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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Crime completa quatro anos


 09/09/2010 às 06h00:

Nesta quinta-feira (9)Relembre o assassinato do coronel Ubiratan...

Do R7



Clayton de Souza/27.09.2006/AE
A advogada Carla Cepollina é suspeita de matar o coronel Ubiratan Guimarães, em 2006

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O coronel aposentado da PM e deputado estadual Ubiratan Guimarães foi assassinado com um tiro na barriga há quatro anos, na noite de 9 de setembro de 2006, dentro do apartamento onde morava nos Jardins, zona sul de São Paulo. Na noite seguinte, assessores de Ubiratan encontram o corpo dele no sofá do apartamento. A polícia foi chamada e deu início à investigação.

No dia 11 de setembro de 2006, a advogada Carla Cepollina, namorada do coronel, é chamada para depor. Ela conta que estava no apartamento de Ubiratan na noite do crime e que os dois chegaram a discutir após ele receber o telefonema de uma mulher. Depois da briga, ela foi embora. Imagens gravadas pela câmera do elevador do prédio em que Ubiratan morava mostram Carla guardando um embrulho dentro da bolsa após deixar o apartamento do coronel. A polícia suspeita de que seja a arma do crime.

No dia 27 de setembro de 2006, a polícia indiciou Carla Cepollina pela morte do coronel Ubiratan. No início de outubro de 2006, o Instituto de Criminalística (IC) disse que a bala que matou o coronel foi disparada pela própria arma dele.

O Ministério Público de São Paulo denunciou Carla Cepollina à Justiça no dia 8 de novembro de 2006. Para a promotoria, Carla matou o coronel Ubiratan Guimarães como vingança por ele ter acabado o relacionamento com ela. A advogada passa a responder por homicídio duplamente qualificado, já que o coronel não teve condições de se defender e o foi morto por um motivo fútil.

No dia 30 de outubro de 2008, o juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, decide arquivar o caso e não levar Carla a julgamento. Para a Justiça, não existiam provas suficientes para apontar Carla como a principal suspeita da morte. Mas a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de São Paulo decidiu em junho deste ano que a advogada vai a júri popular. Cabe recurso.

Ubiratan ficou conhecido após comandar uma ação da polícia para acabar com uma rebelião dentro do presídio do Carandiru, na Zona Norte da capital paulista, em 1992. O episódio terminou com a morte de 111 presos. 

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A polícia começou a investigar a morte do coronel e passou a suspeitar da namorada dele, a advogada Carla Cepollina. Carla chegou a ser acusada pelo assassinato do coronel, mas a Justiça decidiu arquivar o caso antes de chegar a julgamento. Para o juiz Alberto Anderson Filho, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, não havia provas suficientes para que Carla fosse acusada. Até hoje, ninguém foi preso pela morte de Ubiratan Guimarães.



A MORTE DO CORONEL UBIRATAN



A MORTE DO CORONEL UBIRATAN
 Ao contrário do que concluiu o inquérito policial, o promotor Luiz Fernando Vaggione afirmou ontem que o motivo do assassinato do coronel Ubiratan Guimarães, não foi ciúmes. Vaggione disse que não vai usar essa hipótese na denúncia à Justiça, por homicídio doloso (com intenção), que prepara contra a advogada Carla Cepollina, indiciada (acusada formalmente) pela polícia. Para o promotor, Carla foi a autora do crime, ocorrido no dia 9 de setembro --tese também defendida pela polícia. A motivação, porém, teria sido outra, segundo o promotor. "O crime não foi praticado por ciúmes. Existem outros elementos como motivadores do delito." Vaggione não quis falar qual a motivação do crime que será usada na sua denúncia, a ser concluída em dez dias. Se a Justiça aceitá-la, o caso vira processo criminal. Carla passa, então, à condição de ré. O motivo do crime é importante para se definir a qualificadora (circunstância que faz aumentar a pena). No inquérito, Carla é indiciada por homicídio doloso e os policiais citam duas qualificadoras: motivo fútil (por ciúmes) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A polícia diz que Carla atirou em Ubiratan após uma discussão provocada pelo telefonema de uma amiga do coronel. Mas o entendimento da polícia pode ou não ser seguido pelo promotor. Ao rejeitar a tese de ciúmes, o Ministério Público segue a versão dos filhos de Ubiratan de que o coronel não teria um relacionamento amoroso com Carla. "Carla já sabia que Ubiratan tinha outras namoradas. Ele não queria o vínculo", disse Vaggione.
Segundo o promotor, o ciúme não pode ser apontado como a motivação para o crime porque não havia um relacionamento estável. O advogado da família de Ubiratan, o deputado federal Vicente Cascione (PTB-SP), concorda com a avaliação do promotor. Para ele, o motivo do crime seria vingança. "Eu não a denunciaria por ciúme. Eu acho que o motivo que levou Carla a matar foi vingança, motivo torpe. Ela se sentiu desprezada. Uma coisa é ter ciúmes e o desespero de perder alguém porque ama. Outra coisa é não aceitar perder para outra pessoa e não deixar isso barato, se vingar", falou Cascione. Questionado se a tese da Promotoria seria a de vingança, o promotor desconversou. "Não confirmo nem desconfirmo (sic)", disse Vaggione. Apesar de homicídio qualificado ser considerado crime hediondo, o promotor não vai pedir a prisão de Carla à Justiça. Ele afirma que só mudará de idéia se houver risco de fuga ou coação de testemunhas. "Para a polícia, Carla matou Ubiratan por ciúmes. E entendemos que o
iúme é um motivo fútil. Mas a classificação jurídica é por conta do promotor", falou Armando de Oliveira Costa Filho, delegado do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Carla nega o crime e afirma ter sido namorada de Ubiratan por mais de dois anos.
Publicado em: 11 janeiro2008


Fonte:http://pt.shvoong.com/humanities/1744173-morte-coronel-ubiratan/#ixzz2RTfjgS9g