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Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar em Vila Velha (ES), por volta das 5h de uma segunda-feira, terminou com a porta da casa de uma policial penal arrombada. Segundo os relatos, ela foi à varanda, se identificou como integrante das forças de segurança e voltou ao quarto para se trocar. Logo depois, a porta foi aberta à força. Ao conseguir ler o mandado de busca, constatou que ele trazia o nome de outra pessoa. O vídeo registra ainda um tenente da PM dizendo à servidora que ela “não parece nem polícia”.
O Código de Processo Penal estabelece que o mandado de busca deve indicar, da forma mais precisa possível, a casa e o nome do morador. A lei também determina que os agentes mostrem e leiam o mandado antes de entrar, e o arrombamento só é previsto quando o morador se recusa a abrir. Segundo o sindicato da categoria, a leitura só foi permitida depois de insistência da servidora, quando as buscas já haviam começado.
O Sindicato dos Policiais Penais do Espírito Santo informou que está protocolando representações contra o oficial na Corregedoria da PM, no Ministério Público estadual e na Justiça Militar. Caberá a esses órgãos apurar se houve falha na execução da ordem judicial e se a conduta verbal do tenente configura infração disciplinar ou crime. Até o momento, não há manifestação oficial das corporações envolvidas.
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