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quinta-feira, 3 de abril de 2014

MP-GO denuncia 28 PMs

03/04/2014 16h30 - Atualizado em 03/04/2014 16h30

MP-GO denuncia 28 PMs suspeitos de integrar esquema de Cachoeira

Segundo o órgão, policiais boicotavam apuração da Operação Monte Carlo.
Eles são suspeitos de fazer segurança dos locais onde havia jogos de azar.

o G1 GO

Carlinhos Cachoeira (Foto: Reprodução Globo News)Segundo MP, PMs contratados prestavam serviços
a Cachoeira (Foto: Reprodução Globo News)
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) ofereceu denúncia nesta quinta-feira (3) contra 28 policiais militares suspeitos de atuar em favor do grupo criminoso comandado pelo contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Segundo o documento, os oficiais recebiam pagamento em dinheiro e outros benefícios para fazer vista grossa e até boicotar a apuração do esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção, descoberto na Operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro de 2012.
Os policiais foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional. De acordo com o Ministério Público, o grupo policial era o "braço armado da organização criminosa". O caso será analisado pelo Tribunal de Justiça Militar.
Conforme a investigação, com a contratação de PMs que deveriam investigar os crime, o grupo criminoso poderia agir com mais tranquilidade. Além de não reprimir os delitos, os suspeitos ainda faziam a segurança dos locais onde os jogos ilegais ocorriam. Os militares também forneciam, conforme o MP, informações sigilosassobre ações da corporação para membros da quadrilha.
Segundo a investigação, policiais civis e federais também prestavam serviços ao esquema. Porém, eles não foram denunciados neste caso, pois o processo deles corre na Justiça Federal.
G1 entrou em contato com o coronel Divino Alves, porta-voz da PM em Goiás, por meio de celular, mas ele não retornou as ligações até a publicação desta reportagem.
Monte Carlo
Carlinhos Cachoeira é acusado de chefiar um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal. Ele foi preso em 29 de fevereiro de 2012, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF). Todos os envolvidos na organização recorreram da sentença e aguardam em liberdade.
Cachoeira foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelo juiz federal no processo oriundo da Operação Monte Carlo, pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.
O nome de Cachoeira aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.
O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro de 2012, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PMs do PR são suspeitos de integrar quadrilha


De contrabandistas...

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha atuava no PR, SC e RS. PMs e o assessor de um deputado estadual seriam os líderes do grupo



25/04/2013 | 07:22 | GAZETA DO POVO, COM INFORMAÇÕES DE DIEGO RIBEIROatualizado em 25/04/2013 às 08:54

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra uma quadrilha de contrabandistas de cigarro que atua no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul na manhã desta quinta-feira (25). Policiais militares paranaenses – lotados na região Noroeste – são suspeitos de integrar a quadrilha, de acordo com a PF. Os líderes do grupo seriam o assessor de um deputado estadual do Paraná e oficiais da PM.
Segundo a PF, os policiais facilitavam a passagem de mercadorias da organização criminosa e também extorquiam contrabandistas de grupos concorrentes. Parte dos produtos apreendidos era desviado para o esquema. Oficiais da PM, de acordo com a investigação, também aliciavam outros policiais de equipes móveis para colaborar com o grupo. A quadrilha também atuava no ramo dos jogos de azar.
Segundo a corporação, 250 policiais estão cumprindo 40 mandados de busca, 23 de prisão preventiva e seis de prisão temporária. Os policiais federais também conduzem 29 pessoas, de forma coercitiva, às sedes da corporação para prestar mais esclarecimentos.
No Paraná, os mandados são cumpridos em Curitiba, Maringá, Medianeira, Foz do Iguaçu, Faxinal e Matinhos. As cidades de Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul, Laguna e Joinville, em Santa Catarina, também são alvo da Operação Fractal.
As investigações começaram em 2010, após uma representação do Ministério Público Federal de Umuarama (PR) sobre o esquema.
Há indícios que o grupo tentava também influenciar servidores públicos de órgãos estaduais e federais. Detalhes sobre a operação serão divulgados em uma coletiva de imprensa, em Curitiba, na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná, na manhã desta quinta-feira.