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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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segunda-feira, 22 de junho de 2026
Polícia investiga morte de tenente da PM e da ex-companheira em Minas
Há suspeita de que o militar tenha atirado contra a mulher e cometido suicídio em seguida. Caso ocorreu em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro
Marcos Antônio Guimarães, de 36 anos, e a ex-companheira Jéssyca Muniz, de 34 anos, foram encontrados mortoscrédito: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil investiga a morte do tenente da Polícia Militar Marcos Antônio Guimarães, de 36 anos, e da ex-companheira, Jéssyca Muniz, de 34, encontrados mortos dentro de casa no Bairro Jardim Europa, em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro. A suspeita é de que o militar tenha atirado contra a mulher e cometido suicídio em seguida.
De acordo com informações preliminares, os corpos foram encontrados na manhã dessa terça-feira (2/6) por familiares de Jéssyca, que acionaram a polícia. Ambos apresentavam ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Os familiares da vítima suspeitam que o militar tenha atirado contra a ex-companheira antes de tirar a própria vida.
Marcos e Jéssyca haviam mantido um relacionamento e estavam separados. O militar atuava no 54º Batalhão da PM, sediado em Ituiutaba, também no Triângulo Mineiro. As circunstâncias e a dinâmica do caso ainda não foram esclarecidas.
A perícia da Polícia Civil esteve no imóvel para fazer os levantamentos iniciais. Depois dos trabalhos no local, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) em Ituiutaba, onde passarão por exames antes de serem liberados para os familiares.
Em nota, a PC informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais que vão apontar as causas e circunstâncias das mortes. A corporação destacou que as investigações seguem em andamento.
Até o momento, a polícia não divulgou informações sobre registros anteriores de violência envolvendo o casal, nem a motivação do crime.
A reportagem do Estado de Minas procurou a Polícia Militar que disse que as circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes e que a corporação está acompanhando o caso. “Neste momento de profunda tristeza, a Polícia Militar de Minas Gerais manifesta sua mais sincera solidariedade aos familiares e amigos do policial militar e da ex-companheira, que enfrentam o luto desejando força, conforto e serenidade para atravessarem este período de dor."
*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Os negócios milionários de um família de simples militares...
A família de Mauro Cid, o ajudante-de-ordens de Bolsonaro, comprou imóveis nos EUA que somam mais de R$ 12 milhões. A Polícia Federal apura os escandalosos sinais exteriores de riqueza
publicado 15/05/2023 às 11:54
A família de Mauro Cid, o ajudante-de-ordens de Bolsonaro, comprou imóveis nos EUA que somam mais de R$ 12 milhões. A Polícia Federal apura os escandalosos sinais exteriores de riqueza
A notícia ganhou a mídia na última semana. O site “Metrópoles” revelou a movimentação mais que suspeita de familiares de um dos mais próximos auxiliares do ex-presidente da República, o tenente-coronel Mauro Cid, envolvido em todos os últimos escândalos do líder da extrema-direita brasileira. A Polícia Federal investiga como o irmão de Cid, que se chama Daniel, comprou uma mansão de R$ 8,5 milhões nos EUA.
Nos últimos anos, Daniel fez outras aquisições milionárias, incluindo uma casa na Flórida. Era o estado onde vivia o pai de ambos, o general Mauro César Lorena Cid, que estava à frente do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Alguns dos negócios realizados por Cid foram registrados em nome de um trust familiar, o “Cid Family Trust”. A PF já sabe que Daniel operou uma “milícia digital” contra as eleições de 2022 e disseminou fake news.
Mauro Cid, preso pela Polícia Federal há duas semanas na investigação que apura a fraude com cartões de vacinação do ex-presidente e da filha, além da própria esposa e outros suspeitos, viajou para Orlando com Bolsonaro, em 30 de janeiro de 2022. Ele tinha planos de esticar sua temporada em terras americanas. À PF, confirmou que atravessou os EUA para visitar a família na Califórnia.
O tenente-coronel do Exército está no centro de todos os escândalos envolvendo o ex-presidente. É investigado por por distribuição de fake news, vazamento de documentos sigilosos e de operar um caixa paralelo no Planalto que servia à família Bolsonaro. Também está envolvido no rolo das joias sauditas retidas pela Receita Federal em 2021.
Nos últimos anos, a família de Cid comprou uma uma mansão de US$ 1,7 milhão na Califórnia, onde vive seu irmão, Daniel Cid, envolvido na promoção e difusão de fake news em favor de teses caras ao bolsonarismo, como a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas. Isso já levou o TSE a abrir um inquérito que pode levar Bolsonaro a perder seus direitos políticos. A mansão está registrada oficialmente como propriedade de um trust de nome sugestivo: “Cid Family Trust”. Na justiça americana, trusts são um instrumento legal que permite a proprietários de bens, sejam eles fundos de investimento ou imóveis, deixarem a tutela do patrimônio a cargo de pessoas de confiança (daí vem o nome, em inglês), que ficam a cargo de administrá-lo.
Trata-se de um modelo bastante usado, por exemplo, para blindar patrimônios de eventuais problemas judiciais e garantir sua transferência futura para quem o proprietário original indicar. Os donos reais, as pessoas físicas, não aparecem nos registros oficiais — foi preciso cruzar os dados com outras fontes para descobrir que Daniel está ligado aos negócios. Foi isso que o ”Metrópoles” descobriu.
A mansão registrada em nome da Cid Family Trust fica em Temecula, cidade vinícola encravada no sul da Califórnia, a cerca de 130 quilômetros de Los Angeles. A propriedade foi registrada em nome do trust em 2019 e tem 438 metros quadrados de área, com cinco quartos, quatro salas e uma confortável área de lazer que inclui piscina e fireplace. Em dois documentos americanos, junto ao nome do trust aparece também o nome do irmão do tenente-coronel.
Desde 2019, o trust da família Cid passou a ser dono, ainda, de outra casa, menor, avaliada em R$ 2,2 milhões e localizada na mesma cidade. Antes, o imóvel estava em nome de Daniel, como pessoa física. O irmão do tenente-coronel também aparece ligado a um terceiro imóvel em Temecula, vendido recentemente por ele pelo equivalente a R$ 3,3 milhões.
De acordo com a reportagem, os registros oficiais do condado de Riverside, onde fica Temecula, indicam que, em março do primeiro ano do governo Bolsonaro a mansão foi colocada em nome do trust. Sites especializados estimam que, atualmente, a residência de alto padrão valha mais de US$ 2,2 milhões — algo próximo a R$ 11 milhões.
O “Metrópoles” revelou que a aquisição mais recente de Daniel Cid é uma casa em Miami, na Flórida: uma unidade no Doral Isles Martinique. Segundo os serviços de pesquisa imobiliária, o imóvel foi comprado em agosto de 2020. No site oficial do governo de Miami Dade, o bem está avaliado em cerca de R$ 2 milhões e registrado fora do trust, em nome do próprio irmão do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. São quatro quartos, em dois andares, dentro de um condomínio privativo da cidade. Nos Estados Unidos, o irmão de Mauro Cid fez, nos últimos anos, movimentações financeiras e societárias que chamam atenção.
Até 2022, Daniel era apenas mais um brasileiro vidrado em tecnologia que fez carreira no setor de segurança digital na Califórnia. Quando começou a lançar mão das habilidades para ajudar Bolsonaro na tentativa de fraudar as eleições e a disseminar mentiras sobre a pandemia de Covid-19, no entanto, entrou no radar da polícia e do STF.
Daniel foi o criador do site “brasileiros.social”, uma página hospedada fora dos servidores tradicionais e ilustrada com a bandeira do Brasil. Foi nesse site que foi parar cópia de um inquérito sigiloso da PF alardeado pelo ex-presidente — na companhia do tenente-coronel Cid — para “provar” a manipulação do sistema eleitoral. O caso virou um inquérito que ainda tramita no Supremo.
O pai dos irmãos Cid, o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, é amigo de Bolsonaro e foi nomeado no governo anteirior para chefiar o escritório da ApexBrasil, em Miami. Foi demitido do cargo em janeiro, quando Lula assumiu a Presidência da República. Agora, a PF está apurando como a família passou a esbanjar riqueza na nação mais poderosa do mundo. •
Após prisão de advogados, OAB-GO pede transferência de delegado à SSP
Durante sessão do conselho da OAB-GO na última segunda (9/6), o presidente da entidade, Rafael Lara Martins, deliberou medida

Goiânia – O Conselho Pleno da seccional de Goiás da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) reconheceu a ocorrência de violações reiteradas às prerrogativas profissionais da advocacia praticadas pelo delegado da Polícia Civil Humberto Teófilo de Menezes Neto, lotado na Central Geral de Flagrantes de Goiânia.
Durante sessão do conselho na última segunda-feira (9/6), o presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins, deliberou, entre outras medidas, por um pedido, encaminhado à Secretaria da Segurança Pública (SSP), pelo afastamento do delegado Humberto Teófilo da Central Geral de Flagrantes (CGF) de Goiânia.
Na ocasião, foram aprovadas, por unanimidade, notas de desagravo público em favor dos advogados, baseadas nas prisões recentes de três profissionais em Goiás, todas lavradas pelo mesmo delegado.
“Delegacia de polícia não é comitê político-eleitoral, e a OAB-GO não ficará silente diante de abusos”, afirmou Rafael Lara durante a sessão.
Advogados presos
Segundo Rafael Lara, uma das prisões, dos advogados Boadry Veloso Junior e Heylla Rose Campos Valadão Veloso, autuados enquanto acompanhavam alguns presos, foi “tão arbitrária” que no dia seguinte o flagrante foi anulado, e o Ministério Público reconheceu a improcedência das acusações.
Outra advogada presa pelo mesmo delegado, Taynara Divina Arruda Soares, segundo o presidente da OAB, relatou ter sido ridicularizada e exposta nas redes sociais.
“Não se trata aqui de ataque a pessoa ou ao agente, mas da defesa da advocacia diante de reiterados cenários de violações das prerrogativas profissionais que têm como único propósito a intenção de autopromoção pessoal”, afirmou Lara. Além do pedido de afastamento do delgado junto à SSP, a OAB Goiás também anunciou que fará um ato de repúdio aos abusos, em data a ser confirmada, na frente da CGF de Goiânia. O evento, segundo Rafael Lara, contará com a presença do presidente do Conselho Federal da OAB.
Delegado alega perseguição
Assim que tomou conhecimento das decisões tomadas durante a reunião do Conselho Pleno da OAB, o delegado Humberto Teófilo postou em suas redes sociais um vídeo, onde afirma estar sendo perseguido por ter prendido “ricos”. “É porque eu roubei? Não. Porque eu sou corrupto? Não. Porque eu peguei drogas, armei algum flagrante, bati ou xinguei alguém? Também não”, afirmou o policial.
No vídeo, ele ainda desafia a entidade, dizendo que é para a OAB fazer o protesto no dia em que ele estiver de plantão na Central Geral de Flagrantes. A Diretoria Geral da Polícia Civil e a SSP ainda não se pronunciaram sobre o pedido feito pela OAB Goiás.




