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domingo, 26 de abril de 2026

Saiba quem era o empresário morto pela PM em abordagem com 23 tiros

 O homem se mudaria do Rio de Janeiro com a família em breve, em busca de mais segurança

Daniel Patrício Santos de Oliveira
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O empresário que morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (22/4), na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), foi identificado como Daniel Patrício Santos de Oliveira (foto em destaque), de 29 anos.

O empresário era casado e deixa uma filha de apenas quatro anos.

Morador da região há cerca de 22 anos, Daniel mantinha uma loja de eletrônicos no bairro.

Segundo a família, o casal se preparava para deixar o Rio, em busca de mais segurança. Daniel e a companheira estaria de malas prontas para se mudar para Foz do Iguaçu, no Paraná (PR).

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Daniel voltava de um pagode com amigos
Irmã dissse que empresário ficou com "rosto destroçado"

A morte

Daniel voltava de um pagode com três amigos quando o carro em que estava foi interceptado por policiais do 41º Batalhão da Polícia Militar (Irajá). Durante a ação, ele foi atingido por disparos e morreu ainda no local.

A quantidade de tiros não foi informada oficialmente pela corporação. No entanto, segundo relatos da família divulgados pela TV Globo e pelo jornal O Dia, Daniel teria sido atingido por 23 disparos.

A irmã da vítima, Thaís Oliveira, afirmou que um dos tiros acertou a cabeça e descreveu a cena. “Desconfiguraram e destroçaram o rosto dele. Minha mãe não vai poder olhar para o meu irmão de novo”, disse.

Familiares também sustentam que não houve reação por parte dos ocupantes do veículo e que não havia arma dentro do carro.

Em nota, a Polícia Militar informou que a abordagem ocorreu durante patrulhamento de rotina e confirmou que um homem foi baleado na ação. A corporação disse ainda que a Delegacia de Homicídios da Capital foi acionada e que abriu um procedimento interno para apurar a conduta dos agentes.

Já a Polícia Civil informou que a investigação está em andamento e que diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio.

Saiba quem era o empresário morto pela PM em abordagem com 23 tiros

“Arranco sua cabeça no dente”, disse policial civil do DF à ex-mulher. Veja vídeo

 Áudios exclusivos obtidos pela coluna mostram ameaças e agressões feitos por escrivão da PCDF contra a então companheira em agosto de 2025

Material cedido ao Metrópoles
Bruno Moreira dos Santos
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“Eu arranco no dente, porra; arma é o caralho! Eu corto a cabeça no dente! Eu fico três dias mordendo essa porra no dente!” A frase foi dita pelo escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Bruno Moreira dos Santos à então companheira. O episódio resultou em um procedimento que tramita na corregedoria da PCDF.

Policial do DF é investigado após ameaçar ex com tiros “Mato rindo”.

Áudios obtidos pela coluna, com exclusividade, mostram a discussão entre o casal após uma confusão ocorrida em uma balada conhecida, localizada na área central de Brasília. Na gravação, é possível ouvir uma sequência de disparos, enquanto o policial continua a gritar e insultar a vítima.

Além disso, Bruno faz ameaças de morte e descreve, com detalhes, como cometeria as agressões. Em um dos trechos, afirma que “mata os outros rindo”.

Segundo informou a Polícia Civil do Distrito Federal à coluna, as medidas protetivas foram deferidas e depois revogadas. A Corregedoria da corporação abriu investigação para apurar o caso e verificar se a arma utilizada nos áudios seria de chumbinho — versão esta que foi apresentada pelo policial.

Entenda o caso

A coluna teve acesso a uma série de áudios que expõem episódios recorrentes de violência ao longo de cerca de dois anos de relacionamento. A reportagem localizou a vítima que, apesar de estar com medo, aceitou conceder entrevista sob a condição de não ser identificada. Ela detalhou a violência vivida durante o relacionamento e pediu justiça.

Segundo ela, as agressões verbais e ameaças se intensificavam principalmente quando o escrivão consumia bebidas alcoólicas.

Nos registros do dia 30 de agosto de 2025, é possível ouvir o homem em meio a xingamentos e ameaças: “Eu sou todo errado, porra. Que vida de merda que eu tenho. Eu não valho porra nenhuma. Eu sou um merda. Vai se fuder, filha da puta”, diz, enquanto sons de tiros são ouvidos ao fundo.

De acordo com o relato, a situação que desencadeou a gravação de 13 minutos começou após uma cliente do estabelecimento acionar seguranças, alegando ter sido empurrada. O escrivão, que estava armado, teria exigido acesso às imagens das câmeras de segurança do local.

Ao deixar o local, o servidor teria direcionado a fúria à companheira. No áudio, a vítima implora para que ele não atire e o questiona sobre o motivo da reação. Em resposta, ele a ofende e intensifica as ameaças.

Em determinado momento, Bruno afirma que “mata rindo” e faz novas ameaças: “Eu mato os outros rindo! Você entendeu essa porra? Eu mato rindo. Eu pego o canivete e arranco o pescoço.”

Enquanto gritava, ele efetuou diversos disparos. Os sons dos tiros ficaram registrados na gravação.

Investigação

A PCDF informou que o caso é investigado. Confira a nota na íntegra:

“A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informa que, ao tomar conhecimento dos fatos envolvendo servidor da instituição, a Corregedoria-Geral adotou de imediato as providências legais cabíveis, instaurando inquérito policial para apuração completa das circunstâncias. O procedimento está em fase de conclusão.

No âmbito administrativo, foi determinada a retirada da arma de fogo funcional do servidor.

Medidas protetivas foram requeridas ao Poder Judiciário, deferidas e, posteriormente, revogadas por decisão judicial.”