Defesa diz que agentes cumpriram mandado autorizado por Alexandre de Moraes, mas não localizaram armas, munições ou documentos.
De acordo com o advogado de Bolsonaro, o mandado de busca foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STFcrédito: Tupi
A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8/7), uma nova operação de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília (DF). Segundo a defesa, os agentes procuravam armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro, mas nenhum dos itens foi encontrado.
De acordo com o advogado de Bolsonaro, o mandado de busca foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo defensor João Henrique Freitas, em publicação na rede social X (antigo Twitter).
Após a ação desta quarta-feira, o advogado João Henrique Freitas disse que a Polícia Federal não encontrou armas, munições, acessórios nem documentos de registro na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Busca por armamento
A nova operação foi realizada em meio ao cumprimento da decisão do STF sobre o recolhimento das armas vinculadas a Bolsonaro. Na sexta-feira (3/7), ao manter a prisão domiciliar do ex-presidente, Alexandre de Moraes determinou a entrega de dez armas registradas em seu nome. Posteriormente, a defesa informou que duas delas já haviam sido entregues à Polícia Federal, em abril de 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto as outras oito estariam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Exército informou ausência de duas armas
Na segunda-feira (6/7), Moraes determinou que as oito armas apontadas pela defesa fossem encaminhadas à Polícia Federal. Em resposta ao Supremo, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou que apenas seis delas estavam armazenadas na unidade militar e já haviam sido entregues à corporação.
Segundo o Exército, duas armas relacionadas pela defesa não estavam sob sua guarda: uma pistola calibre 9x19 mm Parabellum e uma espingarda Maestro Arms Company. A pistola foi apreendida em junho deste ano durante uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga (DF), quando estava com um militar do Exército que integra a equipe de segurança de Bolsonaro.
Já a espingarda, segundo a defesa, permanece em uma empresa importadora de artigos bélicos, no Rio Grande do Sul. Eles informaram que a arma foi recebida como presente pelo ex-presidente, mas nunca foi retirada das dependências da empresa, permanecendo no estabelecimento comercial.


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