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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA DE GOIÁS 09-04-2013

Publicado em 09/04/2013 POLÍCIA CIVIL E POLÍCIA MILITAR ESTÃO ESTREMECIDAS DEPOIS QUE UM MILITAR FOI DETIDO POR UM DELEGADO, DENTRO DE UMA BOATE NA MADRUGADA DE SÁBADO EM GOIÂNIA. A CORREGEDORIA DAS POLÍCIAS ESTÁ APURANDO O CASO. ENQUANTO ISSO AS TROCA DE ACUSAÇÕES CONTINUA.

domingo, 21 de julho de 2013

Polícia Civil revela nomes

Dos suspeitos de assassinarem Rodrigo Neto





 Alessandro Augusto, suspeito de participação no crime. (Foto: AKR/Jornal Vale do Aço)
IPATINGA - Nota publicada pela Polícia Civil:
"O investigador de polícia Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, foi preso agora pela manhã, em Ipatinga, como suspeito de ter participação direta no assassinato do jornalista Rodrigo Neto. Além dele, já está preso Alessandro Augusto Neves, de 31 anos, conhecido como Pitote, outro suposto envolvido no crime, ocorrido em março deste ano.
A equipe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela apuração da morte do jornalista e também de outros casos ocorridos em Ipatinga e região, antecipa que os últimos levantamentos a respeito do assassinato de Neto estão sendo concluídos e a divulgação da motivação e da dinâmica do crime deverá ocorrer nos próximos dias.

A prisão temporária de Lúcio Leal foi expedida pela Justiça nesta segunda-feira, dia 17, atendendo ao pedido da Polícia Civil. Alessandro já havia sido condenado por tentativa de homicídio e, por esse crime, foi preso pela equipe da DHPP na sexta-feira, dia 14. Quando abordado pelos policiais, ele trazia na cintura uma pistola calibre 380, motivando sua prisão também por porte ilegal de arma. Nesta segunda, a Justiça expediu o mandado de prisão temporária, solicitada pela Polícia Civil devido ao envolvimento no assassinato do jornalista.

Lúcio Leal entrou para a Polícia Civil em 30 de junho de 2010, após ser aprovado em concurso público e concluir o curso de formação na Acadepol. Nos quase três anos como policial, ele sempre atuou em delegacias de Ipatinga e de outras cidades da região. Lúcio Leal não possui qualquer processo na Corregedoria-Geral da instituição. Já Alessandro não tem profissão definida e ficou conhecido por ter muita proximidade com policiais, principalmente na cidade de Coronel Fabriciano.

O suspeito Lúcio. (DiárioPopular)
Sob coordenação do chefe do DHPP, Wagner Pinto, as investigações estão sendo comandadas pelo delegado Emerson Crispim de Morais, da Divisão de Crimes contra a Vida, que conta, em Ipatinga, com uma equipe  composta por dois escrivães e oito investigadores. No decorrer dos trabalhos, oito policiais suspeitos de terem envolvimento com outros crimes na Região do Vale do Aço tiveram prisão temporária decretada, sendo seis policiais civis e dois militares. Dos seis policiais civis, um médico-legista de Ipatinga obteve alvará de soltura da Justiça, uma vez que as investigações apontaram que ele não possuía qualquer envolvimento com os casos sob investigação. Os demais tiveram a prisão temporária renovada e continuam presos por suspeita de envolvimento em outros crimes".
Quem deveria proteger, mata
A morte de Rodrigo Neto evidencia uma barbárie camuflada na região. Histórias nas quais alguns membros das polícias, que constitucionalmente deveriam proteger o indivíduo, teriam se aproveitado da posição que ocupam e até mesmo do armamento pago com os impostos para agirem com violência, extorquindo, explorando e até matando.

O medo de se tornar mais um alvo e vítima fez com que cada morador adotasse o silêncio. Tal atitude não é recente. Ao completar 50 anos, o caso conhecido como “O Massacre de Ipatinga”, no qual funcionários da Usiminas foram executados por policiais na porta da empresa em 7 de outubro de 1963, mostra que a população aprendeu a se calar, mesmo que para isso leve por toda a vida as marcas deste silêncio.

O governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), disse no dia 17 de abril, ao falar sobre a morte de Rodrigo Neto, que uma "organização criminosa" pode estar agindo impunemente há duas décadas na região de Ipatinga. "Não posso fazer afirmativa sobre o que aconteceu ou não aconteceu, porque eu seria leviano. Mas existem informações e rumores de que existe ali uma organização criminosa que há 20 anos comete crimes de modo impune”, declarou Anastasia. Moradores da cidade, quando se sentem seguros com o interlocutor também são capazes de revelar histórias confirmando os “rumores”.
Vereador Ipatinga


Policiais presos ipatinga

Assassinato jornalista de IpatingaChefe Polícia em Ipatinga


sábado, 20 de abril de 2013

Polícia ouve militares envolvidos


13/02/2012 | N° 12492

INVESTIGAÇÃO

Em morte de jovem de 23 anos..

ITAJAÍ - A Polícia Civil deve ouvir hoje testemunhas e policiais envolvidos na morte de Anderson Coelho, 23 anos. O rapaz foi morto em uma suposta troca de tiros com a Polícia Militar na madrugada de sexta-feira na casa onde morava, no Bairro Cordeiros. A família alega que ele não estava envolvido em crimes e acusa a polícia de execução.

De acordo com o comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar em Itajaí, tenente-coronel Atair Derner Filho, Coelho seria suspeito de cometer três assaltos contra entregadores de lanches na noite de quinta-feira. Os assaltantes estavam em uma moto prateada, com detalhes em preto. Um deles usava um capacete aberto e um revólver calibre 38.

– Uma das vítimas reconheceu a moto numa casa. Na segunda vez que passaram pelo local, os policiais viram a motocicleta e fizeram uma averiguação. O suspeito teria reagido – afirma o comandante.

A polícia recolheu no local, além da moto, um capacete similar ao descrito pelas vítimas e um revólver, com duas balas deflagradas. Também havia uma porção de maconha, de acordo com Derner Filho.

Família alega que suspeito não estava envolvido em crimes

Tia da vítima, Jaqueline Martins Coelho diz que a família não acredita na versão apresentada pela polícia. Segundo ela, o sobrinho, que trabalhava como operador de máquinas numa metalúrgica, estava com a família durante toda a noite de quinta-feira, quando ocorreram os assaltos.

– Ele não tinha passagem pela polícia, era trabalhador e não tinha arma. Acreditamos que ele tenha sido morto dormindo.

Delegado Savério Sarubbi, responsável pelo caso, disse que aguarda o laudo pericial para seguir com o inquérito – que é instaurado em todos os casos de homicídio.

– Assim como em qualquer procedimento, vamos apurar com isenção o que aconteceu – afirmou.


sábado, 6 de abril de 2013

Investigador da PC acusa policiais militares


De agressão em Ananindeua..

'Se fizeram isso comigo, que sou policial, imagina com a população', diz investigador revoltado

25/03/2013 - 19:30 - Polícia
Dois policiais militares são acusados de agredir um investigador da Polícia Civil. A situação ocorreu, na madrugada deste domingo (24), na Avenida Três Corações, próximo à Rodovia Mário Covas, em Ananindeua, região metropolitana de Belém. 

Em entrevista ao Portal ORM, o investigador Daniel Nascimento, que atua há 23 anos na corporação, disse que levou socos, chutes e foi hostilizado por um soldado e um sargento da Polícia Militar.  


'Fui atender o chamado de um conhecido que estava sendo ameaçado de morte lá na Mário Covas. Quando cheguei no local, uma guarnição da PM já estava e fui até o suspeito para perguntar o que havia acontecido, foi quando o sargento da guarnição falou para eu sair, que eles já haviam feito o trabalho, que o preso já estava com eles e que não era pra eu me meter. Foi quando o soldado veio para cima de mim, me deu um soco na boca, cai no chão e ele continuou me batendo. Pra piorar, eles chamaram mais seis viaturas, me hostilizaram e ainda mandaram o homem que foi detido dizer que ele teria me agredido, um absurdo', contou o investigador.


Minutos depois, o investigador ligou para o chefe de operações da Polícia Civil de Ananindeua e pediu ajuda. 'Fomos todos para a Decrif (Divisão de Crimes Funcionais), mas chegando lá, não ouviram minha testemunha, me autuaram por desacato e o delegado de plantão ainda perguntou por que eu não deixava isso para lá, um absurdo. Os PMs disseram ainda que eu estava bêbado e isso não aconteceu. Passei por perícia, fiz exame de dosagem alcoólica e não deu nada'.

'Se eu tivesse feito algo eu ficava quieto e não cobraria nada, mas fui agredido! Não admito que a polícia aja desse jeito, se eles fazem isso com policial imagina com a população. Quero providências e quero que os responsáveis sejam punidos. Não agrido ninguém e não tem porque fazerem isso comigo. Eles estavam desequilibrados e poderiam até ter me matado, acabado com a vida de um pai de família', finalizou.

Procurado pelo Portal ORM, o diretor jurídico do Sindpol, Pablo Sarah, afirmou que o caso vai ser apurado. 'Vamos cobrar que seja instaurado o inquérito para que esses policiais militares respondam por essa situação, que é atípica e isolada. Não entendemos porque não foi feito o flagrante da guarnição da PM. Para piorar, eles ainda tentaram justificar o injustificável, forçando uma outra pessoa a dizer que agrediu o policial, é um absurdo', completou.

Em nota ao Portal ORM, a assessoria de comunicação da Polícia Militar se limitou a informar que já foi determinada a abertura de procedimento investigatório para apurar o caso.

Heloá Canali (Portal ORM)
Fotos cedidas pelo policial civil

sexta-feira, 8 de março de 2013

Polícia busca 21 PMs e mais 51 suspeitos


De tráfico no Rio; 28 são presos...
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Felipe Martins e Carolina Farias
Do UOL, no Rio


  • Fernando Quevedo/Agência O Globo
    A operação foi desencadeada nas primeiras horas do dia e conta com cerca de 300 policiais na operação A operação foi desencadeada nas primeiras horas do dia e conta com cerca de 300 policiais na operação
A Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar prenderam, até as 12h desta sexta-feira (8), 28 suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na zona portuária do Rio de Janeiro. Dos presos, 18 são policiais militares, apontados como coniventes de traficantes que agem na região. Outros três adolescentes também foram apreendidos e serão averiguados. 
A operação foi desencadeada nas primeiras horas do dia e conta com cerca de 300 policiais na operação. Os policiais cumprem 72 mandados de prisão, sendo 21 contra PMs --a Secretaria de Segurança chegou a divulgar que 23 PMs eram procurados, mas corrigiu a informação-- do 5º Batalhão (Praça da Harmonia) na região do Morro da Providência, na zona portuária do Rio, comunidade que tem uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Cinco dos policiais militares foram detidos no próprio batalhão. Os presos foram levados para a Acadepol (Academia de Polícia), na região central da cidade.
A Operação Fortaleza busca desarticular uma quadrilha que utilizava casarões invadidos por famílias carentes para o tráfico de drogas. Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, os moradores só podiam sair das residências com a autorização dos criminosos, que chegaram a instalar portões de ferro para restringir a circulação de pessoas. Adolescentes seriam usados para vender drogas a usuários –devem ser cumpridos três mandados de apreensão de menores.
A investigação foi desencadeada há dez meses pela DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente). A especializada levantava informações sobre a venda de crack no morro da Providência e descobriu que policiais militares facilitavam o comércio na comunidade e nos bairros da zona portuária. Durante as investigações, ficou constatado que 21 PMs responsáveis pelo patrulhamento da região recebiam propina para não reprimir a circulação de drogas entre o Morro da Providência e a Praça Mauá.
Os policiais cumprem ainda 69 mandados de busca e apreensão. Em nota, a Secretaria de Segurança afirma que as diligências que levaram à identificação dos suspeitos, locais de atuação e localização de armas e drogas só foram possíveis graças à instalação da UPP do Morro da Providência, em 2010.
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Relembre: Moradores protestam na Providência9 fotos

9 / 9
Moradores da comunidade reclamam que agentes da prefeitura marcaram suas casas com tinta, mas não informaram do que se tratava. Embora o anúncio das obras tenha sido feito há mais de um ano, segundo as lideranças comunitárias, ainda não foi apresentado aos moradores o projeto de remoção no local Leia mais Fabíola Ortiz/UOL

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

BRIGA POLICIA MILITAR X POLICIA CIVIL

EM BELO HORIZONTE MOV00004.3GP
Enviado em 11/05/2010
 NAO E DE HOJE QUE ESSAS AS DIFERENCIA ENTRE POLICIA MILITAR E CIVIL EM BELO HORIZONTE NAO SE ESCONDE , MATERIA DO MG RECORD REDE RECORD MINAS

PMs são suspeitos de agressão a jovem


Esteio18/12/2012 | 07h20

Aparentemente por causa de uma briga de vizinhos, policial militar pediu ajuda a colegas, invadiu uma casa e espancou jovem de 20 anos. Brigada e Civil investigam

PMs são suspeitos de agressão a jovem Mateus Bruxel/Agencia RBS
Ferido nas costas, Rivelino teve a camisa rasgada Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
Um vídeo postado no Youtube na noite de domingo, e que na tarde de ontem já havia alcançado mil visualizações, é a principal prova que a Polícia Civil tem para investigar uma denúncia de abuso praticada por policiais militares de Esteio. Feitas com um celular, sábado, as imagens são um capítulo da história que havia começado dias antes.
Conforme o relato do montador de andaimes Rivelino de Souza da Rosa, 20 anos, na noite de quinta, quando voltava do trabalho, ele quase foi atropelado pela moto do vizinho, filho de um PM do 34º BPM. Houve discussão entre os dois jovens. Na tarde de sábado, o PM, acompanhado de um colega, teria ido à casa do rapaz, vizinha a sua, "resolver a questão".
- Ele me chamou no portão, perguntou se eu estava com problema com o filho dele, e pediu os meus documentos. Não dei e voltei para dentro de casa - conta Rivelino.
"O problema dele é comigo"
Segundo o rapaz, foi nesse momento que o soldado (e vizinho) Idiney Oliveira de Ávila tentou segurá-lo pela camiseta, que rasgou. Sogra de Rivelino, Silvia Regina da Silva Martins Pereira, 43 anos, saiu à rua para falar com os policiais.
- Eu disse para ele (PM) que o problema dele é comigo. Ele me empurrou. Eu e meu genro voltamos para dentro de casa, e ele (PM) chamou reforço. Eu chaveei e, em seguida, eles pedalaram a porta e já entraram batendo em todo mundo.
Segundo Silvia, ela e o vizinho têm rusgas desde 2010, por causa do barulho do cão dela. Uma das pessoas que estavam na casa pegou o celular e filmou o momento em que os brigadianos seguram Rivelino e outro PM o agride com socos. O rapaz é colocado no chão, algemado e retirado do local.
"Se houve a agressão, é crime"
Para o comandante do 34º BPM, tenente-coronel Andreis Dal'Lago, os dois soldados contaram outra versão. Idiney disse ter ido em casa para fechar o portão que a mulher havia deixado aberto, quando foi abordado por Rivelino, que teria perguntado porque ele o estava perseguindo. Os dois teriam discutido, e o rapaz teria agredido o PM com um soco na cabeça. O outro soldado, na tentativa de conter o jovem, foi agredido em um dos braços com uma tijolada.
- Os PMs estavam feridos e pediram por reforço pelo rádio. Os PMs adentraram a residência para prender o agressor dos colegas - acredita o comandante.
Andreis disse já ter assistido ao vídeo feito na casa.
Atitude normal, avalia o comando
Questionado sobre a quantidade de PMs no local (segundo a família, oito viaturas e ao menos 12 PMs), ele disse se tratar de um procedimento normal, necessário para conter um agressor, e argumentou que não tinha no batalhão oito viaturas rodando naquela tarde.
- O vídeo será anexado ao Inquérito Policial Militar (IPM). Por enquanto, temos duas teses e vamos apurá-las. Se houve agressão, é crime, e deve haver punição - disse o tenente-coronel.
O IPM tem prazo de 40 dias para ficar pronto, prorrogável por mais 20 dias. O soldado Idiney e os demais que aparecem no vídeo, segundo o comandante, não serão afastados preventivamente.
Três horas no quartel para um registro
Rivelino foi levado por PMs ao Hospital São Camilo, em Esteio. E depois ao 34º BPM, a menos de três quadras da casa do rapaz. Lá, ele conta que ficou por três horas. Enquanto isso, a família procurou por ele no hospital, na DP de Esteio e na DPPA de Canoas. Só depois descobriram que o jovem permanecia com os PMs.
Após assinar um Termo Circunstanciado (espécie de inquérito para delitos de menor potencial ofensivo), Rivelino foi liberado. Sangrando, foi levado pelos familiares à delegacia, onde registrou ocorrência por agressão.
Vítima procurou Ministério Público
Ontem, ele fez exames de lesões corporais no Hospital Universitário de Canoas, e foi ao Ministério Público relatar os abusos.
- Já determinei a abertura de um inquérito e vamos ouvir todas as partes. Vamos apurar porque a casa foi invadida e porque ele foi agredido - disse o delegado Leonel Baldasso.
DIÁRIO GAÚCHO



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Condecorado pela PCERJ, delegado é denunciado

  ‘Esquema de corrupção em delegacia’

Pelo MP por chefiar esquema de extorsão

Publicado: 30 de agosto de 2012 em 

Dois anos após receberem a “Medalha de Fidelidade” da Chefia de Polícia Civil, o delegado Carlos Alberto Quelotti Villar e o inspetor Edmundo De Simone foram denunciados por formação de quadrilha armada, concussão e corrupção passiva. Além deles, outros cinco inspetores e um homem que fingia ser policial – e que também foi denunciado por usurpação de função pública – foram presos em ação da Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, dia 30 de agosto.
No dia 29 de outubro de 2010, durante solenidade em comemoração ao Dia do Policial Civil, o então chefe da instituição, Allan Turnowski, entregou 160 medalhas de Honra, Fidelidade e Devotamento, na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol). Entre os agraciados no evento, destinado àqueles policiais civis que se destacam pela eficiência demonstrada em seu trabalho, o delegado e seu chefe do Setor de Investigações (SI), agora acusados de exigir dinheiro de comerciantes e prestadores de serviço de Magé, na Baixada Fluminense.
A “Medalha Fidelidade” é destinada aos policiais que demonstraram em serviço o apresso e a confiança de seus superiores, da população e do Governo, por atos de fidelidade ao interesse público e a lei. Em 2009, o inspetor De Simone também havia sido homenageado, recebendo a “Medalha Honra” – outorgada aos policiais que se destacaram no serviço de suas funções por comportamento irrepreensível e notório.
Delegado Carlos Alberto Quelotti Villar
Ele e os agentes presos eram lotados na 66ª DP (Piabetá) e, de acordo com as investigações, teriam começado a cobrança de propinas em fevereiro do ano passado, depois que o inspetor João Paulo Nascimento, o Paulão, ao ser transferido da delegacia, repassou a eles o esquema. De acordo com a denúncia, que teve por base inquérito policial conduzido pela Coinpol, o delegado chefiava as ações dando ordens aos seus subordinados, identificados como Renato De Simone, o Renatinho – que estava na Polícia há 18 anos, era irmão de Eduardo e morreu em maio, aos 40 anos, em acidente de carro -, Lucimar de Souza, Adilson de Freitas Silva e Gustavo de Azeredo Lima.
Além disso, o civil Heldongil Azevedo Aleixo, conhecido como Cigano, tinha livre acesso às dependências da delegacia e agia como se fosse policial, utilizando inclusive armas de fogo. Ainda segundo as investigações, na divisão de tarefas do grupo, Renato e Edmundo, lotados no SI, atuavam como homens de confiança do delegado, sendo responsáveis pela operacionalização do esquema de corrupção.
O único do bando a manter contato pessoal com as vítimas era Cigano, que inclusive utilizava armas para intimidá-las e cobrava as propinas mensalmente, com valores que variavam entre R$ 100 e R$ 400. Proprietários de ferros-velhos; depósitos de gás, lan houses e mototaxistas eram os alvos preferidos dos policiais.
O corregedor Interno da PCERJ, delegado Gilson Emiliano, declarou que os policiais responderão processo disciplinar, cuja pena pode ser a demissão. Todos os envolvidos foram presos em suas residências, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e encaminhados para o presídio Bangu 8.






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