Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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domingo, 23 de abril de 2023

Peritos apontam higiene precária e tortura em prisões na pandemia

 Comitê ligado a ministério enviou relatório para PGR e Conselho Nacional de Justiça; veja fotos das inspeções

 atualizado 23/05/2022 8:35

Insetos infestam Unidade Prisional Especial de Planaltina de Goiás (GO)
Divulgação/MNPCT

O Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), comitê ligado ao Ministério dos Direitos Humanos, criticou condições precárias de higiene e tortura em prisões durante a pandemia. Em inspeções, em Goiás e no Acre, os peritos federais identificaram doentes sem isolamento, falta de esgoto e infestação de insetos.

O relatório, concluído nos últimos dias, foi enviado a órgãos estaduais e federais, incluindo a Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça.

As vistorias foram feitas no segundo semestre de 2020, fase aguda do surto de Covid no país. Na época, o Brasil ainda não aplicava a vacina contra o vírus. A principal medida era reforçar a higiene e evitar aglomerações, duas atitudes praticamente impossíveis para os detentos.

 

Em agosto de 2020, os técnicos visitaram o presídio estadual Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco (AC), o maior do Acre. Além de celas superlotadas e falta de água, funcionários da carceragem não usavam máscaras ou luvas. A irregularidade era praticada inclusive pelos servidores que manipulam as refeições dos internos.

Três meses depois, os peritos fizeram inspeções em cadeias estaduais em Goiás. No Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Luziânia (GO), que reúne jovens de até 18 anos, os internos usavam vasilhas como penicos. O acesso ao banheiro só era permitido duas vezes ao dia. Os presos urinavam em embalagens vazias de material de limpeza e defecavam em isopores de marmita.

 

No Case de Formosa (GO), os espaços comuns chegavam a ficar 10 dias sem qualquer limpeza. Os adolescentes presos também denunciaram torturas recorrentes. Eram colocados algemados com as mãos erguidas para fora da cela. Na Unidade Prisional Especial de Planaltina de Goiás (GO), o local era infestado por insetos. Nem nas enfermarias havia isolamento de pacientes infectados pela Covid. O grupo ficava junto de detentos com outras doenças.

O comitê analisou também a Unidade Regional Prisional Feminina de Luziânia (GO). As presas relataram tortura com tiros de bala de borracha dentro das celas. A violência também era verbal: falas racistas e humilhantes faziam parte da rotina da cadeia.

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Explode tortura de presos no governo Bolsonaro; 2022 deve ser recorde

 Conselho Nacional de Justiça recebeu 44,2 mil relatos de tortura de pessoas que haviam sido presas poucas horas antes; ministério silencia

 atualizado 24/07/2022 22:29

Homem detido pelo Exército em 2018 no Rio de Janeiro relata tortura
Arquivo pessoal

Os relatos de tortura de presos a juízes em audiências de custódia explodiram no governo Bolsonaro e devem bater o recorde neste ano. Pelo menos 44,2 mil denúncias desse tipo, feitas nas primeiras 24 horas da prisão, foram colhidas até agora pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na gestão Bolsonaro. Nos três anos anteriores, de 2016 a 2018, o total foi de 20,9 mil.

Essas denúncias foram feitas em depoimentos a juízes durante audiências de custódia. Nessa audiência, uma pessoa presa há no máximo um dia é ouvida por um magistrado e é questionada se sofreu algum abuso no momento da detenção.

Em seguida, o juiz decide se a prisão é devida e se foi feita dentro da lei. Também participam dessa audiência o Ministério Público, a Defensoria Pública ou um advogado. O preso tem o direito de permanecer em silêncio.

Esses casos são registrados pelo CNJ como “tortura/maus tratos”. Os dados começaram a ser organizados em 2015, quando o órgão era presidido pelo ministro Ricardo Lewandowski. Nesse ano, os números ainda eram incipientes. Em 2016, foram 4,3 mil relatos de tortura; em 2017, 8,4 mil; em 2018, 8,2 mil. Os dados englobam o fim do governo Dilma e o início da gestão Temer, com uma média anual de 7 mil denúncias.

Sob Bolsonaro, os números dispararam e passaram a uma média anual de 12,6 mil: 13,9 mil relatos de tortura em 2019; 6,6 mil em 2020, no auge da pandemia; 12,4 mil em 2021; e 11,2 mil entre janeiro e julho de 2022. Se o ritmo deste ano se mantiver, o contingente se aproximará dos 19 mil e será o recorde da série histórica.

Muitos dos relatos dos presos se assemelham ao de dez homens detidos pelo Exército em 2018, durante a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Durante a audiência de custódia, os homens apresentavam lesões, que foram fotografadas pelos defensores públicos. Uma das imagens ilustra esta reportagem.

Um dos homens, Marcos Vinicius, disse à juíza que havia sido atingido por três tiros de balas de borracha à queima-roupa e agredido no rosto e nas costas. As sessões de tortura aconteceram em um quartel do Exército no Rio de Janeiro.

Procurado para comentar o aumento dos casos, o Ministério dos Direitos Humanos não respondeu.

Defensor da tortura

Antes de ser eleito presidente, o então deputado Jair Bolsonaro era um notório simpatizante da tortura. Em 1999, defendeu tortura para o ex-presidente do Banco Central Chico Lopes, que havia se recusado a depor à CPI dos Bancos como testemunha.

“Dá porrada no Chico Lopes. Eu até sou favorável que a CPI, no caso do Chico Lopes, tivesse pau de arara lá. Ele merecia isso: pau de arara. Funciona! Eu sou favorável à tortura, tu sabe disso”, afirmou Bolsonaro.

Já ocupando o Planalto, em 2019 sugeriu que servidores de órgãos federais ambientais se encaminhem à “ponta da praia”, um local de execução da ditadura militar no Rio de Janeiro. Também como presidente, Bolsonaro homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado em segunda instância por tortura na ditadura. Recebeu a viúva do torturador em sua agenda oficial.

https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/explode-tortura-de-presos-no-governo-bolsonaro-2022-deve-ser-recorde

MP Militar abre inquérito para apurar tortura em batalhão do Exército

 Médico de 23 anos foi internado em estado grave depois de passar mal em treinamento do Exército em Recife; familiares apontam tortura

 atualizado 03/03/2023 23:55

Militares do Exército
Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ministério Público Militar abriu um inquérito para apurar supostas práticas de tortura no 14° Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército, em Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana de Recife. No mês passado, um médico de 23 anos foi internado em estado grave depois de passar mal num treinamento militar. A família aponta tortura.

Segundo familiares do jovem afirmaram em redes sociais, o médico teve desidratação intensa e falta de oxigênio severa, o que afetou os rins e impediu o médico de andar.

O Comando Militar do Nordeste, responsável pelo batalhão do Exército, deu uma versão diferente: alegou que o jovem passou mal e foi “imediatamente socorrido pela equipe médica que acompanhava o treinamento”.

https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/mp-militar-abre-inquerito-para-apurar-tortura-em-batalhao-do-exercito

PF diz ao STF que ainda não concluiu análise de câmeras de segurança do 8 de janeiro

 23/04/2023 11h32

Foto: reprodução

A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ainda estão sendo realizadas análises das imagens de câmeras de segurança do Palácio do Planalto, do Congresso e do próprio STF, durante os atos golpistas do 8 de janeiro. De acordo com a PF, os vídeos somam 4.410 horas.

Na quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a PF esclarecesse se havia cumprido uma decisão ordenando a obtenção de todas imagens de câmeras do dia 8.

Em resposta, a PF informou que “os vídeos foram encaminhados para os Institutos de Criminalística e Identificação Nacional e que estão sendo realizadas as perícias e análises para as deliberações pertinentes”. O ofício enviado na noite de sábado ao STF.

De acordo com a corporação, além dos vídeos das sedes dos Três Poderes, que somam 1,47 terabyte, também foram enviados para análises 129 gigabytes de imagens capturadas da internet, incluindo Youtube, Instagram, Facebook e Twitter.

No mesmo documento, a PF ainda informou que colheu o depoimento de 81 militares que atuaram no dia 8, todos com patente de sargento ou superior. Moraes havia determinado que todos os integrantes do Batalhão da Guarda Presidencial que atuaram no dias dos atos fossem ouvidos.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES

  1. Esperando para saber quem estava a postos, organizando e oferecendo água aos colegas no Congresso e no Olimpo, no dia 8 de janeiro.

  2. A questão é a seguinte: Por que o ilustríssimo presidente da República está oferecendo 60 milhões pra quem retirar a assinatura da CPMI? Ele não sabe que tudo é culpa do Bolsonaro! Vai deixar a oportunidade de enterrá-lo politicamente? É só uma pergunta.

  3. Capaz de aparecer o papai Noel fardado nessas imagens, pq por aqui ele não apareceu não kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  4. Alguém sabe se a PF(sob as ordens de Anderson Torres) já concluiu a apuração paralela da votação? 🤔
    Pq ele parecia tão ameaçador quando mandou a cartinha ao TSE..🤭🤭🤭