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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
OAB suspende advogada que orava e surrava vítimas com taco de beisebol
Jornalista da GloboNews cai na risada com a carta de Flávio Bolsonaro
Primeira versão do documento, divulgado dos Estados Unidos, veio com erro no brasão do Brasil
Julia Dualibi destacou que o erro trata do nome do próprio país em que Flávio disputou a eleição pela Presidência no último domingo
crédito: Reprodução/Globonews
Jornalista e apresentadora da GloboNews, Julia Dualibi não conseguiu conter o riso ao comentar o erro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de usar um brasão antigo do país em que o nome estava grafado com “Z”: “Brazil”.
Após fugir para os Estados Unidos, Flávio publicou uma carta em tom golpista que acusa fraude na eleição presidencial brasileira e diz que ele é o “verdadeiro presidente do Brasil”, e não Lula (PT), vitorioso nas urnas. Pouco depois, recuou e atualizou para “líder do Brasil”.
Inicialmente, o documento não foi divulgado pelo congressista, mas por aliados, como o blogueiro Paulo Figueiredo, que vive nos Estados Unidos. Essa primeira versão continha um brasão de armas antigo, usado entre a proclamação da República, em 1889, até 1968, quando passou a valer a sexta constituição do país. Na ocasião, o nome oficial foi alterado para República Federativa do Brasil, que permanece até hoje.
A grafia original do nome do país era “Estados Unidos do Brazil”, mas, desde o início da República, não havia consistência entre as versões com “Z” e com “S”. Em 1931, um decreto estabeleceu “Brasil” como versão oficial, mas o brasão seguiu sendo usado com frequência com a grafia antiga.
Posteriormente, Flávio publicou uma versão corrigida, com o brasão de armas atual. Além do símbolo, a versão do senador mudou um detalhe na apresentação: em vez de se proclamar “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, ele decidiu escrever apenas “verdadeiro presidente do Brasil”. Pouco depois, recuou novamente e atualizou para “líder do Brasil”.
Risada na GloboNews
Durante o programa GloboNews Mais, um repórter explicou a confusão na carta e surpreendeu a bancada. Julia Dualibi destacou que o erro trata do nome do próprio país em que Flávio disputou a eleição pela Presidência no último domingo (25).
“Republica Federativa do Brasil…”, enfatizou a jornalista, que caiu no riso. “Desculpa, gente, mas o nome do Brasil é com ‘S’. Com ‘Z’, lá fora, em inglês, só”, completou.
‘Presidente EAD’: memes da carta de Flávio Bolsonaro
"Quando cair sua internet, o país vai parar?", ironizou um perfil, após senador se declarar presidente a partir de carta enviada dos EUA
Com passaporte cancelado, Flávio fugiu para os Estados Unidos
crédito: Reprodução/X
A carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dizendo ser o “verdadeiro presidente do Brasil” após fugir para os Estados Unidos rendeu uma série de memes de críticos do congressista, que ironizam a autoproclamação.
O documento foi divulgado na tarde deste domingo (28/10), depois dele desembarcar em Miami. Pouco depois da publicação do texto ele recuou e divulgou uma nova versão. Na parte em que dizia ser o “verdadeiro presidente do Brasil”, mudou para “o líder do Brasil”.









O episódio gerou piadas de internautas e de políticos. Também candidato à Presidência, Renan Santos (Missão) publicou um vídeo irônico em que diz não reconhecer o resultado de nenhum dos turnos da eleição e se autoproclama presidente.
Já a deputada estadual Bella Gonçalves (PT), eleita deputada federal, brincou dizendo que se autoproclamou a Shakira.
Memes
“Sendo o primeiro presidente EAD do Brasil, quando cair sua internet, o país vai parar?”, ironizou um perfil no X (antigo Twitter), citando o método de educação a distância (EAD).
Outro post mostra uma tornozeleira eletrônica com o escrito “faixa presidencial para Flávio Bolsonaro”.
Uma série de publicações brincam com a postura da família Bolsonaro em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma foto coloca Flávio e seu irmão Eduardo com coleiras, como cachorros do líder americano.
PM filmado agredindo idosa em BH é investigado por homicídio
Há um inquérito em andamento para apurar uma morte em Sabará; o policial é um dos investigados
Idosa se agarra a poste e é agredida por policial militar na capital mineira
crédito: Redes Sociais/Reprodução
O policial militar filmado agredindo uma idosa de 61 anos durante uma tentativa de prisão no Bairro Santa Inês, Região Leste de Belo Horizonte, é investigado, em um inquérito policial, por homicídio simples. O crime teria sido cometido durante uma ação policial, em Sabará, na Grande BH, em 2022.
Além dele, outros dois policiais também são investigados no mesmo inquérito. Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que “o feito ainda está em tramitação direta entre o MPMG e a Polícia Civil, não tendo sido oferecida denúncia até o momento”.
O Estado de Minas entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e aguarda retorno.
Em nota, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) se limitou a informar sobre a ocorrência envolvendo o policial, no Bairro Santa Inês (leia abaixo). “Quanto ao processo, gentileza procurar o Poder Judiciário”, concluiu.
Conduta do policial
A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) pediu à Corregedoria da PMMG a apuração da conduta do policial militar durante a abordagem que aconteceu no sábado (24/10). Na ocasião, a idosa teria sido atingida por cotoveladas e empurrões.
A parlamentar pede a instauração de um procedimento para apurar os fatos e verificar a eventual prática de transgressão disciplinar. O documento também pede que os policiais militares envolvidos na ocorrência sejam identificados, bem como os responsáveis pela coordenação e supervisão da abordagem.
Há ainda pedido de adoção de providências para garantir a integridade física da idosa, além de possíveis medidas cautelares administrativas legalmente cabíveis para prevenir riscos à instrução do procedimento e assegurar sua regularidade.
Relembre o caso
O policial militar foi filmado agredindo a idosa durante uma tentativa de prisão do filho dela, no Bairro Santa Inês, Região Leste de BH, no sábado (24/10). A mulher teria interferido na abordagem e resistido à ação dos militares. A confusão foi registrada por testemunhas.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), a ocorrência aconteceu por volta das 17h, na Rua Contagem, depois que uma equipe tentou abordar um homem conhecido dos policiais por ter diversas passagens pela polícia.
O suspeito conseguiu fugir, mas foi localizado pouco depois em uma padaria da região.
Durante a abordagem, os militares ordenaram que ele colocasse as mãos na cabeça. Segundo a PM, o homem não obedeceu às determinações, e os policiais utilizaram força para colocá-lo no chão. Nada de ilícito foi encontrado com ele.
A idosa, mãe do suspeito, chegou ao local durante a abordagem. Ao presenciar a ação dos militares, ficou exaltada e começou a interferir na ocorrência, conforme o relato policial.
Os policiais decidiram prendê-la, mas a mulher resistiu e se agarrou a um poste para evitar ser levada até a viatura.
A situação chamou a atenção de pessoas que estavam nas proximidades. Testemunhas filmaram o momento em que um policial agride a idosa durante a tentativa de colocá-la no compartimento de presos da viatura.
Uma funcionária da padaria também foi presa depois de chamar um dos militares de “covarde”. O gerente do estabelecimento foi conduzido pela polícia, mas o motivo não foi informado.
Procurada, a Polícia Militar informou que, "durante a ocorrência, a mãe do abordado interveio na ação policial, desacatando os militares. Diante da situação, foi dada voz de prisão a ela. No momento em que era conduzida para a viatura, a mulher ofereceu resistência, agarrando-se a um poste. Foram empregadas técnicas de contenção para efetuar a condução".
A Corporação ainda ressaltou que, durante a intervenção, "dois funcionários de uma padaria desacataram os militares e tentaram impedir a atuação policial. Eles foram conduzidos à presença da autoridade de polícia judiciária para as providências cabíveis".
Por fim, esclarece que os fatos relacionados à ocorrência serão apurados, "assegurando a lisura e a transparência institucional".
‘Brazil’ com Z: redes reagem ao brasão na primeira carta de Flávio
Documento enviado dos Estados Unidos gerou risos na TV e acusações de subserviência
Documento divulgado pelo senador tinha grafia antiga
crédito: Reprodução
A primeira versão da carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgada nesta quarta-feira (28/10), trazia um brasão de armas antigo em que se lia “Estados Unidos do Brazil”, com “Z”.
Trata-se do brasão de armas usado entre a Proclamação da República, em 1889, e 1968, quando passou a valer a sexta Constituição do país. Na ocasião, o nome oficial foi alterado para República Federativa do Brasil, que permanece até hoje.
A grafia original do nome do país era “Estados Unidos do Brazil”, mas, desde o início da República, não havia consistência entre as versões com “Z” e com “S”. Em 1931, um decreto estabeleceu “Brasil” como versão oficial, mas o brasão seguiu sendo usado com frequência com a grafia antiga.
Inicialmente, o documento não foi divulgado pelo congressista, mas por aliados, como o blogueiro Paulo Figueiredo, que vive nos Estados Unidos. Posteriormente, Flávio publicou uma versão corrigida, com o brasão de armas atual.
Ao publicar a carta no X (antigo Twitter), Figueiredo foi advertido de que o brasão estava incorreto. Então, apagou a publicação e aguardou o post de Flávio. Além do símbolo, a versão do senador mudou um detalhe na apresentação: em vez de se proclamar “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, ele decidiu escrever apenas “verdadeiro presidente do Brasil”. Pouco depois, recuou novamente e atualizou para “líder do Brasil”.
Redes reagem
O uso do brasão incorreto foi entendido por muitos como um aceno de subserviência aos Estados Unidos, para onde Flávio resolveu fugir. Na grafia usada no país, “Brazil” é escrito com “Z”.
Outros ironizaram: “O cara conseguiu errar o nome do próprio país, para cuja Presidência se candidatou. É inacreditável”.
Durante o programa GloboNews Mais, a jornalista e apresentadora Julia Dualibi não conseguiu conter o riso ao comentar o erro. “Desculpa, gente, mas o nome do Brasil é com ‘S’. Com ‘Z’, lá fora, em inglês, só”, disse.
Houve ainda quem lembrasse o enredo da escola de samba Estação Primeira de Mangueira em 2002: “Brazil com ‘Z’ é pra cabra da peste, Brasil com ‘S’ é a nação do Nordeste”. O desfile celebrou a autenticidade do Nordeste frente à visão estereotipada e colonialista do país, e a Mangueira terminou campeã do Carnaval no Rio de Janeiro.


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