Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Mais um ótimo post para reflexão dos policiais.


Mais um ótimo post para reflexão dos policiais.


TIVE QUE MATAR UM CRIMINOSO EM OCORRÊNCIA. E agora, estou preparado para lidar com isso?
* Alessandro Gonçalves Guimarães Ferreira
A menos de duas semanas, um policial que trabalha comigo, foi vítima de uma tentativa de roubo, onde um adolescente buscando subtrair sua motocicleta, fez a abordagem do militar, por volta das 21h00min com uma arma de brinquedo (e como saber na hora se era, ou não!), e o policial reagiu àquela ação e mesmo temendo sua morte, fez uso de sua arma particular e atirou. O final da história já sabemos. Graças a Deus ao policial nada ocorreu, porém ao adolescente infrator veio a óbito.
O policial teve astúcia e é merecer de elogios, pois mesmo em horário de folga, soube combater a criminalidade e no caso dele, teve como reagir pois tinha uma arma de fogo, pois sei que muitos não tem e, neste caso, seriam vítimas frágeis a ação do cidadão infrator.
Mas o motivo desta postagem não é o fato em questão e sim o que ocorreu após o crime. Bem, o militar teve que procurar um advogado (custas próprias) para o defender e, em seguida, por se tratar de um bom policial, vi que houve uma vontade de aproximação para apoiá-lo neste momento difícil, pois fácil seria dizer: “O CARA FEZ UM GESTO DE BOA VONTADE. MENOS UM BANDIDO NA RUA. PARABÉNS!”, porém não é bem assim para àquele que comete um homicídio (no caso em legítima defesa). O policial estava visivelmente abatido e de pronto o comando sentiu a necessidade de apoiá-lo, inclusive no que tange a questão psicológica.
Daí a pergunta: Estamos preparados para lidar com uma situação assim? Se matar alguém, poderei viver tranqüilo? Terei apoio da Corporação? Minha vida mudará depois deste fato trágico? Bem, sabemos que as respostas são espinhosas, pois depende de cada pessoa, tendo em vista que se trata do psicológico. E neste ponto, digo que o policial em questão é daqueles que vemos ter vocação para a profissão, o que de certa forma minimiza os efeitos, pois pior seria, àquele militar que adentrou a profissão apenas pelo salário, ou seja, como um trampolim para outra profissão.
O transtorno do estresse pós-traumático é um diagnóstico relativamente novo, com definição pela primeira vez na terceira edição do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM) da Associação Psiquiátrica Americana (APA) em 1980. Mais recentemente, o interesse pelos efeitos de uma experiência traumática sobre o comportamento humano estendeu-se para outros traumas como os causados por desastres naturais, violência ou acidentes graves. Isso permitiu uma maior compreensão dos fatores envolvidos no transtorno bem como a formulação de diferentes hipóteses etiológicas para ele.
A questão referente ao motivo por que determinadas pessoas, depois de passar por uma experiência traumática, desenvolvem o transtorno e outras não, ainda está em aberto. Por isso, tornou-se tarefa importante nos diferentes estudos identificar o mais precocemente possível a presença de sintomas críticos, características individuais ou tipos de trauma que aumentem a probabilidade de desenvolver o transtorno.
Desta forma, temos que tentar antever e prestar atenção aos nossos subordinados e pares, para que possamos colaborar, pois hoje sabemos de policiais que usam inclusive medicação forte (remédio tarja preta), para tratamento de depressões, entre outras enfermidades, onde primeiramente devemos apoiá-los e posteriormente encaminhá-los a um profissional adequado, seja psicólogo ou psiquiatra. Por conseguinte, devemos pedir a elaboração de projetos nas corporações para identificar os níveis de estresse dos policiais e trabalhar na qualidade de vida dos nossos irmãos milicianos, pois levanta a mão aquele que dentro da polícia não passou por alguma situação estressante, seja em uma abordagem na rua, ou mesmo, no interior dos quartéis.
Companheiro fique em alerta e caso você esteja passando por algum problema procure ajuda, pois você é importante para a sua INSTITUIÇÃO e para SOCIEDADE.
Quem deve ter medo é o bandido, diz coronel após PM matar dois.

Coronel elogia Força Tática que trocou tiros e matou assaltantes
Em menos de duas horas após assalto, a Polícia Militar (PM) conseguiu localizar, trocar tiros e matar dois assaltantes que amarraram e roubaram um psicólogo em Barra do Garças, a 503 km de Cuiabá, quinta-feira (4). Na avaliação do coronel Valdemir Barbosa, a ação policial deu a resposta à ousadia dos elementos. Ele destacou que a sociedade não pode ficar amedrontada com assaltos e quem deve ter medo é bandido, ao comentar o roubo na residência do psicólogo Eduardo Vieira.
O comandante entende que os PMs agiram corretamente em revidar aos tiros que custaram a vida dos assaltantes. “Eram elementos que não estavam para brincadeira aterrorizando a cidade” completou Barbosa ao elogiar atuação da Força Tática do Araguaia (FTA) sob comando da capitã Andréia e do tenente Elcirley.
Um dos alvejados é Edmar Facco, 35 anos, conhecido como Gauchinho, que já cumpriu pena de 2 anos cadeia de Barra do Garças e de 5 anos no Cepaigo de Goiânia. Edmar estava com documentação de outra pessoa. O outro assaltante permanece sem identificação.
A suspeita é que a dupla assaltou quarta-feira a Faculdade Univar levando dinheiro e uma moto e na semana passada a casa de uma senhora de 81 anos do Jardim Amazônia roubando dólares e pesos uruguaios. Isso porque algumas notas de dinheiro estrangeiro foram foram encontradas em meio aos pertences dos ladrões vitimados.
O psicólogo Eduardo Vieira conta aos PMs como foi rendido pelos ladrões
A dupla será investigada se tem envolvimento no assalto de R$ 40 mil em jóias da Relojoaria Celius, no bairro Santo Antônio. Os alvejados portavam uma alavanca e um pé de cabra de ferro, um alicate de pressão, uma tesoura de cortar metal, dois revólveres cal. 38 (um com numeração raspada), cinco cartuchos cal. 38 intactos e sete deflagrados, uma passagem de ônibus, dois dólares americanos, cinqüenta e dois reais, mil e cem pesos uruguaios, duas carteiras de couro marrom e um punhal.
Dentro do veículo roubado, o qual teve perda total, foram encontrados e recuperados os materiais do psicólogo: um notebook com carregador e bateria, um relógio de pulso, uma web cam, um carregador de celular, uma corda de rapel, nove mosquetões, duas argolas, dois cintos de proteção, um capacete, cinco mochilas pretas, um estetoscópio, um gancho, uma trena, um binóculo, sete calça jeans, seis camisetas e um esfingomanômetro.
Fonte: Ronaldo Couto / Site Olhar Direto/MT.
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SUBTENENTE CARLOS POLICIAL DO POVO

SubTenente da PM MT, Formado em Gestão de Segurança, Bacharel de Direito, Pós Graduado em Direito Penal e Processo Penal, Instrutor do PROERD. Informando aos policiais sobre as questões da Segurança Pública.







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