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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Alvo da PF doou R$ 5 mi para campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022

 Fabiano Zettel doou R$ 3 milhões para o ex-presidente e R$ 2 milhões para o atual chefe do Executivo do estado de São Paulo


Gabriela Piva, da CNN Brasil, São Paulo

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o govrenador de São Paulo, Tarcísio de Freitas  • Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo - 16.mar.2025

Alvo da PF (Polícia Federal) na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do Banco Master, o empresário Fabiano Zettel foi o maior doador das campanhas eleitorais de Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nas eleições de 2022.

No total, ele doou R$ 5 milhões para ambos candidatos, sendo R$ 3 milhões para o ex-presidente e R$ 2 milhões para o atual chefe do Executivo do estado de São Paulo, que foi eleito na ocasião. As informações são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele foi preso temporariamente pela PF quando estava embarcando para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.


a ocasião, Bolsonaro recebeu uma doação de aproximadamente R$ 42,6 milhões na campanha eleitoral dos cinco maiores doadores. Entre eles, estava a direção nacional do PL e do Progressistas e de pessoas como Jose Salim Mattar Junior e Hugo de Carvalho, além de Zettel.

A doação de Zettel representou 2,38% das doações de Bolsonaro, ficando abaixo apenas da direção nacional, que representou 27,51% desse montante.

O total líquido de recursos recebidos na campanha eleitoral de Bolsonaro em 2022 foi de R$ 126,1 milhões.

CNN tentou contato com a assessoria do PL para um posicionamento de Jair Bolsonaro, mas não teve retorno até o momento desta publicação. O espaço fica aberto.

Confira o gráfico abaixo


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Já para Tarcísio, a doação total da campanha somou cerca de R$ 38,6 milhões de recursos recebidos. A fatia de Zettel representou 5,18% desse montante, a maior doação registrada por uma pessoa física.

A maior fatia entre o total de doadores campanha foi feita pela direção municipal/comissão provisória do partido Republicanos, que doou R$ 5,5 milhões para a campanha do atual governador de São Paulo.

À reportagem, a equipe de comunicação do governo disse, em nota, que a campanha de Tarcísio "foi conduzida com total respeito às leis eleitorais" e contou com mais de 600 doadores.

"O governador não possui qualquer vínculo ou relação com o doador citado, bem como conhecimento prévio sobre possíveis condutas que não dizem respeito à campanha. Vale destacar que a prestação de contas de Tarcísio foi devidamente aprovada pela justiça eleitoral", pontuou.

Veja o gráfico

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Entenda o caso

Cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Zettel foi preso temporariamente durante a segunda fase da operação Compliance Zero. Segundo informações, ele será solto, pois a prisão temporária foi realizada para preservar o sigilo da investigação.

O empresário foi preso pela PF quando estava embarcando para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Outros executivos foram alvos da operação, entre eles estão Nelson Tanure e João Carlos Mansur.

Em nota, os advogados afirmam que "Fabiano Zettel tem atividades empresariais conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master".

Sobre a hipótese de "fuga do país", a defesa de Zettel afirmou que "a busca e apreensão pessoal e a detenção temporária determinadas pelo Ministro Dias Toffoli, realizadas no aeroporto de Guarulhos, deram-se apenas em razão de viagem de negócios de seu estrito interesse, programada ao Barein, com passagem de volta emitida para o dia 06/02, e visavam evitar frustração de diligências a serem realizadas na manhã de hoje".

A operação combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional). Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de capitais.

Agentes da PF cumprem 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São PauloBahiaMinas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. As medidas foram determinadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que também autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Vorcaro foi preso em novembro de 2025, durante a primeira fase da operação. O empresário estava no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, onde embarcaria para Dubai para fechar negócios.

*Com informações de Elijonas Maia e Vinicius Murad, da CNN Brasil


PF indicia Van Hattem após deputado acusar delegado de criar ‘relatórios fraudulentos’ sobre ex-assessor de Bolsonaro

 O delegado da PF atua em inquéritos que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro, como o da trama golpista

Por 
Sarah Teófilo
 — Brasília

 

O deputado federal Marcel Van Hattem (RS) é o candidato do Novo à presidência da Câmara — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal indiciou o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) por calúnia e injúria depois que o parlamentar criticou o delegado Fábio Schor durante um discurso no plenário da Câmara dos Deputados. O delegado atua em inquéritos que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que no Supremo Tribunal Federal (STF) são relatados pelo ministro Alexandre de Moraes, como o da fraude no cartão de vacina de Bolsonaro e o da trama golpista.

Em agosto deste ano, o parlamentar usou a tribuna da Casa para dizer que o delegado da PF "fez vários relatórios absolutamente fraudulentos contra pessoas inocentes", citando Filipe Martins, o ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro. Martins chegou a ser preso neste ano no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente no poder e foi indiciado na semana passada.

Van Hattem chamou o delegado de "abusador de autoridade" e disse que o policial federal "tem agido como bandido".

Em nota, o advogado do deputado, Alexandre Wunderlich, diz que "a defesa se contrapõe ao indiciamento policial, que reputa parcial e ilegal, pois é violador da imunidade parlamentar, que é inegável garantia constitucional".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Advogado de defesa de PM acusada de homicídio deixa o caso, e audiência é adiada

 A audiência de instrução e julgamento foi remarcada para esta quinta-feira (27).

Por g1 MA — São Luís

 

A cabo Sabrinna foi denunciada pelo Ministério Público por homicídio qualificado e cumpre prisão domiciliar em Imperatriz desde o mês de maio, acompanhada por tornozeleira eletrônica. — Foto: Arquivo pessoal

A cabo Sabrinna foi denunciada pelo Ministério Público por homicídio qualificado e cumpre prisão domiciliar em Imperatriz desde o mês de maio, acompanhada por tornozeleira eletrônica. — Foto: Arquivo pessoal

A audiência de instrução e julgamento no caso da policial militar Sabrinna Silva, que seria realizada nessa quarta-feira (26), no fórum de Imperatriz, foi adiada. Cerca de 14 testemunhas foram convocadas, mas a audiência precisou ser remarcada por causa da ausência dos advogados de defesa.

O advogado do início do processo informou que deixou o caso por incompatibilidade dos honorários advocatícios, mas ressaltou que a cabo Sabrinna deve ser assistida por um advogado do Sindicato de Policiais Militares ou outro advogado particular.

A cabo Sabrinna foi denunciada pelo Ministério Público por homicídio qualificado e cumpre prisão domiciliar em Imperatriz desde o mês de maio, acompanhada por tornozeleira eletrônica. Essas audiências fazem parte do processo para que a Justiça possa decidir se irá ou não a júri popular. Sabrinna foi solta após a Justiça atender a um pedido de habeas corpus feito pela defesa.

A morte de Marcos Vinicius completou quatro meses na última terça-feira (25). O jovem de 20 anos foi assassinado com um tiro nas costas, durante uma perseguição policial, enquanto fazia manobras em uma moto em Governador Edison Lobão.

A audiência de instrução e julgamento foi remarcada para esta quinta-feira (27).

Inquérito Policial

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) concluiu o inquérito que investiga a policial militar Sabrinna Silva, que matou o jovem Marcos Vinicius, de 20 anos de idade, com um tiro nas costas, durante uma perseguição policial no dia 25 de fevereiro deste ano, em Governador Edison Lobão, cerca de 490 km de São Luís.

De acordo com a PC-MA, a cabo Sabrinna foi indiciada por homicídio qualificado por impossibilidade de resistência da vítima. O inquérito já foi encaminhado para o Ministério Público do Maranhão.

Logo após receber o inquérito, o MP-MA pediu a prorrogação da prisão temporária de Sabrinna por mais 30 dias, para aguardar o laudo da reprodução simulada para que o caso seja levado ao judiciário.