Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

terça-feira, 14 de abril de 2026

PM indignado expõe comerciante que cobrou pelo seu café; vídeo

Caso ocorreu em Araraquara, interior de São Paulo; além de filmar o comerciante, o policial ainda proferiu ofensas contra ele

Por: Julinho BittencourtPublicado: 14/04/2026


PM expõe comerciante/Foto: Reprodução de Vídeo

Um policial militar foi alvo de investigação após protagonizar uma confusão em uma cafeteria no centro de Araraquara. O caso ocorreu depois que o agente se irritou ao ser cobrado por um café consumido no local e decidiu gravar um vídeo para expor o proprietário do estabelecimento.


Nas imagens, registradas em modo selfie, o policial relata indignação com a cobrança e afirma que uma funcionária teria informado previamente que a bebida seria oferecida como cortesia a agentes de segurança. No momento do pagamento, no entanto, o dono do local manteve a cobrança.

Durante a gravação, o policial filma o comerciante no balcão e profere ofensas diante de outros clientes. Ele também exibe o comprovante de pagamento e afirma que divulgaria o conteúdo nas redes sociais para “expor” o proprietário.


 O episódio repercutiu após a circulação do vídeo e levantou discussões sobre os limites da atuação de agentes públicos fora do serviço e a prática de concessão de benefícios em estabelecimentos privados. Embora alguns comerciantes optem por oferecer descontos ou gratuidade a policiais, não há qualquer obrigação legal para esse tipo de cortesia.

O que disse a PM

Em nota, a Polícia Militar do Estado de São Paulo informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do agente. A corporação destacou que a atitude registrada no vídeo não está alinhada aos princípios da instituição, que preza pelo respeito ao cidadão e pela ética profissional.

A Polícia Militar também ressaltou que não existe direito garantido a gratuidade para policiais em bares, restaurantes ou outros estabelecimentos privados, sendo essa uma decisão exclusiva dos proprietários.

O caso poderá resultar em sanções disciplinares. O agente pode responder por infrações ao Regulamento Disciplinar da corporação e até por abuso de autoridade, caso fique comprovado que utilizou a função pública para constranger o comerciante.

A repercussão do episódio reacendeu o debate sobre privilégios indevidos e o comportamento esperado de servidores públicos em situações cotidianas.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

O Serviço de Imigração dos Estados Unidos prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

@g1 Preso nos EUA - O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews. Segundo informações preliminares, Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida, e levado a um centro de detenção na cidade. Autoridades brasileiras foram informadas da prisão por volta de 12h (horário de Brasília). O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre como será o processo de retorno ao Brasil, segundo a PF. "A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular", afirmou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Veja mais no #g1. #ramagem #ice #eua #g1polícia ♬ som original - g1


 


PMs condenados por omissão nos atos de 8/1 são expulsos da corporação


Atualizado segunda-feira, 13 de abril de 2026

 Por Carolina Villela

Cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal foram expulsos da corporação após serem condenados pelo Supremo Tribunal Federal por omissão durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Os coronéis Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa Gonçalves, Jorge Eduardo Naime Barreto, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues tiveram suas carreiras encerradas por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que ordenou à PMDF a adoção de providências imediatas para a perda dos cargos e dos veículos públicos dos militares, em decisão proferida no dia 8 de abril, tomada na (AP) 2417.

Os cinco oficiais ocupavam posições estratégicas na estrutura da Polícia Militar do Distrito Federal e foram responsabilizados por não agirem para conter a multidão que depredou as sedes dos Três Poderes em Brasília. Segundo o acórdão condenatório da Primeira Turma do STF, ao se omitirem no cumprimento do dever funcional, os réus favoreceram a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e colaboraram com a trama que visava depor o governo legitimamente eleito.

Execução penal começa após trânsito em julgado

O trânsito em julgado da condenação ocorreu em 12 de dezembro de 2025, data a partir da qual foi determinado o início do cumprimento das penas. As execuções foram autuadas sob os números EP 188, 189, 190, 191 e 192. A decisão estabelecia ainda que, caso houvesse qualquer intercorrência no cumprimento das penas, a corporação deveria encaminhar os casos às Varas de Execuções Penais competentes.

Ao fundamentar a determinação de perda do cargo, Moraes foi categórico. “Suas condutas, marcadas pela omissão deliberada no cumprimento do dever funcional durante os eventos de 8 de janeiro de 2023, revelam manifesta incompatibilidade com a permanência no serviço público”, afirmou o ministro na decisão. O magistrado reforçou ainda que “a conduta dos réus demonstrou absoluto desprezo por esses valores fundamentais, tornando insustentável sua permanência na caserna”.

PMDF levanta dúvidas técnicas sobre aplicação da pena

Antes da decisão definitiva, a própria Polícia Militar do Distrito Federal encaminhou um ofício ao STF apontando dúvidas de natureza técnico-executória sobre como implementar a perda do cargo. A corporação argumentou haver incerteza sobre a harmonização entre o efeito condenatório e o regime constitucional específico aplicável aos militares estaduais e do Distrito Federal, especialmente no que diz respeito à perda do posto e da patente, prevista no artigo 125, parágrafo 4º, da Constituição Federal.

A situação se tornava mais complexa, segundo a PMDF, pelo fato de os condenados já se encontrarem na inatividade — ou seja, na reserva remunerada —, o que, na visão da corporação, exigiria uma definição mais precisa sobre a forma de implementação da decisão judicial. A PM citou ainda o Tema 1.200 da Repercussão Geral (ARE 1.320.744/DF) para embasar a consulta ao tribunal.

Diante dessas alegações, a corporação submeteu a matéria ao STF pedindo orientação sobre como proceder em estrita conformidade com o regime constitucional aplicável aos oficiais militares estaduais, antes de adotar qualquer medida concreta contra os condenados.

STF afasta dúvidas e mantém determinação

O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, rejeitou qualquer dupla interpretação da decisão condenatória. Com base na tese firmada pelo próprio STF no julgamento do ARE 1.320.744/DF — de sua própria relatoria —, Moraes esclareceu que a perda da graduação ou da patente pode ser declarada como efeito secundário da sentença condenatória tanto pela prática de crime militar quanto de crime comum, afastando qualquer argumento de lacuna jurídica.

O ministro concluiu que “não há, portanto, qualquer dúvida em relação à decisão proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal”, encerrando a controvérsia levantada pela PMDF. Com a decisão, ficou estabelecido que a corporação deveria cumprir imediatamente o determinado, sem margem para novas consultas ou interpretações alternativas.

Autor


Soldado do exército tem prisão preventiva decretada após morte de colega em São Paulo

 

Atualizado segunda-feira, 13 de abril de 2026

Da Redação

Um soldado do Exército Brasileiro teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar após ser acusado de matar um colega de farda durante serviço armado em São Paulo, em um caso que levanta questionamentos sobre disciplina e uso de armamento.

O episódio ocorreu na última quarta-feira (8), durante o primeiro serviço armado de recrutas recém-incorporados ao 8º Batalhão de Polícia do Exército, na capital paulista.

A decisão foi tomada na sexta-feira (10) pelo juiz federal da Justiça Militar, Vitor De Luca, durante audiência de custódia realizada na sede da 2ª Auditoria da Justiça Militar da União.

Segundo as informações oficiais, a prisão preventiva foi mantida para assegurar a hierarquia e disciplina militar, além de garantir a adequada apuração dos fatos.

Caso ocorreu durante primeiro serviço armado

O disparo fatal aconteceu em uma área de guarda instalada em um alojamento dentro de um condomínio residencial de oficiais, localizado no bairro do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.

A vítima, o soldado Antonio Henrique dos Santos Sousa, foi atingida por um tiro no tórax enquanto estava deitada em uma cama no local.

O uso de uma pistola calibre 9 milímetros, comum em operações militares, chamou atenção para o contexto em que ocorreu o disparo, considerado inadequado pelas autoridades.

Suspeito tentou prestar socorro após disparo

De acordo com os relatos, o próprio militar acusado de efetuar o disparo tentou prestar os primeiros socorros imediatamente após o ocorrido. Outros integrantes da equipe de serviço também auxiliaram no atendimento até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Apesar dos esforços, o soldado não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, gerando comoção entre os colegas de corporação.

Relatos indicam uso indevido da arma

Testemunhas afirmaram que o disparo ocorreu enquanto o militar manuseava a arma de forma inadequada, em tom de brincadeira.

Ainda segundo os depoimentos, horas antes do incidente ele já havia sido advertido por colegas após apontar a arma para outro integrante da equipe.

As circunstâncias descritas reforçam a hipótese de conduta imprudente, o que pode influenciar diretamente na tipificação penal do caso.

Investigação segue na justiça militar

O suspeito foi preso em flagrante por outros militares ainda no local do ocorrido, logo após o disparo. Na audiência de custódia, a Justiça Militar decidiu manter a prisão preventiva, destacando a necessidade de preservar a ordem interna das Forças Armadas.

O inquérito policial militar continua em andamento e, após sua conclusão, será encaminhado ao Ministério Público Militar.

A depender das conclusões das investigações, o caso poderá ser enquadrado como crime de homicídio, considerando as circunstâncias que ainda estão sendo analisadas;

Autor

Soldado preso após morte em quartel de SP

Ramagem é preso pelo ICE nos Estados Unidos

 


Por Carolina Villela

Alexandre Ramagem, deputado cassado pelo (PL-RJ), foi preso nesta segunda-feira (13) pelo ICE — Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos — na Flórida. A Polícia Federal informou que a prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a PF e autoridades policiais dos EUA. Ainda não há informações sobre um possível processo de retorno do ex-parlamentar ao país.

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, fugiu para Miami, nos Estados Unidos, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, sendo considerado pela Justiça brasileira como foragido desde então. Ele é acusado de integrar o núcleo central da trama golpista que tinha como objetivo manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Extradição em curso e penalidades aplicadas

O governo brasileiro já havia formalizado o pedido de extradição de Alexandre Ramagem. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que a solicitação foi encaminhada ao governo norte-americano, com a Embaixada do Brasil em Washington enviando a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes também havia determinado a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.

Ramagem teve o passaporte diplomático cancelado e também perdeu o cargo de delegado da PF. A Câmara dos Deputados bloqueou o salário do então parlamentar, em cumprimento à determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Repercussão no meio político

A detenção de Ramagem gerou reações imediatas no meio político brasileiro. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comemorou a prisão e defendeu que ninguém pode transformar uma fuga internacional em mecanismo de evasão da Justiça brasileira. “Quem atentou contra a democracia deve responder por seus atos, com o devido processo legal e com a aplicação rigorosa da lei”, afirmou o parlamentar em suas redes sociais.

Aliados saíram em defesa do ex-parlamentar. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou que acompanha com atenção os desdobramentos do caso que “ultrapassa uma situação individual e toca diretamente no respeito às garantias e à atuação de um parlamentar eleito pelo povo brasileiro”.

Histórico do caso e próximos passos no STF

Em 18 de dezembro de 2025, a Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato de Alexandre Ramagem. Quatro dias depois, o ministro Alexandre de Moraes determinou o prosseguimento do processo criminal, na (AP) 2737, que havia sido parcialmente suspenso em maio de 2025, quando a Primeira Turma do STF decidiu pela aplicação da imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal. Com a cassação do mandato, o caminho jurídico foi reaberto e a instrução criminal retomada.

Além da condenação a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, Ramagem ainda responde por atos praticados no contexto dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Com as alegações finais apresentadas por ambas as partes, o processo está pronto para entrar na pauta de julgamento da Primeira Turma do STF, que deverá decidir pela condenação ou absolvição do ex-parlamentar.

A prisão nos Estados Unidos pode acelerar o retorno de Ramagem ao Brasil e, consequentemente, o cumprimento da pena já imposta pelo Supremo, além de seu julgamento pelo processo que ainda aguarda decisão.


Autor


domingo, 12 de abril de 2026

Santos Cruz ironiza ao chamar a candidatura de Flávio de ‘planejamento familiar’

 General e ex-ministro também classificou como "mediocridade" as intrigas no campo de apoio aos 

Diego Amorim
Repórter

12/04/2026 


Santos Cruz ironiza ao chamar a candidatura de Flávio de ‘planejamento familiar’
crédito: Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, rompido com a família Bolsonaro, reagiu com risos ao ser questionado pela coluna sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

“Não quero me manifestar sobre isso agora. Só digo que o Brasil é um país grande e não pode ser objeto de planejamento familiar”, afirmou.

Santos Cruz foi ministro-chefe da Secretaria de Governo no início da gestão de Jair Bolsonaro, permanecendo no cargo por pouco mais de quatro meses, até ser demitido. Em 2022, lançou um livro no qual critica a polarização política, o populismo e os ataques às instituições.

Atualmente sem filiação partidária, ele afirma que não pretende participar das eleições de 2026. Sobre as intrigas no bolsonarismo, resumiu: “Isso aí é mediocridade”.


sábado, 11 de abril de 2026

Coronel foragido por trama golpista está nos EUA

 Exército cumpre mandados por ordem de Alexandre de Moraes. Coronel vive na Flórida desde 2023

Um dos militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do processo da trama golpista está nos Estados Unidos. Ele é considerado foragido.


O Exército cumpre mandados de prisão na manhã desta sexta-feira (10/4), por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após o núcleo 4, ao qual os condenados fazem parte, ter tido o trânsito em julgado, conforme mostrou a coluna.

Os militares que cumprem os mandados não localizaram o coronel da reserva Reginaldo Abreu de Azevedo, tendo em vista que ele mora na Flórida desde 2023.


O coronel, inclusive, no âmbito do julgamento dele na Primeira Turma do Supremo, informou a integrantes do gabinete do ministro que não morava no Brasil há um bom tempo.

Condenado a 15 anos de prisão, o coronel não tem previsão de voltar ao país, já que vive com familiares nos Estados Unidos. A coluna não conseguiu contato com a defesa dele.

Além dele, o presidente do IVL, Carlos Moretzsohn, está foragido desde dezembro do ano passado, após não ser localizado por agentes da Polícia Federal (PF) para cumprir prisão domiciliar. À época, Moraes determinou a prisão de réus de outros núcleos após a fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques.

Em nota, a defesa do coronel informou que ele deixou o país de forma legal, “uma vez que, à época de sua saída, não havia qualquer ordem judicial restritiva”, e que a viagem ocorreu com todos os procedimentos migratórios regulares.

“Atualmente, o Cel. Reginaldo reside legalmente no exterior e, em contato recente com a defesa, informou que, neste momento, não há previsão de retorno ao Brasil. Ressalta-se, ainda, que a defesa apresentou todas as fundamentações nos autos e realizou sustentação oral em tribuna durante o julgamento”, escreveu o advogado Diego Ricardo Marques.

O defensor prosseguiu: “Embora tenha havido condenação, a defesa técnica continuará adotando todas as medidas jurídicas cabíveis, nas instâncias competentes, para demonstrar e comprovar a inocência do nosso cliente, inclusive com base nos fundamentos relevantes destacados no voto divergente do Ministro Luiz Fux, que reforçam pontos jurídicos importantes sustentados pela defesa ao longo do processo”.

Prisão

Os presos pelo Exército Brasileiro na manhã desta sexta-feira são Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida. Todos fazem parte do núcleo 4 da trama golpista.

Segundo a investigação, o grupo atuava para disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas nas redes sociais, como parte de uma estratégia para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.