Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Dona de adega acusa PM de abuso e agressão durante suposta fiscalização



A reportagem do SBT obteve com exclusividade imagens de uma ação da Polícia Militar do Paraná que revela agressões e supostos abusos e irregularidades na operação em uma adega na capital Curitiba. A proprietária do local foi algemada, os PMs entraram no local sem mandado e ainda levaram produtos mais caros do local. O caso foi denunciado

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

A Polícia Federal prendeu, em Boa Vista (RR), o candidato do PL Daniel Trindade, durante a Operação Cunhambebe.

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A Polícia Federal prendeu, na sexta-feira, 25 de setembro, em Boa Vista (RR), o candidato do PL Daniel Trindade, de 42 anos, durante a Operação Cunhambebe.

A operação investiga suspeitas relacionadas à formação de um grupo organizado, cursos clandestinos de segurança privada e possíveis crimes em área da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram listas com nomes de possíveis eleitores e dinheiro em espécie, levantando suspeitas de possível compra de votos. O material foi apreendido e deverá ser analisado pela investigação. A existência das listas, por si só, não comprova a compra de votos.

Foram cumpridos três mandados em endereços ligados ao candidato, em Boa Vista e no município de Cantá. Documentos e aparelhos eletrônicos também foram apreendidos para perícia.

A Justiça determinou ainda que Daniel não entre em terras indígenas de Roraima nem mantenha contato com integrantes da Comunidade Napoleão e com o presidente da Associação dos Arqueiros de Roraima. Um curso de segurança privada ministrado por ele também foi suspenso por 180 dias por funcionar sem autorização.

A investigação apura, entre outras suspeitas, formação de milícia privada, incitação ao crime, receptação qualificada, exposição de pessoas a risco e embaraço à fiscalização ambiental.

Candidato a deputado preso pela PF é suspeito de treinar milícia em terra indígena de Roraima

 Daniel Trindade (PL) é apontado como criador de grupo armado para atuar na Raposa Serra do Sol. Alvo de buscas nesta sexta (25), ele foi preso após polícia achar indícios de compra de votos.

Por João Gabriel Leitão, Marcelo Marques, g1 RR e Rede Amazônica — Boa Vista

PF faz operação contra candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL) em Roraima

PF faz operação contra candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL) em Roraima


A Polícia Federal (PF) investiga o candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL) por suspeita de criar e treinar uma milícia privada formada por indígenas para atuar dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, ao Norte de Roraima. Ele é apontado como responsável por incentivar crimes e tentar barrar a fiscalização ambiental na região.

Entenda 🔎: Na manhã desta sexta-feira (25), o político foi alvo da Operação Cunhambebe, que apura a formação desse grupo armado. No entanto, durante as buscas em endereços ligados a ele em Boa Vista, os policiais encontraram indícios de crimes eleitorais. Por causa da suspeita de compra de votos, ele acabou preso e levado à sede da PF.

O g1 tenta contato com a defesa de Trindade.

As apurações sobre a milícia começaram em maio deste ano, após agentes federais serem atacados durante uma ação contra o garimpo ilegal. Na época, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Ibama fiscalizavam a comunidade Napoleão, uma das áreas mais afetadas pela extração de ouro com o uso de cianeto.

Durante a fiscalização, integrantes de um grupo tentaram bloquear a passagem das viaturas. Vídeos registrados na região mostraram os agentes sendo perseguidos por motocicletas, em meio a sons semelhantes a tiros.

A Polícia Federal descobriu que, associado a esses ataques, o Daniel Trindade ministrava um curso de segurança privada clandestino. Os treinamentos não tinham autorização do órgão e ensinavam táticas operacionais de segurança. A pedido da PF, a Justiça suspendeu o curso por 180 dias.

PF faz operação na casa do candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL), em Boa Vista. — Foto: Kailane Souza/Rede Amazônica

PF faz operação na casa do candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL), em Boa Vista. — Foto: Kailane Souza/Rede Amazônica

Leia mais:

    Proibições e restrições

    Para tentar frear a atuação de Daniel, o juiz Victor Oliveira de Queiroz, da 4ª Vara Federal Criminal de Roraima, impôs restrições ao político. Ele está expressamente proibido de entrar em qualquer terra indígena do estado.

    O candidato também não pode manter nenhum tipo de contato com os membros da Comunidade Napoleão. A decisão proíbe ainda qualquer aproximação ou comunicação com o presidente da Associação dos Arqueiros de Roraima.

    Além da suspeita de criar o grupo armado paralelo, Daniel é investigado por guarda de produtos ilícitos e por expor a vida de outras pessoas a risco.

    Na decisão, o juiz determinou a apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos para perícia, e autorizou que o político seja revistado em via pública, já que viaja constantemente pelo interior em campanha.

    Caso descumpra qualquer uma das proibições, o político poderá ter a prisão preventiva decretada.

    Daniel Trindade (PL), alvo da Polícia Federal por envolvimento em criação de milícia e crimes ambientais. — Foto: Reprodução/Redes sociais

    Daniel Trindade (PL), alvo da Polícia Federal por envolvimento em criação de milícia e crimes ambientais. — Foto: Reprodução/Redes sociais

    Veja vídeo do ataque à PRF em uma terra indígena de Roraima:

    Operação contra garimpo tem prisão e tentativa de bloqueio na Raposa Serra do Sol

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