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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

PMs são presos por venderem a bandidos armas apreendidas

RIBEIRÃO DAS NEVES

Por ALINE DINIZ | ESPECIAL PARA O TEMPO

29/12/16 - 14h35

Polícia

 Tenente coronel Borges e delegado Josué Brandão apresenta cinco policiais suspeitos de comercializar armas de fogo ilegais

Operação desarticulou esquema que envolvia cabos, soldados e sargento do 40° Batalhão


Em vez de usarem as viaturas para patrulhar e garantir a segurança da população de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, sete policiais militares usavam os veículos para vender armas de fogo a criminosos da área que deveriam defender. Cinco oficiais (um sargento, um cabo e três soldados) suspeitos de envolvimento no esquema foram presos nesta quinta-feira (29) na cidade, durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar. Um soldado já estava detido desde novembro, e outro cabo segue foragido.

As investigações apontam que pelo menos três armas apreendidas pelos policiais durante ações de patrulhamento e que não eram registradas por eles em boletins de ocorrência foram vendidas por valores que variam entre R$ 3.000 e R$ 9.000, a criminosos da região.

“Se confirmados os fatos até agora apresentados, a Polícia Militar irá instaurar um processo demissionário e avaliará a conveniência da permanência deles na corporação”, informou o tenente-coronel Evandro Borges, comandante do 40º Batalhão, onde os sete suspeitos são lotados.

Segundo Borges, as investigações começaram no dia 7 de novembro, quando a corporação recebeu a informação de que um policial comercializava uma arma de fogo. Na ocasião, um dos soldados foi preso em flagrante. Ele estava com uma arma que tinha a numeração raspada e em companhia de um conhecido traficante de drogas de Ribeirão das Neves.

A partir daí, investigações conjuntas das polícias Militar e Civil tiveram início para desvendar o envolvimento de outros oficiais. Conforme o delegado regional de Ribeirão das Neves, Josué Brandão, as provas coletadas durante as investigações são contundentes no sentido de provar o comércio de armas e ligam não só o militar que havia sido preso em flagrante, mas também os demais que foram detidos nesta quinta-feira (29). “Não temos dúvidas de que as pessoas que nós representamos pela prisão preventiva têm envolvimento nesses crimes”, informou.

Pelo menos dois compradores das armas já foram identificados pela polícia. Eles já foram ouvidos, mas tiveram que ser liberados, pois, conforme a polícia, já havia expirado o período de flagrante. As investigações continuam para apurar o envolvimento de outras pessoas no esquema.

Prazo. A Corregedoria da Polícia Militar tem cerca de 20 dias para concluir as investigações e representar contra os suspeitos na Justiça Militar. Eles também devem ser indiciados pela Polícia Civil.


SAIBA MAIS

Apreensão. Durante a operação desta quinta-feira (29), foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Na casa dos suspeitos foram encontrados smartphones, tablets, munição, uma garrucha e duas máquinas caça-níquel. A Polícia Civil não descarta o envolvimento dos suspeitos em outros crimes.

Estilo. As investigações mostraram que os policiais militares detidos não ostentavam vida de luxo. “O sargento era até admirado e tinha 20 anos de polícia”, informou o tenente-coronel Evandro Borges. Os nomes e o histórico dos policiais na corporação não foram informados.

Penalidades. Os suspeitos podem responder na Justiça comum por venda ilegal de armas, formação de organização criminosa, e há a possibilidade de serem julgados também por lavagem de dinheiro. Como os supostos criminosos são militares, além da expulsão da corporação, eles podem responder por peculato (uso indevido de bem público) e corrupção. Todos eles estão detidos em batalhões da PM. Os locais não foram revelados.


SOLDADO JÁ TINHA PASSAGEM

O soldado preso em novembro pela Polícia Militar (PM) já era acompanhado pela corregedoria por ter omitido, durante o processo seletivo para entrar na corporação, que havia sido apreendido quando adolescente em São Paulo, por envolvimento no assalto a uma residência.

“A Polícia Militar o excluiu, mas a Justiça entendeu que a PM não poderia usar esse tipo de informação como parte do processo seletivo”, explicou Borges. O soldado tem sete anos de corporação.


PMs são presos por venderem a bandidos armas apreendidas | O TEMPO

6 COMENTÁRIOS

João Carlos

João Carlos 09:07 - 30/12/2016

Só uma correção Supão: Nenhum dos apreendidos são "oficiais", oficiais são postos ocupados a partir de 2º Tenente. Sargento, Cabo e Soldado não são oficiais.

La Bestia Negra

La Bestia Negra 08:55 - 30/12/2016

O último que sair, por favor feche a porta!

Davi Batista Do Prado

Davi Batista Do Prado 08:47 - 30/12/2016

Primeiro há de se apurar, depois julgar e condenar ou não de acordo com os fatos e com a lei. Mas considerando a hipótese de que são culpados há de se considerar também que a própria PMMG está cortando a própria carne, comprovando que não admite corrupção na sua casa, ou seja, Militares que pratiquem ações semelhantes não representam a Corporação nem podem fazer parte dela. Desde que culpados, óbvio.

Ninguém

Ninguém 04:46 - 30/12/2016

Para quem curte um rap a realidade disso dita nesta música: https://www.youtube.com/watch?v=s-mg7HKaQOU

antonio sabata

antonio sabata 21:03 - 29/12/2016

acho que deveriam mostrar o rosto deles,pois se fosse um qualquer eles estampavam a cara do sujeito que poderia até ser inocente como aconteceu com o porteiro Paulo Antônio da Silva, que ficou preso por oito anos após ser confundido com o Maníaco do Anchieta.

alexsandro de oliveira

alexsandro de oliveira 19:36 - 29/12/2016

ESSES POLICIAIS JÁ GANHAM MUITO E AINDA QUEREM UMA ''RENDA EXTRA''O PROBLEMA NA POLICIA NAO É SALÁRIO E SIM CARÁTER MESMO!

terça-feira, 25 de março de 2014

Armamento do sistema prisional é roubado

24/03/2014 10h15 - Atualizado em 24/03/2014 15h17

Armamento do sistema prisional é roubado na Grande BH, diz secretaria

Central de Escoltas foi invadida em Ribeirão das Neves.
Foram levadas 39 pistolas e seis submetralhadoras, segundo a Seds.

Do G1 MG
17 comentários
Armas foram roubadas nesta segunda-feira (24) de uma unidade do sistema prisional localizada em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, de acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). O armamento era mantido na Central de Escoltas, onde ficam agentes responsáveis pela segurança no transporte de presos de todas as penitenciárias da cidade. Segundo a pasta, foram levadas 39 pistolas e seis submetralhadoras, além de munição.

Por meio de nota, a secretaria afirmou que, por volta das 7h, durante a troca de turno, agentes penitenciários encontraram alguns colegas dormindo e outros se sentindo mal. Ao fazerem uma verificação na sala de armas, detectaram o roubo.

A suspeita é que alguma substância possa ter sido colocado na alimentação de rotina dos agentes. A Seds informou que a alimentação não foi produzida no presídio. Os funcionários teriam ingerido pizza e outros tipos de alimentos que eles próprios pediram para entregar na unidade.

Nove funcionários foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) para serem submetidos a exame de sangue. O objetivo é verificar se eles foram dopados. Os restos dos alimentos também serão periciados.

O local teria sido invadido durante a madrugada. Não há informações sobre suspeitos. A Polícia Militar foi acionada para registrar ocorrência e a perícia da Polícia Civil compareceu ao local. De acordo com o diretor da penitenciária, não houve participação de presos no roubo.

Agentes de central de escoltas são afastados

24/03/2014 18h29 - Atualizado em 25/03/2014 09h15

Agentes de central de escoltas são afastados após roubo de armas

A suspeita é que os agentes tenham sido dopados no roubo de 45 armas.
Subsecretário disse que unidade não tem alarme nem circuito interno.

Humberto Trajano e Raquel FreitasDo G1 MG
13 comentários
A Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (Seds) informou que afastou preventivamente os nove agentes que estavam dentro da Central de Escoltas, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, de onde 45 armas foram roubadas nesta segunda-feira (24). A primeira suspeita é que os nove agentes penintenciários tenham sido dopados.
Nesta segunda, 39 pistolas .40 e seis submetralhadoras foram roubadas da unidade, ao lado da Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. Os agentes foram encontrados, na mudança de turno, alguns dormindo e outros passando mal. Alimentos que estavam no local serão periciados.
Murilo Andrade de Oliveira, subsecretário de Administração Prisional de Minas Gerais, contou que, segundo informações preliminares, o roubo deve ter acontecido entre 23h deste domingo (23) e 5h desta segunda. Um grupo saiu da Central de Escoltas por volta das 21h de ontem para acompanhar um deslocamento, e voltou para unidade cerca de 23h.
De acordo com o subsecretário, o afastamento é um procedimento padrão, até que a investigação do roubo, que será conduzida pela Polícia Civil, seja concluída. Este afastamento será por 30 dias, prorrogáveis por mais 30. O corregedor-adjunto da Secretaria de Estado de Defesa Social, Alexandre Martins da Costa, acompanha as investigações. Segundo ele, todos os nove agentes responderão a processo administrativo por serem servidores efetivos.
O governador Antonio Anastasia determinou, nesta segunda, que as forças de segurança do estado priorizem a prisão dos criminosos e a recuperação das armas roubadas. Uma força-tarefa integrada pelas polícias civil e militar, com uso de batalhões especiais e do setor de inteligência, foi montada. A Corregedoria da Seds apura possíveis "desvios de condutas de funcionários", segundo nota da secretaria.
Intoxicação?
A principal suspeita é que os agentes tenham sido dopados, por causa do estado em que se encontravam na troca de turno. O subsecretário confirmou que os agentes comeram o jantar preparado dentro do presídio. Nesta preparação, trabalham funcionários da secretaria e alguns detentos autorizados para tal serviço. Além deste jantar, outros alimentos foram encontrados dentro da Central de Escoltas, provalmente, levados pelos próprios agentes.
Agentes que trabalham na Central de Escoltas, que foi roubada nesta segunda, são ouvidos pela Polícia Civil (Foto: Raquel Freitas/G1)Agentes que trabalham na Central de Escoltas, dentro
do Deoesp, em Belo Horizonte (Foto: Raquel Freitas/G1)
De acordo com a secretaria, os próprios agentes penintenciários buscaram, fora da central, salada de frutas e refrigerentes.
A hipótese de que detentos tenham colocado alguma substância na comida dos servidores será investigada, mas a secretaria já adianta que mesmo que algum alimento tenha saído da cozinha da penitenciária, são os próprios agentes que servem e fecham suas marmitas. A mesma comida foi servida, segundo a Seds, a outros agentes da Dutra Ladeira, mas ninguém apresentou os mesmos sintomas.
Os agentes foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML), em Belo Horizonte, onde foram submetidos a exame de sangue e urina para avaliação toxicológica. Depois, eles foram encaminhados para o Departamento de Operações Especiais (Deoesp), na Gameleira, Região Oeste da capital, onde, segundo informações de servidores no local, prestavam depoimento nesta tarde.
Central de Escoltas, em Ribeirão das Neves, na Grande BH (Foto: Reprodução/TV Globo)Central de Escoltas, em Ribeirão das Neves, na Grande BH
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Segurança
A casa onde funciona a Central de Escoltas, de acordo com o subsecretário, não tem alarme e nem circuito interno de TV. Uma câmera de segurança na Penitenciária Dutra Ladeira consegue acompanhar o entorno da casa, mas não teria gravado nenhuma movimentação suspeita durante a madrugada.
As armas que foram roubadas estavam em dois lugares: dentro de um cofre e dentro de uma sala blindada. Oliveira explicou que nenhum destes locais foi arrombado, nem outra porta da unidade.
Apesar da falta de equipamentos de monitoramento e segurança, o subsecretário avalia que o roubo poderia ter acontecido em outra situação. "Se fosse tão frágil assim, a forma de furto seria diferenciada. Tentariam entrar, atirando, uma coisa desse tipo. O que não aconteceu. No meu entendimento, poderia ter até muros, tudo que fosse possível, que o fato iria acontecer da mesma forma", defendeu.
Murilo Andrade de Oliveira informou, ainda, que o uso do imóvel para abrigar a Central de Escoltas será reavaliado, assim como as medidas de segurança. Por enquanto, o local está desativado. Ele disse, também, que as armas que ainda estavam na central após o roubo foram levadas para local não divulgado.