Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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sábado, 16 de maio de 2026

Saiba quem eram os integrantes da “A Turma” de Daniel Vorcaro, alvo da PF


Integrantes da PF e delegada são alvo de operação que prendeu pai de Vorcaro na investigação do Master

 Agentes cumprem 7 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

Por
Eduardo Gonçalves
— Brasília



Sede Polícia Federal em Brasília. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo


Integrantes da Polícia Federal foram alvo nesta quinta-feira da nova fase da Operação Compliance Zero, que mira em suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na ação também foi preso Henrique Vorcaro, pai do banqueiro. A investigação apura crimes de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos. Um agente da corporação foi detido e uma delegada foi alvo de mandado de busca e apreensão. Os dois foram afastados do cargo.

Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso Master na Corte.

A sexta fase da Compliance Zero mira em integrantes da chamada “Turma”, grupo coordenado por Vorcaro para intimidar e vigiar desafetos e acessar informações sigilosas de processos em curso. Henrique Vorcaro foi preso hoje em Nova Lima (MG) e levado à Superintendência da PF, em Minas Gerais.

Segundo as investigações, o pai de Vorcaro atuava em conjunto com o empresário Luiz Phillipi Mourão, apelidado de "Sicário", que era o responsável por operacionalizar as ações da "Turma".


As apurações apontam que o grupo fazia atividades de vigilância e coleta de dados sobre indivíduos que ameaçavam os interesses de Vorcaro e do Master.

Em uma mensagem interceptada pela PF, Vorcaro diz a Mourão para "dar um sacode" num chefe de cozinha ligado a um ex-funcionário. “O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”, diz ele, na mensagem.

Em outra, Vorcaro pede a Mourão para "moer" uma pessoa que o estaria ameaçando: "Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.” Mourão, então, pergunta: "O que é para fazer?". Ele responde: "Puxa endereço tudo".

Sicário foi um dos alvos de mandado de prisão preventiva na Operação Compliance Zero deflagrada em março — a mesma que também prendeu o banqueiro. Ele, no entanto, tentou se matar numa cela da superintendência da PF em Minas Gerais e morreu alguns dias depois em decorrência dos ferimentos do ato.

Integrantes da PF e delegada são alvo de operação que prendeu pai de Vorcaro na investigação do Master

PM é preso por vender informações sobre operação por 25 gramas de crack

Três operações foram sabotadas pelo militar, que foi condenado e preso nesta sexta (15/5), em Formiga, na Região Centro-Oeste de Minas

15/05/2026


O Ministério Público de Minas Gerais foi um dos afetados pela corrupção
crédito: Eric Bezerra/MPMG/Reprodução

Um policial militar foi preso na manhã desta sexta-feira (15/5), em Formiga, na Região Centro-Oeste de Minas, por vazar informações sobre operações do Ministério Público do estado (MPMG) e das polícias Civil e Militar. De acordo com as investigações da Operação Tropa de Elite, a recompensa seriam 25 gramas de crack.

O MPMG afirmou que através do desarquivamento da Operação Alma à Venda foi comprovado o vazamento de detalhes sobre as Operações Snowblind e Leão de Nemeia, o que atrapalhou a polícia no cumprimento de mandados de prisão e apreensão de drogas.

O homem ainda sabotou uma operação, na qual havia sido encarregado de vigiar a entrada de uma casa em que os colegas faziam busca e não deixar que ninguém passasse. Ele descumpriu a missão, permitindo que uma mulher entrasse.

O policial foi denunciado e condenado a dez anos e seis meses de prisão por associação para o tráfico de drogas, descumprimento de missão e por dois crimes de corrupção.

*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

terça-feira, 12 de maio de 2026

Guarda municipal mata esposa após casamento em SP: veja como briga começou

 Daniel Barbosa Marinho, guarda municipal há 22 anos, foi preso em flagrante por feminicídio horas após a cerimônia em Campinas (SP)

Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo

A festa de casamento entre uma mulher de 34 anos e um guarda municipal de 55 anos, no sábado (9), em Campinas (SP), acabou em mais um caso para as estatísticas de feminicídio, com uma discussão que evoluiu para violência física e culminou na morte de Nájylla Duenas Nascimento.


Violência física e uso de arma funcional

O desentendimento evoluiu para agressões físicas. E foi com um aparato do estado — com a missão de proteger — que o sonho matrimonial terminou em tragédia.

Testemunhas relataram que, após sair do imóvel, o guarda municipal retornou pouco tempo depois e voltou a atirar contra a vítima.

De acordo com as investigações, o agente teria utilizado sua arma funcional para efetuar disparos contra a esposa.

Após o crime, a polícia localizou o suspeito e apreendeu a arma de fogo, além de munições.

Perfil do agressor e situação legal

Daniel Barbosa Marinho atua como Guarda Civil Municipal em Campinas há pelo menos 22 anos.

O agente foi encaminhado à cadeia pública do 2º Distrito Policial da cidade e o caso será apurado administrativamente pela corporação.

O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas.

Feminicídios em São Paulo

O crime ocorre em um período de alta violência de gênero no estado. São Paulo registrou 86 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, o maior número da série histórica para o período, representando um aumento de 41% em relação ao ano anterior.

Em todo o Brasil, o primeiro trimestre de 2026 foi o mais letal da história para mulheres, com uma vítima a cada cinco horas.

Delegada suspeita de emprestar viatura da polícia de MG ao marido advogado: o que se sabe

 Nesta segunda-feira (11), licença médica da delegada foi prorrogada por mais 45 dias. Ela e o marido chegaram a ser presos em março, mas foram soltos por determinação da Justiça.

Por g1 Minas — Belo Horizonte


A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Wanessa Santana Martins Vieira, suspeita de emprestar uma viatura descaracterizada ao marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, teve a licença para tratamento de saúde renovada por mais 45 dias.

A decisão foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no último sábado (9), mas a prorrogação passou a valer a partir desta segunda-feira (11).

    A delegada está de licença médica desde 12 de março, dois dias após o marido ter sido flagrado com a viatura.

    O casal chegou a ser preso em 10 de março, mas a Justiça concedeu liberdade à policial e ao advogado no dia seguinte. O vídeo abaixo noticia a prisão dos dois:

    Delegada e marido são presos em BH

    Delegada e marido são presos em BH

    Veja abaixo o que se sabe sobre o caso:

    • O que aconteceu?
    • Como o advogado foi flagrado?
    • A delegada também foi presa?
    • Por qual crime o advogado e a delegada foram presos?
    • Quando eles foram soltos?
    • O advogado já era investigado em outros casos?
    • O que aconteceu com a delegada?

    O que aconteceu?

    O veículo estava sob responsabilidade da esposa dele, a delegada Wanessa Santana Martins Vieira, de 39 anos.

    Como o advogado foi flagrado?

    A abordagem ocorreu durante uma operação da Casa Corregedora da Polícia Civil, realizada após denúncias anônimas que apontavam o uso indevido do bem público para fins pessoais.

    Segundo a Polícia Civil, uma blitz foi estrategicamente montada na pista exclusiva para transporte coletivo e veículos oficiais na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha.

    Ao identificarem o carro com as características descritas nas denúncias, recebidas pela Corregedoria e pela Ouvidoria do Estado em fevereiro, os agentes deram ordem de parada.

    No momento da abordagem, Renan Rachid apresentou sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os policiais verificaram o advogado não possuía qualquer vínculo com o serviço público, e ele foi preso em flagrante.

    A delegada também foi presa?

    Sim. Durante a abordagem do advogado, uma equipe da Corregedoria se deslocou até a residência da delegada. Ela foi conduzida à sede da unidade policial para prestar esclarecimentos e também teve a prisão em flagrante ratificada.

    Wanessa foi encaminhada para a Casa de Custódia da Polícia Civil.

    Por qual crime o advogado e a delegada foram presos?

    O advogado e a delegada foram presos pelo crime de peculato, que ocorre quando um servidor público se apropria ou permite o uso indevido de um bem público.

    Quando eles foram soltos?

    Durante a audiência de custódia, a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira concedeu liberdade provisória a ambos mediante pagamento de fiança de R$ 5.673,50 cada.

    O advogado já era investigado em outros casos?

    Entre as denúncias estão a falsificação de cheque, a venda de um imóvel que já estaria penhorado e ameaças contra vítimas que cobravam valores ou tentavam resolver divergências comerciais.

    O que aconteceu com a delegada?

    A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, que era lotada em uma delegacia de São José da Lapa, na Região Metropolitana de BH, entrou em licença para tratamento de saúde por 30 dias em 12 de março, um dia depois da concessão da liberdade provisória.

    A licença foi prorrogada por mais 30 dias a partir de 11 de abril e, agora, voltou a ser ampliada por mais 45 dias, a partir de 11 de maio.

    Segundo o ato administrativo, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 14 de março, a mudança ocorreu por "conveniência da disciplina" e após deliberação unânime do órgão especial do Conselho Superior da instituição.

    Advogado Renan Rachid Silva Vieira e a esposa, a delegada Wanessa Santana Martins Vieira — Foto: Reprodução/Redes sociais

    Advogado Renan Rachid Silva Vieira e a esposa, a delegada Wanessa Santana Martins Vieira — Foto: Reprodução/Redes sociais

    Delegada suspeita de emprestar viatura da PC ao marido: o que se sabe | G1