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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cruz das Almas: pai de Paulo Fiúza chama policial


Que matou seu filho de ‘assassino de farda’...

Paulo Fiúza foi morto nesta terça-feira à noite
O repórter da Rádio Santa Cruz FM e do site Cruz na Tela, Ueviton Santana, veiculou, na manhã desta quinta-feira (4), no Programa Jornal da Santa Cruz, uma entrevista com José Fiúza, pai de Paulo Fiúza, morto na noite de terça-feira (2), no bairro Coplan, em Cruz das Almas, após receber um tiro de calibre .40 de um policial de prenome Robério, lotado na 27ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).
Ele revelou que estava jantando, após o trabalho, quando foi avisado. “Corre que seu filho está mal na UPA porque um policial atirou nele. Quando eu cheguei tinha mais de 50 policiais na frente da unidade”, disse. “Eu só acreditei quando abracei meu filho e vi que ele estava morto”, contou.
“Nada me conforma. Caso a versão deles [polícia] seja verdadeira, eles poderiam ir atrás do garoto”, reclamou. O motorista e pai do garoto pede justiça ao comandante da 27ª CIPM. “Ele não tem um profissional, ele tem um criminoso com farda. Não pensou duas vezes antes de atirar no meu filho”.
“Ele [policial Robério] vai dizer que o menino fez várias coisas. Ele vai inventar tudo. Eu quero que a delegada diga o que foi que meu filho fez para ele tirar a vida do meu filho. Quero que a comunidade saiba o que ele fez. Eu quero uma explicação. Nada traz meu filho de volta. A vida para mim acabou”, desabafou.
“Filho nasceu para enterrar pai, mas pai não nasceu para enterrar filho. Ele acabou com minha vida e da mãe dele”, acrescentou. José Fiúza contou ainda que Paulo estava reformando seu quarto e agora a lembrança será “terrível”.
“Trabalhou oito anos no Depósito Martins. Saiu porque optou pela opção de motorista”. Segundo o pai da vítima, ele iniciaria no Mercadão Ribeiro no dia em que morreu.
VERSÃO DO POLICIAL
À imprensa, o comandante da 27ª CIPM, major David Lanzilotti, informou que o policial “Robério” tem 19 anos de corporação e considerou o crime em um “fato lamentável”. Ele revelou que os inquéritos militares e na delegacia de Cruz das Almas. “É preciso juntar todas as peças do quebra-cabeça”, disse, acrescentando que a viatura, o corpo e o policial serão periciados.
A versão contada pelo policial Robério, segundo o major, é que Paulo Fiúza tentou escapar de uma abordagem no bairro da Coplan. Ainda conforme Lanzilotti, a vítima investiu com a moto contra o policial e a arma disparou acidentalmente. “Se não foi fatalidade e houve dolo na ação, com certeza ele será penalizado”, prometeu. “Pedimos, inclusive, ajuda caso exista testemunha”. Foto: Reprodução Facebook

Morador de São Félix denuncia suposta agressão


De policiais da 27ª CIPM; comando alega não ter nenhuma notificação...

Filho e pai foram à Rádio Santa Cruz FM reclamar da suposta agressão
Vangivaldo Pereira Damasceno Silva, 22 anos, e seu pai, Vandivaldo Pereira da Silva, conhecido como “Vandinho”, foram à Santa Cruz FM na tarde desta segunda-feira (8) denunciar uma suposta agressão de quatro policiais, lotados na 27ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), contra o jovem. A violência teria ocorrido neste domingo (7), por volta das 17h30, entre os distritos de Batatam (Maragojipe) e Sutero (São Félix). Eles apresentaram à reportagem do Bahia Recôncavo a queixa realizada na delegacia de São Félix com o Boletim de Ocorrência (BO) 13-218.
Segundo Vangivaldo, ele voltava da casa da namorada quando, junto com outros quatro amigos, resolveu andar com apenas uma roda em sua motocicleta, uma Honda Fan CG 125, placa JNY-7179. “Neste momento chegou a Ranger e me espremeu”, disse. “Eu caí e fui chutado e tomei tapa no rosto”, revela. O jovem alega ainda ter sido xingado. “Até meu dinheiro eles queriam saber o motivo. Sou trabalhador”, reclamou. Ele declarou que não sabe o nome dos supostos agressores.
Pai e filho admitem a infração de trânsito. “É claro que ele está errado. Eu não quero passar a mão na cabeça de meu filho, mas a agressão eu não admito”, falou Vandivaldo. “E digo mais: meu filho não tem carteira, mas mesmo assim eles agiram errado”.
O jovem disse à reportagem do Bahia Recôncavo que as supostas agressões teriam “partido a boca e o nariz”, mas até esta segunda-feira ele não tinha feito o exame de corpo de delito. “A queixa foi feita ontem e estamos esperando a delegacia expedir a autorização [para realizar o exame]”, esclarece o pai.
Vangivaldo disse também que a abordagem policial não prendeu sua moto, mesmo ele cometendo infração de trânsito e sem ter Carteira Nacional de Habilitação. “A moto está na minha casa. Depois de me agredirem, eles deixaram eu ir embora”, questiona. O jovem é morador de Tabocas, zona rural de São Félix.
OUTRO LADO
A reportagem do Bahia Recôncavo falou, por telefone, com a soldado Patrícia. Ela disse que o capitão William, subcomandante da 27ª CIPM, não comentaria sobre o caso porque até o momento não houve nenhuma queixa na Companhia. Reportagem e foto: Maurício Medeiros