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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Reinaldo: Um professor da PRF e uma aula de tortura



Policial da PRF que ensinou tortura em vídeo é demitido por Lewandowski

 Exoneração, no entanto, aconteceu porque Ronaldo Braga Bandeira Júnior participou da gerência ou administração de sociedade privada, uma infração disciplinar para seu cargo

Do Estadão Conteúdo

Bandeira Júnior disse-se surpreendido pela punição  • Divulgação/PRF/Governo Federal

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, demitiu Ronaldo Braga Bandeira Júnior, membro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que apareceu em vídeo de 2022 ensinando tortura.

A demissão, no entanto, não tem relação com o vídeo. Segundo portaria assinada por Lewandowski, a exoneração ocorreu porque Bandeira Júnior participou da gerência ou administração de sociedade privada, uma infração disciplinar para seu cargo.

Em suas redes sociais, Bandeira Júnior disse-se surpreendido pela punição. "Quando achei que tudo tivesse acabado e que, enfim, tudo estaria bem, fui surpreendido com a abertura de um processo de 2017/2018 no qual era acusado de gerência de empresa", escreveu.

A PRF não divulgou qual seria a sociedade privada da qual o ex-agente seria sócio. "Após muitas provas e diligências, havia sido também absolvido de forma ampla. Porém, após um pedido de reabertura (por qual motivo? Não sei!) conseguiram me demitir da instituição", questiona Bandeira Júnior.

Por fim, o ex-policial faz ameaças. "Em breve farei um vídeo e falarei tudo o que sei e jogarei toda a merda no ventilador!", escreveu.


Servidores públicos civis da União são proibidos de participar na gerência ou administração de empresas privadas, além do exercício de comércio, a não ser através da qualidade de acionista ou cotista.

A demissão ocorre três meses após Bandeira Júnior ter sido suspenso. Apesar de a corregedoria da PRF ter defendido a demissão por conta da tortura descrita no vídeo, o ministro Lewandowski suspendeu o agente por 90 dias.

No vídeo de 2022, o então policial rodoviário federal descreve como jogou spray de pimenta dentro de um porta-malas para "acalmar" um preso que estava quebrando a viatura. Segundo o relato, ao ouvir gritos de "estou morrendo", o policial teria dito ao preso: "Tortura".

Policial da PRF que ensinou tortura em vídeo é demitido por Lewandowski | CNN Brasil

Advogado é agredido por PMs; Justiça manda devolver fiança

 A ação policial, realizada durante uma festa de Dia dos Pais na casa do advogado, foi classificada pelo magistrado como baseada na "política do enquadro"

Da Redação

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Atualizado às 08:28

O juiz de Direito Felipe Morais Barbosa, da 3ª vara Criminal de Trindade/GO, determinou a anulação da prisão em flagrante do advogado Wanderson Ferreira Rodrigues, ocorrida no dia 10 de agosto, e a devolução do valor de R$ 2 mil pago como fiança. A decisão foi motivada pela constatação de irregularidades na ação dos policiais militares, que invadiram a residência do advogado sem autorização legal.


A ação policial, realizada durante uma festa de Dia dos Pais na casa de Wanderson, foi classificada pelo magistrado como baseada na "política do enquadro", prática comum durante a ditadura militar. De acordo com a sentença, os policiais ingressaram na residência de forma ilegal, sem qualquer mandado ou justificativa plausível, agindo de maneira precária e arbitrária.

O juiz destacou que a conduta dos policiais, ao adentrar o domicílio, foi comparável a uma "roleta russa", sem critérios claros para a abordagem, o que agravou a ilegalidade da ação. Na decisão, foi também mencionada a necessidade de proteção ao direito constitucional à inviolabilidade do domicílio, que foi desrespeitado no caso.

“Estado policial não é aquele em que a polícia tem o poder, e sim em que as agências de diversas naturezas passam a funcionar com a lógica policialesca. É dever do Poder Judiciário, em um Estado Democrático de Direito, frear comportamentos abusivos, ainda que justificados para combater a criminalidade.”

O advogado relatou que sua casa foi invadida por policiais da CPE - Companhia de Policiamento Especializado enquanto ele estava com a família. Durante a abordagem, que foi filmada pela filha de Wanderson, os policiais tentaram forçá-lo a sair da residência, resultando em um tumulto que culminou na sua prisão por desacato e resistência. No entanto, a análise judicial considerou que não havia elementos para sustentar as acusações.

Além de determinar a extinção do processo sem resolução de mérito, o juiz ordenou a devolução da fiança e encaminhou o caso à Promotoria de Justiça responsável pelo controle externo da atividade policial para que as ações dos policiais sejam investigadas.

Nota da PM

A Polícia Militar informa que, durante uma abordagem a quatro indivíduos na cidade de Trindade, um dos suspeitos tentou se evadir para dentro de uma residência. Ao adentrar o imóvel, a Equipe CPE Supervisão foi recebida de forma hostil por um homem que se identificou como advogado. Este indivíduo proferiu injúrias e ameaças contra os policiais e resistiu ativamente à abordagem.

Em razão da resistência e agressividade demonstradas, foi necessário o uso proporcional da força para contê-lo.

O indivíduo (advogado) compareceu à delegacia, onde sua prisão foi formalmente ratificada pelas autoridades competentes. A ocorrência foi devidamente documentada, garantindo a transparência e a legalidade dos procedimentos adotados.

Nota da OAB/GO

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO) vem a público informar que solicitará ao Comando da Polícia Militar rigorosa apuração de uma denúncia de ação abusiva e agressões contra um advogado e sua família. Segundo as alegações, o advogado teve sua casa invadida sem mandado judicial neste sábado, 10 de agosto, em Trindade, por policiais da Companhia de Policiamento Especializado (CPE).

Ao tomar conhecimento do ocorrido, a Ordem, por meio de sua Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) e da subseção de Trindade, iniciou o acompanhamento do caso, adotando todas as providências para que a denúncia chegasse à autoridade correicional da Polícia Militar. Além disso, a OAB-GO tem oferecido total apoio ao colega advogado.

A atuação de agente público, sem denúncia ou suspeita fundada, configura flagrante violação dos direitos dos cidadãos. A presença não autorizada da PM em domicílio privado, sem mandado judicial específico ou flagrante devidamente comprovado, afronta o artigo 5º, inciso XI, da Constituição Federal, que assegura a inviolabilidade do lar.

Por essa razão, e sendo a OAB-GO uma defensora intransigente das prerrogativas da advocacia e dos direitos da sociedade, não medirá esforços para que essa situação seja completamente esclarecida e para que os servidores públicos envolvidos, se comprovado que atentaram contra direitos da cidadania, sejam punidos com o rigor da lei.

  • Processo: 5769950-45.2024.8.09.0149

Leia a decisão.


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Juíza destacou motivação discriminatória e classificou conduta como misógina.

Ministro destacou comprometimento do Judiciário com o avanço da equidade de gênero.

Diante do ocorrido, a seccional catarinense da OAB solicitou o afastamento dos policiais envolvidos para que a responsabilidade seja apurada.

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Ronaldo Tovani

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No vídeo abaixo, em que uma advogada preta, no exercício de sua atividade profissional, foi algemada por guardas municipais, após a 'ordem' de uma 'juíza leiga' para que fosse retirada da sala de audiências. Ali, todos agiram mal: a advogada, ao chegar e se manter tumultuando; a 'leiga', que de juíza não tem nada, ao não saber resolver uma situação cotidiana; e os guardas, arbitrários e prepotentes, que não tinham a menor razão em 'algemar' a advogada. Se essa advogada fosse 'branca', o desfecho seria esse?! Enfim, OAB fraca, advogados e advogadas desrespeitadas.


Advogada e sua mãe são agredidas por PMs em estacionamento de mercado

 Diante do ocorrido, a seccional catarinense da OAB solicitou o afastamento dos policiais envolvidos para que a responsabilidade seja apurada.


Da Redação

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Atualizado às 15:39

Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/419895/advogada-e-sua-mae-sao-agredidas-por-pms-em-estacionamento-de-mercado

A advogada Aline Borges da Silva e sua mãe, servidora do MP/SC, foram agredidas por policiais militares no estacionamento de um supermercado em Içara, no Sul de Santa Catarina, na noite de sábado, 9. Imagens registradas por testemunhas mostram a advogada sendo imobilizada no chão e, em seguida, colocada no porta-malas de uma viatura policial, enquanto sua mãe, ao tentar intervir, recebeu um tapa no rosto.

Diante do ocorrido, a seccional catarinense da OAB solicitou o afastamento dos policiais envolvidos para que a responsabilidade seja apurada e ofereceu apoio à advogada.

Veja as imagens:

A ocorrência teve início após um chamado à Polícia Militar para atender uma denúncia de injúria ou comunicação falsa de crime, relacionada a um suposto desentendimento entre um cliente e uma funcionária do supermercado. Segundo a PM, a advogada se aproximou da cena para observar a abordagem policial, exercício previsto nas prerrogativas dos advogados.

Conforme relatado pela advogada, ao ser questionada sobre sua presença, ela informou sua atuação como advogada, mas foi imobilizada e teve gás de pimenta aplicado em seu rosto. Ela também afirmou ter sido chutada e pressionada ao chão, com um dos policiais colocando o joelho sobre seu pescoço, o que teria causado ferimentos.

A mãe da advogada também relatou ter sofrido agressões ao tentar intervir em defesa da filha. A senhora afirmou ter recebido um choque elétrico e empurrões dos policiais presentes, além de um tapa no rosto.

A advogada realizou exame de corpo de delito no dia seguinte e, na delegacia, foi registrado um termo circunstanciado por resistência e suposto desacato aos policiais.

Em nota, a Polícia Militar declarou que as ações dos policiais estão sendo investigadas internamente e que um Inquérito Policial Militar foi instaurado pelo Comando do 29º Batalhão para esclarecer os fatos.

A OAB/SC, por sua vez, emitiu uma nota de solidariedade à advogada, classificando o episódio como violação das prerrogativas profissionais e destacando a necessidade de uma apuração rigorosa dos fatos. Cláudia Prudêncio, presidente da seccional catarinense, afirmou que a entidade está dando todo o suporte jurídico e institucional necessário e pediu o afastamento dos policiais envolvidos para garantir a imparcialidade da investigação.

Nota da PM

1. Na noite deste sábado, 9, guarnições da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) do 29° Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Içara, foram acionadas para atendimento a uma ocorrência de injúria ou comunicação falsa de crime em um estacionamento de um supermercado, onde a princípio uma funcionária de um supermercado e um cliente haviam se desentendido. Este estaria supostamente injuriando a trabalhadora.

2. As atitudes dos policiais estão sendo investigadas ao deterem duas mulheres que se envolveram durante o atendimento da primeira ocorrência. Elas acabaram sendo conduzidas à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com as outras partes da primeira ocorrência.

3. Um Inquérito Policial Militar foi instaurado pelo Comando do 29º BPM para apuração dos fatos.

Nota da OAB

A OAB Santa Catarina e a Subseção de Criciúma, por meio da Comissão Estadual de Prerrogativas e Defesa de Honorários manifesta solidariedade e apoio à advogada gaúcha Aline Borges da Silva, que teve suas prerrogativas violadas e foi agredida, na noite de ontem, sábado (9), em Içara, no exercício de sua profissão.

A presidente da Seccional, Cláudia Prudêncio, entrou em contato com o Comandante do Batalhão da Polícia Militar, Aurélio Pelozato, e solicitou o afastamento dos policiais militares envolvidos, para que a responsabilidade seja devidamente apurada e os envolvidos responsabilizados, além da apuração completa de todos os fatos. Desde o conhecimento do ocorrido, a OAB/SC e a OAB Criciúma tem prestado todo o suporte necessário à profissional, providenciando assistência jurídica e institucional.

Advogada e sua mãe são agredidas por PMs em estacionamento de mercado

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Emanuel da Silva

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Minha opinião sei que não vale nada. Mas tem que ver o outro lado. E também o que tinham que ir se meter no assunto. A polícia só fez a sua parte. É diferente se é mulher ou homem. Direitos iguais, atitudes iguais.

André Souza

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Agora o crime será apurado e os PMs denunciados. Uma integrante do MP foi alvo da truculência policial. Se apenas a advogada tivesse apanhado, sabemos como tudo terminaria.

Ernesto Martins

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São covardes esses policiais, não são diferentes da PM de São Paulo.