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quinta-feira, 12 de março de 2026

Quem é Salvino Oliveira, vereador e ex-secretário de Paes preso no Rio… -

 

Do UOL, em São Paulo


O vereador do Rio Salvino Oliveira (PSD)Imagem: Divulgação/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

O vereador do Rio Salvino Oliveira (PSD) foi preso hoje em uma megaoperação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra integrantes do CV (Comando Vermelho).

Quem é Salvino Oliveira?

Salvino, 28, foi eleito para seu primeiro mandato em 2024, com pouco mais de 27 mil votos. Seu projeto mais conhecido na Câmara de Vereadores é o que define regras para o funcionamento de imóveis usados para aluguel de temporada, como Airbnb.

Antes, foi o secretário municipal mais jovem da história do Rio, aos 22 anos. Formado em Gestão Pública pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), atuou na recém-criada Secretaria da Juventude na Prefeitura do Rio entre 2021 e 2024, na gestão Eduardo Paes (PSD). No período, a pasta criou o Pacto pela Juventude, um programa de capacitação de jovens em situação de vulnerabilidade, em parceria com a Unesco, e os Espaços para a Juventude, que oferecem vagas em cursos de tecnologia de inovação, como robótica e operação de drone.

Depois de deixar a secretaria, em 2024, ele se envolveu em confronto entre policiais e manifestantes na Cidade de Deus, zona oeste do Rio. Na ocasião, Salvino acompanhava uma ação da prefeitura, em conjunto com a Polícia Militar, para a demolição de construções irregulares na comunidade. Segundo reportagens da época, o parlamentar foi agredido por manifestantes.

Vereador nasceu na Cidade de Deus. Estudou como bolsista desde os 7 anos num dos colégios mais prestigiados da cidade, o Pedro 2º. Em um vídeo de apresentação publicado em seu perfil no Instagram, afirma que vendia água no semáforo e bala no ônibus quando criança. Também diz ter trabalhado como ambulante, garçom, pedreiro e estagiário da Defensoria Pública.

Operação que prendeu Salvino mirou membros do CV

Operação Contenção Red Legacy prendeu ao menos seis pessoas até o momento. Salvino é o único preso que teve sua identidade divulgada. Segundo a polícia fluminense, a ação mira familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado pelas autoridades como líder do CV. Ele está preso desde 1996

Vereador teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o "Doca". Conforme a polícia, o político pediu autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio da facção.

Em troca, Salvino teria articulado benefícios à facção e à população local. Um dos benefícios, de acordo com a denúncia, envolve a instalação recente de quiosques na região. A definição de parte dos beneficiários teria sido determinada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente.

Doca é considerado pela polícia do Rio como o principal líder do CV em liberdade. Ele foi alvo central da megaoperação de outubro de 2025 no Complexo do Alemão e da Penha, que deixou 122 mortos.

Ao ser preso, Salvino negou qualquer relação com Marcinho VP e com a instalação dos quiosques. "Entrei na política para mudar a vida das pessoas e estou sendo vítima de uma briga política que não é minha", disse à TV Globo ao chegar à Cidade da Polícia, nesta manhã.

Quem é Salvino Oliveira, vereador e ex-secretário de Paes preso no Rio

Polícia Civil prende o braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio! 🚨



Polícia Civil prende o braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio! 🚨

Você lembra do vereador Salvino Oliveira, que foi secretário municipal de Juventude? Foi preso hoje após as investigações apontarem ligações com a facção criminosa.

Esse é o mesmo vereador que vivia atacando nosso governo e as polícias. Hoje, finalmente, todos estamos conhecendo o seu real lado: trabalhava para bandido e não para o povo!

A operação Contenção Red Legacy também revela que ele negociou com o traficante Doca para obter autorização e fazer campanha eleitoral em área dominada pela facção, em 2024. Esse tal de Salvino também atacou brutalmente a Polícia Militar durante uma operação na Cidade de Deus.

Da milícia ao Comando Vermelho, essas organizações criminosas vem se infiltrando na Prefeitura do Rio de Janeiro há décadas! É só ver o domínio territorial que alcançaram ao longo dos anos.

É o que sempre digo: não adianta, a verdade sempre prevalece!

Vereador teria intermediado exploração de quiosques pelo CV na Gardênia, aponta Polícia Civil

Salvino Oliveira foi preso em operação realizada nesta quarta-feira (11)


Polícia Civil detalhou a Operação Contenção Red Legacy em coletiva na Cidade da PolíciaReginaldo Pimenta

Rio - A investigação que motivou a Operação Contenção Red Legacy, deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil, identificou que o vereador Salvino Oliveira intermediou a exploração e construção de quiosques na Gardênia Azul, na Zona Sudoeste, por parte do Comando Vermelho. O parlamentar foi preso na ação.
Em coletiva realizada na Cidade da Polícia, na Zona Norte, o secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, contou que a investigação começou há um ano e meio. O nome de Salvino surgiu depois dele solicitar apoio para realizar uma campanha eleitoral na Gardênia.
"Ele solicitava apoio a uma pessoa que falava diretamente com a liderança da facção, que é o Doca, para ter acesso à comunidade e fazer campanha eleitoral. Não tem que pedir autorização de criminoso nenhum para entrar em lugar algum. O que mais me surpreende é que dias atrás estava batendo na polícia e no governo dizendo que era tudo envolvido com o Comando Vermelho. Hoje, temos uma operação que mostra que ele está envolvido. Seja quem for, a polícia vai combater", contou.
Curi afirmou que cerca de 100 quiosques foram construídos na Gardênia, sendo metade deles com processo publicizado e divulgado em Diário Oficial. No entanto, a outra parte teria sido usada para ser explorada pelo Comando Vermelho. 
"Não teve nenhum processo público, sendo negociado diretamente com a cúpula do Comando Vermelho para que fosse indicado pessoas para explorar isso. Quem intermediou tudo isso, segundo dados apresentado até o momento, foi o vereador. Obviamente, a investigação está em andamento. Ainda é uma prisão temporária. Elementos foram apreendidos na residência dele e tudo será analisado", comentou.
Para o delegado Pedro Cassundé, assistente da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD), o caso se trata de uma troca de favores. "Alguém tem interesse em permanecer no local e alguém tem interesse em reunir capital político", explicou.
A operação desta quarta-feira (11) prendeu sete pessoas, sendo o vereador e seis policiais militares. Outros quatro mandados de prisão foram cumpridos contra encarcerados, incluindo Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP - apontado como líder nacional da facção.
Estão foragidos Márcia Gama Nepomuceno, mãe de Oruam e companheira de Marcinho VP, e Landerson dos Santos, sobrinho de Marcinho.
Por meio de nota, a defesa de Márcia classificou as acusações como “infundadas” e disse que elas “carecem de qualquer comprovação concreta”. “É importante destacar que Márcia já foi anteriormente vítima de situação semelhante, quando foi alvo de uma operação marcada por grande exposição midiática e sensacionalista. Na ocasião, após a devida análise dos fatos pela Justiça, ela foi absolvida de todas as acusações. O Ministério Público chegou a recorrer da decisão, mas o recurso não prosperou, sendo mantida a absolvição”.

No posicionamento, a defesa ainda diz que as acusações não têm fundamento e destaca que Márcia é ré primária, servidora concursada, e pode comprovar seu patrimônio. “Mãe que criou todos os filhos sozinha, Márcia sempre se dedicou à família e à sua profissão. Vale ressaltar que nenhum de seus filhos possui qualquer envolvimento com atividades criminosas. Diante disso, a defesa confia plenamente na Justiça e acredita que, assim como ocorreu anteriormente, a verdade dos fatos prevalecerá, restabelecendo a honra e a integridade de Márcia Nepomuceno”, finaliza.
A reportagem tenta localizar a defesa de Salvino. O espaço está aberto para manifestação.

PF prende sete policiais militares suspeitos de beneficiar o crime organizado

 A ação faz parte da terceira fase 'Operação Anomalia', que já prendeu delegados e policiais civis nos últimos dias



Materiais apreendidos sendo recolhidos em operação que prendeu sete PMsReprodução

Rio - A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (11), sete policiais militares suspeitos de integrar um grupo que beneficiava criminosos violentos do estado. A ação faz parte da terceira fase "Operação Anomalia", que também cumpriu outros sete mandados de busca e apreensão. A investigação já deteve delegados e policiais civis nos dois últimos dias.

As buscas ocorreram nos bairros da Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste, e em Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense. 

Além das prisões, o Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da PM.
Entre os PMs presos estão:
Ênio Claudio Amâncio Duarte - 3º BPM (Méier) 
Leonardo Cavalcanti Marques - 5º BPM (Praça da Harmonia)
Rodrigo Oliveira de Carvalho - 16º BPM (Olaria)
Flávio Cosme Menezes Pereira - 18º BPM (Jacarepaguá)
Ricardo Pereira da Silva -1 ª UPP / 2º BPM Santa Marta 
Alex Pereira do Nascimento - 6ª UPP / 3º BPM São João 
Franklin Ormond de Andrade - 7ª UPP / 3º BPM Jacaré 
De acordo com o advogado João Amorim, que representa o PM Ricardo Pereira, o agente é inocente.

"Ele não tem participação alguma dos fatos aqui narrado. Ele apenas trabalhava no batalhão que, infelizmente, pertencia a áreas ligadas a tal finalidade. Ele nega as acusações e foi pego de surpresa em casa. Ele tem uma perfeita conduta, tanto que até o presente momento nunca teve nada que comprometesse sua conduta como PM, nunca teve processo administrativo", explicou.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos demais envolvidos. O espaço está aberto para eventuais manifestações.

Entenda o esquema

Os elementos reunidos durante a investigação apontam que os policiais militares alvos da operação usavam a farda e a função pública para beneficiar o crime organizado. Segundo a apuração, o grupo atuava não apenas facilitando a logística de traficantes e milicianos, mas também protegendo criminosos e ajudando a esconder o dinheiro obtido com atividades ilegais.

A operação é resultado de investigações conduzidas pela Força-Tarefa Missão Redentor II, que segue diretrizes do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635. A iniciativa busca reforçar a atuação da Polícia Federal na produção de inteligência para combater facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, além de atingir o financiamento dessas organizações e interromper ligações com agentes públicos..

Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será submetido à análise, com vistas à identificação de possíveis outros agentes envolvidos no esquema.
O que diz a PM?
Em nota, a Polícia Militar destacou que os agentes serão submetidos a processos administrativos disciplinares (PADs), cujo objetivo é avaliar a possibilidade de permanência dos acusados nos quadros da instituição. Os militares serão conduzidos à Unidade Prisional da Corporação, em Niterói, Região Metropolitana, onde permanecerão presos.

"O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados", afirmou em comunicado.
Operação Anomalia I e II
Na primeira fase da operação, na última segunda (9), o delegado da Polícia Federal Fabrizio Romano foi preso por suspeita de participar de um grupo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. Um dos mandados foi cumprido contra o ex-secretário estadual de Esportes, Alessandro Pitombeira Carracena, que já está preso desde setembro do ano passado na operação que também deteve o ex-deputado estadual TH Joias.
Na terça-feira (10), o delegado Marcos Henrique Oliveira Alves e outros dois policiais civis foram presos na segunda fase da operação. O grupo é investigado por usar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro.
Na ação, cerca de 40 agentes federais cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O quarto alvo foi o traficante Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, que já estava detido.
O delegado era titular da 44ª DP (Inhaúma). Já os outros policiais foram identificados como Franklin Jose de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus.