Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Veja a conduta desse policial com sua colega de trabalho...



oto do perfil de brejo_em_foco brejo_em_foco • Seguir 3 pessoas Um vídeo que circula nas redes sociais tem gerado indignação ao mostrar a conduta de um policial em relação a uma colega de farda. As imagens mostram uma postura insistente e considerada agressiva, levantando debates sobre comportamentos abusivos e relações marcadas pela manipulação e pela toxicidade. A publicação original alerta para a importância de reconhecer os sinais de relacionamentos prejudiciais e reforça a necessidade de buscar ajuda e se afastar de situações que possam comprometer a integridade física e emocional. Especialistas destacam que atitudes dominadoras, agressivas ou constrangedoras não devem ser tratadas como demonstrações de afeto, muito menos normalizadas ou romantizadas.

Um policial durante abordagem agride jovem com tapa...

 


 Marcelo Sobral · Seguir Vídeo de abordagem policial em Itápolis gera repercussão e caso será enviado à Corregedoria. Um vídeo que circula nas redes sociais tem chamado a atenção dos moradores de Itápolis e região. Nas imagens, um policial militar aparece desferindo um tapa no rosto de um homem durante uma abordagem. O caso gerou questionamentos na internet, especialmente após o agente ter recebido uma homenagem recente na Câmara Municipal. O Portal Notícias de Itápolis informou que o conteúdo em vídeo será encaminhado oficialmente à Corregedoria da Polícia Militar. O órgão será responsável por analisar as imagens, apurar os fatos de forma legal e tomar as medidas cabíveis caso fiquem constatadas irregularidades na conduta do policial. A divulgação do material busca garantir que o episódio seja de conhecimento das autoridades competentes para uma investigação responsável e dentro dos procedimentos da lei. O portal seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

Quando a justiça mira em inocentes e deixam os verdadeiros criminosos livres...

 Graziela - Crimes & Mistérios



Em novembro de 1937, na cidade de Araguari, interior de Minas Gerais, o comerciante Benedito Pereira Caetano desapareceu levando consigo cerca de 90 contos de réis, dinheiro obtido com a venda de uma safra de arroz.
Endividado e enfrentando dificuldades financeiras, ele deixou a cidade sem avisar familiares ou sócios.
Preocupados com o desaparecimento, seus primos e sócios, Sebastião José Naves e Joaquim Rosa Naves, comunicaram o fato à polícia.
O que eles não imaginavam era que acabariam se tornando os principais suspeitos do suposto crime.
Pouco tempo depois, o delegado responsável pelas investigações foi substituído pelo tenente Francisco Vieira dos Santos, conhecido como Chico Vieira.
Convencido de que Benedito havia sido assassinado para que os irmãos ficassem com o dinheiro, o militar ordenou a prisão de Sebastião e Joaquim.
Sem qualquer prova concreta de homicídio, os irmãos passaram meses sendo submetidos a sessões de t*rtura.
Eles foram espancados, ameaçados de m*rte, privados de alimentação adequada e mantidos em condições degradantes.
Mesmo após assinarem confissões obtidas sob violência, as t*rturas continuaram.
A situação se agravou quando familiares dos irmãos também foram presos. As esposas, os filhos e até a mãe dos acusados, Ana Rosa Naves, sofreram perseguições e maus-tratos durante as investigações.
Determinada a provar a inocência dos filhos, Dona Ana procurou ajuda jurídica e conseguiu convencer o advogado João Alamy Filho a assumir a defesa do caso.
Em 1938, os irmãos foram levados a julgamento. Apesar dos relatos de tortura e da falta de evidências materiais, o processo continuou.
Embora tenham sido absolvidos duas vezes pelo júri popular, a ditadura do Estado Novo interferiu e o Tribunal de Justiça os condenou a 25 anos de prisão.
Posteriormente, a pena foi reduzida para 16 anos.
Após mais de oito anos encarcerados, os irmãos conquistaram a liberdade condicional. Mas as consequências das t*rturas já eram irreversíveis.
Joaquim Naves teve a saúde gravemente comprometida e morreu em agosto de 1948, sem conseguir limpar oficialmente seu nome.
Sebastião sobreviveu mas desenvolveu graves problemas psiquiátricos.
Somente 15 anos depois, em julho de 1952, a suposta "vítima", Benedito Pereira Caetano foi encontrado vivo em Nova Ponte, também em Minas Gerais.
Surpreso ao descobrir tudo o que havia acontecido, ele confirmou que havia deixado Araguari por conta da vergonha devido as suas dívidas e que os irmãos Naves jamais havia feito algo contra ele.
A população, revoltada ao descobrir que dois homens haviam sido condenados por um crime inexistente, chegou a ameaçar Benedito.
Com a reaparição da suposta vítima, ficou oficialmente comprovado que Sebastião e Joaquim Naves eram inocentes. Em 1953, a Justiça anulou definitivamente as condenações.
Após anos de disputa nos tribunais, a família conseguiu uma indenização, tornando o caso um dos maiores exemplos de falha da Justiça brasileira.
Hoje, o Caso dos Irmãos Naves é lembrado como um dos maiores erros judiciais da história do Brasil.
Dois homens foram presos, torturados e condenados por um assassinato que nunca aconteceu, enquanto a suposta vítima esteve viva durante todo o tempo

'História do Crime': Patrícia Acioli, a juíza executada por enfrentar policiais criminosos

 Magistrada foi executada com 21 tiros na porta de casa, em Niterói, em 2011. Investigações apontaram que o crime foi planejado por policiais militares e terminou com 11 condenações. O caso é tema de mais um episódio da série 'História do Crime', no GloboPop.

Por Carol Simões, g1

História do Crime Patrícia Acioli: a juíza executada por enfrentar policiais criminosos

História do Crime Patrícia Acioli: a juíza executada por enfrentar policiais criminosos


A execução da juíza Patrícia Acioli, em agosto de 2011, marcou a história do Judiciário brasileiro e expôs uma rede de crimes envolvendo policiais militares no Rio de Janeiro.

Conhecida por atuar contra milícias, grupos de extermínio e corrupção policial em São Gonçalo, Patrícia foi assassinada com 21 tiros ao chegar em casa, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

  • O caso Patrícia Acioli é o 12º episódio da série "História do Crime", que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do História do Crime, para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Juíza Patrícia Acioli foi morta a tiros na porta de casa, em Niterói. — Foto: Reprodução / TV Globo

Juíza Patrícia Acioli foi morta a tiros na porta de casa, em Niterói. — Foto: Reprodução / TV Globo

Relembre o caso

Ao longo da carreira, Patrícia Acioli ficou conhecida como uma juíza "linha dura". Segundo as investigações da época, ela foi responsável pela prisão de mais de 60 policiais ligados a milícias e grupos de extermínio.

Devido à sua atuação, passou a sofrer ameaças.

A polícia descobriu que o nome da magistrada aparecia em uma lista com 12 pessoas marcadas para morrer, encontrada com um acusado de comandar uma milícia em São Gonçalo.

Patrícia chegou a ter escolta do Tribunal de Justiça por cinco anos, mas estava sem proteção quando foi assassinada.

Carro da juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada no início da madrugada desta sexta-feira — Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo

Carro da juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada no início da madrugada desta sexta-feira — Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo

Na noite de 11 de agosto de 2011, poucas horas antes de morrer, a juíza havia decretado a prisão preventiva de policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do jovem Diego da Conceição, em uma comunidade de São Gonçalo.

Entre eles estava o PM Sammy dos Santos Quintanilha, que anos depois também seria condenado pelo homicídio de Diego e por fraude processual. Segundo as investigações, esse caso foi o estopim para o assassinato da magistrada.

Na madrugada de 12 de agosto, Patrícia Acioli foi surpreendida por criminosos ao chegar em casa e morreu no local.

A investigação

Mapa do trajeto feito pela juíza Patrícia Acioli no dia em que foi assassinada em Piratininga, Niterói — Foto: Níkolas Espíndola/G1

Mapa do trajeto feito pela juíza Patrícia Acioli no dia em que foi assassinada em Piratininga, Niterói — Foto: Níkolas Espíndola/G1

As investigações mostraram que a execução havia começado a ser planejada cerca de um mês antes e que houve pelo menos duas tentativas frustradas de matar a juíza antes da emboscada.

A polícia concluiu que três dos policiais cuja prisão preventiva havia sido decretada por Patrícia participaram diretamente do assassinato.

As investigações também apontaram que o então comandante do 7º BPM (São Gonçalo), o tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, foi o mandante do crime.

Segundo o Ministério Público, Patrícia investigava um esquema de corrupção dentro do batalhão, envolvendo policiais ligados a grupos de extermínio.

Ex-tenente-coronel da Polícia Militar Cláudio Luiz de Oliveira e a juíza Patrícia Acioli — Foto: Reprodução

Ex-tenente-coronel da Polícia Militar Cláudio Luiz de Oliveira e a juíza Patrícia Acioli — Foto: Reprodução

Julgamento

O julgamento do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira aconteceu em 2014 e durou quase 20 horas. O júri concluiu que ele encomendou o assassinato da juíza.

Cláudio foi condenado a 36 anos de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada.

Outro condenado foi o cabo Sérgio Costa Júnior, que confessou ter participado da execução da juíza. Em delação premiada, ele revelou detalhes do planejamento e da execução do crime.

Ao todo, 11 policiais militares foram condenados pelo assassinato de Patrícia Acioli. Somadas, as penas ultrapassam 250 anos de prisão.

Manifestantes em protesto pela morte da juíza Patrícia Acioli em Niterói. — Foto: Foto: Tássia Thum/G1

Manifestantes em protesto pela morte da juíza Patrícia Acioli em Niterói. — Foto: Foto: Tássia Thum/G1

Patrícia Acioli: a história da juíza assassinada por PMs no RJ | G1