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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Por que a presidente do STM pediu perdão à própria família ao discursar em ato

 No ato inter-religioso em homenagem a Vladimir Herzog, Maria Elizabeth Rocha pediu perdão pelos erros e omissões da Justiça Militar na ditadura


Por que a presidente do STM pediu perdão à própria família ao discursar em atocrédito: Platobr Politica


Militantes de esquerda, autoridades, intelectuais e políticos aplaudiram de pé o discurso da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, no sábado, 25, no ato inter-religioso que marcou os 50 anos da morte de Vladimir Herzog, na Catedral da Sé, em São Paulo.

A ministra pediu perdão pelos “erros e omissões” da Justiça Militar durante a ditadura (1964-1985) no Brasil. Ao citar nomes a quem pedia perdão em nome do STM, Maria Elizabeth disse:

“Eu peço perdão a Vladimir Herzog e sua família, a Paulo Ribeiro Bastos e à minha família”.

A referência da ministra à própria família tratava de seu cunhado, morto pelo regime. O mineiro Paulo Ribeiro Bastos militava no MR-8 e foi preso no Rio de Janeiro em 11 de julho de 1972, pelo DOI-Codi. Seu corpo jamais foi encontrado. Filho do general do Exército Othon Ribeiro Bastos, Paulo era irmão do marido da ministra, o general aposentado Romeu Costa Ribeiro Bastos.

Em agosto passado, a ministra e o general receberam a certidão de óbito de Paulo, em uma cerimônia na Assembleia Legislativa de Minas, quando mais 63 famílias receberam o documento, com a devida causa da morte registrada.

Ao pedir perdão, a ministra citou: “a Rubens Paiva e a Miriam Leitão e seus filhos, a José Dirceu, a Aldo Arantes, a José Genoino, a Paulo Vanucchi, a João Vicente Goulart e a tantos outros homens e mulheres que sofreram com as torturas, as mortes os desaparecimentos forçados e o exílio”.

Por que a presidente do STM pediu perdão à própria família ao discursar em ato

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

OAB solicita divulgação pública

De julgamentos da ditadura......

Entidade quer que sejam revelados os arquivos de áudio, com as gravações das audiências de julgamento dos presos políticos, de 1975 até 1979


Por Ana Laranjeira       
Com informações do Conselho Federal da OAB
ditaduraNa intenção de tornar público “mais um capítulo em memória da verdade e ao direito do povo brasileiro conhecer sua própria história”, o Conselho Federal da OAB requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) ingresso em ação que busca a divulgação dos arquivos públicos que tratam do julgamento dos presos políticos durante a ditadura militar, existentes no Superior Tribunal Militar (STM).
O autor da ação é o advogado Fernando Augusto Henriques Fernandes, que ressaltou a importância do ingresso da OAB na ação, para que sejam revelados os arquivos de áudio, com as gravações das audiências de julgamento dos presos políticos (de 1975 até 1979).
“Estes arquivos, de suma importância, estão sob a guarda do STM até hoje. Uma parte deles foi revelada no filme ‘Sobral – um homem que não tinha preço’, onde Sobral Pinto denuncia a prática da tortura no Brasil”, destacou Fernandes.
Para o secretário-geral da OAB, Cláudio Pereira de Souza Neto, “a Ordem procura dar uma contribuição efetiva ao resgate da memória histórica, dar nova vida a voz dos advogados que lutaram pela liberdade, tornar presente o depoimento de pessoas que sofreram as maiores torturas e humilhações”.