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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Repressão policial marca dia de protestos em vários pontos do país

1 de julho de 2017


Há relatos de uso de balas de borracha, spray de pimenta, gás lacrimogêneo e detenções de manifestantes ao longo do dia

A repressão policial foi destaque nesta sexta-feira (30), dia nacional de greves e paralisações contra a reforma trabalhista e da Previdência propostas pelo governo de Michel Temer (PMDB). Em várias cidades do país houve repressão, uso de balas de borracha, bombas de efeito moral, spray de pimenta e detenções.

À tarde, na Avenida Paulista, nove pessoas foram detidas e levadas para o 78º DP. Houve pancadaria. Pela manhã, quando o comitê contra as reformas da M´Boi Mirim fazia ato no Largo do Jardim Angela, zona sul da capital, um assistente social foi detido e levado para o 100º DP.

Em São José dos Campos (SP), mais de 20 ativistas que participaram da mobilização pela manhã foram detidos e levados para o 1º Distrito Policial. Pouco tempo depois, em um ato diante da Embraer, policiais agiram com truculência, usando gás de pimenta e cassetetes. Um ativista foi detido.
Em Fortaleza, policiais usaram balas de borracha e spray de pimenta. Dois militantes da União da Juventude Socialista (UJS) foram detidos. Há relato de que um jovem negro, com spray na mão enquanto pichava "Fora Temer", foi agredido, imobilizado e algemado, tendo spray de pimenta lançado em seu rosto. Quando outros manifestantes foram tentar libertá-lo das agressões, a polícia sacou armas para intimidá-los.

No Rio de Janeiro, logo pela manhã, ato na Linha Vermelha foi reprimido pela Polícia Militar. Um estudante ficou ferido e teve que sair carregado do local. Mesmo deixando o bloqueio e seguindo em direção à universidade, a polícia continuou atirando com balas de borracha.

A gerência de operações da empresa Barcas S.A., do Grupo CCR, que presta o serviço de travessia entre o Rio e Niterói, reforçou a segurança privada e contou com a presença de policiais com escudos, cassetetes e armaduras. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), a integração entre empresas privadas e forças de segurança para repressão dos trabalhadores tem aumentado com a escalada da luta política desde o ano passado.

Santa Catarina foi palco de forte repressão. Na BR 101, perto do acesso para Navegantes, foram presos dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A polícia usou balas de borracha e bombas de efeito moral. Em Porto Velho (RO), um dirigente do Sindicato dos Bancários foi preso em ação da Polícia Militar, chamada pela gerência do banco Itaú em uma operação fura-greve.

Em Porto Alegre, durante piquete na Carris, zona leste, dezenas de pessoas que apoiavam a mobilização dos trabalhadores foram detidas pela Brigada Militar. O ex-vice presidente do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) Altemir Cozer foi detido pela manhã e enquadrado na lei antiterrorismo.

Houve repressão em toda a cidade, com desmonte de piquetes pela Brigada Militar e uso de bombas de gás lacrimogêneo sobre estudantes e trabalhadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) nos campus do Vale e Central.
por Redação RBA, com Coletivo #GrevePorDireitos

Leia também:
- Na Paulista, 'Fora, Temer!' e protestos contra reformas
 

  

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Marcado por maior repressão e violência

14/6/2013 às 01h56 (Atualizado em 14/6/2013 às 06h52)

Quarto dia de protesto tem mais de 240 detidos.....

Os confrontos começaram ainda na concentração, na região do Teatro Municipal
    Fernando Mellis e Thiago de Araújo, do R7
Com maior registro de violência e repressão policial, o quarto protesto contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo acabou com pelo menos 241 detidos e diversos registros de jornalistas e manifestantes feridos nesta quinta-feira (13). Os confrontos começaram ainda na concentração, na região do Teatro Municipal, por volta das 17h.
Antes da caminhada, policiais isolaram os manifestantes e revistaram as mochilas — ocasião em que começaram as detenções. Jovens foram levados ao 78º DP (Jardins) por estarem carregando itens considerados suspeitos. Além disso, a PM impediu que o grupo começasse o protesto até que eles definissem e comunicassem qual seria o trajeto realizado. Teria sido, então, combinado — com três representantes do movimento — que os jovens sairiam do Teatro Municipal, passariam pela rua Barão de Itapetininga, avenida Ipiranga e chegariam até a praça Roosevelt.
Segundo a Polícia Civil, 202 detidos foram levados para o 78º DP. A Polícia Militar levou outros 36 manifestantes para o 1º Distrito Policial (Sé). Outras três pessoas detidas foram ouvidas no 4º DP (Consolação) e já foram liberadas.

Os confrontos mais violentos começaram por volta das 19h, na região da rua da Consolação, quando supostamente os manifestantes tentaram subir a via em direção à avenida Paulista. O major Lídio da Polícia Militar declarou que o descumprimento do acordo feito com o Movimento Passe Livre gerou o confronto.
— O movimento não cumpre palavra. Então, o que foi acertado é que eles viriam até a praça Roosevelt para fazer a manifestação aqui. Como eles não cumpriram o acordo, nós estamos recuando nossa linha [de bloqueio] para que depois a própria imprensa registre que eles não estão cumprindo o acordo.
Policiais militares jogaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo nos manifestantes, que revidaram tacando objetos. Além disso, os jovens colocaram fogo em lixo e picharam e depredaram ônibus.
Após os confrontos, os manifestantes começaram a se dispersar e alguns grupos conseguiram fechar ruas da região e, depois, chegaram à avenida Paulista.

Trânsito

Quando os manifestantes tomaram a rua da Consolação, muitos motoristas que estavam na pista sentido bairro foram obrigados a parar. Enquanto a negociação com a PM não evoluía, o grupo ficou ocupando as pistas. Preso no meio da multidão, o motorista Marcelo Izumi tentava chegar ao Hospital Sírio-Libanês, na região da avenida Paulista. Ele já estava aguardando havia meia hora e tentava cruzar para a pista sentido contrário, em busca de uma alternativa.

— Eu pego ônibus também, eu entendo [o protesto]. A gente tem que ter paciência. Só não concordo com a violência.
Detidos
O estudante de direito Arthur Cuzziol afirmou ter sido agredido por uma policial militar durante uma abordagem, na avenida Paulista. Ele foi levado à delegacia em seguida.

— A policial perguntou: “por que você está de cabeça erguida?” Aí eu falei: “estou de cabeça erguida porque não tenho motivo para baixar a cabeça”. No que passamos na calçada, no escuro, levei uma borrachada [golpe de cassetete] na barriga. Aí ela falou, “agora você baixou a cabeça”. E aí me trouxeram para cá [78º DP].
Ele também garantiu que não estava carregando nada ilegal ou que fosse motivo para ser detido.

— A alegação era que tinha coisa na minha mala. Tinha um spray na mala, que não é meu, é de um rapaz que tinha sido enquadrado na minha frente.

Um estudante de 16 anos disse que policiais o detiveram, na região da avenida Paulista, e teriam colocado duas pedras na mochila dele para poder levá-lo à delegacia.

— Eles jogaram bombas de gás em três locais, impedindo que eu pudesse sair por qualquer um deles e pegaram um monte de gente que estava lá. Quando foram ver a minha mochila, não me deixavam ver o que eles estavam fazendo, só senti que estava mais pesada depois, quando peguei aqui na delegacia. Tinham duas pedras dentro, mas não fui eu que coloquei.

 Abuso
 O vereador Ricardo Young (PPS) esteve no 78º DP acompanhando o registro dos boletins de ocorrência. Ao sair do local, o vereador criticou a ação da PM durante o protesto. — O processo de detenção foi um pouco violento. Houve um certo abuso do uso do gás lacrimogêneo. Cercaram um grupo de meninas que foram muito pressionadas, passaram mal com o gás e mesmo assim a polícia não cedeu. Ainda segundo Young, não havia relato de violência física até o momento. — Houve uma pressão forte, uma dissuasão psicológica e moral muito forte. Eu acho absolutamente desigual o aparato [usado pela PM] para a natureza da manifestação. Isso não significa que o vandalismo não deva ser reprimido. Deve ser, mas a polícia tem condições de identificar [os vândalos] aqui no DP.

 Jornalistas detidos e feridos Profissionais de imprensa ficaram feridos e alguns foram detidos durante a cobertura do protesto.

 A repórter da TV Folha Giuliana Vallone foi atingida no olho por uma bala de borracha. Ela estava na rua Augusta quando foi ferida. De acordo com a Folha de São Paulo, o repórter fotográfico Fábio Braga também foi atingido por dois disparos, sendo um no rosto e outro na virilha. O repórter Piero Locatelli, da revista CartaCapital, e o fotógrafo do Terra Fernando Borges foram detidos nesta quinta-feira. Locatelli foi liberado após algumas horas e Borges passou 40 minutos detido junto com manifestantes. O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, determinou que a Corregedoria da Polícia Militar apure os episódios envolvendo fotógrafos e cinegrafistas durante a manifestação.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/marcado-por-maior-repressao-e-violencia-quarto-dia-de-protesto-tem-mais-de-240-detidos-14062013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Repressão policial em autopeça de Sorocaba


 Enviado em 13/02/2009

 Trabalhadores de autopeça param 2h30 para protestar contra demissões Aproximadamente 1.800 trabalhadores do primeiro turno no Grupo Schaeffler (Ina e Luk), fabricante de autopeças localizada na zona industrial de Sorocaba-SP, cruzaram os braços por 2h30 na manhã de hoje, dia 12, em protesto contra 150 demissões realizadas pela empresa nos últimos dias. O movimento foi liderado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, que alega deslealdade e precipitação por parte da empresa, que não esperou o término das negociações com a entidade antes de optar pelas demissões. Na semana passada, estávamos negociando com o Grupo Schaeffler mecanismos para evitar dispensas de trabalhadores. No entanto, na sexta, dia 6, ela dispensou 87 funcionários. Mesmo assim, continuamos negociando até no final de semana, incluindo benefícios para os demitidos. No final da tarde da última segunda-feira, ela demitiu mais 65 trabalhadores aproximadamente, afirma Ademilson Terto da Silva, presidente do


Sindicato. www.smetal.org.br