Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Polícia investiga morte de 11 cientistas ligados a pesquisas militares e nucleares nos EUA



Jovem agredido por policial no São João de Campina Grande tem lesões na boca e dente quebrado: 'Não deu tempo de fazer nada'

 Vítima afirma que confusão, entre pessoas que ele não conhecia, já tinha acabado quando foi apontado e agredido por policial durante a festa.

Por g1 PB

Vídeo mostra PM agredindo homem durante São João de Campina Grande

Vídeo mostra PM agredindo homem durante São João de Campina Grande


O jovem Johnny Palmeira, de 18 anos, que aparece em um vídeo sendo agredido por um policial militar durante o São João no Parque do Povo, em Campina Grande, relatou à TV Paraíba como ocorreu a abordagem registrada entre a noite de sexta-feira (5) e a madrugada do sábado (6). Ele teve ferimentos na boca, levou oito pontos e teve um dente quebrado.

Segundo Johnny, havia uma confusão no local, mas ele tentou se afastar. O jovem contou que a situação já havia sido controlada quando o policial se aproximou.

“Tinha um povo, que eu não sei quem era, que acho que arrumou confusão e afastaram. Eu afastei o máximo que eu pude. Meus amigos ficaram atrás do povo. Só que a confusão já tinha acabado e a polícia veio lá de trás. Ele apontou para mim e falou ‘é você’. Ele já chegou batendo. Não deu tempo de eu fazer nada”, contou.

Jovem que aparece em vídeo de agressão no São João relata como ocorreu a abordagem — Foto: Reprodução / TV Paraíba

Jovem que aparece em vídeo de agressão no São João relata como ocorreu a abordagem — Foto: Reprodução / TV Paraíba

As imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que o policial se aproxima de Johnny e desfere socos no rosto. O jovem cai no chão e é levantado com ajuda de pessoas que estavam próximas. Ele não reagiu às agressões.

Após a agressão, Johnny foi socorrido por amigas que estavam com ele e levado até os bombeiros que estavam de prontidão no evento. Depois dos atendimentos iniciais, ele foi encaminhado ao Hospital Dom Luiz Gonzaga Fernandes.

O jovem disse que ainda enfrenta dificuldades por causa das lesões. “Estou com dificuldades para comer. Tô melhorando, mas um dia atrás não estava nem conseguindo falar”, disse.

A família de Johnny informou que decidiu processar o policial, que atua no Batalhão de Choque. A defesa da vítima afirmou que o vídeo da agressão é o principal elemento do caso e explicou que a situação deve ter repercussão em três esferas: administrativa disciplinar, criminal, a depender da gravidade das lesões, e cível, para responsabilização.

Em nota, a Polícia Militar informou que abriu um procedimento para apurar as circunstâncias da ação e que o policial, que não teve a identificação divulgada, foi afastado enquanto as investigações seguem.

A defesa do PM afirmou que acompanha o caso, destacou que o agente tem 11 anos de serviço na corporação e que não há registro de processos ou punições disciplinares. Disse ainda que não vai antecipar conclusões até o fim das apurações.

Jovem agredido por PM no São João de Campina Grande relata lesões | G1

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Soldado do Exército compartilha pornografia infantil e é preso em JF

 Suspeito foi preso na casa dele junto com vasto material de pornografia infantojuvenil

11/06/2026 14:40-


De acordo com a PF, o soldado armazenava centenas de fotos e vídeos contendo cenas de abuso sexual infantil no aplicativo Google Fotoscrédito: Reprodução/PFMG

Um soldado de 20 anos foi preso nesta manhã, no Bairro Benfica em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata por suposto abuso sexual de crianças e adolescentes. A prisão aconteceu na casa do militar que estava alocado pelo exército na cidade. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal (PF) em Juiz de Fora. 

A ação foi feita pela PF após cumprimento de mandado de busca e apreensão, concedido após o término de investigação sobre a aquisição e compartilhamento de arquivos com cenas de abuso sexual infantojuvenil.

De acordo com a PF, o soldado teria armazenado centenas de fotos e vídeos contendo cenas de abuso sexual infantil no aplicativo Google Fotos. Ele também compartilharia esse conteúdo em outra rede social.

Junto com a prisão, foram apreendidos um smartphone, um computador e dispositivos de armazenamento. Esse itens foram levados para a perícia técnica criminal para prosseguimento das investigações.

    A PF usa o termo “abuso sexual de crianças e adolescentes” para se referir a posse de pornografia porque é um termo utilizado amplamente na comunidade internacional e ajuda a dimensionar a gravidade dos crimes.

    Alerta de monitoramento

    A Polícia Federal adverte os pais e responsáveis para a importância de orientação de seus filhos no uso da internet. “Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção.”

    A corporação orienta a observação de mudanças de comportamento dos menores para ajudar a identificar situações de risco e ressalta que a prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e que a informação é o instrumento capaz de salvar vidas.

    *Estagiário sob supervisão da subeditora Juliana Lima

    Delegada casada com empresário que matou gari tem licença renovada mais uma vez

     A publicação da renovação foi nesta quinta-feira (11) no Diário Oficial do Estado e começou a valer a partir do dia 9 de junho, com prazo de 60 dias.

    Por Ana Carolina Ferreira, Francielly Santiago — Belo Horizonte

    René da Silva Nogueira Júnior ao lado da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira — Foto: Redes sociais

    René da Silva Nogueira Júnior ao lado da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira — Foto: Redes sociais


    A delegada de polícia Ana Paula Lamego Balbino, esposa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, em agosto do ano passado, em Belo Horizonte, teve a licença prorrogada por mais 60 dias, conforme publicação no Diário Oficial de Minas Gerais desta quinta-feira (11).

    De acordo com o ato publicado pelo governo estadual, a servidora permanecerá afastada das funções e o prazo começou a contar a partir de 9 de junho.

    Com a nova renovação, Ana Paula continuará afastada das atividades até 9 de agosto. Caso não volte para o trabalho, em 13 de agosto, a delegada completa um ano longe das funções na Polícia Civil. Ana Paula foi afastada das funções e entrou em licença médica dois dias após o crime.

    Renê da Silva Nogueira Júnior é réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, morto a tiros em agosto de 2025 enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o empresário se irritou com a operação de coleta, discutiu com trabalhadores da limpeza urbana e atirou contra a vítima. Ele segue aguardando julgamento.

    A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a renovação de licença para tratamento de saúde de servidores ocorre conforme a legislação vigente, mediante avaliação médica e observância dos procedimentos administrativos aplicáveis.

    Informou ainda que o Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) citado continua em tramitação sob responsabilidade da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, respeitando os princípios do devido processo legal e da ampla defesa.

    Publicação do Diário Oficial do Estado, desta quinta-feira (11), onde consta renovação de licença da delegada Ana Paula Lamego Balbino. — Foto: DOE-MG

    Publicação do Diário Oficial do Estado, desta quinta-feira (11), onde consta renovação de licença da delegada Ana Paula Lamego Balbino. — Foto: DOE-MG

    Entenda a lei sobre afastamentos

    Em Minas Gerais há uma lei estadual e um decreto que regulamentam a licença médica de servidor público do estado. No caso da Polícia Civil, segundo Fabrício Duarte, há um estatuto que regulamenta este afastamento também, sem prejuízo de remuneração.

    "O Estatuto da Polícia Civil de MG estabelece que se policial se afasta por motivos de saúde por prazo superior a 90 dias, num período de 12 meses, ele deve ser submetido a perícia para avaliação de possível invalidez. Esse prazo pode ser contínuo ou descontínuo. Se o afastamento perdurar por mais de 2 anos, ele deve ser aposentado por invalidez. A delegada pode ficar afastada nessas condições por até 02 anos. Esse afastamento é sem prejuízo de remuneração", explicou o advogado Fabrício Duarte.

    Relembre o caso

    Câmera de segurança registra momento em que gari é baleado e cai em rua de BH

    Câmera de segurança registra momento em que gari é baleado e cai em rua de BH

    Em 11 de agosto de 2025, o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior se irritou com a operação de coleta, que causava retenção momentânea no trânsito, discutiu com trabalhadores da limpeza urbana e disparou contra Laudemir. O gari chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Renê foi preso horas depois em uma academia da capital.

    O empresário foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e fraude processual. A acusação sustenta que a arma utilizada no crime pertencia à esposa dele, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. As investigações também apontaram que Renê teria orientado a delegada a entregar aos investigadores uma arma diferente da utilizada no assassinato.

    A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimentos para apurar a conduta da delegada. Entre os fatos investigados estão o acesso ao sistema interno da corporação para consultar informações sobre a ocorrência envolvendo o marido e a possível omissão diante do crime. Em abril deste ano, a Polícia Civil confirmou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar eventuais infrações funcionais.