Advogado Ércio Quaresma bate boca com capitão da PM durante julgamento
Publicado em 16/09/2012
O advogado Ércio Quaresma, que defendeu o goleiro Bruno em 2010 no processo sobre a morte de Eliza Samudio, bateu boca com um capitão da Polícia Militar (PM) durante um julgamento em São São João del-Rei, na Região Central de Minas Gerais.
A sessão aconteceu na quinta-feira, no Fórum Carvalho Mourão, e terminou em confusão entre o advogado, uma testemunha, o promotor e a juíza da 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude, Maria de Fátima Santos Dolabela.
O julgamento é sobre um crime que aconteceu em Lagou Dourada, na região central do estado, em abril de 2009. Quaresma é defensor de Fernando Henrique dos Anjos, acusado de estupro, morte e ocultação do corpo de uma jovem de 19 anos.
O crime chocou os moradores da cidade, na época, por causa da crueldade do réu.
Segundo a denúncia do Ministério Púbico, no momento do estupro a vitima tentou se defender e unhou Fernando. Temendo ser identificado pelo material colhido das unhas da vítima, o réu, após agredi-la e asfixiá-la até a morte, cortou as mãos da jovem. Os membros foram jogados em uma mata e o corpo lançado em um barranco. Durante a audiência, Quaresma se desentendeu com o capitão que era testemunha no julgamento. Ele disse ao policial: "Você é capitão lá fora, aqui você é testemunha". Os dois se levantaram e se enfrentaram com ofensas, enquanto a juíza tentava colocar ordem na sessão. A magistrada disse: "Eu dissolvo o conselho de sentença se isso aqui virar um teatro" O policial retrucou e chamou o advogado de "craqueiro" se referindo ao escândalo sobre o uso de drogas em que Quaresma foi filmado fumando crack em Belo Horizonte (relembre esse episódio). O PM disse também: "não tenho medo de você não rapaz". A juíza, tentando controlar a sessão, ameaçou dar voz de prisão ao militar e chamou para uma conversa particular o promotor e o advogado Quaresma.
Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Ex-diretor de gabinete militar
CRIME DE 1988
Do governo é preso por tortura...
Ele chegou a ser condenado mas, como respondia o processo em liberdade, passou a trabalhar na segurança do governador
PUBLICADO EM 19/09/13 - 18h41
DA REDAÇÃO
O ex-diretor de segurança do Gabinete Militar do governador Antonio Anastasia e capitão da Polícia Militar, César Alberto Cabral e Castro, está preso no 16° Batalhão de Polícia Militar (BPM), pelo crime de tortura. O oficial foi absolvido em primeira instância no ano de 2006, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ele recorreu da decisão e foi condenado em segunda instância, quando já estava em liberdade.
Desde então, Castro assumiu a função no gabinete do governador. "Como o processo foi se arrastando e ele, oficialmente, ainda não havia sido condenado, ele passou a trabalhar no gabinete. Nós não podemos julgar alguém sem ter certeza do fato e, como ele atendia aos requisitos necessários para o cargo, ele passou a atuar na segurança do governador", disse o coronel Alex, um dos chefes do gabinete militar.
No entanto, ainda de acordo com o coronel, após uma série de recursos na Justiça por parte do oficial, o último deles foi negado há cerca de um mês, sendo ele preso, e Castro deverá cumprir a pena de 11 anos e 8 meses de reclusão. Após a condenação, o oficial foi transferido para o comando do policiamento militar do Estado. Até esta quinta-feira (19), o oficial continuava detido no 16° BPM.
Ainda de acordo com o coronel, Castro estava em licença médica quando o mandado de prisão foi expedido, em agosto deste ano, mas se apresentou voluntariamente a corporação após ser notificado.
Entenda o crime
De acordo com os processos, em 1988, uma arma do pai de Castro desapareceu do carro dele quando estava em um lava-rápido da capital. Com isso, o militar retornou ao estabelecimento mais tarde e acusou os funcionários do posto pelo furto.
De acordo com os processos, em 1988, uma arma do pai de Castro desapareceu do carro dele quando estava em um lava-rápido da capital. Com isso, o militar retornou ao estabelecimento mais tarde e acusou os funcionários do posto pelo furto.
O oficial ainda ameaçou os trabalhadores dizendo que a "P2", ou seja, policiais a paisana, iriam atrás deles. Após isso, dois dos funcionários foram sequestrados, levados para um lugar isolado e espancados. Um deles morreu dias depois do crime.
Atualizada às 20h23
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