Twitter/Reprodução + Bruno Wendel/CORREIO/Reprodução
Um policial foi flagrado agredindo e ofendendo um adolescente de 16 anos durante uma abordagem em Salvador, na noite desse domingo (2). O caso foi filmado por um morador do bairro Fazenda Coutos, no subúrbio da cidade. No vídeo, o militar é visto dando chutes e socos em um rapaz, além de insultá-lo de forma racista ao se referir ao cabelo dele.
Nas imagens, que já circulam pelas redes sociais, ainda é possível ouvir o militar chamar o jovem de “viado”. “Você para mim é ladrão, você é vagabundo. Olha essa desgraça desse cabelo aqui. Tire aí vá, essa desgraça desse cabelo aqui. Você é o quê? Você é trabalhador, viado? É?”, grita o policial, no momento em que puxa um boné que o jovem usava.
Medo de represália
Ao jornal Correio, o jovem conta que, no dia da abordagem, havia levado uma amiga da namorada dele ao ponto de ônibus. “Parei para conversar com um colega que tava de carro. Foi quando a viatura veio e fez a abordagem. Deu chute primeiro na perna do meu colega e depois veio para cima de mim. Falou que eu era vagabundo com esse cabelo aqui, ladrão”, explica.
O adolescente usa o cabelo black power há um ano e nunca havia sido discriminado antes. Ele também conta que teme por uma represália do policial. “Me sinto ameaçado, se ele [o PM] vai querer me pegar por causa do vídeo, fazer maldade comigo”, relata.
Governador diz que conduta é inadmissível
Por meio do Twitter, o governador da Bahia disse que não admite o “comportamento de violência policial como o ocorrido no vídeo que circula nas redes sociais. É inaceitável, inadmissível e não reflete o comportamento e os ideais da instituição”, escreveu Rui Costa.
O governante ainda afirma que determinou “apuração rigorosa e imediata da Corregedoria da Polícia Militar com as devidas punições legais aos responsáveis e divulgação para a sociedade das medidas adotadas”.
Por meio de nota (leia abaixo na íntegra), a Polícia Militar da Bahia disse que o policial já foi identificado e afastado das ruas. O órgão ainda informou que não compactua com a “violência e rechaça todo e qualquer tipo conduta arbitrária e preconceituosa por parte de qualquer integrante da corporação”.
Nota da PM da Bahia na íntegra
“O policial militar já foi identificado e ouvido na 19ª CIPM, unidade onde ele é lotado. Ele foi afastado das ruas e cumprirá expediente administrativo. O vídeo foi encaminhado ontem mesmo para a Corregedoria Geral da Polícia Militar para que seja instaurado um feito investigatório com o objetivo de apurar nas esferas administrativa e criminal.
A PM não preconiza a violência e rechaça todo e qualquer tipo conduta arbitrária e preconceituosa por parte de qualquer integrante da corporação”.
Repórter do BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018 e 2019) e Sindibel (2019).
Cinco meses antes de matar artista na Vila Madalena, Ernest Decco atirou em um homem em suposta troca de tiros. Ele também esteve em outro caso em que uma pessoa morreu; ambas ocorrências ainda estão em fase de investigação
O PM Ernest Decco Granaro | Foto: Reprodução
O sargento da Polícia Militar Ernest Decco Granaro, 34 anos, preso em flagrante pela morte do artista plástico e montador de palcos Wellington Copido Benfati, conhecido como NegoVila, 40, consta como averiguado (autor e vítima no processo) em ao menos outros dois casos que resultaram na morte de dois homens na capital paulista. Ele está há 12 anos nas fileiras da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Diferente do assassinato de NegoVila, que ocorreu após uma discussão em um bar na Vila Madalena, zona oeste, na madrugada do dia 28 de novembro, em que o PM Decco estava de folga, a morte das outras duas pessoas se deu quando ele estava a serviço do Estado, fardado e com uma arma da corporação. Na morte de NegoVila, o PM alega que apenas se defendeu após ter sido agredido.
A reportagem teve acesso a dois processos que tramitam na Justiça, ainda em fase de inquérito policial, ou seja, sem que Decco tenha sido denunciado seja como culpado ou não. As ocorrências em que o agente de segurança se envolveu e que terminaram com o suspeito morto ocorreram em junho deste ano e em outubro de 2019. Ambas na zona leste da capital paulista.
Na mais recente, segundo o Boletim de Ocorrência, o sargento Decco, na companhia de outros três PMs, todos à época na 3ª Companhia do 19° BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitano), rumaram para uma favela localizada na Avenida Doutor Frederico Martins da Costa, altura do número 700, após denúncia anônima de tráfico de drogas. Por volta das 13h40, os PMs teriam ingressado pela Viela Ceará, na Favela Madalena.
Pela versão apresentada pelos militares à Polícia Civil, durante a vistoria no local se depararam com três imóveis com a descrição parecida com a fornecida pelo denunciante. Após breve vistoria em dois dos imóveis e sem nada encontrar, partiram para a terceira residência, momento em que se “depararam com um indivíduo sentado a porta, o qual ao ver a aproximação policial adentrou rapidamente para o seu interior e passou a fazer disparos de arma de fogo contra a guarnição”.
O documento oficial cita que, o suposto traficante deu três tiros contra a equipe policial, sendo que “um deles atingiu o colete do sargento Decco, mas não transfixou”. O sargento então contou “que ao receber o disparo na região do hemitórax, caiu no solo, mas mesmo assim, conseguiu revidar fazendo dois disparos que atingiram o agressor”. Outro trecho pontua que o cabo Juliano Luis Azevedo, que vinha logo atrás, efetuou um disparo contra o homem, posteriormente identificado como Clóvis Francisco Moreira Souza, 39 anos.
Atingido por três disparos, sendo um no rosto e dois no tórax, Souza foi socorrido até o Pronto Socorro Sapopemba, onde chegou morto. Pela versão dos policiais, o suposto traficante estava em posse de um revólver Taurus, calibre 38, com três cartuchos deflagrados.
Na residência em que Souza foi baleado, a perícia encontrou porções de maconha e cocaína e tubos de lança-perfume, além de materiais utilizados para embalar drogas. Havia ainda um montante de R$ 24 e 250 bolívares, moeda da Venezuela. Souza possuía dois antecedentes criminais, um por roubo e outro por tráfico de drogas. O caso é investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Nove meses antes da morte de Souza, o sargento Ernest Decco Granaro patrulhava as ruas do Tatuapé, também na zona leste, a bordo de uma viatura da 1° Companhia do 8° Batalhão Metropolitano. Ao seu lado, conduzindo o carro policial M-08110 estava o cabo PM Fernando de Siqueira Nolasio. Por volta das 3h do dia 16 de outubro de 2019, via rádio, receberam a informação que dois homens em uma moto estavam praticando roubos na região da Radial Leste, nas proximidades do Shopping Tatuapé.
Segundo a versão dos PMs, eles encontraram os suspeitos na Rua Melo Freire, exatamente na alça de acesso da Avenida Salim Farah Maluf para a Radial Leste. De acordo com trecho do depoimento dos agentes de segurança, “ao realizarem abordagem, o ‘garupa’ desembarcou da moto com uma arma em punho e realizou dois disparos em direção aos milicianos, os quais revidaram em legítima reação à agressão injusta”.
O homem que conduzia a moto fugiu, já o baleado foi identificado como Ederson Silva da Cunha, 27. Junto a Cunha, foi localizado um alvará de soltura em seu nome, uma carteira e um relógio, além de um revólver Taurus, calibre 38, com dois disparos deflagrados.
Baleado por um disparo de fuzil 5.56 mm pelo sargento Decco e por um tiro de .40 disparado pelo cabo Nolasio, Cunha foi socorrido ao Pronto Socorro Tatuapé, onde chegou morto. De acordo com perícia, o suspeito apresentava três ferimentos perfuro contundentes: pouco acima do mamilo direito, o segundo, na região torácica, altura das costelas, um pouco abaixo da axila direita, e o terceiro, no dorso, na altura da espinha dorsal.
Outro trecho do documento elaborado pela Polícia Civil aponta que Cunha foi reconhecido por uma das vítimas de roubo. “Estiveram nesta unidade policial e a vítima reconheceu, através de uma foto tirada pelo sargento PM Decco, que o indivíduo de nome Ederson, era o homem que apontou uma arma para sua cabeça, subtraindo seus pertences”.
Ao ser morto, Ederson Silva da Cunha estava somente há uma semana em liberdade. Ele havia saído da cadeia em 9 de outubro, após ter cumprido pena por roubo e tráfico de drogas. O caso segue na fase de inquérito policial, com investigação tocada também pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Para Marisa Feffermann, coordenadora da Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio, o correto seria que policiais como Decco fossem afastados quando matassem alguém, mesmo no trabalho. “Qualquer pessoa que mata outra pessoa precisa ser afastada para receber tratamento psicológico, mesmo não sendo ela policial. É necessário preservar a saúde mental. Se não afastar, ela começa a achar a morte banal”, diz.
“A Rede de Proteção e Resistência contra o Genocídio vai entregar, na próxima segunda-feira (14), um projeto ao Ministerio Publico que visa o afastamento do policial que se envolva em mortes“, continua. “Além do afastamento, que o projeto requer que o PM perca o direito de andar com a arma da corporação e seja monitorado pela Promotoria”, explica Marisa.
NegoVila
Se as investigações da morte dos dois homens em suposto confrontos seguem em banho maria, o mesmo não pode se dizer das apurações que decorrem sobre o assassinato de Wellington Copido Benfati, o NegoVila, como era conhecido devido sua proximidade com o bairro da Vila Madalena, onde nasceu, cresceu e acabou sendo morto pelo PM Decco.
Segundo a versão das testemunhas, após uma briga generalizada na distribuidora de bebidas Royal, no cruzamento das ruas Deputado Lacerda Franco e Inácio Pereira da Rocha, o PM Decco teria atirado para cima, momento em que Nego Vila se assustou e caiu. Mesmo caído e sem esboçar reação, o sargento de folga foi até seu encontro e teria efetuado um disparo na altura do tórax do artista plástico. Conduzido ao Pronto Socorro da Lapa, também na zona oeste, ele não resistiu aos ferimentos.
O rapidez da Polícia Civil no caso fez com que Ernest Decco fosse preso em flagrante. Menos de 20 dias da morte, e o promotor Rogério Leão Zagallo já ofereceu denúncia por homicídio qualificado e resistência. O segundo crime é em virtude do sargento ter resistido a voz de prisão dada por um policial e uma policial feminina minutos depois dos disparos por ele efetuado.
O promotor Zagallo, do 5° Tribunal do Júri da Capital, também se mostrou contrário ao segredo de Justiça requerido pela defesa do sargento Decco. O Poder Judiciário negou o pedido para que o processo ocorra em sigilo.
Procuradas, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) e a Polícia Militar não se pronunciaram. A defesa de Decco também não respondeu os questionamentos até a publicação desta reportagem. O Tribunal de Justiça confirmou que os casos antigos envolvendo o sargento Decco ainda seguem na fase de inquérito policial.
Uma família do bairro Araucária, em Lages, na Serra, está acusando um soldado da Polícia Militar de abuso de autoridade e agressão contra um adolescente de 16 anos. A vítima e o irmão afirmam que registraram um boletim de ocorrência na delegacia e vão levar o caso ao Ministério Público e à corregedoria da PM.
Segundo a família, a agressão ocorreu na noite da última segunda-feira (27), depois que o rapaz retornou da escola. Ele teria deixado a mochila em casa e saído novamente para comprar um lanche no mesmo bairro, quando foi abordado numa rua próxima por uma viatura.
Na abordagem, o militar teria agredido o adolescente com joelhadas no estômago e tapas. Outro policial que estava na viatura teria presenciado as agressões. O jovem foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Geral de Perícias (IGP).
O irmão da vítima, Alessandro Roberto Barbará, de 21 anos, afirma que a agressão foi motivada por discussões entre a mãe da vítima e o suposto agressor, há cerca de um mês e meio. Na ocasião, o adolescente teria sido abordado em frente de casa, mas a mulher não gostou da abordagem e se manifestou.
“Ele (policial) foi muito agressivo com a minha mãe e começou a xingar. Aí a gente disse que não era assim. Noutro dia procuramos o comando da PM e não tivemos uma resposta. Apenas disseram que iam conversar com ele”, lembra o irmão da vítima. Para ele, a agressão ocorreu em represália ao fato de a família ter procurado a corporação.
Barbará afirma que o seu irmão nunca teve passagens pela polícia. “A vida dele é só estudar, jogar futebol e andar de bicicleta”, diz.
Procurado, o major Fernando, da PM de Lages disse que o comando não tem conhecimento do caso. “Não recebemos nenhuma denúncia, mas quando o caso chegar ao nosso conhecimento, vamos apurar. Se houve alguma ação equivocada do policial, ele vai responder”, avisou.
Leonardo Pucci11/06/2013 - às 11:53:22 Conheço o policial citado na reportagem e assim como eu, quem o conhece sabe da sua indole. Um homem educadíssimo, de grande coração e espirito. Tenho certeza e colocaria minha mão no fogo de que ele não teria tido tal atitude. É fato que esses adolescentes de hoje em dia nao tem um minimo de educação.
Valdecir03/06/2013 - às 17:15:31 E inadimissivel ter noticias desse tipo em nossa cidade..pois nao devemos levar pro lado pessoal..ter postura militar é o minimo desse soldado pra ter confiança da populaçao pra nao chegar ao caos que chegou em Sao Paulo. provavelmente era tomado uma providencia por parte do comando e espero que nao haja omissao por por parte da corporaçao...
José Bossle31/05/2013 - às 12:05:01 Só que antes de acusar a policia de agressão é preciso verificar a falta de educação e respeito desses adolescentes que circulam por ai achando se donos do mundo, naõ aceitando a menor advertência por seus atos .
Bruno Paes Manso e Luciano Bottini Filho | Agência Estado
O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, disse nesta sexta-feira, 09, que vai instaurar um procedimento administrativo para apurar as declarações dadas na imprensa pelo coronel Wagner Dimas, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar. Na quarta-feira, 07, Dimas disse que a cabo da PM Andréia Regina Bovo Pesseghini, morta na segunda-feira na zona norte de São Paulo com o marido (sargento da PM), o filho, a tia e a mãe, havia feito denúncias sobre o envolvimento de policiais com roubo a caixa eletrônico.
"Nós não tínhamos conhecimento do fato que ele falou. A Corregedoria não tinha essa denúncia. O Comando Geral não tinha essa denúncia e, ao que consta, ele também não tinha essa notícia", disse Grella. "Ele vai ter que se explicar por que ele falou.
Foi instaurado um procedimento, a nosso pedido, no Comando Geral para que esse fato seja apurado. Já que ele falou, ele tem de explicar." Sobre a investigação, o secretário afirmou que as apurações estão abertas para informações que levem a diferentes hipóteses. "Todos os dados e informações estão sendo checados. Nenhuma linha de investigação está sendo excluída, mas, até agora, esse trágico evento vem se confirmando na linha de homicídio seguido de suicídio." A principal suspeita da polícia é de que Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, matou a mãe, o pai, Luiz Marcelo Pesseghini, a tia-avó, Bernardete Oliveira da Silva e a avó, Benedita Oliveira da Silva. Depois, cometeu suicídio. Quatro pessoas foram ouvidas nesta sexta-feira: duas professoras da escola onde Marcelo estudava e dois filhos de Bernardete. "Durante o dia de ontem, não houve nenhuma declaração que mude a linha das investigações", afirmou o delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável por conduzir o inquérito. Na quinta-feira, 08, um soldado da PM amigo da família disse aos investigadores que o pai do garoto, Luiz Marcelo Pesseghini, havia ensinado o filho atirar. Segundo o soldado, ele levava o filho em um estande de tiros em Pedreira, na zona sul de São Paulo. A mãe também havia ensinado o menino a dirigir. Ontem também esteve no DHPP o promotor criminal Norberto Jóia, designado para acompanhar as investigações policiais.
Praça onde acontecia a festa de comemoração pela promoção de Adaílton está marcada pelo crime
O que era para ser uma festa para comemorar a promoção do sargento Adaílton Soares dos Santos, 50 anos, acabou em tragédia na madrugada deste domingo, 1º, por volta de 1h20. Isso porque durante a confraternização, realizada no Conjunto ACM, no bairro do Cabula, em Salvador, uma confusão envolvendo o anfitrião e o convidado Eduardo da Mata, também soldado PM, resultou no assassinato de Adaílton, que mal teve tempo de aproveitar sua promoção na polícia. Na última sexta-feira, 30, ele tinha sido promovido para a patente de sargento na corporação. Segundo informações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o soldado acusado pelo crime, além de matar o sargento, também teria baleado outro convidado, identificado como Adilson Cardoso Cerqueira. A vítima, que passou por cirurgia ainda nesta madrugada, está internada no Hospital Roberto Santos, no Cabula. O estado de saúde do vizinho do sargento não foi revelado até o momento. Eduardo, que era amigo do sargento, fugiu logo após cometer o homicídio. Policiais do DHPP investigam o caso, mas ainda não têm pistas sobre o paradeiro do homicida, que é lotado na Companhia Independente de Policiamento Especializado - Polo Industrial, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. De acordo com moradores do local, a praça onde o assassinato ocorreu fica sempre movimentada durante os finais de semana, quando amigos se encontram para beber. "Adaílton e Eduardo estavam sempre aqui, eram bem amigos. Na praça nunca tinha acontecido confusão", conta um frequentador da praça, que não quis se identificar. * Colaborou Joana Oliveira. Salvador
TV Estadão | 23.4.2013 Grupo seria responsável por matar 35 pessoas e ferir outras 17 na cidade de Guarulhos (SP) desde junho do ano passado. Leia a cobertura completa no jornal "Estado" desta quarta-feira (24.4)
Agressão ocorreu por conta do fim do relacionamento, diz vítima. Crime ocorreu no Dia Internacional de Luta Pelo Fim da Violência a Mulher.
Do G1 Triângulo Mineiro
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Agressão foi por conta do fim do relacionamento, diz vítima (Foto: Reprodução TV Integração)
Uma frentista foi espancada pelo namorado em Araxá, no Alto Paranaíba, na madrugada desta sexta-feira (25). Segundo a polícia, o agressor é um policial militar. A ocorrência foi registrada no dia em que é comemorado o Dia Internacional de Luta Pelo Fim da Violência à Mulher. A frentista foi espancada e teve ferimentos no rosto e mãos. “Foi a terceira vez que ele me agrediu”, comentou. A vítima disse ainda, que a agressão ocorreu por conta do fim do relacionamento.
De acordo com o capitão da Polícia Militar (PM), Adriano Marques Guimarães, o policial estava de folga do trabalho quando agrediu a mulher. “O militar envolvido na ocorrência deverá ser punido”, explicou. A frentista foi ao hospital, passou exames e já está em casa. Em Araxá, o Dia Internacional de Luta Pelo Fim da Violência à Mulher foi lembrado com uma caminhada. Profissionais da saúde saíram às ruas para conscientizar sobre a importância das denúncias.