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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Policial agride dudprito imobilizado após tentativa de assalto no Rio..

Globo News
Policial agride suspeito imobilizado após tentativa de assalto no Rio
Homem teria se rendido após perseguição. Mesmo com rapaz algemado no chão, policial chuta o suspeito.
26/06/2015 15h15 - Atualizado em 26/06/2015 15h35
No Rio de Janeiro, mais um caso de policial desrespeitando a lei e agredindo um ladrão já rendido. No vídeo, o suspeito já está no chão, dominado pelo policial. Um outro policial acompanha e mesmo com o rapaz algemado no chão, um terceiro policial aparece e chuta o suspeito.
A ação ocorreu na manhã desta sexta-feira (16). A Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu um suspeito de assalto no Aterro do Flamengo, na Zona Sul da cidade. Ele teria se rendido após uma perseguição. Uma pessoa que passava no local registrou a ação.
O comando do 2º Batalhão da PM de Botafogo disse que instaurou um procedimento apuratório para investigar o caso.

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COMENTÁRIOS
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  • Ana Medeiros
    HÁ 2 MESES
    se estou passando na hora ajuda a bater tb. Se tem alguém com pena, leva pra casa, da banho, comidinha na boca e poe pra dormir.
    • Silvio Soares
      HÁ 2 MESES
      devemos ter pena do cidadão que é assaltado nesse país repleto de bandidos,onde o povo anda com medo,e não de marginais que fazem o que fazem pq aparece um bando de filosofo pra defender eles.infelizmente não há pena de morte para bandidos no brasil,por isso eles zombam da lei.pq enquanto os filósofos ficam pensando sobre estatisticas milhares de cidadãos são mortos nas mãos de bandidos.quem tiver com pena desses bandidos levem pra casa!!
      • Marcelo Souza
        HÁ 2 MESES
        É.... briga de bandidos.
        Globo News

        domingo, 6 de abril de 2014

        "Abertas"
        São Paulo, domingo, 02 de fevereiro de 1997


        MARIO VITOR SANTOS


        Fotos Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem
        Soldado da PM agride garoto de rua conhecido como Júnior, na quinta-feira, na região central...
        ...de São Paulo; antes, o garoto havia sido capturado e arrastado por outro PM; o flagrante foi feito...
        ...pelo repórter fotográfico Moacyr Lopes Junior e publicado na Primeira Página da Folha no dia seguinte
        Você publicaria as três fotos que vê aqui? Sim ou não? Na sexta-feira passada, quem viu a Folha notou, elas saíram bem "abertas" na Primeira Página do jornal e na capa dos cadernos São Paulo e Cotidiano.
        "Abertas", em jargão de redação de jornal, quer dizer que as fotos foram editadas em tamanho grande. Você comentou com alguém sobre as fotos, em casa, no trabalho? Revoltou-se com quem? O garoto? O policial? A Folha?
        Feitas pelo repórter-fotográfico Moacyr Lopes Júnior, as fotos dispensariamlegendas. Os policiais dominam o rapaz, que resiste a uma suposta blitzantidrogas. Usam de violência, seguram armas, mas também parecem subjugados. A despeito de apanhar, o garoto ri, escarnece.As fotos são redundantes. Mostram um lado da realidade com a qual a grande maioria dos moradores das grandes cidadesbrasileiras teve que aprender a conviver.
        A miséria, o descaso com as crianças de rua, a violência que elas devolvem à sociedade são apenas um incômodo, cada vez mais tolerado e, quando possível, ignorado.
        Duas leitoras me ligaram a respeito no mesmo dia, ambas para protestar contra a publicação das fotos e o título crítico que precedia as legendas: "Argumento da força".
        A engenheira química Magda Lucia Piraine, moradora na região central da cidade, disse já ter sido agredida várias vezes por aqueles "trombadinhas da Amaral Gurgel".
        Diz que são os responsáveis por ela sofrer de pânico quando passava por ali. Não passa mais.
        A leitora entendeu que a publicação das fotos é simplista e demagógica, crucifica os PMs que "afinal, agiram com os meios que tinham para controlar a situação. Eles, que ao menos estão tentando fazer alguma coisa, não deveriam ser crucificados. Fiquei com mais dó do policial".
        Também a dona-de-casa Edmar Fustinoni Pagani comunicou-se para transmitir seu protesto pelo "exagero" da publicação de seis fotos, três na capa do jornal, três nas capas dos cadernos Cotidiano (edição Nacional) ou São Paulo.
        Para ela, a Folha contribui para estimular ainda mais a omissão da polícia, que já é totalmente desestimulada por causa dos baixos salários. Diz que a sociedade deveria se unir para enfrentar o problema, não desmoralizar quem está tentando fazer algo. "Aqueles meninos já colocaram até gilete no rosto da minha filha, você entende?", enfatiza. "O cidadão honesto está completamente desprotegido", acrescenta.
        Os leitores Silvia Cortez, Mauricio Gonçalves e Ernande Pinho assinaram correio eletrônico para dizer "em cinco minutos de conversa no escritório, todos foram contra a reportagem".
        Ninguém se comunicou para apoiar a publicação da sequência de fotos.
        Para as duas leitoras que telefonaram, argumentei em favor da publicação das fotos.
        Em si, as fotos já teriam importância jornalística. Mas publicar apenas uma delas não conseguiria mostrar os detalhes da cena e não teria o efeito de abalar a barragem de conformismo em torno do tema. "Abertas", em sequência, as fotos sacodem, ao menos por instantes, a sedação.
        Reagimos. Às vezes, contra o jornal. Inclusive porque a miséria brasileira insiste em invadir suas páginas, esta cidadela "highbrow", cosmopolita, que tantas vezes está além dessas coisas. E a miséria se intromete em nossas vidas justo por meio deste emblema da nossa identidade e diferença, o jornal .
        Não haveria talvez quem quisesse fazer com os garotos o que os policiais estão fazendo?
        Em lugar disso, o jornal trai, escancara e repudia a truculência e a impotência policial, a ilegalidade, a eterna omissão do Estado, a nossa ambígua posição. Incomoda, é verdade. Irrita também. Pode não ter sido muito elegante ou na dose certa. Mas obriga a pensar.

        Lembrete

        Citada duas vezes na Folha quarta-feira passada, em ambas a autoria da última entrevista de Antonio Callado ao jornal foi atribuída apenas a Matinas Suzuki Jr.. A referida entrevista, publicada há uma semana, foi realizada igualmente pelo jornalista Mauricio Stycer.

        Folha Online - Ombudsman