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sábado, 22 de agosto de 2026

Médico chama vizinho de 'macaco' e é condenado por injúria racial

 Julio Cesar Gondim Melo foi condenado por injúria racial contra dois vizinhos, injúria religiosa contra outra vizinha e ameaça e desacato contra um policial militar.

Por Aline Goulart, Ramon Lacerda, g1 Goiás e TV Anhanguera

Médico é condenado por injúria racial após chamar vizinho de 'macaco'

Médico é condenado por injúria racial após chamar vizinho de 'macaco'


O médico cardiologista Julio Cesar Gondim Melo foi condenado por injúria racial contra dois vizinhos após chamar um deles, Jorcelio Araújo Borges de Almeida, de "macaco". Um vídeo divulgado com exclusividade pela TV Anhanguera mostra as várias ofensas (assista acima). Na sentença à qual o g1 teve acesso, a Justiça o sentenciou por injúria religiosa contra uma moradora e por ameaça e desacato a um policial militar.

O crime aconteceu em julho de 2025. Na época, o médico foi preso e solto mediante uma fiança de R$ 20 mil. O julgamento aconteceu na segunda-feira (17), em Goiânia. O g1 tentou contato com a defesa do médico, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Em nota enviada à TV Anhanguera, a defesa do médico informou que respeita a decisão judicial, mas discorda de pontos relevantes e que vai recorrer da decisão. A produção da emissora conversou com o médico, mas ele não quis se manifestar.

    “Enquanto os policiais atendiam Jorcelio e Neusair, por ali chegou o denunciado e mesmo com a presença dos policiais, ele voltou a ofendê-los com palavras 'macaco”, 'ladrão', 'gigolô', 'macumbeira', 'safada' ", destaque do documento.

    Julio Cesar foi condenado a uma pena total de 1 ano, 8 meses e 29 dias de prisão em regime inicial aberto. O juiz Liciomar Fernandes da Silva concedeu a suspensão da sentença, condicionada à prestação de serviços à comunidade durante o primeiro ano.

    Durante o processo, a defesa alegou insanidade mental. A Justiça então determinou a continuidade de acompanhamento médico e psiquiátrico do médico.

    À esquerda, médico foi condenado por injúria racial, religiosa e desacato; à direita, vizinho, que é servente de obras, foi chamado de 'macaco' — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

    À esquerda, médico foi condenado por injúria racial, religiosa e desacato; à direita, vizinho, que é servente de obras, foi chamado de 'macaco' — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

      Vizinhos há 14 anos

      Jorcelio é vizinho do médico há cerca de 14 anos no Jardim América, em Goiânia, e trabalha como servente de obras. De acordo com o processo e com vídeo divulgado pela emissora, o Jorcelio vinha sendo alvo de ofensas e perseguições contínuas.

      No episódio que resultou na prisão do médico, ele perseguiu Jorcelio na rua quando o trabalhador saía com um carrinho de mão, chamando-o de "macaco", "preto safado" e afirmando que "todo preto é bandido".

      Na mesma ocasião, o médico colocou a mão sob a camisa simulando estar armado e ameaçou o morador de morte, disse que “daria um jeito neles” e que “acabaria com eles”.

      A justiça fixou uma indenização por danos morais total de R$ 30 mil. Por fim, a decisão proíbe o profissional de se aproximar dos vizinhos, com uma distância mínima de 200 metros.

      Médico chama vizinho de 'macaco' e é condenado por injúria racial | G1

      Os trapalhões da insegurança publica, o que esperar de uma policia dessas.....

      Moraes determina cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF

       Silvinei foi condenado pela 1ª Turma do STF a uma pena de 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento na trama golpista. Colegiado também determinou a perda do cargo público.

      Por Márcio Falcão, Luiz Felipe Barbiéri, TV Globo — Brasília


      O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) a cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na gestão Jair Bolsonaro e condenado pela trama golpista.

      No fim do ano passado, a Primeira Turma do STF fixou uma pena de 24 anos e 6 meses de prisão para Silvinei, que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O colegiado também impôs a sanção de perda do cargo público ocupado pelo ex-diretor da PRF.

      "DETERMINANDO o imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público imposta a SILVINEI VASQUES, mediante a cassação de sua aposentadoria no cargo de Policial Rodoviário Federal", diz trecho da decisão de Moraes desta sexta.

      Segundo as investigações, Vasques integrou o núcleo responsável por utilizar a estrutura da PRF com desvio de finalidade.

      As principais condutas envolveram o direcionamento de blitzes e operações rodoviárias no segundo turno das eleições de 2022 para dificultar o transporte e a votação de eleitores, especialmente na Região Nordeste, além do monitoramento ilícito de autoridades.

      Após responder ao processo em liberdade sob medidas cautelares, Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica no feriado de Natal e cruzou a fronteira.

      Ele foi detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, quando tentava embarcar com destino a El Salvador.

      A polícia paraguaia confirmou a fraude biométrica e realizou a expulsão do ex-diretor, entregando-o à Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), de onde seguiu sob escolta para Brasília.

      Silvinei Vasques cumpre pena na ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como "Papudinha", localizada em Brasília (DF),

      Silvinei Vasques ao ser preso no aeroporto de Assunção, no Paraguai, em imagem de arquivo — Foto: Arquivo pessoal

      Silvinei Vasques ao ser preso no aeroporto de Assunção, no Paraguai, em imagem de arquivo — Foto: Arquivo pessoa

      Moraes determina cassação da aposentadoria de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF | G1