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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente durante a terceira fase da ‘Operação Terra Justa’

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O tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente nesta quarta-feira, dia 7, durante a terceira fase da ‘Operação Terra Justa’, deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e 3ª Promotoria de Justiça Militar; Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Força Correicional Especial Integrada (Force), e Corregedoria da Polícia Militar.

Foram cumpridos também mandados de busca e apreensão em residências do oficial no município de Santa Maria da Vitória, no oeste baiano. A medida foi decretada ela Justiça, que recebeu denúncia criminal oferecida pelo MPBA contra o policial por crime de corrupção passiva militar.

📲 Confira a matéria completa no site do MPBA.

#MPBA #Criminal #Gaeco

Tenente-coronel preso por suspeita de encobrir milícia na Bahia foi exonerado de direção de colégio militar

 Oficial recebia salário líquido de R$ 20,8 mil quando ocupava cargo no Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa. Ele foi exonerado em setembro de 2025.

Por g1 BA

Tenente-coronel preso por suspeita de encobrir milícia na Bahia foi exonerado de direção de colégio militar — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Tenente-coronel preso por suspeita de encobrir milícia na Bahia foi exonerado de direção de colégio militar — Foto: Reprodução/Redes Sociais


O tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia Luiz Augusto Normanha de Carvalho, preso nesta quarta-feira (7) por suspeita de receber dinheiro para não combater a atuação de uma milícia armada no oeste do estado, já havia sido exonerado do cargo de diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa. A saída da função ocorreu em setembro de 2025.

Na época em que comandava a unidade de ensino, Luiz Augusto recebia R$ 20.862,18 de salário líquido, conforme dados disponíveis no Portal da Transparência do Governo da Bahia.

    O oficial também foi comandante da 30ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Santa Maria da Vitória, função que ocupou até 2023. A unidade atende municípios do oeste baiano, região onde, segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), atuava o grupo investigado.

    Prisão

    Luiz Augusto foi preso durante a terceira fase da Operação Terra Justa, realizada pelo MP-BA, pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e pela Corregedoria da Polícia Militar.

    Segundo a denúncia do MP-BA, o tenente-coronel teria recebido R$ 286 mil de um sargento da reserva apontado como chefe de uma milícia armada que atuava na região de Correntina.

    Casa onde o tenente-coronel foi preso — Foto: SSP-BA

    Casa onde o tenente-coronel foi preso — Foto: SSP-BA

    Ainda conforme a acusação, os pagamentos eram feitos com frequência e geralmente chegavam a R$ 15 mil por mês. O oficial também teria recebido ajuda para o pagamento de despesas pessoais, incluindo boletos de faculdade da filha.

    O MP-BA afirma que o dinheiro era pago para que o policial deixasse de combater a atuação do grupo, que, segundo a investigação, prestava serviços de segurança para fazendeiros envolvidos em conflitos por terras.

    Milícia é investigada por ameaças e expulsões

    De acordo com a denúncia, o grupo comandado pelo sargento da reserva atuou durante mais de dez anos na região de Correntina e era usado para ameaçar e expulsar comunidades tradicionais de suas terras.

    A acusação aponta que Luiz Augusto teria ido além de receber os pagamentos e ajudado no funcionamento da estrutura. Entre as suspeitas está a participação na definição de escalas de vigilantes armados.

    O MP-BA também afirma que o tenente-coronel teria usado a influência do cargo para favorecer a contratação de serviços irregulares de segurança armada para um fazendeiro da região.

    A Justiça recebeu a denúncia contra o oficial e determinou a prisão preventiva dele. Luiz Augusto já havia sido preso em setembro de 2025 por posse ilegal de arma, mas foi liberado no dia seguinte.

    A terceira fase da Operação Terra Justa investiga a atuação de uma organização envolvida em conflitos fundiários e a possível participação de agentes públicos no esquema. As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 3ª Promotoria de Justiça Militar de Salvador, em conjunto com órgãos da Segurança Pública da Bahia.

    Tenente-coronel preso na Bahia foi exonerado de colégio militar | G1

    Tenente-coronel da PM é preso suspeito de receber R$ 286 mil para encobrir ações de milícia na Bahia

     Oficial é acusado pelo Ministério Público de receber pagamentos mensais para não combater grupo que atuava com ameaças e expulsão de comunidades tradicionais no oeste do estado.

    Por g1 BA

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    Tenente-coronel da PM é preso suspeito de receber R$ 286 mil para encobrir ações de milícia na Bahia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Tenente-coronel da PM é preso suspeito de receber R$ 286 mil para encobrir ações de milícia na Bahia — Foto: Reprodução/Redes Sociais


    Um tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia foi preso nesta quarta-feira (7), em Santa Maria da Vitória, no oeste do estado, suspeito de receber R$ 286 mil de um sargento da reserva apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como chefe de uma milícia armada que atuava na região de Correntina.

    A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Terra Justa, realizada pelo MP-BA, pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e pela Corregedoria da Polícia Militar. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao oficial.

    Casa onde o tenente-coronel foi preso — Foto: SSP-BA

    Casa onde o tenente-coronel foi preso — Foto: SSP-BA

    De acordo com a SSP-BA, Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi denunciado pelo MP-BA por corrupção passiva militar. A Justiça recebeu a denúncia e determinou a prisão preventiva do policial. Ele foi preso em setembro do ano passado por posse ilegal de arma, mas foi liberado no dia seguinte.

    O tenente-coronel foi comandante da 30ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Santa Maria da Vitória até 2023.

    Luiz Augusto era o diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, município que também fica no oeste do estado. Conforme dados do Portal da Transparência do Governo do Estado, ele ganhava um salário líquido no valor de R$ 20.862,18. Ele foi exonerado do cargo em setembro do ano passado.

      Segundo a acusação, o oficial teria recebido pagamentos frequentes do sargento da reserva, geralmente de R$ 15 mil por mês. Também teriam sido pagos boletos de faculdade da filha do policial e outras despesas pessoais.

      O MP-BA afirma que os pagamentos tinham como objetivo fazer com que o tenente-coronel deixasse de combater a atuação da milícia armada na região.

      Milícia atuava em conflitos por terras

      De acordo com a denúncia, o sargento da reserva foi condenado por chefiar um grupo que atuou por mais de dez anos na região de Correntina. A milícia prestava serviços de segurança privada para fazendeiros envolvidos em conflitos fundiários e, segundo o MP-BA, era usada para ameaçar e expulsar comunidades tradicionais de suas terras.

      Ainda conforme a acusação, o tenente-coronel não teria apenas recebido dinheiro do grupo. Ele também teria ajudado no funcionamento da estrutura, inclusive na definição de escalas de vigilantes armados.

      O MP-BA aponta ainda que o oficial teria usado a influência do cargo para favorecer a contratação de serviços irregulares de segurança armada para um fazendeiro da região, mesmo após a prisão do sargento da reserva.

      A prisão e as buscas fazem parte da terceira fase da Operação Terra Justa, que investiga a atuação de uma organização envolvida em conflitos por terras e a possível participação de agentes públicos no esquema.

      As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 3ª Promotoria de Justiça Militar de Salvador, em conjunto com órgãos da Segurança Pública da Bahia.

      Tenente-coronel é preso na Bahia por encobrir ações de milícia | G1