retorna.
Assim que desembarcaram os dois detentos, que tinham sido levados até
ao hospital para realizar o curativo,
eles foram revistados e, na mão de um deles, debaixo da atadura
estavam 21 buchas de maconha embaladas
e um chip de celular. Ao ser revistado, os agentes encontraram na bolsa
do acusado um aparelho celular,
que possivelmente seria para entregar a algum preso. Ao ser perguntado,
o preso que não teve o nome revelado
disse o agente havia feito a “gentileza” de arrumar e colocar a droga ali.
E, para não levantar suspeita,
a mão machucada foi enfaixada cuidadosamente para a droga não ser
percebida. Um dos presos disse que,
o agente acusado de tráfico de drogas tentou colocar o celular debaixo da
atadura, mas devido ao tamanho
não foi possível.
Segundo o diretor do presídio de Manhuaçu, Daniel Pereira de Paula, os
levantamentos quanto ao
comportamento estranho do agente iniciou-se há aproximadamente 30
dias, após rumores de que ele poderia
estar favorecendo a entrada de drogas e celulares no interior das celas.
O agente A P L é efetivo e, trabalhava
no presídio de Caratinga. Em meados do ano passado, ele foi transferido
para Manhuaçu, pois, havia
uma desconfiança de sua participação e comportamento semelhante durante
o trabalho, como o descoberto na
tarde de sexta-feira.
Daniel Pereira explica que as notícias que chegavam à direção do presídio,
apontavam o agente , como o
responsável a passar objetos estranhos aos detentos. “Passamos a
acompanhar toda a movimentação,
orientamos os outros agentes a ficarem mais atentos quanto ao seu
comportamento e, principalmente quando
a escolta de presos era feita por ele.
O diretor do presídio disse ainda que, o acusado receberia R$ 2.500,00
para cada celular que ele
conseguisse colocar no interior do presídio.
Agente e detentos transferidos
Para evitar qualquer situação, após o flagrante feito pela Polícia Civil,
o agente penitenciário, foi transferido para
o presídio professor Jason Soares Albergaria, que fica em São Joaquim
de Bicas. O local é destinado a
ex-policiais, ex-agentes que estão respondendo a processo. “A SEDS já
foi comunicada e, certamente a
corregedoria estará instaurando um processo, para que ele se defender e,
ainda avaliar sua permanência
ou não no quadro de servidor do Estado.
Os dois presos levados para curativo são integrantes da quadrilha,
que no dia 13 junho promoveu uma fuga
espetacular desde Governador Valadares a Dom Correa, onde abordaram
um agricultor e o assaltaram.
Em seguida tomaram sentido a Belo Horizonte. A quadrilha foi perseguida
por um oficial do 11º B.P.M.
e próximo a Realeza, o motorista perdeu o controle, projetou no abismo e
o “bando” acabou preso.
Por serem oriundos do Rio de Janeiro e, para evitar ataque dos outros
comparsas, os dois presos
foram encaminhados na manhã de sábado para o presídio de Muriaé.