Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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terça-feira, 31 de março de 2026

Corregedoria abre inquérito contra policial que agrediu colegas em abordagem

 Sargento Victor Lemes Vaz é suspeito de ter feito disparo de arma em bar embriagado durante folga e resistiu com violência ao ser abordado por policiais no local. Amigo que também era sargento e estava com ele na hora tentou liberá-lo


Victor Lemes durante audiência de custódia em que se definiu pela manutenção de sua prisão (Reprodução)


A corregedoria da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO) abriu uma investigação para apurar a conduta dos primeiros sargentos Victor Lemes Vaz da Costa e Bruno Alencar Honorio da Silva durante uma abordagem policial em que ambos foram denunciados por disparo de arma de fogo em um bar no Setor Alto da Glória, em Goiânia, na noite de domingo (22). A postura de Victor é considerada mais grave por ter agredido os policiais durante a ocorrência.


Um vídeo que circulou na internet mostra Victor reagindo à abordagem e entrando em luta corporal contra quatro policiais fardados. Quando isso aconteceu, o sargento já estava no bar havia oito horas. Bruno chegou duas horas antes. Eles estavam com os respectivos cônjuges para comemorar um aniversário. Durante o dia, outras pessoas estiveram na mesa junto a eles, porém no momento do disparo havia somente os dois casais.



Um garçom contou na delegacia que ao ouvir um barulho de tiro vindo da mesa em que os clientes estavam e ao chegar nela Bruno teria dito se tratar de um disparo acidental.


Victor, que estava de folga com Bruno, foi autuado em flagrante por desacato e por violência contra policial em serviço, crimes previstos no Código Penal Militar (CPM). Ele se encontra preso desde então. Já Bruno responde por recusa de obediência, crime com previsão de pena menor, e se encontra em liberdade. O disparo em si e o uso da arma não são destacados nos inquéritos abertos até o momento. Na audiência de custódia, foi ressaltada a gravidade envolvendo a violência contra os policiais durante a abordagem.



Os agentes de segurança presentes afirmam que, além de reagir com violência física, Victor também ofendeu e ameaçou os colegas de farda em serviço, dizendo, inclusive, que iria matá-los. Bruno tentou liberar o amigo, segundo os policiais, se passando por integrante da corregedoria da PM-GO, mas também acabou sendo detido por não apresentar sua identificação nem obedecer às ordens de se manter afastado.


A arma foi encontrada na bolsa de uma das mulheres dentro do carro. Na audiência de custódia, a defesa de Victor fala dos excessos contra os colegas como uma certeza , da qual o sargento se diz arrependido, porém trata do uso da arma na mesa como uma hipótese. Segundo o policial, a agressividade seria explicada pela ingestão de bebida alcoólica junto com o uso de medicamentos para depressão e estresse pós-traumático, doenças estas adquiridas em decorrência do serviço.

As testemunhas afirmam que Victor era o mais exaltado. Um segundo garçom afirmou que Bruno chegou a comentar com a esposa que teriam de aguardar a chegada da viatura policial após o disparo dado na mesa, porém o outro colega se levantou dizendo que não iria esperar e foi buscar a caminhonete até a porta do bar.

Não foi ouvida nenhuma testemunha que tivesse presenciado o disparo. Uma delas afirmou que a conversa na mesa foi ficando mais intensa conforme os dois ingeriam bebida alcoólica, por meio de brincadeiras e provocações, mas sem animosidades. Logo após ouvir o tiro, um garçom disse ter olhado para a mesa e visto Victor deitado no colo da namorada, mas sem ferimentos.

Um dos policiais afirmou em depoimento que foi atingido no rosto por um tapa desferido por Victor e que o mesmo "deu socos e tapas em vários de seus colegas, demonstrando total descontrole". O caso se arrastou de 23 horas até 3 da manhã, quando Victor e Bruno foram levados até a corregedoria da PM-GO.

Victor estava preso desde março de 2023 pela morte de Douglas Araújo da Silva, de 19 anos, durante uma abordagem junto com outro policial, Rodrigo Troiani Ruela. O caso aconteceu em abril de 2022 em uma rua de Anápolis. Segundo a acusação, Douglas estaria com uma arma de brinquedo usada em airsoft e foi morto ao ser atingido por 15 disparos. Em 5 de dezembro deste ano, ou seja, 17 dias antes da confusão no bar, um júri absolveu Victor e Rodrigo e os dois ganharam a liberdade. O entendimento dos jurados é que a ação dos policiais não se configuraria um crime.

Facção recrutou mais de 40 PMs para atuar como “aviãozinho do tráfico”








Policial penal é detido após dar tiros e ameaçar frentista em VG

 Ele ainda teria ameaçado e atirado contra dois jovens, além de realizar outros disparos em espetinho


Política | 18 de Março de 2026 as 11h 22min

Um policial penal, cuja identidade não foi revelada, foi detido após realizar disparos de arma de fogo e ameaçar um funcionário de um posto de combustível, em Várzea Grande, na noite desta terça-feira (17).

Segundo informações do boletim de ocorrência, o caso foi registrado por volta das 21h30, no Posto de Combustíveis Amazônia, localizado na Estrada da Guarita.

O policial foi até o local em um veículo Fiat Strada em posse de duas armas de fogo. Conforme relato do frentista, o policial o abordou oferecendo uma arma e afirmando que “queria trocar tiros”. Com a recusa, ele, então, teria ameaçado o funcionário.

Na sequência, o policial seguiu em direção à Avenida Transpantaneira, onde teria ameaçado dois jovens e efetuado disparos na direção da dupla. Em seguida, foi até um espetinho na Rodovia dos Imigrantes, onde realizou novos disparos.

Diante das denúncias recebidas, a Polícia Militar realizou rondas e localizou o suspeito, que tentou fugir após a chegada dos militares.

Durante a abordagem, a PM encontrou duas pistolas e munições. Uma das armas era timbrada com o brasão da Polícia Penal; a outra era de uso pessoal.

O homem foi encaminhado a uma delegacia para a adoção das providências cabíveis.

Policial penal é detido após dar tiros e ameaçar frentista em VG

Colega de Bolsonaro, coronel vira peça-chave de investigação de Carlos... -


2 de mai. de 2023

Fabrício Queiroz: caso de 2003 prescreve, embora provas indiquem homicídio... -

 

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)Imagem: Reprodução/SBT

14/06/2023 04h00

Após uma série de críticas à condução da investigação feita pela Polícia Civil ao longo de 20 anos, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) avaliou como "possível homicídio" uma morte ocorrida durante uma operação policial conduzida pelo então tenente Adriano da Nóbrega e por Fabrício Queiroz, à época sargento, em 2003, na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio.


No pedido de arquivamento, o MP-RJ escreveu que as provas demonstraram "mais um possível crime de homicídio do que propriamente legítima defesa dos policiais militares" e que, mesmo assim, passaram mais de 17 anos até que a polícia avaliasse essa linha de investigação.


Procurado pelo UOL, Queiroz disse que agiu em legítima defesa. Já a Polícia Civil não retornou.

Como a investigação não conseguiu comprovar a autoria dos disparos, e o prazo para prescrição — 20 anos — foi atingido em maio deste ano, o MP-RJ pediu o arquivamento do caso.

Nos autos, o MP-RJ já tinha descrito que "há grande probabilidade de que tenha ocorrido efetivamente um crime de homicídio qualificado (execução)". A coluna apurou que existe suspeita do uso de uma arma ilegal no crime

Nóbrega morreu em fevereiro de 2020 após uma operação policial na Bahia. Ele era foragido da Justiça havia mais de um ano e apontado como o líder do Escritório do Crime, milícia que atua na região de Rio das Pedras.

Queiroz foi denunciado junto com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) em outubro de 2020 por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa devido ao caso da "rachadinha" na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). As provas foram anuladas por uma decisão do STJ e agora o MP do Rio refaz a investigação.

O crime de 20 anos atrás

Em 15 de maio de 2003, Nóbrega e Queiroz, ambos então servindo no 18º Batalhão da PM, fizeram uma operação policial e registraram a morte do estudante Anderson Rosa como "homicídio proveniente de auto de resistência", dizendo que revidaram um ataque a tiros. A operação ocorreu quatro anos antes de Queiroz se tornar assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, na Alerj.

O caso foi contado no episódio 2 do podcast UOL Investiga: Polícia bandida e o clã Bolsonaro.

Na versão dos militares, a viatura de cinco policiais patrulhava a Cidade de Deus na madrugada do dia 15 de maio de 2003 e teria "encontrado um grupo de pessoas supostamente armado" e que teria "efetuado disparos de arma de fogo", o que fez com que os policiais disparassem também.

Depois do suposto confronto, os policiais disseram ter encontrado o corpo de Anderson Rosa junto a uma "bolsa preta". Apesar de terem declarado que ocorreu um tiroteio, Queiroz e Adriano disseram que só os dois atiraram, os outros três policiais não. Queiroz e Adriano levaram o corpo de Rosa para o Hospital Cardoso Fontes, alegando uma tentativa de socorro. No entanto, ele deu entrada na unidade já sem vida.

A investigação, porém, apontou para outras conclusões. O caso ficou parado por muito tempo e foi retomado em julho de 2020, quando o MP-RJ verificou uma série de falhas e pediu a perícia das armas dos policiais — o que não tinha sido feito após quase duas décadas do início do inquérito.

A promotoria ainda disse que "causou perplexidade" o fato de a polícia ter devolvido os fuzis para Nóbrega "sem proceder ao imprescindível exame pericial". Ao mesmo tempo, foi periciada apenas a arma encontrada com a vítima.

Tiros para confirmar

Nos autos, foi descrito que a hipótese de assassinato ganhou força depois que o perito Nelson Massini foi ouvido pela polícia e avaliou o laudo cadavérico de Anderson Rosa, que sofreu tiros no crânio, tórax e abdômen.

No depoimento, Massini disse que, "se o primeiro disparo foi pela frente, como se imagina numa situação de confronto, os dois pelas costas foram de confirmação. Outra hipótese, se os tiros pelas costas foram os primeiros, o que contraria a posição de confronto, o tiro na região mamária foi confirmatório. Um dos disparos tem um trajeto inclinado revelando que a vítima está inclinada ou no solo".

Os fuzis só foram entregues para o confronto balístico no fim de 2020. O laudo feito pelo ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) não achou compatibilidade entre as armas e os projéteis encontrados na cena do crime.

Segundo o MP-RJ, esse dado aponta que os disparos que mataram Rosa foram desferidos por "arma de calibre menor de uso da corporação e ou 'até mesmo de armas de fogo sem registro (extraoficiais)'".

Ao arquivar o caso, o MP também afirmou que "infelizmente a investigação começou e perdurou por 17 anos de forma completamente equivocada, pois, além de ter demorado quase um ano para instaurar o inquérito policial, a autoridade policial procurou adotar de maneira precipitada a tese de legítima defesa, descartando possível prática de crime de homicídio, tendo sido cometidas diversas falhas que dificultaram o êxito das investigações".

Foi criticado ainda o fato de, nos últimos anos, o caso ter sido encaminhado para a Delegacia do Acervo Cartorário já que se trata de um homicídio e o Rio de Janeiro possui uma delegacia especializada, a DH.

"Bonde do madruga"

A viúva de Anderson Rosa prestou depoimento para a polícia, pela primeira vez em 18 anos, em março de 2021. No depoimento, ela disse que o marido já tinha trabalhado com diferentes serviços gerais, mas estava desempregado na época em que morreu e admitiu que ele trabalhava para o tráfico, mas, segundo ela, não tinha armas. Ele não tinha, até o dia do crime, segundo a polícia, nenhum registro criminal.

A viúva disse que Adriano e Queiroz eram conhecidos como "bonde do madruga" em razão do "terror que criavam aos moradores, sempre nas madrugadas". Além disso, eram temidos pela fama de uso de "violência excessiva".

Ela disse que, no dia em que o marido morreu, estava indo trabalhar quando foi abordada pela guarnição comandada por Nóbrega e Queiroz e que os policiais jogaram os pertences dela no chão e depois "perguntaram se ela iria trabalhar ou iria para o 'puteiro'".

Horas depois, quando soube da morte do companheiro, ela foi ao local e ouviu de uma moradora que Anderson Rosa tentou fugir da abordagem dos policiais, mas foi alcançado por Adriano e Queiroz. Depois de capturado, eles teriam colocado "Anderson ajoelhado e efetuado um disparo de arma de fogo na nuca". O relato é compatível com o tiro no crânio.

Segundo ela, depois da morte, a guarnição de Adriano e Queiroz chegou a passar na frente da Associação de Moradores, onde ocorreu o velório, e "zombaram dos familiares e amigos que o velavam".

Leia a nota de Fabrício Queiroz

"Uma ocorrência policial onde minha guarnição foi recebida a tiros. Ao revidar a injusta agressão, um dos meliantes foi fatalmente abatido. Isso configura legítima defesa. O único amparo para o policial abater um meliante ou quem atentar contra sua vida ou de outrem."

Homicídio cometido por Queiroz e miliciano está há 16 anos sem solução

 

Fabrício Queiroz, ex-policial militar e ex-assessor de Flávio Bolsonaro (SBT/Reprodução) 

Por Leandro Resende  19 dez 2019, 11h24 • 

Caso revelado por VEJA em junho foi citado em pedido do MP para operação contra ex-assessor de Flávio Bolsonaro realizada na quarta 

O Ministério Público do Rio de Janeiro identificou que um dos seis grupos envolvidos em uma suposta organização criminosa que atuava no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro — hoje senador — na Assembleia Legislativa do RJ era relacionado ao ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega, foragido e apontado como líder da milícia que atua em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.

No pedido encaminhado à Justiça para a operação de busca e apreensão deflagrada na quarta-feira 18, o MP usa um caso de homicídio ocorrido em 2003 para provar o vínculo entre Nóbrega e o ex-assessor de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz, também ex-policial militar. O caso foi revelado por VEJA em junho deste ano. Nóbrega foi expulso da PM em 2014, por envolvimento com a contravenção, e é apontado como membro do Escritório do Crime, grupo de matadores que estaria à frente de homicídios não esclarecidos no Rio de Janeiro nos últimos vinte anos.

Queiroz e Adriano são investigados pela morte de Anderson Rosa de Souza, em 15 de maio de 2003, na Cidade de Deus. Em maio, VEJA revelou que às 0h30 daquele dia, durante uma ronda na favela, Souza morreu em um suposto “auto de resistência” – de acordo com a versão de Adriano e Queiroz na época, a dupla reagiu aos disparos –, a licença para matar mais usada pela polícia.

A certidão de óbito de Souza traz uma outra versão para os fatos relatados pelos colegas no boletim de ocorrência. No documento, também revelado por VEJA em junho, a vítima aparece como técnico de refrigeração, pai de dois filhos e aponta como causa da morte ferimentos por arma de fogo na cabeça, pulmão e baço. Passados dezesseis anos, o inquérito permanece em aberto. Já percorreu 72 vezes o caminho entre a 32ª Delegacia Policial, que investiga, e o Ministério Público, que pede mais apurações. A defesa de Queiroz alegou que a amizade dele e Adriano sempre foi baseada em “princípios inerentes ao ofício de policial militar”.

A dupla trabalhou junta por apenas seis meses em 2003 no 18º Batalhão, notório na época, segundo policiais ouvidos pela reportagem, pela truculência nas operações e cobranças de suborno a criminosos, e pelas frequentes incursões na favela Cidade de Deus. Em uma dessas, em 2002, Queiroz participou de outro homicídio ainda não esclarecido: no dia 16 de novembro de 2002, após troca de tiros, Gênesis Luiz da Silva, de 19 anos, levou um tiro nas costas e morreu 25 minutos depois de chegar no hospital. Moradores da favela ouvidos por VEJA e que preferem não se identificar disseram que o motivo do suposto tiroteio entre policiais e bandidos fora o não pagamento de propina para realização de um baile. O inquérito segue aberto até hoje.

Os caminhos de Queiroz e Adriano voltaram a se cruzar em 2005, quando o então deputado Flávio Bolsonaro foi à cadeia em que Adriano Nóbrega estava preso em 2005, por um homicídio de um guardador de carros, para lhe entregar a Medalha Tiradentes, principal comenda da Assembleia Legislativa do Rio. O 01 alega que a sugestão da homenagem partiu de Queiroz, assim como a ideia de nomear Danielle da Nóbrega e Raimunda Magalhães, respectivamente mulher e mãe do miliciano, para o gabinete. As duas foram responsáveis por 203 mil dos 2 milhões de reais que assessores de Flávio depositaram na conta bancária de Queiroz entre 2007 e 2018.

A mãozinha para o ex-colega de farda custou caro. De acordo com o MP, Danielle era funcionária fantasma e “tinha pleno conhecimento” de que o salário que recebia era irregular e fazia parte de uma organização criminosa. Nas mensagens apreendidas pelos investigadores fica claro, ainda, que Queiroz “não agiu sem o conhecimento de seus superiores hierárquicos”. E a conclusão que se chega é de que a dupla de ex-policiais agiu para “embaraçar a investigação” ao determinar que Danielle Mendonça não fosse prestar depoimento e não mencionasse ao telefone “os crimes praticados na Assembleia do Rio”. Indício de que a relação dos dois policiais ainda vai dar muito o que falar.

Documento do MP-RJ cita o caso
Documento do MP-RJ cita o caso (./VEJA)

Fabrício Queiroz é investigado por assassinato de estudante em 2003

 MPRJ está buscando informações a respeito do passado de Fabrício Queiroz e descobriu a morte de um estudante de 29 anos que ainda não está esclarecida

  • Por Jovem Pan
  •  
  • 05/10/2020 
  • Divulgação
Fabrício Queiroz no dia em que foi preso, em agosto deste ano

Fabrício Queiroz está sendo investigado por um assassinato que teria cometido em 2003, na época em que era policial militar lotado no batalhão de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Na época, o sargento tinha como um de seus principais parceiros o tenente Adriano da Nóbrega, miliciano e ex-policial militar morto na Bahia em fevereiro deste ano. O Ministério Público do Rio de Janeiro está investigando o passado de Queiroz e descobriu a morte de um estudante de 29 anos que ainda não está esclarecida. Na época, Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega alegaram auto de resistência, ou seja, o estudante teria reagido, e os policiais atiraram. Segundo o MPRJ, as diligências foram malfeitas, e os promotores não estão convencidos de que foi uma reação da polícia a uma ação criminosa.

O ex-policial militar está em prisão domiciliar no Rio de Janeiro e é investigado no caso das “rachadinhas” no gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro na Alerj, na época em que o filho do presidente era deputado estadual e Queiroz era seu assessor parlamentar. Ele foi preso no dia 18 de junho deste ano, após ficar foragido e ser encontrado em Atibaia, interior de São Paulo, na casa de Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro. Queiroz ficou preso em Bangu até o dia 10 de julho, quando foi para casa após decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio Noronha. Em agosto, o ministro Felix Fischer, também do STJ, revogou a prisão domiciliar do ex-assessor parlamentar, porém, a decisão foi derrubada no dia seguinte pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Assim, Fabrício Queiroz segue cumprindo a pena em casa.

Com informações do repórter Rodrigo Viga