A defesa de Ana Luiza Guimarães Carvalho apresentou laudos médicos que atestam problemas de saúde. Outros dois policias seguem presos preventivamente.
Por g1 Minas
A Justiça converteu nesta quarta-feira (30) a prisão preventiva de Ana Luiza Guimarães Carvalho para domiciliar. A policial civil é investigada por suspeita de participação em uma suposta fraude na apreensão de drogas durante uma operação realizada em agosto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
Segundo a defesa da policial, Ana Luiza apresenta depressão intensa, apatia, prostração e ansiedade.
O Ministério Público foi favorável à converssão da prisão com base em relatórios e documentos emitidos pela Casa de Custódia da Polícia Civil e pelo Hospital da Polícia Civil.
Além de Ana Luiza, os policiais Rodrigo Otávio e Rafael Egg também estão detidos na Casa de Custódia por suspeita de participação nas irregularidades da ação.
A operação foi realizada no dia 7 de agosto por policiais do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).
Os investigados participaram do cumprimento de um mandado de busca e apreensão que tinha como alvo Matheus Bruno Andrade Fernandes, filho de uma policial civil, e o pai dele, Bruno Gleidson Fernandes.
Na ocasião, eles afirmaram ter encontrado uma arma e uma barra de maconha na residência. No entanto, dias depois, imagens registradas pelos próprios policiais levantaram suspeitas sobre a forma como a droga foi localizada.
Em nota, Polícia Civil de Minas Gerais informou que recebeu o alvará de soltura para Ana Luiza Guimarães Carvalho e que realiza os procedimentos legais para o efetivo cumprimento da ordem judicial.
A Corregedoria da Polícia Civil investiga o caso.
Imagens dos policiais civis Ana Luiza Guimarães Carvalho, Rafael Egg Macedo e Rodrigo Otávio Andrade — Foto: Reprodução/TV Globo
Policial suspeita de forjar apreensão em BH tem prisão convertida | G1

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