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quarta-feira, 11 de março de 2026

Paraná: MP pede que Justiça revogue prisão domiciliar de Jorge Guaranho

 Ex-policial penal foi condenado por matar o petista Marcelo Arruda em julho de 2022; Justiça concedeu prisão domiciliar após pedido da defesa

Felipe Souza, da CNN



Agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, investigado pelo assassinato do guarda municipal e membro do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcelo Aloizio de Arruda  • Reprodução/Facebook

O Ministério Público do Paraná (MPPR) pediu, nesta segunda-feira (17), que a Justiça do Paraná negue o benefício de prisão domiciliar concedido ao ex-policial penal Jorge Guaranho, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O Tribunal do Júri de Curitiba condenou Guaranho a 20 anos de prisãona última sexta-feira (14), pelo assassinato do guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Arruda.

No pedido, a Promotoria afirma que "devido ao alto potencial de violência de Jorge Guaranho que ficou claro com o crime cometido", não haveria justificativa para a concessão da prisão domiciliar.

O Ministério Público também recordou a tese do Superior Tribunal Federal (STF) que aponta a soberania dos vereditos do Tribunal do Júri, autorizando a imediata execução de condenação imposta pelo corpo de jurados.

 

“É sabido que a prisão domiciliar enquanto cautela diverge da prisão domiciliar referente ao cumprimento da pena. Uma vez condenado o acusado pelo Tribunal do Júri, não remanesce qualquer cautela, sendo o caso de execução imediata da pena”, afirma o MP.

Na decisão que concedeu a prisão temporária, a defesa do ex-policial penal citou o fato de que ele já estava em prisão domiciliar humanitária desde setembro do ano passado. Durante a briga que gerou o homicídio, Guaranho chegou a ser atingido por tiros e foi agredido por pessoas que estavam no local, o que gerou sequelas.

“O réu realiza tratamento médico especializado em decorrência de ter sido alvo de nove disparos de arma de fogo e severos espancamentos por mais de cinco minutos, resultando em fratura completa da mandíbula, perda completa de dentes e massa óssea”, diz a defesa.

Sobre o estado de saúde de Guaranho, o MPPR apontou que, segundo os vídeos veiculados de entrada e saída do fórum, bem como do vídeo de seu interrogatório em plenário, constata-se que Guaranho “estava sendo medicado e acompanhado por profissional da saúde ao tempo em que permaneceu enclausurado”.

Em nota à CNN, a defesa de Guaranho manifestou "profundo repúdio" à postura do MP. Segundo o advogado, a interposição do recurso ignora os fundamentos técnicos e jurídicos e é marcada por "racionalidade punitivista".

"O escritório seguirá atuando com rigor na defesa dos direitos humanos de Jorge Guaranho, combatendo qualquer tentativa de instrumentalização da Justiça para fins de retaliação política ou midiática", completou o advogado Samir Mattar Assad.

Relembre o caso

O homicídio aconteceu durante a festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha como tema o Partido dos Trabalhadores (PT), no salão de festas de um clube em Foz do Iguaçu, no oeste do estado.

Guaranho, que era bolsonarista, invadiu a festa e atirou contra Arruda após uma discussão política.

Paraná: MP pede que Justiça revogue prisão domiciliar de Jorge Guaranho | CNN Brasil

terça-feira, 10 de março de 2026

PM morta: laudo indica sinais de esganadura em esposa de coronel

 Laudo necroscópico mostra que PM sofreu “pressão digital” no pescoço antes de ser baleada. Também há marcas compatíveis com unhadas

Instagram/Reprodução
Imagem colorida da policial militar Gisele Alves Santana - Metrópoles
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O laudo sobre a morte da policial militar (PM) Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça dentro de sua casa, em 18 de fevereiro, revelou lesões no pescoço e no rosto da vítima, apresentando sinais de que ela teria desmaiado pouco antes de ser baleada.

No documento, elaborado após a exumação do corpo da vítima, realizada na última sexta-feira (6/3), consta que as lesões teriam sido feitas por meio de “pressão digital e escoriação compatível com marcas de unha”.

PM morta: laudo indica sinais de esganadura em esposa de coronel - destaque galeria
10 imagens
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

A informação sobre o conteúdo do laudo necroscópico foi divulgada pela TV Globo e confirmada pelo Metrópoles.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo. Ela morava com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

Segundo a Polícia Civil, a morte foi investigada inicialmente como suicídio, mas posteriormente o caso passou a ser tratado como morte suspeita. Em declaração à polícia, o marido da vítima alegou que escutou o tiro enquanto estava no banho. A arma usada pertencia a ele.

Depoimentos contraditórios

O coronel afirmou ter acionado o resgate da PM e a presença de um amigo desembargador para comparecer ao local. Um delegado chegou a questionar o fato de o marido ter retornado ao apartamento para tomar banho e, em resposta, o militar argumentou que “passaria um longo período fora de casa”.

Ainda segundo seu depoimento, Geraldo afirmou que não era aceito pela família da esposa e já havia entrado com pedido de divórcio, fato que teria causado “reação negativa” na companheira — o que, segundo ele, teria motivado o suposto suicídio.

Já o depoimento da mãe de Gisele refutou a versão do genro. Ela afirmou que o casal vivia um “relacionamento conturbado” e que o tenente-coronel era “abusivo e violento”. Ela disse que o marido não deixava a filha usar batom e salto alto.

A mãe alegou ainda que, uma semana antes do ocorrido, a filha teria pedido, em ligação, que os pais a buscassem por “não suportar a pressão” e por querer se separar.

Entrada de pessoas no imóvel

Em depoimento, a inspetora do condomínio em que o casal vivia, Fabiana, contou que diversas pessoas foram até o apartamento após a morte da soldado. Segundo o relato, três policiais teriam ido até o imóvel por volta das 17h48 do mesmo dia para realizar a limpeza do local.

O relato foi obtido pelo Metrópoles. Nele consta também que o coronel Geraldo Rosa Neto teria retornado ao apartamento no mesmo dia para buscar alguns pertences antes de ir para São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

A mesma testemunha relatou, ainda, que logo após o atendimento inicial à vítima, o coronel havia permanecido no corredor do prédio enquanto falava ao telefone, além de conversar com policiais que atendiam a ocorrência. Em certo momento, ao saber que ela ainda estava viva, ele teria dito que “ela não ia sobreviver”.

PM morta: laudo indica sinais de esganadura em esposa de coronel