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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

TCE não vê indícios de desvio em “verba secreta” do Gaeco e arquiva ação

Denúncia foi levantada pelo cabo PM Gerson Corrêa, durante interrogatório na Grampolândia Pantaneira
Conselheiro Luiz Henrique Lima concluiu que não houve irregularidades (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)
O conselheiro Luiz Henrique Lima, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), disse não ver indícios de que houve desvio de recurso público nas “verbas secretas” do Gaeco. Ele determinou o arquivamento da ação.
Uma Representação de Natureza Externa foi aberta no TCE a pedido do Procurador-Geral de Justiça, José Antônio Borges, para uma auditoria nas contas do Gaeco.
A medida foi tomada depois de denúncia levantada durante depoimento do cabo PM Gerson Luiz Correa Junior. Ele é considerado peça-chave no escândalo das escutas clandestinas, conhecidas por Grampolândia Pantaneira.
Consta no processo que as verbas tidas como “secretas” foram instituídas pelo Decreto  20/1999, para custeio de operações de inteligência. Contudo, não há uma normatização quanto à concessão e a prestação de contas das verbas.
Conforme o conselheiro, entre 2012 e 2017 – período auditado pelo TCE – foram pagos R$ 6.683.625,16 à título de verba secreta.
Desse tempo, até 2015 não havia uma padronização para recibos e documentos que comprovassem as despesas do Gaeco. Já a partir de 2016, conforme o processo, os gastos passaram a ser detalhados.
O conselheiro destacou que, ainda assim, a Secretaria de Controle Externo concluiu que “não foram identificados indícios de desvios dos recursos recebidos pelos membros/servidores do Gaeco para custeio das operações de inteligência”.
Da mesma forma se manifestou o Ministério Público de Contas, após auditoria nos documentos.
Luiz Henrique Lima ponderou, contudo, que ainda que as verbas tenham caráter sigiloso, a limitação ao acesso à prestação de contas não pode recair sobre o TCE. Isso porque a Corte é responsável, justamente, pela fiscalização da utilização de recursos públicos.
“A prestação de contas de recursos sigilosos deve ser elaborada da mesma forma como ocorre com as contas dos demais recursos, conforme as diretrizes traçadas no Decreto n. 20/1999, mas garantindo o sigilo das operações”, diz a decisão.
Dessa forma, o conselheiro sugeriu que a Procuradoria Geral de Justiça estipule uma normatização para o detalhamento e prestação de contas do recurso. Ainda, que o próprio TCE adote medidas para fiscalizar recursos sigilosos e ainda garantir o segredo das operações.
A decisão consta no Diário Oficial do Estado dessa quinta-feira (5).

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Ex-Comandante da PM de Londrina é investigado por adulteração de carro.

11/04/2015 -- 09:35
Fonte:    

Ex-comandante da PM de Londrina é investigado por adulteração de carro

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O tenente-coronel Samir Elias Geha, comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar, em Maringá (Noroeste), é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina por ter adulterado a quilometragem de um veículo Corolla, para obter maior lucro com a venda. A fraude teria ocorrido na oficina Providence, de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), pertencente a Luiz Abi Antoun, principal foco da operação Voldemort.

Durante as investigações sobre a contratação fraudulenta da oficina pelo governo estadual, teriam sido identificadas mensagens entre Geha e o "testa de ferro" de Abi na Providence, Ismar Ieger, tratando da adulteração. Conforme o Gaeco, depois da mudança de 68 mil km para 48 mil km no odômetro, Geha teria levado o automóvel, ano 2011, para ser revendido na MK Veículos, cujo gerente é o vereador Jamil Janene (PP). Ele e o irmão, Fuad el Jenene, estiveram no Gaeco ontem prestando esclarecimentos.

Divulgação/PM-PR
Divulgação/PM-PR


O carro acabou vendido para um policial militar da reserva por R$ 49,8 mil. De acordo com Janene, no dia 27 de março, dois dias depois da venda, Geha foi até a loja pedindo para recomprar o carro, "dizendo que havia uma adulteração e que não queria prejudicar a nossa empresa, foi quando ficamos sabendo do problema", disse o vereador. "Como o carro não estava mais com a gente o Geha pediu uma declaração dizendo que tinha feito o alerta para a nossa empresa."

O tenente-coronel, que já comandou a 4ª Cia Independente e o 5º Batalhão de Londrina, prestou depoimento no Gaeco sobre esse caso. Conforme o delegado Alan Flore, "os fatos estão em apuração para saber se houver má-fé e lesão aquele que adquiriu o veículo".

A reportagem procurou Geha em seu celular mas ele não atendeu. No 3º Comando Regional, a informação é de que ele está em férias. (Colaborou Loriane Comeli)
(Edson Ferreira - Folha de Londrina)
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sábado, 20 de dezembro de 2014

Video mostra abordagem suspeita de PMs presos em operação no Rio

 PMS sequestraram dois suspeitos para extorsão atráves de sequestro.

Entre os presos em Operação nesta quinta, está comandante de Batalhão.

Do G1 Rio

Imagens de um vídeo cedido pelo Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio mostram uma abordagem suspeita feita por policiais do 17º Batalhão da PM, na Ilha do Governador, a cinco suspeitos de serem traficantes da região. O vídeo, feito em março deste ano, mostra que cinco suspeitos foram abordados pelos PMs perto da Base Aérea do Galeão, Ilha do Governador, mas, segundo as investigações, após a abordagem, três deles foram levados para a delegacia e outros dois foram liberados mediante extorsão.
A Operação Ave de Rapina, que investigou a conduta dos PMs, prendeu nesta quinta-feira (9) 16 policiais, incluindo o comandante do 17º Batalhão (Ilha do Governador), pela acusação de extorsão mediante sequestro. Foram cumpridos também 43 mandados de busca e apreensão. A ação foi realizada pela Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Segurança e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.
As imagens de uma câmera instalada na parte externa da Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, mostram que, às 19h01 do dia 16 de março, um cerco foi montado por PMS do 17º Batalhão nas proximidades da base. Ás 19h04, um Ford Eco Sport foi parado no canto direito da pista. No início do vídeo, PMs se movimentam na área próxima ao muro da base aérea, por trás de algumas árvores.
Em seguida, outras viaturas chegam ao local da abordagem. A ação continua até os 0:15 de vídeo, quando os detidos Evnilson Ferreira Pinto e Rodrigo da Silva Alves são colocados deitados no chão. Segundo as investigações, ambos são suspeitos de tráfico de drogas no Morro do Dendê, comandado por Fernandinho Guarabu, um dos criminosos mais procurados do Rio. Aos 0:20, os dois continuam no chão enquanto os PMS conversam com eles.
Comandante e PMs são presos por suspeita de extorsão na Ilha (Foto: Reprodução/TV Globo)Comandante e PMs são presos por suspeita de extorsão na Ilha (Foto: Reprodução/TV Globo)
A ação continua até 01:16 de vídeo, quando dois, juntamente com André Cosmo Correa Vaz, são postos na viatura da PM. Logo em seguida, os PMS colocam Rogério Vale Mendonça e Atileno Marques da Silva na viatura, mas no banco de trás do veiculo. Com os cinco dentro do carro, os PMS deixam o local aos 01:38 de vídeo.
O secretário de segurança do Estado do Rio José Mariano Beltrame comentou a conduta dos policiais militares e disse que, apesar das prisões, o comandante geral da PM, Coronel Luiz Cláudio Castro, pemanecerá no cargo. "Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém, mas também não vamos tomar decisões antes do juízo", declarou.
SESEG vai oficiar Aeronáutica
O subsecretário de inteligência da Secretaria de Segurança do Estado do Rio (Seseg), Fábio Galvão, vai mandar um ofício para a Aeronáutica pedindo explicações sobre a relação entre militares da Base Aérea do Galeão com policiais do 17º BPM (Ilha do Governador). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9) em uma coletiva de imprensa para explicar a prisão de 16 policiais militares do 17º BPM na operação Ave de Rapina. Segundo o Ministério Público, os policiais presos têm envolvimento no sequestro de criminosos da comunidade do Dendê, Ilha do Governador, em troca de um resgate de R$ 300 mil.
Na ocasião do sequestro, a equipe da Auditoria Militar do Estado do Rio pediu imagens das câmeras de segurança da Base Aérea do Galeão para investigar a conduta dos policiais. No entanto, segundo Fábio, o conteúdo registrado pelas câmeras foi parar no 17º BPM e não com a Auditoria Militar.
"Vamos oficiar novamente a Aeronáutica para saber porque as imagens foram para o batalhão. Acredito que, de repente, possa existir uma relação de amizade", disse.
As imagens das câmeras da Base Aérea, quando enviadas para o 17º BPM, motivaram a prisão de boa parte dos agente envolvidos no sequestro cerca de um mês depois, segundo o subsecretário.
"Em abril, cerca de um mês após o ocorrido, o batalhão anunciou a prisão de 14 policiais militares envolvidos no sequestro dos traficantes. O caso foi noticiado pela imprensa e o fato foi tratado como algo positivo, uma resposta rápida das autoridades", explicou.
No entanto, segundo Fábio, uma ligação anônima feita para membros da inteligência ajudou a entender o que realmente estava por trás dessas prisões.
"Recebemos uma ligação anônima que dizia que somente os praças do batalhão haviam sido presos e que policiais que faziam o IPM [ inquérito policial militar] dentro do 17º estavam sendo pressionados a não envolver membros do comando naquelas prisões", explicou.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Gaeco investiga suspeita de tortura de PMs

15/01/2014 19h36 - Atualizado em 16/01/2014 22h06

Gaeco  investiga suspeita  de  tortura de PMs  a  pichadores; assista vídeo

Integrante da corporação força suspeito a segurar objeto e dizer que é dele.
Polícia Militar afirmou que abriu inquérito para apuração 'pormenorizada'

Do G1 Campinas e Região
54 comentários
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) investiga a agressão de policiais militares a três pichadores no Centro de Campinas (SP). No vídeo, é possível ver um homem levar vários tapas no rosto e ser derrubado. Um dos integrantes da corporação ainda obriga o suspeito a segurar um objeto e afirma: “É teu, é teu. Está na sua mão”. Tiros também podem ser ouvidos.
As imagens foram enviadas de forma anônima à EPTV, afiliada da TV Globo. Os promotores já pediram para o comando da PM identificar os policiais que estavam na abordagem e também querem que seja apurado se houve crime de tortura e o que motivou os disparos de arma de fogo. O flagrante foi feito na madrugada do dia 30 de novembro, na Rua Regente Feijó, em frente a uma loja de decoração.
No vídeo, apesar de aparecer apenas um homem, havia outros dois, todos maiores de idade. Segundo informações do Gaeco, as imagens chegaram anonimamente à sede do grupo há uma semana. O Ministério Público também pediu que a Polícia Civil instaure um inquérito criminal.
Apuração 'pormenorizada'
Por meio de nota divulgada nesta quarta-feira, a PM informou que recebeu em 10 de janeiro as imagens enviadas pelo Gaeco e, após análise, determinou, na mesma data, a instauração de um Inquérito Policial Militar para apuração “pormenorizada” dos fatos. Uma nota atualizada, nesta quita-feira (16), informou que os policiais foram identificados e afastados das atividades.
A PM afirmou ainda que o caso será encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo para decisão judicial no campo penal militar. Ainda segundo a nota, após ser feita individualização das ações, as sanções administrativas poderão variar de punições disciplinares a processos exclusórios.
Polícia Civil
O diretor do Deinter 2, Licurgo Costa, disse que a Polícia Civil recebeu nesta quarta-feira o material enviado pelo Gaeco e que determinou a abertura imediata de um inquérito policial que será conduzido diretamente pela delegacia seccional de Campinas.
Policial militar obriga suspeito a segurar objeto durante abodagem em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)Policial militar obriga suspeito a segurar objeto durante abodagem em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

MP-PR Denuncia policiais por desviar peças de caminhão

18/09/2013 18h33 - Atualizado em 18/09/2013 18h33


Apreendidas....

Dois são policiais civis e um é militar, que já responde a processo criminal. Outras duas pessoas também foram denunciadas por participação no caso.

Do G1 PR
Dois policiais civis e um militar foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná por desvio de peças de caminhão, que foram apreendidas em 2012, numa ação policial. Além deles, um agente de sinistro e uma advogada também são citados no processo, que foi apresentado à Justiça.
Segundo a promotoria, as peças foram encontradas pelos policiais civis, que atuavam na Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba, em fevereiro de 2012. As partes – pneus, baterias e um tanque de combustível – haviam sido removidas de caminhões roubados e estavam em um barracão, na cidade de Colombo, na Região Metropolitana de capital paranaense. As peças nunca entraram no inventário de objetos apreendidos na operação.
Conforme a denúncia, os três policiais pegaram essas peças, que faziam parte de uma apreensão maior e esconderam em outro barracão, a pedido do agente de sinistros. Alguns dias depois, o grupo tentou vender os pneus, que estavam montados às rodas.
Como não conseguiram, eles decidiram desmontar os pneus para vender separadamente. Ao transportar o material, o grupo foi surpreendido por uma equipe da Policia Rodoviária Federal, que os levou até ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).
Já a advogada citada no processo representa os denunciados. Os promotores afirmam que ela tentou subornar uma testemunha do processo e, por isso, foi denunciada por corrupção ativa. Os demais envolvidos foram denunciados por peculato.
PM não é réu primário
De acordo com o MP, o policial militar envolvido nesta denúncia também já foi alvo de outra investigação. O homem, que é tenente da PM, é acusado de comandar um 
grupo de extermínio, que atuava na cidade de Campina Grande do Sul. Ele e outras quatro pessoas foram presas em junho de 2012, em função dessa denúncia.
Omilitar é acusado de participação em pelo menos oito mortes ocorridas na Região Metropolitana de Curitiba, além da venda de armas e de praticar roubos.


sábado, 6 de abril de 2013

Delegados são presos em ação do Gaeco


SEGURANÇA/JUSTIÇA

4/4/2013 - 11:17:53

Delegados são presos em ação do Gaeco contra extorsão


Além disso, dois delegados, Gérson Machado, do 6.º Distrito Policial (DP), e o chefe da DCCP, Luiz Carlos de Oliveira, além do investigador do 6.º DP Aleardo Riguetto, foram presos por posse ilegal de arma de fogo durante cumprimento dos mandados. Eles são suspeitos de participar do esquema de corrupção, de acordo com o Gaeco.

Aproximadamente 98 mil dólares (cerca de R$ 197 mil) foram apreendidos na casa de Oliveira. Segundo o coordenador do Gaeco, procurador de Justiça Leonir Battisti, essa quantia pode ser dinheiro recebido de corrupção. No entanto, o delegado Oliveira alegou que ganhou o dinheiro em um cassino.

A rede agiria há mais de um ano e a extorsão teria sido institucionalizada por meio da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio. Entre os locais em que foram cumpridos os mandados estão duas delegacias de Curitiba: Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) e o 6.º Distrito Policial, no bairro Capão da Imbuia.

Como operavam

Os promotores do Gaeco acreditam que a corrupção ocorria a partir de falsas fiscalizações em lojas de autopeças e ferros-velhos. A investigação começou há cerca de oito meses, após um homem chamado Milton Stiegler procurar o Ministério Público para dizer que era vítima de extorsão policial. Ele seria proprietário de uma loja de autopeças em Araucária e suspeito de receptação de veículos furtados e roubados. Stiegler também foi preso durante a investigação.

“A operação de hoje [ontem] teve finalidade de apreender agendas, documentos e dinheiro, que forneçam mais elementos a respeito dessa corrupção existente ligada à DFRV”, disse Batisti. Segundo apuração da reportagem, durante a investigação o Gaeco entrevistou vários empresários em Curitiba e região metropolitana e todos confirmaram informalmente que eram vítimas de extorsão por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. No entanto, a maioria não falou oficialmente ainda por medo de represálias.

O método de ação dos policiais seria sempre o mesmo (veja o gráfico ao lado). Os agentes, segundo o Gaeco, forjavam fiscalizações semanais em vários estabelecimentos e pediam dinheiro para fazer “vistas grossas” em irregularidades.

Eles cobrariam um “pedágio” periódico. O dinheiro recolhido chegava até R$ 50 mil quando os empresários atrasavam o pagamento ou tentavam escapar da extorsão.

Machado nega ser criminoso e rebate acusações

O delegado Gerson Ma¬¬chado, um dos detidos na operação do Gaeco, conversou ontem com jornalistas e afirmou não ser criminoso. Machado ressaltou que, quando estava à frente da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), onde permaneceu por seis meses em 2012 e de onde foi transferido, conseguiu diminuir o número de veículos roubados e aumentou o número de carros recuperados.

Machado alega que o Gae¬¬co iniciou a investigação em razão de um episódio em que ele atuou. O próprio delegado teria mandado Milton Stiegler, um dos pivôs da investigação do MP, se apresentar ao Gaeco. “Estou sendo um boi de piranha. Não tinha porque estar sendo autuado em flagrante, porque são armas que eu estava usando para o trabalho no dia a dia. Estou enojado”, afirmou o delegado.

Quando saiu da DFRV, no ano passado, Machado disse em nota que dois meses depois de ter assumido a delegacia foi chamado pelo seu superior imediato, o delegado Luiz Carlos de Oliveira. Segundo Machado, Oliveira “veio com um pedido relacionado a lojas de autopeças” que ele não atendeu por ser contra os seus princípios. Na época, Machado insinuou que Oliveira sugeria a participação em ilegalidades dentro da DFRV.

“Causa-me muita estranheza essa minha remoção precoce, diante do trabalho que ando fazendo e, salvo melhor juízo, a mesma [remoção] está relacionada com a maneira enérgica que foi agido [sic] contra os donos de autopeças, que são os que fomentam o crime de furto e roubo de veículo”, afirmou na nota.

Após a divulgação do texto, ele voltou atrás e explicou à Corregedoria da Polícia Civil que o que seria contra os seus princípios, na realidade, era “sobrecarregar ainda mais os investigadores, que estão afastados de suas funções, fazendo as vezes de carcereiros.”




terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Condecorado pela PCERJ, delegado é denunciado

  ‘Esquema de corrupção em delegacia’

Pelo MP por chefiar esquema de extorsão

Publicado: 30 de agosto de 2012 em 

Dois anos após receberem a “Medalha de Fidelidade” da Chefia de Polícia Civil, o delegado Carlos Alberto Quelotti Villar e o inspetor Edmundo De Simone foram denunciados por formação de quadrilha armada, concussão e corrupção passiva. Além deles, outros cinco inspetores e um homem que fingia ser policial – e que também foi denunciado por usurpação de função pública – foram presos em ação da Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, dia 30 de agosto.
No dia 29 de outubro de 2010, durante solenidade em comemoração ao Dia do Policial Civil, o então chefe da instituição, Allan Turnowski, entregou 160 medalhas de Honra, Fidelidade e Devotamento, na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol). Entre os agraciados no evento, destinado àqueles policiais civis que se destacam pela eficiência demonstrada em seu trabalho, o delegado e seu chefe do Setor de Investigações (SI), agora acusados de exigir dinheiro de comerciantes e prestadores de serviço de Magé, na Baixada Fluminense.
A “Medalha Fidelidade” é destinada aos policiais que demonstraram em serviço o apresso e a confiança de seus superiores, da população e do Governo, por atos de fidelidade ao interesse público e a lei. Em 2009, o inspetor De Simone também havia sido homenageado, recebendo a “Medalha Honra” – outorgada aos policiais que se destacaram no serviço de suas funções por comportamento irrepreensível e notório.
Delegado Carlos Alberto Quelotti Villar
Ele e os agentes presos eram lotados na 66ª DP (Piabetá) e, de acordo com as investigações, teriam começado a cobrança de propinas em fevereiro do ano passado, depois que o inspetor João Paulo Nascimento, o Paulão, ao ser transferido da delegacia, repassou a eles o esquema. De acordo com a denúncia, que teve por base inquérito policial conduzido pela Coinpol, o delegado chefiava as ações dando ordens aos seus subordinados, identificados como Renato De Simone, o Renatinho – que estava na Polícia há 18 anos, era irmão de Eduardo e morreu em maio, aos 40 anos, em acidente de carro -, Lucimar de Souza, Adilson de Freitas Silva e Gustavo de Azeredo Lima.
Além disso, o civil Heldongil Azevedo Aleixo, conhecido como Cigano, tinha livre acesso às dependências da delegacia e agia como se fosse policial, utilizando inclusive armas de fogo. Ainda segundo as investigações, na divisão de tarefas do grupo, Renato e Edmundo, lotados no SI, atuavam como homens de confiança do delegado, sendo responsáveis pela operacionalização do esquema de corrupção.
O único do bando a manter contato pessoal com as vítimas era Cigano, que inclusive utilizava armas para intimidá-las e cobrava as propinas mensalmente, com valores que variavam entre R$ 100 e R$ 400. Proprietários de ferros-velhos; depósitos de gás, lan houses e mototaxistas eram os alvos preferidos dos policiais.
O corregedor Interno da PCERJ, delegado Gilson Emiliano, declarou que os policiais responderão processo disciplinar, cuja pena pode ser a demissão. Todos os envolvidos foram presos em suas residências, em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e encaminhados para o presídio Bangu 8.






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