Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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terça-feira, 28 de julho de 2026

A história da polícia no Brasil..

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo entrou numa reunião com o governador Tarcísio de Freitas e saiu pedindo demissão.

 



 
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O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo entrou numa reunião com o governador Tarcísio de Freitas e saiu pedindo demissão. O motivo estava num depoimento

 O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo entrou numa reunião com o governador Tarcísio de Freitas e saiu pedindo demissão. O motivo estava num depoimento à Corregedoria. O promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, afirma ter levado até Coutinho, então tenente-coronel, um áudio que provava que policiais da Rota vendiam informações ao P-C-C. Isso foi em dois mil e vinte e um, quando Coutinho comandava a Rota. Segundo Gakiya, nenhuma providência foi tomada.
Quatro anos depois, ele não foi afastado. Em abril de dois mil e vinte e cinco, foi promovido a comandante-geral de toda a Polícia Militar de São Paulo. O cargo mais alto da corporação. Ficou nele até abril deste ano.
Em outubro de dois mil e vinte e dois, num grupo, uma conversa sobre coronéis da P-M. Logo depois, alguém envia a foto de uma sacola de dinheiro e o valor: duzentos e setenta mil reais. A Polícia Federal avalia a hipótese de que os recursos tenham sido destinados a dois coronéis: Coutinho e Luiz Carlos Pereira Martins.
Pereira Martins, dividia com dois operadores financeiros do P-C-C um grupo de WhatsApp chamado Aniversário general. Em outro grupo, convidou um deles para colônia de férias de oficiais da P-M em Campos do Jordão. Numa planilha de dezembro de dois mil e dezenove, o registro de mil reais pagos a um terceiro coronel. Era o esquema de ticketagem: propina em dinheiro vivo, lançada nas planilhas como se fosse compra de vale-refeição.
A Operação Janus decretou dezoito prisões na semana passada. Treze estavam presos ao fim do dia. Os coronéis, na reserva. Nenhum deles foi preso, denunciado ou acusado formalmente. #noticia



Delegado embriagado é detido após desacatar policial militar no Ceará: 'Vagabundo'; Veja vídeo

 

 6 de nov. de 2024

MP investiga ação da PM que deixou foliões passando mal durante bloco de Carnaval em Juiz de Fora

 Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania disse que irá acompanhar as investigações e apurar possíveis abusos por parte da Polícia Militar de Minas Gerais. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pelo menos quatro pessoas deitadas no chão, recebendo ajuda de outros participantes do bloco.

Por Victória Jenz — Juiz de Fora

Foliões passam mal após PM jogar spray de pimenta durante carnaval em Juiz de Fora

Foliões passam mal após PM jogar spray de pimenta durante carnaval em Juiz de Fora


O Mistério Público de Minas Gerais, através da 5ª Promotoria de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial de Juiz de Fora, informou nesta segunda-feira (3) que vai investigar a conduta de policiais militares durante o bloco Benemérita, realizado na Praça Antônio Carlos, em Juiz de Fora, na noite do último sábado (1º).

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um grupo de foliões no chão, passando mal, após serem atingidos com spray de pimenta por policiais militares. Nas imagens (veja acima), pelo menos quatro pessoas aparecem deitadas no chão, recebendo ajuda de outros participantes do bloco.

De acordo com o promotor de Justiça, Hélvio Simões Vidal, além do uso de força contra foliões que não estavam envolvidos no tumulto, também será apurado o fato dos organizadores do evento terem sido algemados.

No boletim de ocorrência ao qual o g1 teve acesso, a Polícia Militar afirmou que usou bastão e spray de pimenta pra conter a agressividade do grupo. (veja a versão da PM abaixo).

No domingo (20), o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania emitiu uma nota de repúdio nas redes sociais e afirmou que a ação da PMMG, foi desproporcional.

"A ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania já foi acionada para acompanhar as investigações e apurar possíveis abusos. É imperativo que as forças de segurança pública atuem na defesa e proteção dos foliões, garantindo uma diversão segura", cita a nota.

Confusão generalizada

Foliões passam mal após PM usar spray de pimenta em bloco de carnaval em Juiz de Fora  — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Foliões passam mal após PM usar spray de pimenta em bloco de carnaval em Juiz de Fora — Foto: Reprodução/Redes Sociais

No boletim de ocorrência registrado pela PM, os agentes relataram que foram acionados para atuar no evento carnavalesco, mas que na verdade se tratava de um baile funk, com músicas conhecidas como "proibidões" e venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Segundo o documento, um ônibus chegou a ser apedrejado.

A PM afirmou que, no final do evento, recebeu uma denúncia dos próprios organizadores de que um grupo próximo ao palco estaria causando confusão e que um dos indivíduos possivelmente estaria armado.

O advogado de defesa da artista, Pedro Balbi, disse que a organização não acionou a PM para informar que alguém estaria armado e que a artista chamou os militares por causa de brigas pontuais que estavam ocorrendo próximo ao palco.

Durante a abordagem ao suspeito, os policiais foram cercados por várias pessoas, que tentaram impedir a ação, e o homem conseguiu fugir. Diante da agressividade do grupo, foi necessário o uso progressivo da força, incluindo bastão e spray de pimenta.

A PM diz, ainda, que MC Xuxu pegou o microfone e incentivou os foliões a protestarem contra os policiais, incitando a violência e provocando um tumulto generalizado na praça.

Em um dos vídeos (veja acima o vídeo completo) é possível ouvir a cantora dizendo "vão para casa, se cuidem. Não tem como continuar o bloco com uma polícia truculenta dessa".

"A MC Xuxu em momento algum desacatou ou desabonou a atitude dos policiais, ela apenas fez uma avaliação da atitude dos policiais na qual ela considerou que foi violenta e arbitrária e isso não configura, ao ver da defesa, o crime de desacato à autoridade", completou o advogado.

A artista foi detida dentro do camarim e levada para a Delegacia algemada porque, conforme a PM, resistiu à abordagem e desacatou os agentes. O companheiro dela, de 31 anos, também foi detido. Ambos foram liberados por volta das 2h de domingo. Além deles, um homem de 41 anos, que teria arremessado uma garrafa contra os policiais, foi preso.

O perfil oficial do bloco Benemérita, que começou em 2019, pediu punição aos agressores e defendeu a adoção do uso de câmeras nas fardas dos militares. Na versão dos organizadores, não havia tumultos no momento que os policiais lançaram spray de pimenta e que o palco foi um dos primeiros alvos do ataque, atingindo crianças e mulheres.

"MC Xuxú foi mantida trancada no camarim, cercada por vários policiais homens e, mesmo sem apresentar resistência, foi conduzida algemada", afirma a postagem.

A assessoria de imprensa da PM em Belo Horizonte informou que acompanha o caso e que entre os crimes praticados estão incitação à violência, desobediência, desacato, ameaça, resistência, arrebatamento de preso e agressão.

MP investiga ação da PM que deixou foliões passando mal durante bloco de Carnaval em Juiz de Fora | G1