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domingo, 6 de abril de 2014

Homem torturado

Em público na ditadura militar tem identidade revelada..

6/3/2014 14:24
Por Redação, com Conexão Jornalismo - de Belo Horizonte


A Comissão da Verdade de Minas Gerais pode estar prestes a esclarecer um dos maiores mistérios envolvendo a ditadura militar e a população indígena
A Comissão da Verdade de Minas Gerais pode estar prestes a esclarecer um dos maiores mistérios envolvendo a ditadura militar e a população indígena
A Comissão da Verdade de Minas Gerais pode estar prestes a esclarecer um dos maiores mistérios envolvendo a ditadura militar e a população indígena. A descoberta de um vídeo mostra um Índio sendo carregado  por dois Militares em um pau de arara, instrumento de tortura, durante uma parada militar nos anos 70, em Belo Horizonte. As imagens foram encontradas no Museu do índio, no Rio de Janeiro, em 2012, pelo pesquisador Marcelo Zelic, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/SP.
O registro foi deixado pelo brasileiro descendente da Alemanha Jesco von Puttkamer. O fotógrafo, que já foi preso pela Gestapo, integrou uma expedição em busca de tribos indígenas isoladas no Brasil. Essa viagem lhe rendeu 43 mil slides, 2.800 páginas de diários de campo e 330 km de filmes na bitola 16mm.
Uma das gravações mostra a formatura da primeira turma de alunos da Guarda Rural Indígena (Grin). A unidade de segurança era uma estratégia do regime militar para continuar seus planos de expansão ao interior das reservas amazônicas e pantaneiras sem ceder às pressões externas. Já havia, na época, grupos que denunciavam mortes e até genocídio de indígenas pela ditadura. Na ocasião, 84 índios, originados dos povos xerente, maxacalo, arajá, krahô e gaviões aparecem, no vídeo de Jesco, desfilando em uma parada militar.
A cena mais misteriosa do material recuperado desvenda um fato não noticiado pela imprensa na época: soldados indígenas, visivelmente desconfortáveis com os uniformes, carregando um homem pendurado em um pau de arara. A cena ocorre diante de milhares de pessoas. O sujeito até então era desconhecido. A Comissão da Verdade de Minas Gerais, criada em setembro de 2013, pode estar próxima da resolução desse mistério.
Em texto na Internet, o fotojornalista Rodrigo Dias disse: “Com a palavra Márcio A. Lima: “Caro Aloísio Morais. A partir da imagem pesquisei e localizei que cena é esta. Não menos terrível do que se parece, trata-se na realidade de uma demonstração de como torturar. Fez parte da Formatura da Guarda Rural Indígena montada pela ditadura em Belo Horizonte em 1970.
A festividade teve a presença do Governador Israel Pinheiro, do vice-presidente Josè Maria de Alckimim e do Ministro do Interior Costa Cavalcanti. Esta foto faz parte do vídeo do documentarista alemão Jesco von Puttkamer (1919-94) e doado em 1977 ao IGPA (Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia), da Pontifícia Universidade Católica de Goiás”.
Estupros
O movimento policial indígena do Grin não durou muito tempo. Consta, em documentos, que alguns líderes indígenas acabaram acusados de estupro, assassinatos e roubos

sábado, 13 de abril de 2013

Ação truculenta da Polícia Militar

Na desocupação do Museu do Índio...
 Publicado em 22/03/2013 
Na manhã de 22 de março de 2013, policiais militares agiram de forma violenta e arbitrária para dispersar manifestantes que apoiavam a Aldeia Maracanã. Nas imagens, podemos notar que enquanto o deputado Marcelo Freixo era entrevistado, a polícia começou a lançar bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta em todos, inclusive em autoridades e membros da imprensa nacional e internacional.

sábado, 23 de março de 2013

Alerj e Defensoria Pública notificarão

MP sobre ação da PM no Museu do Índio...
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Hanrrikson de Andrade
Do UOL, no Rio

Confronto na desocupação do Museu do Índio, no Rio de Janeiro118 fotos

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22.mar.2013 - Cerca de 50 homens do Batalhão de Choque cercam nesta sexta-feira (22), o prédio que abrigava o antigo Museu do Índio, próximo ao estádio do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ). Eles estão no local para cumprir um mandado de desocupação expedido pela Justiça Federal na última sexta (15), que havia dado um prazo para que os índios da Aldeia Maracanã, que moram no local, tivessem deixado o prédio até ontem (21). Os manifestantes ameaçaram fechar a av. Radial Oeste e policiais jogaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo Leia mais Fernando Quevedo/Agência O Globo
A Comissão de Direitos Humanos da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e a Defensoria Pública da União criticaram nesta sexta-feira (22) a ação do Batalhão de Choque da PM do Rio de Janeiro, que cumpriu mandado judicial para reintegração de posse do antigo Museu do Índio, na Aldeia Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro. A comissão devera notificar o Ministério Público Federal sobre o caso.
A polêmica disputa pelo terreno no qual está situado o antigo Museu do Índio, no entorno do Maracanã --que será o principal estádio da Copa do Mundo no Brasil, em 2014--, no Rio de Janeiro, começou em outubro de 2012. Os indígenas ocupavam o local desde 2006. Os ocupantes queriam que o local se transformasse em um centro cultural. A polícia foi para o local para cumprir um mandado de desocupação expedido pela Justiça Federal na última sexta-feira (15). O prazo final para os índios deixarem o local terminou nesta quinta-feira (21) .
A desocupação foi marcada por confronto entre índios e manifestantes que apoiam a causa e policiais. Houve uso de balas de borracha, bombas de efeito moral e spray de pimenta por parte da polícia. Os manifestantes protestaram fechando a Radial Oeste e jogando pedras contra os PMs.
Como argumentação ao MP, deverão ser enviadas cópias das imagens de TV feitas durante a ação da PM. Além disso, será cobrada a apuração da Corregedoria da PM a respeito dos supostos abusos de autoridade.
"A polícia entrou depois de 15 minutos que os índios abriram o portão voluntariamente. A ação não teve nada a ver com a ameaça de patrimônio. Foi uma atitude desastrosa, irresponsável e despreparada", afirmou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da comissão.
Para o defensor público federal Daniel Macedo, que atua em defesa dos índios, a PM "se antecipou". "Um dos policiais chegou a me dizer: 'hoje ainda vamos beber um cafezinho'. Todos os índios estavam de costas para o portão [fazendo um ritual de despedida]. A ação truculenta da PM nos pegou de surpresa", contou.
O coronel Frederico Caldas, relações públicas da Polícia Militar, disse mais cedo que a invasão se deu após um incêndio iniciado no interior do museu. O Corpo de Bombeiros precisou ir até o local para apagar as chamas. "Eles começaram a colocar fogo numa oca. O fogo se espalhou pelas árvores e ia chegar até o prédio. Se nós não entrássemos, estaríamos agora diante de cinzas", afirmou.
Ele disse ainda que índios e manifestantes começaram a jogar pedras quando a polícia entrou. "Todas as negociações foram feitas pela polícia. A ação da PM foi proporcional ao que pedia a situação. Agimos dentro da localidade", afirmou o coronel.
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Fotos mostram luta de guaranis-kaiowás por sobrevivência na beira de estradas19 fotos

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Uma série de fotos feitas pela fotógrafa paulistana Rosa Gauditano mostra a luta pela sobrevivência de índios guaranis-kaiowás na beira das estradas de Mato Grosso do Sul. Há hoje mais de 30 acampamentos indígenas nas rodovias do Estado, habitados, em grande parte, por kaiowás. Nas imagens, feitas ao longo dos últimos três anos, o povo da segunda maior etnia indígena brasileira também é visto acampado provisoriamente em fazendas onde há disputa pela propriedade da terra ou vivendo em reservas demarcadas - às vezes, à custa de sangue derramado Leia mais Rosa Gauditano/Studio R
 
 
 
 



 OBS:
Já não e de hoje que se nota que a polícia e chamada para colocar ordem e acaba causando terror e confusão...