares

A delegacia de assuntos internos da Controladoria Geral de Disciplina (CGD) dos órgãos de Segurança Pública do Ceará indiciou os quatro policiais militares presos por envolvimento no sumiço do frentista João Paulo Sousa Rodrigues, 20 anos. Segundo a CGD, os policiais foram indiciados na última segunda-feira (23) por tortura seguida de morte.
Ainda de acordo com a CGD, o inquérito foi encaminhado para a Justiça. No mesmo documento, a polícia pede a devolução do processo para investigar a participação de outras três pessoas no crime. O frentista desapareceu no dia 30 de setembro na Avenida Cônego de Castro, no Bairro Parque Santa Rosa, em Fortaleza.

A polícia afirmou que testemunhas viram o frentista pela última vez na avenida. Um vídeo mostra o rapaz sendo abordado por policiais e, em seguida, ele é colocado em um carro preto. As imagens são de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial. (veja no vídeo abaixo)


Em depoimento, os policiais disseram que o frentista entrou por vontade própria no carro de um conhecido. No entanto, o vídeo foi periciado e as imagens mostraram que João Paulo foi algemado antes de entrar no carro, onde estavam mais três pessoas.
'Preciso de uma resposta', diz mãe
Após um mês do desaparecimento do frentista, familiares pediram uma resposta das autoridades de segurança. Segundo a mãe de João Paulo, Margarida de Sousa, a dor de não saber como está o filho é indescritível. "Não tem como descrever. Você passar dias, semanas, sem saber como o seu filho está. Logo ele. Um homem que só vivia da casa para o trabalho. Um filho que ama a família e os amigos. Preciso de uma resposta. Eu quero que eles digam se meu filho está vivo ou morto", disse.
Já o pai, Jorge Rodrigues, disse ao G1 que conversou com o dono do posto de combustíveis em que o filho trabalhava para saber como ele se comportava no ambiente de trabalho. A resposta, segundo o pai, já era a esperada. “Fui lá para saber como ele agia com o patrão e com os amigos e clientes. A resposta eu já sabia. Segundo o chefe, sempre sorridente, simpático e gentil com os clientes. Não há motivos para alguma pessoa do ciclo de trabalho ou da clientela fazer algo com ele”, afirmou, emocionado.
Três PMs são presos suspeitos de sequestrar frentista em Fortaleza (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)Três PMs são presos suspeitos de sequestrar frentista em Fortaleza (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Polícia investiga o caso
Dois dos policiais presos já respondem por lesão corporal e abuso de autoridade. Em depoimento, eles negaram participação no sumiço do frentista.
O Relações Públicas da Polícia Militar disse que só vai se pronunciar sobre o caso depois da conclusão da investigação.
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