Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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domingo, 12 de julho de 2026

Dois policiais militares da Força Tática de São Paulo foram condenados a 33 anos de prisão por associação ao tráfico de drogas e corrupção.

 

 Jornal da Record roondsteSp f 9 r h43h9 e im 0 8 1 88cc6 e 8 7h r e e 6 e v 0lh1l132 d 7 d h i o 2 7 2 · Dois policiais militares da Força Tática de São Paulo foram condenados a 33 anos de prisão por associação ao tráfico de drogas e corrupção. Eles recebiam dinheiro de um dos chefes da maior facção criminosa do país para não fechar pontos de venda de maconha, cocaína e crack

Policiais do DENARC são presos por receber propina para paralisar investigação em SP






MP prende dois policiais do Denarc suspeitos de cobrar propina para ajudar traficante do PCC

 Além das prisões, também havia mandados de busca e apreensão na sede do departamento, no centro de São Paulo.

Por Bruno Tavares, TV Globo

Operação prende policiais do Denarc suspeitos de cobrar propina para ajudar traficante do PCC

Operação prende policiais do Denarc suspeitos de cobrar propina para ajudar traficante do PCC


Uma operação do Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, da Corregedoria da Polícia Civil e da Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (10) dois policiais civis do Denarc suspeitos de cobrar propina para ajudar um traficante do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O advogado do traficante também foi preso por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

Um terceiro policial também era alvo da operação, mas não havia pedido de prisão contra ele.

Além das prisões, havia mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e, inclusive, na sede do Denarc, que é o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico, no bairro do Bom Retiro, centro de São Paulo.

A pedido do Gaeco, a Justiça também determinou o arresto, sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 1 milhão, exatamente a quantia paga pelo advogado aos policiais, segundo a investigação.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que "não tolera desvios de conduta por parte de seus agentes e que todas as medidas administrativas cabíveis serão adotadas, sem prejuízo das apurações criminais e disciplinares". (Leia a íntegra abaixo.)

Investigação

Denarc, no Bom Retiro, em São Paulo — Foto: Reprodução

Denarc, no Bom Retiro, em São Paulo — Foto: Reprodução

Os promotores afirmam que, no ano passado, policiais prenderam, em flagrante, um homem que transportava 345 kg de substâncias entorpecentes no fundo falso de um caminhão frigorífico.

Por meio da quebra do sigilo telemático (dados digitais) dos investigados, os promotores puderam acessar um vídeo com um diálogo sobre o pagamento de propina para barrar a investigação contra um traficante de drogas conhecido como "Costurado", integrante do PCC.

Mesmo com a identificação de um laboratório de refino ligado a "Costurado" na cidade de Jarinu, a investigação contra ele foi paralisada.

O vídeo, gravado em 23 de maio de 2024, registra uma videochamada entre três dos quatro alvos da operação. O quarto alvo da operação também foi citado nas conversas. Pouco tempo depois deste contato, policiais compraram imóveis, que, segundo os promotores, já ostentavam patrimônio incompatível com os valores que percebem do Estado.

O advogado, Ademilson Alves de Brito, já foi condenado a 30 anos de prisão por extorsão mediante sequestro e associação criminosa. Em 2006, ele manteve uma criança em cativeiro por 64 dias. Foi preso e depois colocado em liberdade, em 2010.

A defesa dele não foi localizada pela reportagem.

O que diz a SSP

Abaixo, leia a íntegra da nota da Secretaria da Segurança Pública:

"A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informa que a Corregedoria da Polícia Civil acompanha e presta apoio à operação deflagrada nesta quarta-feira (10) pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. A ação tem como alvos um advogado e três policiais civis do Denarc, investigados por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

A SSP reforça que não tolera desvios de conduta por parte de seus agentes e que todas as medidas administrativas cabíveis serão adotadas, sem prejuízo das apurações criminais e disciplinares. A pasta permanece colaborando com as autoridades responsáveis para o completo esclarecimento dos fatos."

MP prende policial suspeito de cobrar propina para ajudar traficante | G1

sábado, 11 de julho de 2026

MP vê misoginia e pede suspensão de delegado: "Prender essa vagabunda"

MP afirma que delegado acumulou denúncias de abuso, intimidação e violência contra mulheres; promotoria aponta padrão de conduta

07/07/2026

Ministério Público de Roraima (MPRR) pediu à Justiça o afastamento cautelar do delegado da Polícia Civil Alexandre Henrique de Matos Lima (foto em destaque), titular da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), sob o argumento de que ele teria utilizado reiteradamente o cargo e a estrutura policial para intimidar vítimas, colegas de trabalho e cidadãos.

A representação, obtida pela coluna, reúne investigações instauradas entre 2025 e 2026 e sustenta que os episódios apontam um padrão de abuso de autoridade, ameaças e violência psicológica.

Segundo o Ministério Público, o delegado é investigado por supostos crimes de injúria, abuso de autoridade, ameaça, constrangimento ilegal, violência psicológica contra a mulher, denunciação caluniosa e violência doméstica.

A promotora responsável afirma que os casos, analisados em conjunto, deixam de representar episódios isolados e passam a demonstrar “um quadro estrutural e reiterado de abuso de autoridade, misoginia institucionalizada e utilização do cargo e do aparato policial como instrumento de intimidação”.

A promotoria também destaca que o histórico funcional do delegado registra, desde 2005, ao menos 47 procedimentos administrativos e criminais relacionados a condutas como abuso de autoridade, ameaça, injúria, extorsão e desídia funcional.

Conforme o documento, muitos desses procedimentos terminaram arquivados, prescritos ou sem punição efetiva, circunstância que, na avaliação do MP, teria contribuído para uma escalada das condutas investigadas.

Xingamentos contra policial

O primeiro episódio descrito ocorreu em julho de 2025, no estacionamento da Delegacia-Geral. Segundo o processo, o delegado estacionou o veículo em uma vaga destinada a viaturas oficiais e foi orientado por uma agente de polícia a retirar o automóvel.

Conforme o relato da investigação, ele teria se recusado a se identificar, questionado como uma “novata” ousava abordá-lo e, dirigindo-se a outro policial, afirmou em voz alta: “Essa novata está pensando que está falando com quem? Ela tá doida? Eu vou mandar prender essa vagabunda.”

Ainda segundo os autos, ao ser questionado novamente sobre sua identidade, respondeu de forma irônica: “Você quer saber meu nome? É vovô.”

O Ministério Público afirma que o relato foi confirmado por uma testemunha presencial. O então delegado-geral adjunto também declarou que encontrou a policial em estado de forte abalo emocional logo após o episódio.

“Não conseguia nem falar e teve que se acalmar por aproximadamente um minuto, porque somente chorava e tinha dificuldade para respirar”, afirmou a autoridade em depoimento citado no processo.

Intimidação

Menos de um ano depois, conforme o Ministério Público, o delegado voltou a ser investigado após uma série de ocorrências em um condomínio residencial.

Segundo os autos, após uma discussão envolvendo o estacionamento do prédio, ele teria mobilizado cinco policiais armados e viaturas oficiais para tentar obter imagens internas do condomínio, embora o conflito tivesse natureza exclusivamente privada.

Nos dias seguintes, duas funcionárias relataram que foram ofendidas durante uma mudança.

De acordo com os depoimentos reproduzidos pelo MP, elas afirmaram ter sido chamadas de “vagabunda” e “filha da puta”. Uma delas também declarou que o delegado tomou o telefone funcional de suas mãos quando ela tentava acionar o síndico.

As duas mulheres disseram ainda que ele fazia questão de mencionar que possuía fuzis guardados no próprio veículo, circunstância que uma delas descreveu como “uma potencial ameaça à sua vida”.

Para a promotoria, chamou atenção o fato de o comportamento ter mudado quando o delegado passou a conversar com um homem que se identificou como general do Exército.

Segundo o MP, essa repetição de tratamento respeitoso a homens em posição hierárquica, em contraste com agressões dirigidas a mulheres durante o trabalho, reforçaria a hipótese de um padrão de comportamento.

Mobilização de policiais em hotel

Outro episódio citado ocorreu em um hotel de Boa Vista. Segundo o Ministério Público, o delegado teria iniciado uma discussão com um empresário hospedado no local, chamando-o repetidamente de “monstro” e “gigante”.

Quando a vítima pediu que cessasse a conduta, o delegado teria respondido que enviaria “as viaturas” ao hotel.

Conforme a investigação, cerca de dez a 15 policiais militares armados compareceram ao quarto do empresário após receberem a informação de que ele estaria armado e teria ameaçado matar o delegado.

O processo afirma, entretanto, que nenhuma arma foi encontrada e que funcionários do hotel informaram inexistirem câmeras no elevador onde os fatos teriam ocorrido.

Ainda segundo o MP, policiais militares ouvidos no inquérito relataram que o delegado afirmou, de forma falsa, já ter dado voz de prisão ao empresário, circunstância que manteve a equipe policial mobilizada até a chegada de um oficial superior.

A investigação afirma ainda que, posteriormente, o delegado modificou sua versão dos fatos ao alegar que o empresário teria tentado agredi-lo fisicamente, narrativa que, segundo o processo, não foi confirmada por testemunhas.

Em razão do episódio, o empresário interrompeu a viagem de trabalho e retornou antecipadamente para Manaus, arcando, segundo o MP, com uma nova passagem aérea de aproximadamente R$ 4 mil.

Violência doméstica

Além dos três episódios, o Ministério Público destaca que também tramita um inquérito para apurar violência doméstica supostamente praticada pelo delegado contra a esposa.

Conforme a representação, há medida protetiva de urgência vigente em favor da vítima.

MP pede afastamento

Na representação encaminhada à Vara de Garantias, a promotoria afirma que a permanência do delegado no cargo representa risco concreto à instrução das investigações e às vítimas.

O documento sustenta que ele possui acesso a sistemas policiais, poder hierárquico, porte de arma e capacidade de influenciar testemunhas, circunstâncias que justificariam o afastamento cautelar da função pública enquanto as investigações prosseguem.

“O escopo é preservar a instrução criminal, garantir a integridade física e psicológica das vítimas, manter a credibilidade das investigações e resguardar a ordem pública contra a reiteração de desvios funcionais graves”, afirma o Ministério Público na representação.

A coluna não localizou manifestação da defesa do delegado no documento analisado. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/mp-ve-misoginia-e-pede-suspensao-de-delegado-prender-essa-vagabunda