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sábado, 29 de agosto de 2026

PLANO DE ASSASSINATO | O general Mario Fernandes, ex-secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro (PL), admitiu durante interrogatório no Suprem



PLANO DE ASSASSINATO | O general Mario Fernandes, ex-secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro (PL), admitiu durante interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) ter idealizado o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”.
O ministro relator Alexandre de Moraes trouxe em seu voto a prova de que o general Mario Fernandes imprimiu o plano que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes. Na sequência, levou o documento impresso para o então presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada.
Na fala, Moraes diz que não é razoável achar que o general Mario Fernandes imprimiu o plano "Punhal Verde e Amarelo" para brincar de barquinho de papel. Acreditar nisso é uma tentativa de ridicularizar a inteligência do tribunal.


STF mantém prisão preventiva de general Mário Fernandes e tenente-coronel Hélio Lima

 Segundo o ministro Alexandre de Moraes, não há nenhum fato novo que justifique a revogação da medida em relação aos militares, que respondem pela tentativa de golpe de Estado

09/07/2025 


Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido das defesas do general da reserva Mário Fernandes e do tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima de revogação de sua prisão preventiva. Os dois respondem a ações penais (APs 2693 e 2696) relativas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. 

Mário Fernandes atuou como chefe substituto da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Jair Bolsonaro, e Helio Lima integrava o grupo de oficiais do Exército com formação em Operações Especiais, conhecidos como “kids pretos”.  De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o general foi responsável por elaborar o plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. O tenente-coronel é acusado de, na mesma operação, monitorar as autoridades visadas.

Ao negar o pedido, o ministro Alexandre de Moraes destacou a necessidade de resguardar a ordem pública e a instrução processual penal, situação reforçada diante do recebimento da denúncia contra os militares. Para o relator, não há nenhum fato que possa afastar a necessidade de manutenção da custódia.

Leia a íntegra da decisão relativa a Mário Fernandes.

Leia a íntegra da decisão relativa a Hélio Ferreira Lima.

(Virginia Pardal/AD//CF)

Supremo Tribunal Federal

General Mario Fernandes admite ser autor de plano para matar autoridades










General confirma que escreveu plano para matar Lula e Moraes, mas diz que era apenas 'pensamento digitalizado'

Tempo de leitura: 2 min

Durante interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (24/07), o general da reserva Mário Fernandes confirmou que o documento intitulado "Punhal Verde Amarelo" é de sua autoria.

Fernandes, que é réu e está preso desde novembro de 2024, minimizou a importância do documento — destacando que se tratava de "pensamentos digitalizados", fruto de sua "visão militar", nunca compartilhados com outras pessoas.

"É um arquivo digital que nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilar de dados, um estudo de situação meu, de pensamento... Uma análise de risco que eu fiz e, por um costume próprio, resolvi inadvertidamente digitalizar", afirmou o general, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, de quem era homem de confiança.

Fernandes afirmou no interrogatório ter se arrependido de digitalizar o documento.

"Não passa de um pensamento digitalizado", reforçou, por videoconferência.

De acordo com o general, ele imprimiu o documento "para não forçar a vista" com telas e "logo depois" o rasgou.

Ainda segundo Fernandes, foi coincidência que, segundo as investigações, ele tenha impresso o material no Palácio do Planalto (local de trabalho do presidente) e, 40 minutos depois, tenha entrado no Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente).

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O juiz auxiliar que conduziu o interrogatório, Rafael Henrique, perguntou se essa movimentação indica que o general estava levando o documento para alguém.

"Eu ratifico: impossível", respondeu Fernandes.

"Esse horário, foi uma coincidência em relação à função, à atribuição administrativa e logística minha, como secretário-executivo. Mas eu não levei, não apresentei, não compartilhei esse arquivo, seja digital ou impresso, com ninguém."

Fernandes foi um dos réus ouvidos nesta quinta-feira no STF, em meio a interrogatórios dos chamados núcleo 2 e 4 de acusados por tentativa de golpe após a derrota de Bolsonaro para Lula nas eleições de 2022.

O núcleo 2, do qual o general faz parte, seria responsável por direcionar forças policiais e produzir minutas golpistas. Além de Fernandes, fazem parte dele:

  • Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro;
  • Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
  • Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF);
  • Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Anderson Torres;
  • Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

O núcleo 1, do qual Bolsonaro faz parte, já teve interrogatórios realizados e espera a fase das alegações finais, para então o julgamento iniciar — o que está previsto para ocorrer entre o final de agosto e início de setembro.

Ex-assessor de Bolsonaro admite no STF ter sido autor do plano que previa assassinato de Lula, Alckmin e Moraes

 General Mario Fernandes disse que o conteúdo não passou de um 'pensamento digitalizado'. Tribunal ouviu nesta quinta réus da trama golpista que tentou manter Jair Bolsonaro no poder.

Por Luiz Felipe Barbiéri, Márcio Falcão, g1 e TV Globo — Brasília

STF interroga réus de dois núcleos da trama golpista

STF interroga réus de dois núcleos da trama golpista


O general da reserva do Exército Mário Fernandes, acusado de elaborar o plano “Punhal Verde e Amarelo”, admitiu em depoimento nesta quinta-feira (24) ser o autor do documento que previa o assassinato de autoridades, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fernandes disse que o conteúdo não passou de um “pensamento digitalizado” e que se tratava apenas de uma análise pessoal sobre o cenário pós-eleições. Segundo ele, o texto foi impresso no Palácio do Planalto, onde ele trabalhava, mas foi destruído em seguida.

“É um arquivo digital. Nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilado de dados, um estudo de situação meu, uma análise de riscos que eu fiz e, por costume próprio, resolvi digitalizar. Não foi mostrado a ninguém, não foi compartilhado com ninguém. Hoje me arrependo de ter digitalizado isso”, declarou o general ao STF.

A Polícia Federal aponta que o plano foi elaborado em novembro de 2022, logo após a vitória de Lula nas urnas, e teria sido discutido por militares na casa do general Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro e então candidato a vice-presidente.

O documento, segundo as investigações da Operação Contragolpe, previa o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes como parte de uma tentativa de golpe de Estado. Fernandes é réu no núcleo 2 do inquérito que apura a trama golpista.

Durante o depoimento, o general também afirmou que integrantes do entorno de Bolsonaro discutiam um decreto com “considerandos” que serviriam de base para uma suposta intervenção do Executivo sobre os outros Poderes.

“Fiz um apelo ao general Ramos, que era assessor do presidente: se existe esse movimento e está dentro da Constituição, por que não reforçar isso?”, disse. Depois, corrigiu-se: “Dentro da Constituição Federal, não acima”.

Ainda segundo o general, Jair Bolsonaro, também réu por tentativa de golpe de Estado, sempre buscou agir dentro da legalidade.

General Mario Fernandes tirou selfie em acampamento golpista em 2022 — Foto: Reprodução/ PF

General Mario Fernandes tirou selfie em acampamento golpista em 2022 — Foto: Reprodução/ PF

Plano incluía repasse de dinheiro, diz delator

O plano “Punhal Verde e Amarelo” foi revelado após delação do tenente-coronel Mauro Cid à PF. Segundo ele, Braga Netto repassou dinheiro ao major Rafael Martins de Oliveira, que teria participado do plano, para cobrir despesas da operação. O recurso teria sido entregue em uma sacola de vinho.

A Polícia Federal prendeu militares e um policial envolvidos no caso em novembro do ano passado. As investigações apontam que o plano seria executado se a tentativa de golpe em 2022 tivesse sido bem-sucedida.

Ex-assessor de Bolsonaro admite no STF ter sido autor do plano que previa assassinato de Lula, Alckmin e Moraes | G1