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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Veja como foi a abordagem que terminou com uma mulher morta por PM



'Sancho Loko': PM influenciador é preso em Curitiba suspeito de tortura e outros crimes

 Ele e mais dois policiais também são investigados por fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. Defesa de Sancho afirmou que vai comprovar a inocência. Os outros dois PM não foram identificados.

Por g1 PR — Curitiba

  • O policial militar Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, que se autodenomina 'Sancho Loko', foi preso durante uma operação do Gaeco, do Ministério Público, em Curitiba.

  • Ele e outros dois policiais, que também foram presos na operação, são suspeitos de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.

  • Sancho Loko tem cerca de 270 mil seguidores em uma rede social, onde compartilha a rotina do trabalho como policial militar, como participação em ocorrências e operações.

Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, conhecido como “Sancho Loko”. — Foto: Redes sociais

Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, conhecido como “Sancho Loko”. — Foto: Redes sociais


O policial militar e influenciador digital Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, que se autodenomina "Sancho Loko", foi preso em Curitiba durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Ele e outros dois policiais, que também foram presos na operação, são suspeitos de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. Segundo a investigação, os crimes foram cometidos mais de uma vez.

    A operação foi deflagrada na terça-feira (7). Os nomes dos outros dois policiais não foram divulgados.

    Sancho Loko tem cerca de 270 mil seguidores em uma rede social, onde compartilha a rotina do trabalho como policial militar, com participação em ocorrências e operações.

    Ao todo, foram cumpridos quatro mandados, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PM-PR) — três deles em residências dos investigados e um na unidade militar onde atuam, na capital paranaense. Durante as buscas, foram apreendidos celulares e outros dispositivos de armazenamento eletrônico, que podem auxiliar na apuração dos fatos, segundo o Gaeco.

    Nas casas de dois dos policiais, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Na unidade da PM, em armários sem identificação, foram localizados simulacros (réplicas) de arma de fogo, munições irregulares e porções de drogas, como maconha, crack e cocaína.

    O advogado Claudio Dalledone, que defende Sancho, afirmou que Sancho foi preso em flagrante por estar em posse de duas granadas de efeito moral e que, segundo ele, não "apresentam letalidade nenhuma".

    O advogado afirmou ainda que foram encontradas munições compatíveis com o calibre das armas utilizadas por Sancho como instrutor de tiro. Disse ainda que a prisão preventiva foi decretada pela Justiça, em uma decisão que considera “descabida”.

    "Esse decreto será objeto de um habeas corpus feito pela defesa no Tribunal de Justiça. Em breve teremos aí a liberdade do soldado Sancho", concluiu.

    Sancho passou por audiência de custódia e, desde esta quinta-feira (9), está preso preventivamente.

    g1 tenta identificar a defesa dos outros dois PMs.

      O que diz a PM

      Em nota, a Polícia Militar informou que prestou apoio à operação por meio da Corregedoria-Geral e confirmou que a ação apura desvios de conduta supostamente cometidos durante abordagens policiais, em Curitiba.

      "Durante as diligências, foram constatadas irregularidades", diz a nota.

      A PM informou ainda que será instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos e reforçou que não compactua com condutas que violem os princípios e normas da instituição, destacando o compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade.

      'Sancho Loko': PM influenciador é preso em Curitiba | G1

      Caso Thawanna: PM afirma que levou um tapa da vítima antes de atirar



      'Você atirou? Você atirou nela? Por quê?', questiona PM a soldado que matou mulher em abordagem na Zona Leste de SP

       Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, foi baleada durante intervenção policial na última sexta-feira (3), em Cidade Tiradentes. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos; agentes envolvidos na ocorrência foram afastados.

      Por Lucas Jozino, TV Globo e g1 SP — São Paulo

      Exclusivo: imagens das câmeras corporais de PM mostram ação que acabou com morte de mulher

      Exclusivo: imagens das câmeras corporais de PM mostram ação que acabou com morte de mulher

      A câmera corporal de um policial militar registrou o momento em que ele questiona a soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, o motivo de ela ter atirado contra Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante abordagem no bairro Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo.

      "Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?", perguntou o também soldado Weden Silva Soares. Yasmin respondeu que atirou porque a moradora teria dado um tapa na cara dela. Veja acima.

      O caso ocorreu na última sexta-feira (3). Thawanna estava acompanhada do marido, Luciano Gonçalvez dos Santos, no momento da abordagem. Ela foi socorrida ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu e morreu.

      O Ministério Público de São Paulo instaurou um procedimento para investigar a morte de Thawanna. Os policiais envolvidos na ocorrência foram afastados da rua (leia mais abaixo).

      O que mostram as imagens

      Nas gravações, é possível o interior da viatura onde estavam os soldados Weden, que dirigia o carro e usava a câmera corporal, e Yasmin, que não portava o equipamento por ser recém-formada na corporação e estar no patrulhamento havia cerca de três meses.

      Às 2h58, eles entraram na Rua Edimundo Audran. Pouco depois, o retrovisor da viatura bateu no braço do marido de Thawanna. O soldado Weden parou o veículo, deu ré e disse: "A rua é lugar para você estar andando, ca*****?".

      Em seguida, Luciano falou: "Ô, Steve", gíria usada por policiais para se referir a um colega de farda.

      O policial rebateu: "Steve, o ca*****!". Thawanna, então, disse: "Não, não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós".

      A policial Yasmin, que estava no banco do passageiro, desceu da viatura. É possível ouvir Thawanna dizendo à militar para não apontar o dedo para ela. Em seguida, foi efetuado o disparo.

      Ainda nas imagens, é possível ver que outra viatura chegou ao local às 3h, e o soldado Weden relatou o o que aconteceu. Em seguida, ele tentou fazer os primeiros-socorros até o resgate, que chegou às 3h30. A dupla, então, entrou em outra viatura e deixou o local.

        Vídeo de câmera corporal mostra que mulher morta por PM na Zona Leste de SP não encostou em retrovisor nem iniciou briga — Foto: Reprodução

        Vídeo de câmera corporal mostra que mulher morta por PM na Zona Leste de SP não encostou em retrovisor nem iniciou briga — Foto: Reprodução

        PMs afastados

        A família da vítima afirma que a policial não realizou nenhuma abordagem e atirou diretamente. Já a PM diz que Thawanna teria partido para cima da equipe.

        Versão da família

        Luciano contou que a viatura passou em alta velocidade, quase atingindo o casal, o que provocou a reação de Thawanna. Segundo ele, a policial Yasmin desceu da viatura e disparou em direção à mulher.

        "Chegou oprimindo ela, deu um chute. Nisso que ela deu um chute, o policial estava com a mão na minha cabeça, com olhos arregalados. Teve disparo. Eu pensei que era bala de borracha", disse ele à TV Globo.

        Luciano afirmou que tentou demonstrar que não oferecia risco, mas os policiais usaram spray de pimenta assim mesmo. Ele diz que a esposa não apresentou comportamento agressivo.

        Uma testemunha, que preferiu não se identificar, disse que a viatura foi jogada contra o casal de propósito. Em reação, Thawanna teria questionado: "Vai atropelar?". Os policiais então deram ré e Yasmin desceu da viatura, xingando a vítima e iniciando uma discussão.

        "A policial feminina deu um murro e um chute nas partes íntimas. Na reação, ela deu um tapa na mão da policial. Foi quando a agente se afastou e efetuou o disparo", relatou a testemunha.

        Moradores fazem protesto contra morte de mulher pela PM em SP

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        Versão da polícia

        Segundo o boletim de ocorrência, a equipe fazia patrulhamento quando avistou um casal andando com os braços dados no meio da rua. Ao passar pelo local, Luciano teria se desequilibrado e batido o braço no retrovisor da viatura.

        Os agentes afirmam que retornaram para verificar a situação, momento em que o homem passou a gritar e discutir com a equipe, desobedecendo à ordem para se afastar. Segundo a PM, o casal apresentava sinais de embriaguez.

        Na sequência, Thawanna teria partido para cima da soldado Yasmin, iniciando um confronto físico. No depoimento, a policial disse que a mulher invadiu seu espaço pessoal e desferiu tapas, incluindo um no rosto. Yasmin afirma que tentou se defender e conter a agressão, momento em que houve o disparo.

        Mortes cometidas por PMs em serviço aumentam em SP em 2025

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        O que diz a SSP

        Leia a íntegra da nota da SSP divulgada logo após a ocorrência.

        "A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informa que a ocorrência foi registrada no 49º Distrito Policial e encaminhada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz investigação independente sobre os fatos.

        Os policiais envolvidos foram afastados de suas funções e a PM que realizou o disparo teve a arma apreendida.

        O caso também é alvo de Inquérito Policial Militar (IPM), onde inclusive, são apuradas as oitivas de outros agentes que foram acionados para prestarem apoio. As circunstâncias são apuradas com prioridade absoluta pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias. As investigações incluem a oitiva de testemunhas, análise de imagens captadas por câmeras corporais e a elaboração de laudos periciais, que já integram o conjunto probatório.

        A SSP reforça que toda irregularidade é rigorosamente apurada e punida nas esferas administrativa e criminal e reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da vida."

        'Você atirou nela?', questiona PM a soldado que matou mulher em SP | G1


        POLICIAL EXECUTOU MULHER APOS SUPOSTAMENTE LEVAR UM TAPA...                                               



        "Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?", perguntou o também soldado Weden Silva Soares. Yasmin respondeu que atirou porque a moradora teria dado um tapa na cara dela. Veja acima.