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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

PM abre inquérito para julgar oficiais presos em operação no Rio

Seis agentes são suspeitos de chefiar quadrilha que extorquia 

comerciantes, mototaxistas e motoristas de vans na zona oeste.


Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo
03 Outubro 2014 | 14h13

RIO - A Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu o Inquérito Policial Militar (IPM) para expulsar os seis oficiais presos na Operação Amigos S.A., desencadeada pela Secretaria Estadual de Segurança e pelo Ministério Público do Rio no dia 15 de setembro. Ao todo, 26 policiais militares e um mototaxista foram presos por suspeita de participação em uma quadrilha que usava a estrutura do 14º Batalhão (Bangu, na zona oeste da capital fluminense) para extorquir comerciantes, mototaxistas e motoristas de vans.
Na ocasião, foram presos o coronel Alexandre Fontenelle, comandante do Comando de Operações Especiais (COE), suspeito de chefiar a quadrilha. O major Carlos Alexandre Lucas, subcomandante do COE também foi detido. Além deles, foram presos os majores Nilton João Neto e Edson Alexandre Góes, e os capitães Rodrigo Leitão da Silva e Walter Colchone.
Segundo as investigações, eles chefiavam as extorsões, "no mínimo" entre 2012 e o segundo semestre de 2013 quando integravam a cúpula do 14º BPM.
De acordo com a assessoria de imprensa da PM, o Conselho de Disciplina que julgará os seis oficiais será presidido pelo coronel Sérgio Luiz Mendes. O interrogante e relator será o coronel Décio Lima do Bombim.
Também foi aberto um Conselho de Disciplina para avaliar a conduta de 18 praças presos. O prazo inicial de um IPM é de 30 dias, que podem ser prorrogáveis de acordo com o andamento do processo.
Os dois praças presos nesta semana ainda serão submetidos a conselho.