Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Foragido, coronel da PMDF acumulou R$ 847,9 mil em salários por 3 anos

 Mesmo após condenação a 54 anos de prisão, o coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues continuou recebendo soldos expressivos do DF

 Imagem cedida ao Metrópoles
Foragido, coronel da PMDF acumulou R$ 847,9 mil em salários por 3 anos

Mesmo após ser condenado a 54 anos de prisão por cobrança de propina e passar meses foragido da Justiça, o coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, manteve uma rotina financeira de alto padrão custeada pelos cofres públicos.

Levantamento nos dados do Portal da Transparência do Distrito Federal revela que, desde sua condenação em definitivo no final de fevereiro de 2023, o militar acumulou pelo menos R$ 847,9 mil em remunerações líquidas.

A cifra milionária mostra a constância dos repasses ao longo dos últimos três anos, sem que a situação de foragido interrompesse a folha de pagamento:

  • 2026: com um soldo líquido mensal na casa dos R$ 25 mil, o coronel acumulou ao menos R$ 150 mil até junho. Neste último mês, a conta do militar ainda foi encorpada por um adicional de R$ 15 mil referente a pagamentos eventuais (como férias, 13º salário ou diárias).
  • 2025: o militar faturou pelo menos R$ 283 mil líquidos ao longo do ano, mantendo vencimentos base de R$ 20,5 mil mensais. O montante foi alavancado por picos expressivos nos repasses: em junho, os vencimentos atingiram R$ 32 mil com a gratificação natalina; em novembro, somou R$ 44 mil decorrentes do acerto de 13º salário e férias; e encerrou dezembro recebendo mais R$ 26 mil.
  • 2024: sob a mesma média salarial líquida de R$ 20,5 mil mensais, os cofres públicos repassaram ao oficial reformado o valor acumulado de pelo menos R$ 246 mil.
  • 2023: no ano em que sua pena foi imposta pela Justiça (ao final de fevereiro), o militar auferiu vencimentos líquidos de aproximadamente R$ 17,1 mil por mês, somando um total de R$ 153,9 mil recebidos a partir da data do edital condenatório.

Aposentadoria de meio milhão em 2018

O volume de recursos públicos destinados a Francisco Eronildo não é novidade nos registros da PMDF. O oficial foi aposentado pela corporação em 2018. À época do desligamento dos quadros ativos, em fevereiro daquele ano, ele sacou a quantia líquida de R$ 539.346,69 em uma única folha.

A bolada histórica incluiu R$ 200 mil relativos à indenização por férias não gozadas, R$ 255 mil referentes ao ressarcimento de licenças especiais e outros R$ 70 mil a título de ajuda de custo.

Questionada formalmente sobre a legalidade e a manutenção dos pagamentos a um oficial condenado e na condição de foragido, a Polícia Militar do Distrito Federal disse que “aguarda a decisão definitiva do Tribunal de Justiça para adoção das demais providências administrativas cabíveis”.

O fim da fuga no Entorno do DF

A rotina de clandestinidade de Francisco Eronildo chegou ao fim na manhã desta segunda-feira (3/8). Ele foi localizado e detido por agentes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Águas Lindas em uma propriedade rural estratégica, situada na divisa entre os municípios goianos de Girassol e Águas Lindas de Goiás.

No momento da abordagem, a equipe policial encontrou um aparato bélico de alto poder de precisão em posse do reformado. Foram apreendidas três armas de fogo: um revólver e duas espingardas adulteradas, equipadas com acessórios de uso restrito ou tático, como lunetas de longa distância e silenciadores de ruído.

O preso e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil para os procedimentos cabíveis e posterior transferência ao sistema prisional.

Policial que matou homem a tiros na saída de supermercado vai a júri popular | SBT Brasil (25/03/25)



Operação mira juiz e advogados suspeitos de manipular decisões na Paraíba

 O esquema investigado teria gerado prejuízos a instituições financeiras e idosos

Gabriela Bento, colaboração para a CNN Brasil


Agentes do Ministério Público da Paraíba  • MPPB/Divulgação



O Ministério Público da Paraíba (MPPB) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Retomada, que apura indícios de uma organização criminosa envolvida na manipulação de decisões judiciais para prejudicar instituições financeiras e, especialmente, idosos.

Entre os alvos da operação estão um juiz de direito e três advogados. Nesta manhã, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e no Fórum da Comarca de Gurinhém.

De acordo com o Ministério Público, associações fraudulentas ajuizaram ações coletivas na Comarca de Gurinhém, sem qualquer vínculo com os supostos associados, que residem em diferentes estados do país.

O objetivo dessas ações era obter vantagens ilícitas, manipulando o sistema judicial e causando prejuízos significativos tanto aos idosos quanto ao sistema financeiro.

O esquema

No caso de uma associação de defesa do consumidor, as ações judiciais buscavam a suspensão de descontos de empréstimos consignados diretamente nas folhas de pagamento de servidores públicos, permitindo a liberação indevida da margem consignável para novos empréstimos.

Já uma associação de assistência a aposentados e pensionistas simulava a homologação de descontos em folha, sob a falsa justificativa de contribuição associativa, utilizando acordos fraudulentos com idosos que, em sua maioria, desconheciam ou não compreendiam as implicações desses contratos.

As investigações apontam uma atuação sistemática e articulada da organização criminosa, envolvendo um juiz de direito e três advogados.

Segundo o Gaeco, as práticas não apenas lesam diretamente os direitos de pessoas idosas, muitas vezes vulneráveis, mas também desestabilizam a confiança no sistema financeiro e judicial.

A operação

A operação desta quarta-feira contou com a participação de sete promotores de Justiça, 21 agentes do Gaeco e 20 policiais civis.

A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (CCrimp), com o apoio da Polícia Civil.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, no contexto de uma investigação que apura fortes indícios de fraude no sistema judicial.

Segundo o MPPB, as investigações continuam para aprofundar a apuração dos fatos e garantir a responsabilização de todos os envolvidos.

Guarda municipal do Rio é condenado a prisão por esquema de pirâmide

 Rodrigo Cesar de Souza da Silva foi sentenciado a 11 anos e 8 meses de reclusão e à perda do cargo público

Rafael Saldanha, da CNN



Viaturas da Guarda Municipal do Rio de Janeiro.  • GM-RIO

Um guarda municipal do Rio de Janeiro foi condenado a 11 anos de prisão por fazer um esquema de pirâmide contra colegas da Guarda Municipal.

Ao todo, foram condenados quatro integrantes de uma organização criminosa pelos crimes de estelionato, pirâmide financeira e organização criminosa, praticados por meio de golpes financeiros.

O guarda Rodrigo Cesar de Souza da Silva foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado e à perda do cargo público. 

Sindy Bernardes Leal, Thiago Araújo da Silva e Rodrigo Ferreira foram condenados a cinco anos de reclusão pelo crime de organização criminosa.

A decisão foi proferida nesta terça-feira (10) pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa, a partir da acusação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). 

O juiz Alexandre Abrahão destacou na sentença que as provas das violações ficaram evidentes, "sendo inequívoca a responsabilização penal" dos acusados. 

Em novembro de 2023, os quatro criminosos foram presos preventivamente na Operação Alta Confiança, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRJ e pela Polícia Civil. 

Segundo a denúncia do GAECO, ao menos 12 servidores da Guarda Municipal denunciaram o golpista à Corregedoria da corporação.

As investigações do Ministério Público revelaram que o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 134 milhões entre 2021 e 2022. 

Guardas municipais pegos cobrando propina têm prisão preventiva decretada no Rio

Os agentes são investigados pela Polícia Civil

Isabelle Saleme, da CNN

Durante audiência de custódia realizada na tarde deste domingo (26), a Justiça homologou as prisões em flagrante de Robson de Azevedo Gama, de 53 anos, e Diego Carlos Leite Pereira, de 41, e as converteu em preventiva. Os guardas municipais foram flagrados cobrando propina de comerciantes na orla de Copacabana.

O juiz Bruno Rodrigues Pinto, que conduziu a sessão, concluiu que o crime foi doloso, ou seja, com intenção. Além disso, de acordo com o entendimento do magistrado, existe a necessidade de se resguardar a ordem pública e também o risco de reiteração do delito.

A medida, segundo o juiz, ainda tem o objetivo de assegurar o livre depoimento dos funcionários dos estabelecimentos comerciais, uma vez que os agentes sabem onde as testemunhas trabalham.

A delegacia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, investiga os presos pelo crime de concussão, que é quando um agente público exige uma vantagem indevida.

O flagrante

A prisão aconteceu na noite do último sábado (25) em uma ação da Secretaria de Ordem Pública (SEOP) e da Corregedoria da Guarda Municipal do Rio de Janeiro.

Robson e Diego são acusados de cobrar uma quantia de R$ 400 por semana de propina a donos de quiosques, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na zona sul da capital carioca.

Em troca do dinheiro, os agentes prometiam não aplicar multas por perturbação ao sossego, por conta da música alta que estaria tocando nos estabelecimentos.

Segundo o auto de prisão em flagrante, os dois agentes dividiriam o dinheiro com uma terceira pessoa não identificada. Os guardas já vinham sendo monitorados por setores de inteligência por suspeita de suborno, partir de uma denúncia, na quinta-feira (23).

Uma investigação interna indicava que os dois iriam ao local no sábado para cobrar a quantia semanal.

“Eu recebi uma denúncia de que dois guarda municipais estariam cobrando propina para não fiscalizarem estabelecimentos comerciais em Copacabana. Imediatamente eu determinei que a Corregedoria apurasse e começasse a monitorar”, explicou o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale.

Um vídeo mostra o momento em que os agentes da Corregedoria à paisana chegaram à Avenida Atlântica e abordaram os guardas, que arrancaram com o carro ao receberem a voz de prisão.

Eles foram encontrados por meio do GPS da viatura, já no Leme, bairro vizinho. Os guardas foram imediatamente afastados do até a apuração total do caso.

“A gente vai fazer o trabalho de ordenamento, de fiscalização, com legalidade, com ética, com integridade. Mesmo que a gente precise cortar na própria carne”, concluiu o secretário.

A CNN tenta contato com a defesa dos guardas municipais.

Guardas Municipais do Rio são presos por envolvimento em sequestro e extorsão

 Agentes foram preventivamente afastados de suas funções

Giu Furtado, colaboração para a CNN Brasil, Rafael Saldanha, da CNN


Viaturas da Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio)  • Divulgação

Agentes da Delegacia Antissequestro (DAS) prenderam, na última segunda-feira (9), três homens envolvidos em um sequestro e extorsão mediante a privação da liberdade e associação criminosa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Entre os detidos estão dois guardas municipais da cidade do Rio de Janeiro, identificados como Jeferson Luiz Batista da Silva e Igor da Rocha Maia.

Segundo a Polícia Civil, os familiares da vítima, localizados em São Paulo, receberam o pedido de resgate no valor de R$50 mil, e a partir daí foram vítimas de outras tentativas de extorsão.

Após ser acionada para o caso, a Delegacia Antissequestro localizou os três homens envolvidos no sequestro, e realizou a captura dos suspeitos.

Em nota, a Prefeitura do Rio informou que os agentes foram afastados de suas atividades preventivamente. A corporação municipal tem colaborado com as investigações e ressaltou que o caso também está sendo investigado por sua corregedoria.