Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

OAB/RJ defende tipificação das milícias como crime


O presidente da OAB/RJ, Wadih Damous afirmou nesta quarta-feira, dia 29, que a tipificação das milícias como crime é “uma medida acertada e urgente” porque elas se constituem em verdadeiro flagelo no Rio de Janeiro. “As milícias oprimem as populações das áreas pobres do estado, mediante extorsões, violência e assassinatos”. 

Para Wadih, as milícias podem ser consideradas piores do que o tráfico de drogas armado porque são integradas por agentes públicos e até parlamentares."Toleradas - e até mesmo defendidas - por certas autoridades na época em que surgiram, as milícias são grave ameaça à democracia", afirmou.

A proposta de tipificação do crime de milícia, segundo o secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Benincá Beltrame, é importante porque dará maior rapidez no andamento de processos administrativos disciplinares, facilitando a punição, inclusive com expulsão, de policiais com desvio de conduta.

Fonteassessoria de imprensa da OAB/RJ
http://subsecoes.oabrj.org.br/detalheNoticia/69850/OABRJ-defende-tipificacao-das-milicias-como-crime.html 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Relatório Figueiredo:

Relatório Figueiredo: documento na íntegra (7 mil páginas PDF) pode agora ser baixado

Por , 02/06/2013 08:38
Trechos dodocumento: denúncias de violência contra os índios
Trechos do documento: denúncias de violência contra os índios
Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental
Havíamos disponibilizado, já, a versão resumida do Relatório Figueiredo, em 68 páginas. Agora, recebemos de Manuel Caleiro (a quem muito agradecemos) acesso à versão completa do documento: cerca de 7.000 páginas em PDF. Socializadas pelo grupo de pesquisa Meio Ambiente: Sociedades Tradicionais e Sociedade Hegemônica, por ele integrado, elas estão hospedadas no saite Direito Socioambiental, da PUC do Paraná.
Encaminhando a informação, Manuel Caleiro escreveu: “Como se trata de um documento de interesse nacional e o mesmo estava restrito a um pequeno número de pessoas, sugerimos que noticie esta disponibilização”. Concordamos plenamente: para baixar o Relatório na íntegra, basta clicar AQUI.
Aproveitando, entretanto, sugerimos também uma visita a Direito Socioambiental. A página se apresenta como “instrumento de comunicação e divulgação dos trabalhos e pesquisas do grupo de pesquisa Meio Ambiente: Sociedades Tradicionais e Sociedade Hegemônica, do Programa de Pós-graduação em Direito Econômico e Socioambiental, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, naLinha de Pesquisa Sociedades e Direito.
“É também o instrumento de divulgação e organização do Congresso de Direito Socioambiental, que terá sua IV edição nos dias 17, 18 e 19 de setembro de 2013, a ser realizado na Pontifícia Universidade Católica do Paraná”.
Nos dias 13 e 14 de maio, promoveu o Seminário Terras Quilombolas e a Constitucionalidade do Decreto 4887/2003, e a ilustração abaixo, bastante expressiva e bela, é uma de suas marcas.
Que tenhamos muitas outras informações e trabalhos em conjunto com o GP Meio Ambiente: Sociedades Tradicionais e Sociedade Hegemônica e sempre boas notícias da Direito Socioambiental. E, mais uma vez, obrigada, Manuel Caleiro.
mãos de todas as cores

sábado, 16 de novembro de 2013

Organizações preparam ato nacional

Contra o investimento nas obras para a Copa neste domingo

Por , 29/06/2013 13:19

Foto: AFP
Por Tatiana Félix, em Adital/IHU
O Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro realiza neste domingo (30), dia da final da Copa das Confederações no estádio do Maracanã, o ato nacional “Domingo eu vou ao Maracanã por direitos”.
A caminhada pacífica terá concentração a partir das 10h na Praça Saens Peña e seguirá até a Praça Afonso Pena. O objetivo é protestar contra obras relacionadas com a Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016) e levantar uma série de questionamentos sobre os gastos com as obras de preparação aos megaeventos mundiais esportivos frente aos investimentos precários nas áreas de saúde e educação.
Segundo Sandra Quintela, coordenadora da Rede Jubileu Sul Américas, a ideia é fazer atos descentralizados ao mesmo tempo em várias cidades do país, como forma de potencializar as manifestações em todos os locais.
De acordo com ela, os pontos principais da pauta de reivindicações são a anulação imediata da privatização do estádio Maracanã, “que foi feita com cartas marcadas”, e o fim das remoções não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil. Ela ressaltou que o estádio Maracanã deve servir para a população de todo o Brasil e que a comunidade do Horto e a Vila Autódromo, locais onde as famílias sofrem ameaça de remoção, não podem ser removidas e, por isso, pedem a permanência, urbanização e regularização fundiária dessas e de outras comunidades do Rio.
Além disso, também pretendem reforçar o pedido pelo passe livre no transporte público, principal pauta dos protestos que tomaram conta do Brasil nas últimas semanas, pelo fim da repressão policial e uso de armas letais, pela descriminalização dos movimentos sociais e anistia às pessoas presas durante os atos contra os aumentos das passagens, pela gestão democrática das cidades com participação popular, pela democratização dos meios de comunicação e pelo direito ao trabalho de camelôs.
Segundo Sandra, a mobilização popular questionando os investimentos altos para os megaeventos esportivos e as consequências para a população alcançou “vitórias concretas” na avaliação da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop). Isso porque, mesmo sendo amante do futebol, o povo brasileiro não tem aceitado certas manipulações como as decisões da Fifa (Federação Internacional do Futebol) e tem se mobilizado nas ruas – em números bem próximos ao de torcedores nos estádios – para questionar e reivindicar direitos.
“A participação dos manifestantes é grande, mas ainda temos que avançar para conquistar vitórias mais concretas. Tem que para já os despejos e as remoções”, avaliou, questionando ainda: “A Copa é para quem? Para quem serve a Copa? Para o esporte ou para o capital e para a especulação imobiliária?”
Sobre o ato de domingo, Sandra explicou que, no Rio de Janeiro, cidade que sediará ainda as Olimpíadas de 2016, “a gente estará encerrando uma etapa e entrando em outra fase para fortalecer e enraizar ainda mais o movimento. Nós temos um tempo maior de luta e resistência”.

domingo, 1 de setembro de 2013

PM mata sargento em festa para comemorar

Dom , 01/09/2013 às 08:05 | Atualizado em: 01/09/2013 às 13:19

  Promoção do amigo....



  • Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
    Praça onde acontecia a festa de comemoração pela promoção de Adaílton está marcada pelo crime
O que era para ser uma festa para comemorar a promoção do sargento Adaílton Soares dos Santos, 50 anos, acabou em tragédia na madrugada deste domingo, 1º, por volta de 1h20. Isso porque durante a confraternização, realizada no Conjunto ACM, no bairro do Cabula, em Salvador, uma confusão envolvendo o anfitrião e o convidado Eduardo da Mata, também soldado PM, resultou no assassinato de Adaílton, que mal teve tempo de aproveitar sua promoção na polícia. Na última sexta-feira, 30, ele tinha sido promovido para a patente de sargento na corporação.
Segundo informações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o soldado acusado pelo crime, além de matar o sargento, também teria baleado outro convidado, identificado como Adilson Cardoso Cerqueira. A vítima, que passou por cirurgia ainda nesta madrugada, está internada no Hospital Roberto Santos, no Cabula. O estado de saúde do vizinho do sargento não foi revelado até o momento.
Eduardo, que era amigo do sargento, fugiu logo após cometer o homicídio. Policiais do DHPP investigam o caso, mas ainda não têm pistas sobre o paradeiro do homicida, que é lotado na Companhia Independente de Policiamento Especializado - Polo Industrial, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
De acordo com moradores do local, a praça onde o assassinato ocorreu  fica sempre movimentada durante os finais de semana, quando amigos se encontram para beber. "Adaílton e Eduardo estavam sempre aqui, eram bem amigos. Na praça nunca tinha acontecido confusão", conta um frequentador da praça, que não quis se identificar.

* Colaborou Joana Oliveira.
 Salvador


Marca do A TARDE





quinta-feira, 23 de maio de 2013

Anistia Internacional critica polícia

E diz que Brasil vive déficit de justiça

Relatório da ONG, que monitora os direitos humanos em todo o mundo, aponta também que pessoas que denunciaram crimes ou violações estão sem proteção no País

Renan Truffi - iG São Paulo | - Atualizada às
Nivaldo Lima/Futura Press
Relatório diz que homicídios cometidos por policiais continuaram a ser registrados como "autos de resistência" como forma de ocultar crimes
A tortura e o uso de força excessiva foram as formas que as autoridades brasileiras escolheram para combater o aumento da criminalidade em 2012. Além disso, práticas policiais repressivas e discriminatórias foram adotadas nos Estados do País. É o que aponta o relatório da Anistia Internacional, organização não-governamental que monitora os direitos humanos em todo o mundo, divulgado nesta quarta-feira (22). Neste cenário, a conclusão do diretor-executivo da ONG, Atila Roque, é que o Brasil vive um déficit de justiça.
“O Brasil sofre de várias questões históricas que desestabilizam o ambiente para conquistas dos direitos humanos. Isso vem marcado por um estado que cuida mais dos privilégios de alguns e por uma sociedade que ainda atravessa pelo racismo. Somos uma sociedade em que a polícia ainda funciona numa lógica da repressão, guerra, controle. São elementos que estão presentes na cultura política. Limitando ou dificultando a instalação de uma cultura de direitos humanos. Estamos vivendo um momento em que o universo de valores está sendo colocado à prova. É um momento crucial em relação às escolhas sobre onde queremos estar daqui a 40 ou 50 anos”, explica.
Leia também: 
Policiais paulistas admitem ter cruzado os braços contra violência em evento

A Anistia lembra, por exemplo, que o “número de homicídios cometidos por policiais aumentou de forma acentuada". "Jovens negros do sexo masculino constituíam um número desproporcional dessas vítimas, sobretudo no Norte e Nordeste". Em São Paulo, uma das razões para o mesmo número estar elevado seria a intensificação dos confrontos entre policiais e a principal organização criminosa, o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O relatório explica, no entanto, que “nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, os homicídios cometidos por policiais continuaram a ser registrados como "autos de resistência" ou "resistência seguida de morte". De acordo com Atila Roque , essa é uma forma que “tem servido para ocultar o crime policial ou o uso excessivo de força”.
“Existe uma recomendação do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana para o fim do auto de resistência. É muito importante que qualquer situação que envolva morte causada por ação policia não haja pré-julgamento de nenhum dos dois lados . É importante pra todo mundo que qualquer caso seja devidamente investigado, que a cena do crime seja preservada. Isso é o que se espera de uma policia cidadã, que não estimula a brutalidade e a violência”, argumentou.
Proteção e denúncia
Outro problema identificado pelo documento referente ao ano de 2012 é a proteção dos defensores dos direitos humanos. De acordo com o texto, o Brasil vive um período em que as leis que garantem os direitos das pessoas mais vulneráveis não estão sendo respeitadas.
Entenda o caso: Dois são condenados por morte de casal de extrativistas no Pará
A Anistia cita uma história ligada ao casal de extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, executados no Pará em 2011 por denunciarem madeireiros. A irmã de Maria, Laísa Santos Sampaio, continuou a receber ameaças de morte. No fim de 2012, ela ainda não havia recebido proteção, pois o Programa de Proteção não estava implementado no estado.
“Fomos capazes de criar aparato legal em relação aos direitos humanos. Mas, na prática, o que percebemos é que em diferentes circunstancias a legislação não é aplicado devidamente. O Estado, que deveria garantir esses direitos, por omissão, acaba sendo agravador ou violador da legislação.







quinta-feira, 16 de maio de 2013

HERANÇA DA DITADURA, TORTURA PRATICADA


 POR POLICIAIS É LEGITIMADA PELO SUPREMO,,,,

Supremo pode absolver torturadores
A violência policial é muito presente na vida dos brasileiros em todas as classes sociais. Ninguém escapa, mas é a população negra e que mora em favela ou na periferia que sente na pele a herança da ditadura militar. Os exemplos saltam nos jornais todos os dias. Veja o mais recente caso de tortura e morte praticado por policiais em São Paulo.
A violência e tortura policial, que ainda resiste após 20 anos de democracia, mostram que esse legado da ditadura está consolidado como prática constante no Brasil. Acontece com jovens que fazem pequenos furtos, mas a maioria dos torturados e mortos é de trabalhadores sem passagem pela polícia, inocentes. Há uma cultura, gerada pelos torturadores da ditadura militar no Brasil, que é a cultura do temor à autoridade, temor policial.
A pacificação gerada pela Lei da Anistia é uma grande falácia. A violência dos torturadores militares ou a serviço de militares durante a ditadura escapou ao controle do Estado e da sociedade. Claro que não são todos os policiais, assim como não foram todos os militares que torturaram. É preciso saber quem são e puni-los.
O Supremo Tribunal Federal, ao legitimar a Lei da Anistia, acabou por legitimar a tortura que acontece atualmente no Brasil.
Se historicamente não punimos torturadores, continuaremos a ser lenientes com essa prática horrenda.
Leia mais em Educação Política:
GILMAR MENDES: UMA DAS PIORES HERANÇAS DO PSDB PORQUE É UM LEGADO NA CÚPULA DO PODER JUDICIÁRIO E VITALÍCIO
BRASIL INCENTIVA CORRUPÇÃO NA JUSTIÇA COM PRÊMIO DE APOSENTADORIA INTEGRAL PARA JUIZ CORRUPTO
PODER JUDICIÁRIO É QUEM MAIS DESRESPEITA A CONSTITUIÇÃO E LIBERA SALÁRIOS ACIMA DO TETO CONSTITUCIONAL
OS CARGOS VITALÍCIOS DOS JUÍZES FAZEM COM QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SEJA O PODER MAIS ANTIDEMOCRÁTICO DO BRASIL


quarta-feira, 24 de abril de 2013

PMs são suspeitos de montar grupo

De extermínio

 TV Estadão | 23.4.2013 Grupo seria responsável por matar 35 pessoas e ferir outras 17 na cidade de Guarulhos (SP) desde junho do ano passado. Leia a cobertura completa no jornal "Estado" desta quarta-feira (24.4)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Conivência da Conmebol alimenta violência,

Conivência da Conmebol alimenta violência, mas nada justifica arma dentro de campo qui, 04/04/13 por marcelo.bechler |categoria Sem categoria Antes de mais nada, para evitar que alguém entenda mal: não acho que o Atlético seja culpado e deva receber punição pelo o ocorrido no Independência.

 A confusão se restringiu a torcedores de um time derrotado, que reclamavam sabe-se lá o que com a arbitragem e uma reação exagerada da polícia, entrando no campo de jogo com armas (ainda que de balas de borracha) apontadas.

 A questão principal, ao meu ver, gira em torno da falta de critério da Conmebol para punir. Ano passado uma final de campeonato foi interrompida no meio, por uma situação parecida, e nada aconteceu. Uma multa de 100 mil dólares para cada clube e o São Paulo teve que jogar uma partida no Pacaembu. Caso ali algo sério fosse feito, como excluir o culpado da competição e impossibilitar participações futuras, os jogadores do Arsenal pensariam duas vezes antes de ser valentes. A Conmebol teve sua chance de tomar controle da situação e perdeu.

 Tem mais uma agora. A ação da polícia acabou se tornando um caso a parte.

 O exagero aconteceu quando, depois de uma situação praticamente controlada, oficiais entraram no campo com armas na mão proporcionando uma cena horrível. Entendo que é necessário conter os ataques e garantir a segurança de todos, mas a ação (que até então era de mediação) extrapolou naquele momento (a partir de 0’29’’ no vídeo).

 Peleas y trompadas entre jugadores de Arsenal y la Policia Brasileña - 4-4-
2013

  
 Publicado em 03/04/2013

 https://twitter.com/1pocodeto2 - http://www.facebook.com/unmundodecuri... - Peleas y trompadas entre jugadores de Arsenal y la Policia Brasileña - 4-4-2013 Não foi a primeira vez. Ninguém me contou, eu estava no Independência em Atlético e Vitória no Campeonato Brasileiro de 1999 e vi de perto.

 Depois de uma briga generalizada em campo a polícia apartou uma confusão relativamente pequena na arquibancada usando cassetetes, escudos e cachorros.
 Sobrou para culpados e inocentes, mulheres foram jogadas no chão pela PM.

Eu tinha 12 anos e se não corresse, apanharia também. Cada um tem um caso parecido para contar. Atlético-MG 1 x 2 Vitória -

 Campeonato Brasileiro de 1999  
 Enviado em 13/01/2012

Ainda na primeira fase do Brasileirão, Leão tirou a invencibilidade da equipe mineira no Independência ao derrotá-la com gols de Cláudio e Baiano. A partida ficou marcada por uma confusão generalizada que teve início no gramado e partiu para a arquibancada. Muita gente em Belo Horizonte questiona a política do “não”. Vários eventos são cancelados ou limitados pela ação preventiva da polícia, não é? E a crítica, pelo o que eu vejo, normalmente se dá porque dizem que os policias não querem fazer planejamento de segurança. Inclusive quando se fala em clássico com apenas uma torcida.

 Os críticos são os mesmos que agora aplaudem o revide às agressões, uma vez que os argentinos bateram primeiro? Se uma pessoa agride um policial na rua ele tem direito ao revide ou o dever de prendê-lo? A conivência e mão leve da Conmebol permitem a agressividade e alimentam a violência. Mas não é possível que seja certo aplaudir armas apontadas para conter uma confusão de campo.


http://colunas.radioglobo.globoradio.globo.com/platb/marcelobechler/2013/04/04/conveniencia-da-conmebol-alimenta-violencia-mas-nada-justifica-arma-dentro-de-campo/

domingo, 24 de março de 2013

9 tipos de tortura que foram e ainda são utilizados

Segundo a Lei Nº 9.455, de 7 de abril de 1997, constitui crime de tortura:
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental:
II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.
Sabemos que a tortura ainda é aplicada em todo o mundo, infelizmente não é possível haver uma fiscalização eficiente o bastante para impedir totalmente este tipo de prática absurda. Em situações de guerra ou em países que não condenam tais atos a tortura é aplicada com relativa frequência.

Mesmo assim a terceira Convenção de Genebra, escrita em 1929, define a obrigação de tratar os prisioneiros de guerra humanamente, sendo a tortura e quaisquer atos de pressão física ou psicológica proibidos. Claramente não é bem assim que a coisa funciona.

Não pense que porque estamos em um mundo moderno, onde a Internet leva a informação aos mais variados cantos, os crimes de tortura estão extintos. Grupos como o Tortura Nunca Mais e o DHNet estão aí para fiscalizar e tentar fazer com que esta triste realidade pertença apenas à história, como forma de aprendizado das atrocidades que o ser humano é capaz quando é dada a oportunidade.

A maior arma dos torturadores é a falsa legitimidade do ato, teoricamente justificado por princípios vigentes ou objetivos “para o bem comum” e a tolerância da população. O pior é ver a mídia sendo não só conivente, mas dedicada a tornar este tipo de prática desculpável se for em nome do herói. Mesmo gostando de produções como 24 Horas, Tropa de Elite e The Shield não posso deixar de me incomodar com este comportamento.

Abaixo estão nove exemplos de torturas bárbaras que foram ou são colocadas em prática nos dias atuais.

privacao de sentidos
1 – Privação de sentidos – Uma das principais formas de tortura, que é de certa forma reproduzida em vários outros métodos. Em seu modo mais simples pode apenas privar a pessoa de alguns sentidos como a visão ou a audição com a utilização de vendas, capuzes e/ou fones de ouvido. Outras formas mais elaboradas podem retirar também o olfato, tato, paladar, a sensação de calor e da gravidade.

Para quem acha que este tipo de coisa não pode acontecer nos dias atuais vale lembrar o caso de José Padilla, preso nos EUA em 2002 por auxiliar terroristas e condenado a passar mais de 17 anos na prisão. Enquanto esperava por seu julgamento Padilla passou 1.307 dias em uma cela de 2,7 x 2,1 metros sem nenhuma luz natural ou forma de contar a passagem do tempo. Em seus interrogatórios foram usados sons agudos e luzes fortes o tornando tão debilitado que ele via até mesmo seus advogados como torturadores.

tortura pendulo
2 – Pêndulo – Método que se popularizou durante a Inquisição Católica, ele consiste em prender as mãos da pessoa nas costas e depois pendurá-la. Isso geralmente é suficiente para deslocar os braços da vítima, mas quando era necessário prendiam-se pesos nos pés, aumentando assim a dor.

Não existem casos famosos atualmente pelo uso deste método, mas ele pode ser encontrado facilmente no cinema. Pela facilidade na execução podemos crer que ainda é muito utilizado até hoje.

tortura privacao de sono
3 – Privação de sono – Este é um ponto polêmico pois interrogadores acreditam que esta técnica não é exatamente uma tortura. A pessoa pode passar dias acordado e cada vez que ela vai cair no sono algum barulho forte ou luz muito brilhante é utilizada.

O ex-Primeiro Ministro de Israel Menachem Begin passou por isso quando foi prisioneiro dos Russos e descreve como foi sua experiência.
“Na cabeça de quem é interrogado começa a se formar uma névoa. Seu espírito está morto de cansado, suas pernas estão instáveis e ele tem apenas um desejo:  dormir… Qualquer um que tenha experimentado este desejo sabe que nem a fome ou a sede podem ser comparados a ele.”
Uma pesquisa recente feita pelo canal de TV ABC e pelo jornal Washington Post mostrou que mais da metade dos americanos não vêem na privação de sono um método de tortura.

tortura frio extremo
4 – Frio ou calor extremos – Uma técnica utilizada atualmente. Quando a pessoa já está estressada ela é despida e exposta a temperaturas muito altas (mais de 50 graus Célsius) ou muito frias (menos de zero grau). Isso pode ser feito de maneira natural (dependendo do clima) ou artificial.

tortura assedio sexual
5 – Assédio sexual (estupro/sodomia) – Uma forma fácil de se humilhar alguém que está subjugado é sexualmente. Quando uma pessoa está presa, amarrada ou algemada ela é um alvo fácil. Seja homem ou mulher isso facilmente “quebra” uma pessoa. O episódio na prisão Abu Ghraib (Iraque), onde prisioneiros foram forçados a posarem para fotos sem roupas, se tornou famosos mundialmente. Por todo o mundo há inúmeros relatos de prisioneiros(as) estuprados quando encarcerados, seja por sadismo, perversão ou por “punição”. Um outro exemplo é a perseguição na China dos praticantes do Falun Gong, que em relato das Nações Unidas sobre a violência contra a mulher em 2003 é citada, com ocorrência de estupros, além de mutilação e choques nos órgãos sexuais. Na Ditadura Militar do Brasil inúmeras ocorrências deste tipo foram relatadas.

tortura afogamento
6 – Afogamento simulado – Neste método a pessoa é deitada de costas e imobilizada com um pano cobrindo sua cabeça. Com a cabeça inclinada para trás, a água é lançada sobre a face e para dentro das vias respiratórias. Por meio do sufocamento forçado e da inspiração de água, o torturado passa pelo processo de afogamento e é levado a acreditar que a sua morte é iminente.

Esta é outra prática controversa, pois diversas autoridades não a consideram como tortura. Em 2007 chegou ao conhecimento do público que o Departamento de Justiça dos EUA havia autorizado o procedimento. A CIA admitiu que o afogamento simulado já fez parte de sua cartilha de técnicas de interrogatórios, mas alegam que atualmente eles não a utilizam mais.

A técnica vem dos tempos da Inquisição e foi também utilizada pela Ditadura Militar no Brasil.

BE023717
7 – Linchamento – Mesmo já sendo uma prática utilizada durante a Idade Média o nome é dado em homenagem ao capitão William Lynch, que manteve um comitê para manutenção da ordem durante a guerra de independência dos EUA, por volta de 1780. Por isso uma das denominações desta técnica é a lei de Lynch.

Consiste no assassinato de uma pessoa sem um procedimento judiciário legal, geralmente por uma multidão que espanca e enforca a vítima. Foi altamente praticada durante as décadas de 1950-1960 para assassinar negros durante o período de segregação racial.

O linchamento ainda ocorre em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, em locais onde não se acredita no poder da justiça e da polícia nos casos que causam comoção entre as pessoas. Geralmente casos de pedofilia e/ou estupro.

tortura ficar em pe
8 – Ficar em pé forçadamente – Forçar uma pessoa a ficar em pé por muitas horas pode causar inchaço nos tornozelos, hematomas e dores extremas. Este é mais um exemplo do que ocorreu na prisão Abu Ghraib, onde os prisioneiros ficavam em pé por 8 a 10 horas sem poder descansar.

No Século XIX era utilizado como método de tratamento para problemas psiquiátricos (apenas um dos métodos de tortura empregados nos doentes psiquiátricos, eram muitos).

tortura morte por mil cortes 2
9 – Morte por mil cortes – Este foi um tipo de tortura praticado na China oficialmente até por volta de 1905. A vítima era cortada com lâminas finas e afiadas. Geralmente começava cortando os olhos, deixando a pessoa cega e aumentando sua agonia. Depois eram cortados dedos das mãos e dos pés, nariz, orelhas, lábios e por fim grandes pedaços de carne.  Todo o procedimento durava em média 3 dias.