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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

PM Mata vizinha e atira em grávida dursnte bruga em SP

PM mata vizinha e atira em grávida durante briga em SP

Discussão entre vizinhos terminou com disparo de tiros e morte em bairro da zona norte da capital paulista

atualizado às 07h59
Uma briga entre vizinhos terminou com a morte de uma mulher e duas pessoas feridas, incluindo uma gestante de seis meses na noite deste domingo, na zona norte de São Paulo. Segundo informações do Bom Dia SP, o autor do crime é um policial militar que se envolveu na discussão e acabou disparando vários tiros.
Briga entre vizinhos terminou em morte na zona norte da capital paulista
Briga entre vizinhos terminou em morte na zona norte da capital paulista
Foto: Nivaldo Lima / Futura Press
Durante a briga, o PM atingiu e matou Jurema Cristiane Bezerra da Silva e feriu, também a tiros, o irmão dela e a nora, que estava grávida de 6 meses. Gabriela Rocha foi levada ao hospital em estado estável, com um tiro no rosto e outro na barriga. Segundo familiares, médicos fizeram um parto de emergência e o bebê, uma menina, está em observação em uma incubadora.
O motivo da confusão foi uma casa no conjunto habitacional Jova Rural. Há um ano a sobrinha de Jurema recebeu o direito de morar na casa, que de acordo com familiares, havia sido invadida pela irmã do policial. O marido de Jurema disse que chegou a prestar queixas contra o policial diversas vezes, tanto no batalhão quanto na corregedoria da Polícia Militar.
No final da madrugada, o policial militar acabou se entregando à polícia.
Terra
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

PM mata vizinha e atira em grávida na Zona Norte de São Paulo

Bebê prematuro de 6 meses está internado com a mãe em estado regular.
Briga começou por há cerca de um ano após irmã de cabo invadir imóvel.

Do G1 São Paulo

Um cabo da Polícia Militar (PM) matou uma vizinha e deixou outras duas pessoas feridas na noite de domingo (22) na região do Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo. Entre os atingidos está uma grávida de seis meses, que foi baleada no rosto e na barriga. O parto foi antecipado e o bebê prematuro estava internado junto com a mãe, ambos em estado regular.
Após o crime, o policial militar se entregou e foi preso. No fim da manhã, ele foi levado ao presídio militar Romão Gomes. De acordo com testemunhas, os vizinhos tinham um desentendimento há um ano porque uma irmã do militar teria invadido um imóvel dos vizinhos.

A briga ocorreu à noite. O policial, cabo Gilson Teixeira de Souza, e um filho da vizinha assassinada, Jurema Cristiane Bezerra da Silva, discutiram na rua. Jurema saiu para verificar o que ocorria e resolveu usar o celular para filmar a discussão.
Revoltado, o policial militar atirou ao menos três vezes contra Jurema. Ela foi atingida no peito e morreu antes de chegar ao hospital. Um dos tiros atingiu o celular que ela pretendia usar para filmar a discussão.
Celular foi destruído por tiro; Jurema foi morta após discussão com cabo da PM. (Foto: Reprodução/TV Globo)Celular foi destruído por tiro; Jurema foi morta após discussão com cabo da PM. (Foto: Reprodução/TV Globo)
O irmão de Jurema, um adolescente de 17 anos, levou um tiro de raspão. Gabriela Rocha, de 18 anos, que estava grávida, também ficou ferida.

Baleada no rosto e na barriga, a grávida foi levada para o Hospital São Luiz Gonzaga em estado grave.
No hospital, o marido da jovem disse que o PM seguiu o grupo durante o trajeto até o hospital e ainda tentou dificultar o socorro da grávida. "Ele veio de lá até aqui me fechando", contou o rapaz.

Os médicos conseguiram retirar o bebê com vida. A menina, que nasceu aos seis meses, foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O estado de saúde de mãe e filha era considerado regular.
Brigas entre vizinhos
As famílias, que moram há muitos anos na mesma rua, viviam em desavença há um ano. Uma irmã do PM já tinha ocupado a residência da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) Jova Rural. Posteriormente, a casa foi entregue a uma sobrinha de Jurema, dando início ao conflito entre as famílias.
O marido de Jurema, Antônio João Agostinho, disse que chegou a fazer boletim de ocorrência no 73º Distrito Policial, no Jaçanã. “Foi feita uma reclamação dentro do batalhão com o próprio comandante dele. Eu estive com a minha esposa tanto no batalhão quanto na Corregedoria”, afirmou.
Procurada pela equipe de reportagem do Bom Dia São Paulo, a corporação não havia informado até a publicação da reportagem se alguma providência foi tomada após a denúncia feita pela família.

Depois do crime, o cabo se entregou à polícia. O PM está no 73º DP e confirmou as brigas entre as famílias.