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sábado, 25 de janeiro de 2014

PM investiga cabo que atirou contra si em fórum

16/06/2013 20h58 - Atualizado em 16/06/2013 21h01


Após  denúncia  de  estupro........


Procedimento administrativo apura se disparo foi acidental ou intencional.
Militar é suspeito em dois casos de estupro em Porto Alegre do Norte.

Dhiego MaiaDo G1 MT

Após incidente, cabo da PM foi afastado da segurança do fórum da cidade (Foto: Assessoria/TJMT)Cabo da PM que atirou contra si fez cirurgia de reconstituição
do maxilar em Cuiabá (Foto: Assessoria/TJMT)
O cabo da Polícia Militar, de 38 anos, que atirou contra si no Fórum de Justiça em Porto Alegre do Norte, cidade a 1.146 quilômetros de Cuiabá, na última quinta-feira (13) será investigado pela corporação a partir desta segunda-feira (17). A PM vai abrir  um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias que levaram o policial a efetuar o disparo.
Ao G1, o tenente da PM, Roy Benet Rodrigues de Souza, requisitado para acompanhar o caso, confirmou a necessidade da investigação administrativa porque 'a arma usada é da instituição militar'. A investigação vai esclarecer se o disparo foi intencional ou acidental.
Ele permaneceu um dia hospitalizado no Hospital Municipal de Confresa e acabou transferido de avião para a capital. Internado no Pronto-Socorro, o militar passou por uma cirurgia de reconstituição do maxilar e, segundo informações da Polícia Militar, passa bem.
O cabo fazia a segurança do Fórum da cidade e, após o fato, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) o afastou da função. Ele tem 20 anos de carreira.
Estupro
O PM também é investigado pela Polícia Civil por dois supostos casos de estupro que teriam sido cometidos por ele em Porto Alegre do Norte. As vítimas, de 16 e 17 anos, prestaram depoimento à polícia e, uma delas, teria reconhecido o militar como o suspeito de ter praticado o crime.
Segundo os primeiros relatos das vítimas, para cometer os estupros, o suspeito sempre usava um capuz e fazia a primeira abordagem armado. Elas eram trancadas no porta-malas do veículo e levadas para um lugar remoto da cidade. No local, os abusos eram cometidos.
O delegado responsável pelas investigações, Sidarta Vidigal de Almeida, afirmou ao G1 que vai esperar o militar se recuperar para colher o depoimento dele.
Ao G1, a PM salientou que só vai se posicionar sobre o envolvimento do militar nos supostos casos de estupro após a conclusão das investigações da Polícia Civil.

Onze anos após crime, policial militar é condenado por tortura

26/08/2013 16h50 - Atualizado em 26/08/2013 16h50


Em  MT............


Crime teria ocorrido porque vítima não quis contratar 'serviço' de segurança.
O policial militar condenado deve cumprir a pena em regime aberto.

Do G1 MT

Um policial militar foi condenado a dois anos e oito meses de prisão, em regime aberto, por crime de tortura praticado contra um fazendeiro de Canabrava do Norte, a 1.132 km de Cuiabá. O crime aconteceu em abril de 2002, quando o policial usou de violência, ameaças e causou sofrimento físico e mental à vítima. A decisão foi expedida pela comarca de Porto Alegre do Norte, a 1.143 km da capital.
O crime teria acontecido porque o fazendeiro não contratou o serviço de segurança, no valor de R$ 10 mil, que o policial acusado e outros colegas de trabalho estavam oferecendo para expulsar invasores de suas terras. Após a negativa, a vítima relatou que passou a ser perseguida pelos policiais, que chegaram a tomar  sua arma, sob crime de porte ilegal, sendo que a vítima possuía a autorização.
Na segunda vez que a arma de fogo foi apreendida, o fazendeiro registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e foi até o destacamento da Polícia Militar para obter sua arma de volta ou o documento comprobatório da apreensão. No local, a vítima foi presa, torturada com socos, coronhadas e pontapés por aproximadamente seis horas, além de ter sido ameaçada de morte.
O exame de corpo de delito só foi realizado 52 dias após o ocorrido, o que segundo texto da decisão da Justiça pode ter prejudicado o laudo. A juíza Lucilene Kelly Marciano considerou como agravante para a pena o fato de o acusado ser policial militar.