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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

MP abre investigação para apurar abusos

24/01/2014 - 18:39h

Do Denarc....


O Ministério Público Estadual (MPE) abriu nesta sexta-feira, 24, inquérito para apurar a atuação do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, na Cracolândia, centro de São Paulo, nesta quinta-feira, 23. A reportagem flagrou a ação dos policiais, que reprimiram os dependentes de drogas com bombas de efeito moral.
"O que nós queremos é apurar, exatamente, a exemplo do que fizemos no primeiro episódio (em janeiro de 2012): se houve algum excesso da polícia em relação às comunidades que vivem na Cracolândia", afirmou o promotor Maurício Ribeiro Lopes, de Habitação e Urbanismo. A investigação também será tocada pelos promotores Arthur Pinto Júnior, de Justiça, Direitos Humanos e Saúde Pública, e Luciana Bergamo, de Infância e Juventude.
Lopes lembrou que uma decisão da 7ª Vara da Fazenda Pública definiu que a polícia não poderia submeter viciados em drogas a "situações vexatórias". A sentença prevê uma multa de R$ 10 mil. Além disso, de acordo com ele, os agentes podem ser responsabilizados caso haja truculência. "As imagens mostradas mostram que não foi uma ação marcada pela discrição", disse ele, que sugeriu que ação pode prejudicar a operação da Prefeitura na Cracolândia.
O secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto, afirmou que a polícia faz uma média de três prisões por dia na região. Em nenhuma delas, porém, teria havido tumulto e truculência. Porto afirmou ter visto policiais com armas que disparam cartuchos de borracha e que vítimas feridas relataram ter sido atingidas por esse tipo de munição. A diretora do Denarc, Elaine Biasoli, afirma que a atuação do departamento na região é "rotineira". Elaine também definiu a ação como "legítima" e negou o uso de balas de borracha.




terça-feira, 23 de julho de 2013

Traficantes reconhecem policiais

23/07/2013 - 19h23

Suspeitos de corrupção, diz Promotoria


 
LUCAS SAMPAIO

DE CAMPINAS
Seis policiais civis do Denarc (departamento de narcóticos) suspeitos de cobrar propina de traficantes ligados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em Campinas (a 93 km de São Paulo) foram reconhecidos pelos supostos traficantes, informou o Ministério Público.
Oito pessoas fizeram o reconhecimento, entre elas cinco que estão detidas e três testemunhas.
Dos nove policiais do Denarc detidos por suspeita de participação no suposto esquema, sete foram colocados frente a frente nesta terça-feira (23), em Campinas, com os supostos traficantes, também presos durante a investigação do Ministério Público.
Segundo o promotor Amauri Silveira Filho, apenas o policial civil Rodrigo De Longhi Gomes de Mello não foi reconhecido. Ele deverá ser liberado.
Entre os reconhecidos está o delegado Fábio Alcântara. Seu advogado, Márcio Sayeg, diz que ele é inocente. "Eles [os detidos] reconhecem o Fábio como o delegado do Denarc que presidiu os flagrantes. Mais nada. O Fábio é inocente."
Os supostos traficantes detidos foram liberados no fim da tarde e deixaram a sede do Ministério Público sob a escolta de PMs. Não houve acareação entre os policiais civis, como estava previsto.
A operação desencadeada na semana passada resulta de investigação iniciada em outubro de 2012 contra Wanderson Nilton Paula Lima, o Andinho, preso desde 2002. Segundo as investigações, ele ainda comanda o tráfico na região.
Escutas telefônicas realizadas durante as apurações levaram à identificação dos policiais, segundo o Ministério Público. Eles são suspeitos dos crimes de formação de quadrilha, extorsão, extorsão mediante sequestro e corrupção.
Dos seis policiais que estavam foragidos, três se entregaram nos últimos dias e participaram do reconhecimento de hoje: Danilo da Silva Nascimento, Jandre Gomes Lopes de Souza e Gilson dos Santos. Continuam foragidos Daniel Dreyer Bazzan, Leonel Rodrigues Santos e Silvio Cesar de Carvalho Videira.
SILÊNCIO
Dois policiais não quiseram participar nesta tarde do reconhecimento, organizado por promotores do Gaeco (grupo que investiga o crime organizado) de Campinas. São eles Mark de Castro Pestana e Renato Peixeiro Pinto, investigadores do 10º DP da cidade.
Os dois também se recusaram a depor, seguindo recomendação do advogado de ambos, Ralph Sttetinger Filho.
Na última quarta (17), eles já haviam adotado a mesma estratégia, alegando tempo escasso para análise do inquérito.
LIBERADOS
Clemente Castilhone Júnior, chefe da inteligência do Denarc, depôs no dia 17 e acabou sendo liberado no dia seguinte, após decisão da 6ª Vara Criminal de Campinas.
Ele havia sido detido sob suspeita de vazar informações da investigação. Sua liberação teve aval do Ministério Público, que descartou seu envolvimento com os traficantes.
Segundo o promotor Ricardo Schade, do Gaeco, o Ministério Público pedirá a soltura de Rodrigo De Longhi Gomes de Mello porque uma das testemunhas titubeou na hora de reconhecê-lo nesta tarde.
"Como o Ministério Público trabalha com 100% de certeza, por cautela, decidimos pedir a soltura desse policial."
Ainda de acordo com o promotor, os depoimentos e reconhecimentos serviram para reforçar as investigações.
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Deic e Denarc roubando traficantes em SP


Enviado em 09/12/2011
 Policiais Civis corruptos roubando e sequestrando traficantes em SP.

Abadia acusa policiais do Denarc e do Detram

Abadia acusa policiais do Denarc e do Detran de corrupção.
Enviado em 15/06/2009
 Preso em uma cadeia de segurança máxima em Nova York, o traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia é peça central de uma investigação de corrupção contra policiais paulistas. O Fantástico teve acesso a um vídeo de 47 minutos no qual o traficante, quando ainda estava preso no Brasil, faz denúncias contra investigadores e delegados.Abadia é acusado de lavagem de dinheiro, homicídios e de chefiar um cartel que mandou cocaína para os Estados Unidos. O colombiano aguarda o veredito da justiça norte-americana. Ao chegar aos Estados Unidos, ele ficou numa solitária. Seu advogado entrou com um pedido para que Abadia se juntasse aos demais presos, alegando que o traficante sofre de claustrofobia.

Policiais são indiciados por suspeita de extorsão

Policiais são indiciados por suspeita de extorsão contra traficantes.
Enviado em 10/07/2009
 Dezessete policiais já foram indiciados, em São Paulo, por extorquir dinheiro dos traficantes de drogas Juan Carlos Abadia, chefe de um cartel internacional, e Ramon Manoel Penagos, o "El Negro", que resgatou a fortuna de Abadia quando ele foi preso em agosto de 2007. Quase todos são policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Os dois traficantes teriam pago pelo menos R$ 2,7 milhões a policiais de São Paulo. A acusação veio de um depoimento de Abadia, gravado antes da extradição dele para os Estados Unidos. No vídeo, Abadia diz que começou a ser achacado um ano antes de ser preso. Os policiais também são acusados de sequestro. Eles teriam exigido milhares de reais para libertar integrantes da quadrilha de Abadia. É inconcebível que pessoas da ordem pública, que têm a função de garantir a paz e a segurança da população em geral, cometam tão graves crimes, no caso extorsões. São quatro extorsões, algumas delas mediante seqüestro, disse o promotor de Justiça Everton Zanella. Apesar das denúncias, o caso ficou dois anos praticamente sem investigação. Só depois de uma mudança na direção da corregedoria, ele foi retomado. Nos cinco inquéritos abertos, 17 pessoas já foram indiciadas - são 16 policiais civis e um comerciante. O delegado responsável pelo caso agora quer acelerar a conclusão dos inquéritos. As prisões serão pedidas e nos próximos dias teremos mais pessoas indiciadas nos inqueritos policiais, disse o delegado Caetano Paulo Neto.