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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Tenente-coronel tentou beijar PM casada e mandou ela tirar câmera corporal, diz documento

 Defesa de Geraldo Leite Rosa Neto, acusado pela morte da soldado Gisele, não se manifestou; Corregedoria da PM diz apurar denúncias

24/03/2026 22:24-


O tenente-coronel Geraldo Neto no banheiro do apartamento onde morreu sua esposa, a soldade Gisele Santana; banho prejudicou coleta de provas e quebrou protocolocrédito: Reprodução

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A morte da soldado Gisele Alves Santana, 32, motivou uma série de denúncias em que policiais mulheres dizem ter sido alvo de assédios cometidos pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 56, segundo documentos que integram o inquérito e relatos que teriam chegado ao advogado contratado pela família da vítima.

Marido de Gisele, ele foi preso na semana passada sob acusação de feminicídio e fraude processual, após laudos de perícia apontarem que ele a assassinou. Neto afirma que a mulher cometeu suicídio.

Entre as supostas vítimas está uma cabo da Polícia Militar, cuja identidade está sob sigilo, que relatou ao Ministério Público uma série de constrangimentos morais e sexuais praticados por Neto entre julho e novembro de 2025, período em que ele estava casado com Gisele havia mais de um ano.

Procurada pela reportagem por mensagem de texto na tarde desta terça (24), a defesa de Neto não respondeu até a publicação deste texto. A Corregedoria da PM comunicou estar à disposição para receber e apurar informações relacionadas ao caso.

Em uma das investidas mais agressivas contra a cabo, Neto teria tentado beijar a policial no local de trabalho dela, a sede da 3ª Companhia do 49º Batalhão da Polícia Militar, na zona norte de São Paulo.

O episódio supostamente foi precedido por situações em que o tenente-coronel usava sua autoridade para se aproximar e ficar sozinho com a vítima, segundo o relato dela aos promotores. Em uma das ocasiões, ele a teria escalado para o acompanhar à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e a forçado a deixar sua câmera corporal na sede da companhia.

"Quando perguntei por que deveria tirar minha câmera pessoal, ele apenas disse: eu estou mandando você retirar", disse a cabo no documento, ao qual a reportagem teve acesso. No relato da visita à Alesp, a mulher diz que Neto pediu para que ela o acompanhasse até uma lanchonete e, posteriormente, a um café. A cabo disse que negou o pedido e afirmou que estava de jejum, o que teria irritado o coronel.

O comportamento motivou a cabo a pedir a transferência do seu turno para a noite, segundo o depoimento. A mudança não teria impedido Neto de a procurar no período noturno.

Neste trecho, a cabo afirma ter chegado ao seu limite e passado a desabafar com pessoas próximas. Um pedido de ajuda teria sido feito a um oficial da Polícia Militar, cujo nome e patente ela não revelou por temer ser prejudicada. "Esse oficial pediu que eu formalizasse minhas denúncias 'nos órgãos competentes', mas eu nunca formalizei com medo de ser repreendida".

Há menções a pedidos para encontros a portas fechadas nas dependências da corporação e de encontros para práticas de atividades como natação acompanhadas de insinuações como um "vai que" acompanhado de uma piscadela.

Casada, a cabo ainda conta ter avisado a Neto que tinha uma boa relação matrimonial e que nos horários de folga ela preferia ficar com o marido dela. Comentário que, segundo ela, resultou em uma resposta irônica e "risadinha de canto de boca" do coronel. A policial diz ter contado o ocorrido para um colega de viatura.

Diante da resistência às tentativas de contato íntimo, Neto a transferiu para uma unidade a cerca de 20 km da residência dela, ainda segundo o relato.

A policial ainda afirma que tinha conhecimento de que o tenente-coronel assediava outras colegas e que tem medo de represálias dentro da própria Polícia Militar.

Advogado contratado pela família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior disse à Folha que foi procurado por diversos policiais que afirmaram terem sido vítimas de Neto.

"Recebi pelo menos dez relatos de pessoas que têm medo de trazer isso a público", diz o advogado sobre casos que até o momento não fazem parte do inquérito. "Assédio sexual, assédio moral, perseguição. Tudo o que vocês possam imaginar, esse homem fazia."

O tenente-coronel já havia sido alvo de outras denúncias. Uma das vítimas foi sua ex-mulher, mãe da única filha do oficial da PM. Em 2009 e 2010, ela registrou dois boletins de ocorrência em que relatou ameaças e uma vigilância constante de sua rotina.

Em 2022, o oficial foi alvo de uma sindicância da PM por denúncias de assédio moral contra mulheres que integravam a tropa do 29º Batalhão, na zona leste da capital.

Quatro subordinadas dele foram transferidas a outras unidades da corporação sem justificativa legal. Segundo a sindicância, a decisão foi tomada após chegarem aos ouvidos de Neto relatos de que as policiais conversavam sobre sua relação com Gisele.

À época, os dois não tinham assumido publicamente o namoro. A sindicância concluiu que Neto "extrapolou as atribuições" de seu cargo.

Após as transferências, uma sargento que seguia como sua subordinada entrou com uma ação de indenização por danos morais, relatando que Neto seguia a perseguindo e hostilizando. A Justiça reconheceu o assédio moral e determinou indenização de R$ 5.000.

"Nenhuma hierarquia ou cargo está acima da dignidade", disse a advogada Jaqueline Volf, que representa a sargento.

Coronel acusado de feminicídio diz ter ‘testosterona de jovem’ em depoimento

 O excesso de libido foi a justificativa apresentada para a pressão por relações sexuais com a mulher 

Por Valéria França Materia seguirSEGUIR  28 mar 2026, 17h14 • Atualizado em 28 mar 2026, 17h43 


Leia mais em: https://veja.abril.com.br/brasil/coronel-acusado-de-feminicidio-diz-ter-testosterona-de-jovem-em-depoimento/

O depoimento do tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado de assassinar a mulher, a soldado Gisele Alves Santana, de 32, indica que o relacionamento do casal era marcado por machismo tóxico. Ao explicar a pressão constante por sexo, apontada no inquérito, o réu justificou-se com os resultados dos exames realizados no fim de janeiro, que teriam revelado nível de testosterona de 939. Segundo ele, trata-se de um índice alto, alcançado “sem reposição hormonal”, equivalente ao de um jovem entre 16 e 21 anos.

Mensagens extraídas do celular da vítima revelam que o oficial tratava a vida sexual conjugal como contrapartida pelo fato de arcar com as despesas do apartamento onde moravam, no Brás, em São Paulo. “Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo”, escreveu em uma das conversas analisadas pelo 8º Distrito Policial (Brás). Gisele, por sua vez, rebatia que não estava disposta a trocar “moradia por sexo”. “Por mim, separamos. Não vou trocar sexo por moradia. Ponto final”, respondeu.

distanciamento do casal é evidente, assim como a pressão de Neto para obter o que queria a qualquer custo. Para a polícia, as mensagens evidenciam o desgaste e os interesses antagônicos, contribuindo para o ambiente de tensão. Gisele morreu no dia 18 de fevereiro. A primeira versão apresentada pelo marido foi a de suicídio. Quando a polícia chegou, ela estava baleada no chão, com a arma na mão.

Posteriormente, análises da Polícia Científica de São Paulo, no entanto, indicam que a cena do crime foi alterada. A vítima foi atacada por trás — apresentava sinais de esganadura e de luta corporal antes do disparo fatal. Neto é acusado de feminicídio.

A árvore que chamou atenção da perícia no caso do tenente-coronel acusado de matar a mulher

 Perícia da Polícia Civil de São Paulo contradiz declaração de integrante da Polícia Militar sobre morte da soldado Gisele Santana 

Por Heitor Mazzoco Materia seguirSEGUIRIsabella Alonso Panho Materia seguirSEGUIR  24 mar 2026, 08h00 • Atualizado em 24 mar 2026, 08h07 

Morta com um tiro: perícia descartou possibilidade de suicídio (Reprodução/Reprodução) 

Um minucioso trabalho da perícia da Polícia Civil de São Paulo apontou um detalhe importante na investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ocorrida em 18 de fevereiro. Uma árvore de enfeite natalina impediria que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto observasse, à distância, o corpo da mulher estendido na sala do apartamento do casal, como ele havia relatado preliminarmente.

A reconstituição do fato foi realizada por meio de um levantamento em 3D de todo o apartamento, com uso de scanner, com medidas e posições precisas de móveis, portas, janelas e outros objetos e com base em depoimentos prestados pelo policial. “A sequência de eventos narrada por Neto corrobora, em partes, com o que foi narrado pelos socorristas, a partir da chegada destes ao 27º andar. No entanto, cabem as seguintes considerações a respeito das divergências de narrativas: A árvore de Natal que, outrora estivera sobre o chão da sala, ao lado do sofá, encontrava-se nesta mesma posição quando da chegada dos socorristas, visto que as fotos feitas pelo SGT Rodrigues mostram nitidamente a presença do objeto, conforme a versão da equipe. Tal árvore só fora removida por CB Forti no intuito de liberar espaço para a consecução das manobras de socorro. Desta forma, não cabe a versão de Neto que, em sua narrativa, aponta que a árvore estaria sobre sua cama quando este abriu a porta do banheiro”, diz trecho do relatório policial.

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Reconstituição em 3D da declaração de Neto: na cena, posição em que tenente-coronel estava não permitira visão, segundo perícia (TJ-SP/Reprodução)

No dia do registro da ocorrência da morte de Gisele, o tenente-coronel Neto afirmou que por volta das 7h do dia 18 de fevereiro entrou no banheiro do apartamento para tomar banho. “Um minuto após, ouviu um barulho que inicialmente supôs ser o de uma porta sendo batida. Ao abrir a porta do banheiro, deparou-se com Gisele caída ao solo na sala do apartamento, com intenso sangramento na região da cabeça e com a arma de fogo em mãos”, diz trecho da ocorrência.bre processo de expulsão de tenente-coronel acusado de feminicídio

A visão real de Neto estaria encoberta pela árvore: declaração conflitante para perícia
A visão real de Neto estaria encoberta pela árvore: declaração conflitante para perícia (TJ-SP/Reprodução)

Segundo ainda consta no relatório pericial, não há possibilidade de Gisele ter tirado a própria vida. Segundo o documento, a soldado da Polícia Militar fora abordada pelas costas e levado um tiro de cima para baixo na altura da cabeça. O marido de Gisele está preso e fora denunciado pelo crime. Ele, caso condenado, pegará entre 20 e 40 anos, pelo crime de feminicídio (art. 121-A, do Código Penal).

Relembre o caso

Gisele morreu dentro do apartamento onde vivia com o tenente-coronel no Brás, bairro da zona leste de São Paulo. Ele acionou a polícia no dia da morte dela e falou que se tratava de um suicídio — versão que foi contestada pela família, que exigiu que as investigações tomassem outro rumo. Mensagens encontradas pela polícia no celular do tenente-coronel mostravam que eles viviam uma dinâmica abusiva de relacionamento, na qual ele se via como um “macho alfa” e exigia que a esposa tivesse comportamento “submisso” a ele. Gisele disse a ele e à família que queria se separar, e que não trocaria “sexo por moradia”, em referência às exigências do marido.

Ela morreu por conta de um tiro na cabeça. Além da dinâmica envolvendo a perspectiva da qual Neto poderia ter visto o corpo de dentro do banheiro, o corpo da cabo foi encontrado pelos socorristas segurando a arma de fogo, movimento que não é plausível em casos de suicídio. O tenente-coronel foi preso preventivamente na semana passada e a denúncia ofertada pelo MP foi aceita, colocando-o no banco dos réus.

A árvore que chamou atenção da perícia no caso do tenente-coronel acusado de matar a mulher | VEJA

terça-feira, 31 de março de 2026

Corregedoria abre inquérito contra policial que agrediu colegas em abordagem

 Sargento Victor Lemes Vaz é suspeito de ter feito disparo de arma em bar embriagado durante folga e resistiu com violência ao ser abordado por policiais no local. Amigo que também era sargento e estava com ele na hora tentou liberá-lo


Victor Lemes durante audiência de custódia em que se definiu pela manutenção de sua prisão (Reprodução)


A corregedoria da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO) abriu uma investigação para apurar a conduta dos primeiros sargentos Victor Lemes Vaz da Costa e Bruno Alencar Honorio da Silva durante uma abordagem policial em que ambos foram denunciados por disparo de arma de fogo em um bar no Setor Alto da Glória, em Goiânia, na noite de domingo (22). A postura de Victor é considerada mais grave por ter agredido os policiais durante a ocorrência.


Um vídeo que circulou na internet mostra Victor reagindo à abordagem e entrando em luta corporal contra quatro policiais fardados. Quando isso aconteceu, o sargento já estava no bar havia oito horas. Bruno chegou duas horas antes. Eles estavam com os respectivos cônjuges para comemorar um aniversário. Durante o dia, outras pessoas estiveram na mesa junto a eles, porém no momento do disparo havia somente os dois casais.



Um garçom contou na delegacia que ao ouvir um barulho de tiro vindo da mesa em que os clientes estavam e ao chegar nela Bruno teria dito se tratar de um disparo acidental.


Victor, que estava de folga com Bruno, foi autuado em flagrante por desacato e por violência contra policial em serviço, crimes previstos no Código Penal Militar (CPM). Ele se encontra preso desde então. Já Bruno responde por recusa de obediência, crime com previsão de pena menor, e se encontra em liberdade. O disparo em si e o uso da arma não são destacados nos inquéritos abertos até o momento. Na audiência de custódia, foi ressaltada a gravidade envolvendo a violência contra os policiais durante a abordagem.



Os agentes de segurança presentes afirmam que, além de reagir com violência física, Victor também ofendeu e ameaçou os colegas de farda em serviço, dizendo, inclusive, que iria matá-los. Bruno tentou liberar o amigo, segundo os policiais, se passando por integrante da corregedoria da PM-GO, mas também acabou sendo detido por não apresentar sua identificação nem obedecer às ordens de se manter afastado.


A arma foi encontrada na bolsa de uma das mulheres dentro do carro. Na audiência de custódia, a defesa de Victor fala dos excessos contra os colegas como uma certeza , da qual o sargento se diz arrependido, porém trata do uso da arma na mesa como uma hipótese. Segundo o policial, a agressividade seria explicada pela ingestão de bebida alcoólica junto com o uso de medicamentos para depressão e estresse pós-traumático, doenças estas adquiridas em decorrência do serviço.

As testemunhas afirmam que Victor era o mais exaltado. Um segundo garçom afirmou que Bruno chegou a comentar com a esposa que teriam de aguardar a chegada da viatura policial após o disparo dado na mesa, porém o outro colega se levantou dizendo que não iria esperar e foi buscar a caminhonete até a porta do bar.

Não foi ouvida nenhuma testemunha que tivesse presenciado o disparo. Uma delas afirmou que a conversa na mesa foi ficando mais intensa conforme os dois ingeriam bebida alcoólica, por meio de brincadeiras e provocações, mas sem animosidades. Logo após ouvir o tiro, um garçom disse ter olhado para a mesa e visto Victor deitado no colo da namorada, mas sem ferimentos.

Um dos policiais afirmou em depoimento que foi atingido no rosto por um tapa desferido por Victor e que o mesmo "deu socos e tapas em vários de seus colegas, demonstrando total descontrole". O caso se arrastou de 23 horas até 3 da manhã, quando Victor e Bruno foram levados até a corregedoria da PM-GO.

Victor estava preso desde março de 2023 pela morte de Douglas Araújo da Silva, de 19 anos, durante uma abordagem junto com outro policial, Rodrigo Troiani Ruela. O caso aconteceu em abril de 2022 em uma rua de Anápolis. Segundo a acusação, Douglas estaria com uma arma de brinquedo usada em airsoft e foi morto ao ser atingido por 15 disparos. Em 5 de dezembro deste ano, ou seja, 17 dias antes da confusão no bar, um júri absolveu Victor e Rodrigo e os dois ganharam a liberdade. O entendimento dos jurados é que a ação dos policiais não se configuraria um crime.

Facção recrutou mais de 40 PMs para atuar como “aviãozinho do tráfico”








Policial penal é detido após dar tiros e ameaçar frentista em VG

 Ele ainda teria ameaçado e atirado contra dois jovens, além de realizar outros disparos em espetinho


Política | 18 de Março de 2026 as 11h 22min

Um policial penal, cuja identidade não foi revelada, foi detido após realizar disparos de arma de fogo e ameaçar um funcionário de um posto de combustível, em Várzea Grande, na noite desta terça-feira (17).

Segundo informações do boletim de ocorrência, o caso foi registrado por volta das 21h30, no Posto de Combustíveis Amazônia, localizado na Estrada da Guarita.

O policial foi até o local em um veículo Fiat Strada em posse de duas armas de fogo. Conforme relato do frentista, o policial o abordou oferecendo uma arma e afirmando que “queria trocar tiros”. Com a recusa, ele, então, teria ameaçado o funcionário.

Na sequência, o policial seguiu em direção à Avenida Transpantaneira, onde teria ameaçado dois jovens e efetuado disparos na direção da dupla. Em seguida, foi até um espetinho na Rodovia dos Imigrantes, onde realizou novos disparos.

Diante das denúncias recebidas, a Polícia Militar realizou rondas e localizou o suspeito, que tentou fugir após a chegada dos militares.

Durante a abordagem, a PM encontrou duas pistolas e munições. Uma das armas era timbrada com o brasão da Polícia Penal; a outra era de uso pessoal.

O homem foi encaminhado a uma delegacia para a adoção das providências cabíveis.

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2 de mai. de 2023