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sábado, 10 de agosto de 2013

Exumação na segunda-feira

Buscará pistas sobre morte na ditadura...

Mário Magalhães

Arnaldo Cardoso Rocha (1949-1973)

( Para seguir o blog no Twitter: @mariomagalhaes_ )

A mãe do Arnaldo, Anete, já é nonagenária. O pai do Arnaldo, João de Deus, tem alguns anos a mais do que ela.
A companheira do Arnaldo ruma para os 62 anos.
Faltavam 13 dias para o Arnaldo completar 24 anos quando agentes da ditadura o mataram. Ele não viveria para conhecer o filho que sua companheira carregava na barriga.

Os restos de Arnaldo Cardoso Rocha serão exumados na segunda-feira em Belo Horizonte, a partir das 8h, no cemitério Parque da Colina. A iniciativa é da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
O propósito da exumação, pedida pela família do Arnaldo, é obter mais informações sobre as circunstâncias em que tiraram sua vida.
O Arnaldo era militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização armada de combate à ditadura instaurada em 1964.

Uma emboscada preparada pelo Destacamento de Operações de Informações (DOI) do II Exército surpreendeu-o em São Paulo no dia 15 de março de 1973.
Seu cadáver foi entregue em caixão lacrado ao pai.

Sua companheira, Iara Xavier Pereira, recapitula: “Com base no exame necroscópico da época, é possível identificar pelo menos um ferimento com características de defesa e outros dois ferimentos com o atirador em posição superior à do Arnaldo”.
Em outras palavras, há indícios de que o guerrilheiro da ALN foi assassinado depois de ser imobilizado.

 Blog do Mario Magalhaes

UOL Notícias



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Comissão deveria investigar torturas

23/05/2013 - 09h53

Que ocorrem nas prisões, diz leitor...

LEITOR JOÃO HENRIQUE RIEDER
DE SÃO PAULO (SP)
A Comissão da Verdade, após quase 20 meses de sua criação, quando ouviu 270 pessoas, entre vítimas, parentes e agentes da ditadura, mostrou resultados simplesmente decepcionantes.


Como não descobriu nada relevante, agora sugere punir militares anistiados, mas nem toca na possibilidade de fazer o mesmo com terroristas, que também foram responsáveis por mortes de inocentes em seus atentados. Muitos ocupam e ocuparam altos cargos nos três Poderes da República.
Outra conclusão da Comissão da Verdade foi que houve tortura desde o primeiro ano do regime, em 1964, antes mesmo da luta armada dos grupos de esquerda.
Sugiro aos integrantes da comissão que, em vez de vasculharem torturas praticadas no passado, que investiguem e comparem as torturas física e psicológica nos milhares de prisões de delegacias e presídios do país, onde é comum suas celas com número de presos bem superior que o triplo de suas capacidades máximas, com direito a quentinhas em decomposição, a ponto de nosso ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter afirmado: "Se fosse para cumprir muitos anos em uma prisão nossa, eu preferiria morrer".
Parece que para nosso ministro, prisioneiro não é gente, pois não toma medida alguma para tornar nosso sistema prisional minimamente humano.
Em nome da transparência, gostaria de saber quanto foi gasto pelo nosso governo com a Comissão da Verdade e se não está na hora de acabar com ela, não só pelos pífios resultados, mas principalmente por seus membros não serem dotados de imparcialidade, pois mesmo antes de assumirem suas funções já eram portadores de suas inegociáveis "verdades".
Sérgio Lima - 21.mai.13/Folhapress
Audiência de apresentação de resultados de um ano de trabalho da Comissão Nacional da Verdade
Audiência de apresentação de resultados de um ano de trabalho da Comissão Nacional da Verdade