Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Um estudante da Escola Estadual Cívico-Militar João Florentino, em Cáceres, denunciou que alunos estariam ficando sem merenda.



Um estudante da Escola Estadual Cívico-Militar João Florentino, em Cáceres, denunciou que alunos estariam ficando sem merenda. Segundo o relato, alimentos já servidos teriam sido retirados dos pratos para garantir a refeição de funcionários.

A denúncia também aponta falta de materiais e suposta antecipação do fim das aulas. O caso surge após o MPF abrir investigação sobre a ausência de prestação de contas de recursos públicos recebidos pela escola em 2024.

A direção da unidade e a Seduc foram procuradas.

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CURTA FOLHA 5

Policiais proíbem homem de filmar ..

Coronel da PM de MG é preso suspeito de assediar passageira em viagem

 Passageira afirmou que militar aposentado a tocou durante viagem entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro; ele nega as acusações

Jornalista formado pela UFMG

05/08/2026


Coronel da reserva da PM é preso por importunação sexual em ônibus

crédito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press

Um coronel da reserva da Polícia Militar, de 59 anos, foi preso por suspeita de importunação sexual dentro de um ônibus interestadual nessa terça-feira (4/8), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

Segundo a Polícia Militar, o coletivo da Viação Guanabara fazia o trajeto entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro quando a passageira, de 34 anos, denunciou que o homem, sentado na poltrona imediatamente atrás da dela, passou a tocar repetidamente seu corpo com os pés e, depois, tentou apalpá-la com as mãos, chegando a tocar sua coxa.

Ainda conforme a corporação, ao ser confrontado, o suspeito pediu desculpas. A vítima, porém, afirmou que os atos foram intencionais e pediu ajuda aos demais passageiros.

O motorista informou que, ao perceber a movimentação dentro do ônibus, parou o veículo nas proximidades do Posto Galo, na Avenida Antônio Simão Firjan, no Distrito Industrial de Juiz de Fora. Nesse momento, o suspeito desembarcou e tentou fugir.

Com a ajuda de passageiros, o homem foi localizado nas proximidades. Segundo a PM, ele ainda tentou escapar novamente e resistiu à contenção, sendo imobilizado por populares até a chegada dos militares.

  • Testemunhas relataram que, durante a viagem, o coronel da reserva apresentava comportamento considerado suspeito, trocando de assento diversas vezes, caminhando pelo corredor do ônibus e permanecendo próximo de passageiras, causando desconforto.

Identificado como Welton José da Silva Baião, o militar aposentado negou a prática do crime. Ele alegou que qualquer contato com a vítima ocorreu de forma acidental em razão do espaço reduzido entre as poltronas.

  • Diante do relato da vítima, dos depoimentos das testemunhas e das circunstâncias constatadas no local, os policiais deram voz de prisão ao suspeito. Ele, a vítima e as testemunhas foram encaminhados à Delegacia de Plantão da Polícia Civil, que dará sequência às investigações.

A Polícia Militar foi procurada pela reportagem e informou que o fato envolve policial militar aposentado e que, após tomar conhecimento dos fatos, realizou a prisão em flagrante. "Por se tratar de crime comum e não militar, o autor foi conduzido à Polícia Civil. A PM informa, ainda, que acompanha o caso", termina a nota.

Saiba quem é o ex-comandante de batalhão da PM suspeito de assédio sexual

 Oficial da reserva comandou unidades da Polícia Militar, recebeu homenagens ao longo da carreira e foi preso em flagrante após denúncia por assédio sexual

SM
Sofia Maia
Repórter
Jornalista em formação pela PUC Minas.

05/08/2026 


Ex-coronel Welton José da Silva Baião foi comandante do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo da PMMG

crédito: Reprodução

O tenente-coronel da reserva Welton José da Silva Baião, de 59 anos, ex-comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), foi preso em flagrante nessa terça-feira (4/8) por suspeita de assédio sexual contra uma passageira durante uma viagem. O caso aconteceu dentro de um ônibus interestadual, que partia de Belo Horizonte rumo ao Rio de Janeiro.

  • O coletivo da Viação Guanabara seguia viagem quando uma moça, de 34 anos, expôs que o homem, sentado na poltrona atrás dela, passou a tocar repetidamente seu corpo com os pés. Já desconfortável com essa movimentação, a vítima notou que o homem estava tentando apalpá-la com as mãos, chegando a tocar sua coxa. 

Quem é Welton José da Silva Baião?

Ao longo da carreira, Welton José da Silva Baião ocupou cargos de comando considerados estratégicos dentro da Polícia Militar de Minas Gerais. Entre eles, esteve à frente do 1º Batalhão da PM, uma das unidades mais tradicionais da corporação, responsável pelo policiamento de parte da região central de Belo Horizonte.

  • O oficial também comandou o Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (BRPAe), unidade especializada nas operações aéreas da PM mineira, que atua em missões de policiamento, resgate, transporte aeromédico e apoio às forças de segurança.

Durante sua trajetória na corporação, Baião recebeu homenagens institucionais. Entre elas, foi agraciado com uma medalha concedida pela Justiça Militar de Minas Gerais em reconhecimento aos serviços prestados.

    Agora, o coronel da reserva é alvo de uma investigação por suspeita de assédio sexual. Após o flagrante, está custodiado em uma unidade prisional da Polícia Militar em Juiz de Fora, na Zona da Mata, enquanto aguarda a realização da audiência de custódia, que decidirá se ele permanecerá preso preventivamente ou responderá ao processo em liberdade. (Com informações de Wellington Barbosa)

    Justiça aceita denúncia e torna réu sargento acusado de matar esposa capitã

    A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza ainda manteve a prisão preventiva do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira

    Mariana Costa
    Repórter
    Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH). No Estado de Minas desde 2020, repórter de Gerais.
    31/08/2026


    O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Eduardo Abner Pereira de Oliveira, vira réu pelo feminicídio de sua esposa
    crédito: Reprodução/Redes sociais

    A Justiça aceitou, nesta segunda-feira (31/8), a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o sargento da Polícia Militar do estado (PMMG), Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, pelo feminicídio de sua esposa, a capitã da corporação, Michele Leão Azevedo, de 41 anos, em julho deste ano. 

    Na decisão, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante, atendeu ao pedido do MPMG e manteve a prisão preventiva do réu.

    Além do feminicídio, o sargento vai responder por fraude processual, lesão corporal e tráfico de drogas. A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Igor Bandeira e Silva, considerou que o crime foi cometido no contexto de violência doméstica, contra vítima que é mãe, por meio cruel, por motivo fútil, com uso de asfixia e com recurso que dificultou a defesa da capitã Michele.

    O MPMG requereu ainda que o sargento seja condenado ao pagamento mínimo de R$ 50 mil como reparação pelos danos causados pela morte da esposa. A Promotoria de Justiça também pediu a manutenção do sigilo sobre partes sensíveis do processo, para evitar a exposição indevida à vítima.

    Em sua decisão, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza lembrou que a restrição de publicidade da ação é exceção.

    "A Constituição (Federal) estabelece que a restrição da publicidade somente se admite quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem (CF, art. 5º, LX) e reafirma que os julgamentos e as decisões devem ser públicos e fundamentados (CF, art. 93, IX). Essa moldura não deixa espaço para um 'sigilo automático' em casos de grande repercussão. A regra é a publicidade; o sigilo é exceção estrita, motivada e proporcional", pontuou. Ela manteve o sigilo em partes específicas do processo. 

    "Sem prejuízo, caso as partes identifiquem outros documentos ou conteúdos específicos cuja natureza sensível justifique restrição de acesso, e que não estejam abarcados pelo despacho anterior, poderão indicá-los, com a devida fundamentação, para apreciação por este Juízo", completou.  

    Lacunas e inconsistências 

    Em entrevista ao Estado de Minas, o advogado responsável pela defesa do sargento, André Myssior, disse que o recebimento da denúncia era esperado. "Agora vamos ter, efetivamente, a oportunidade de passar a participar da reconstrução dos fatos e esclarecer o que, de fato, aconteceu naquele dia 20 de julho", declarou.

    • Myssior entende que as provas produzidas durante o inquérito tem uma série de lacunas e imprecisões. "Agora vamos ter a oportunidade de contestar, no curso da ação penal. Tem uma série de diligências que vamos requerer e uma série de provas a serem produzidas para apontar essas lacunas e deficiências. E preenchê-las, de modo que fique demonstrado que a versão apresentada pelo Eduardo, desde que foi preso em flagrante, é o que, de fato aconteceu", apontou.

    Agressões anteriores

    Segundo a denúncia do MPMG, a capitã foi vítima de agressões em contexto de violência doméstica em pelo menos três ocasiões anteriores e no mesmo mês do crime. Nas três datas, o sargento utilizou objetos contundentes, conforme atestado pelo exame de corpo de delito. A vítima chegou a procurar atendimento médico após essas agressões. 

      Na noite de 19 de julho, enquanto a capitã conversava com outros convidados no apartamento do casal, durante uma confraternização promovida pelo sargento, o acusado passou a questioná-la, de forma agressiva e intimidadora, sobre o conteúdo de mensagens em seu celular. Ainda de acordo com a denúncia, convidados precisaram intervir para acalmar os ânimos.

      Após o fim da festa, já na madrugada de 20 de julho, o sargento usou um bastão de madeira para agredir a vítima no quarto do casal com diversos golpes pelo corpo. Michele também foi asfixiada. Na denúncia, o MPMG destaca ainda que o laudo de necropsia revelou que a vítima sofreu múltiplas lesões traumáticas e diversas fraturas pelo corpo.

      O sargento também alterou a cena do crime: retirou lençóis da cama, colocou-os para lavar, removeu do local os pedaços de madeira utilizados nas agressões e apagou as mensagens do celular da vítima.

      Depois, carregou a capitã até o carro e a levou ao Hospital Odilon Behrens. Ela foi atendida na emergência com múltiplas lesões e grave traumatismo craniano. Após avaliação, os médicos constataram que Michele havia morrido horas antes de dar entrada no hospital. A médica plantonista acionou a Polícia Militar.

      Ainda no hospital, o sargento foi preso em flagrante. Enquanto era acompanhado por policiais militares, pediu para ir ao banheiro e descartou em uma lixeira uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy, que foram apreendidos pelos militares.