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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Adiado interrogatório de policiais militares envolvidos na Operação Sexto Mandamento

Notícias do TJGO


O juiz da 1ª Vara Criminal de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcântara, adiou, na tarde desta quarta-feira (30), o interrogatório de seis policiais militares acusados de terem assassinado Murilo Alves de Macedo, de 26 anos, em agosto de 2010, em Goiânia. Eles foram presos durante a Operação Sexto Mandamento. São eles os subtenentes Fritz Agapito Figueiredo e Hamilton Costa Neves, o primeiro-tenente Vitor Jorge Fernandes, e os cabos Cláudio Henrique Camargos, Alex Sandro Souza Santos e Ricardo Rodrigues Machado.
De acordo com o magistrado, a defesa dos réus alegou a necessidade da realização de um laudo pericial, pelo Instituto de Criminalística, que informará se houve ou não o disparo de arma de fogo no caso. O magistrado aceitou o pedido de realização da diligência para evitar risco de que, futuramente, seja alegado que houve cerceamento de defesa, o que poderia provocar nulidade processual. Jesseir informou, também, que não há previsão para realização de um novo interrogatório, já que depende da conclusão da perícia.
O caso
Murilo Macedo foi assassinado porque estaria em um Honda Civic que teria sido roubado de um Policial Militar. Os policiais disseram que o rapaz foi morto durante um “confronto” com membros da Rotam. De acordo com escuta feita pela Polícia Federal e utilizada pelo Ministério Público para propor a ação penal, Murilo foi abordado na GO-060, próximo ao Pit Rodeio Clube, momento em que os subtenentes Fritz Agapito e Hamilton Costa ligaram para o Copom. Como descrito na peça acusatória, logo em seguida foi ordenado que Murilo parasse o carro e colocasse as mãos na cabeça e, de imediato, ocorreu um disparo.
Na sequência, Fritz afirmou ao Copom que o veículo “pinou”. A denúncia ressaltou que “a equipe da Rotam chega no local dando cobertura aos primeiros denunciados, assumindo a ocorrência, alterando o local do crime e permitindo a saída do 'encenado confronto' dos denunciados Fritz e Hamilton, retirando o segundo ocupante do veículo roubado”. (Texto: Arianne Lopes – Centro de Comunicação Social do TJGO)


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO ESTADO DE GOIÁS


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Vespasiano: julgamento de militares entra na fase de interrogatórios

15/07/2014 - 14:40 | Fonte: TJMG

 

Durante o julgamento dos seis policiais militares acusados da tentativa de homicídio contra três vítimas na comarca de Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte, os réus foram ouvidos pelo juiz Fábio Gameiro Vivancos, pela promotoria e defesa. Segundo os autos, em fevereiro de 2004, policiais militares fizeram um cerco a três acusados de roubo. Durante a operação, realizada na MG10, próximo à cidade de Pedro Leopoldo, a comerciante A.P.N.S., que passava em um veículo pelo local, foi baleada e morreu. Também foram baleados, mas não faleceram, M.S.A. e um dos acusados que estavam sendo perseguidos, J.N.S.
Os debates devem acontecer na quarta-feira, 16 de julho, a partir das 8h45.
No interrogatório na terça-feira, 15, o policial, M.R.C.V.J. disse que perseguia os assaltantes que eram perseguidos por outros policiais. Afirmou que não viu nenhum civil no local onde houve troca de tiros devido à falta de iluminação, o que dificultou a sua visibilidade. O policial alegou que falhas no sistema de comunicação entre eles foi o fator determinante para o insucesso na captura dos assaltantes.
O policial R.L. afirmou que perseguiu os assaltantes até que eles fugiram rumo ao bairro Morro Algo, em Vespasiano, a pé, após baterem o carro na rodovia MG 010. Relatou ter percebido que apenas os assaltantes teriam disparado tiros após evadirem para o bairro Morro Alto em Vespasiano. Disse que só soube que havia vítimas após fazer um patrulhamento no local.
O policial E.S.M. relatou que perseguiu os assaltantes ao lado de outras viaturas. Disse que eles bateram o carro deles em um poste e a partir desse momento passaram a trocar tiros com os policiais. Acredita que a operação policial deu errado por falta de comunicação.
O policial R.B.L. disse que acompanha a perseguição dos assaltantes que estavam em veículo Gol. Afirmou que durante a perseguição houve troca de tiros. Na rodovia MG 010, o veículo Gol colidiu com um poste. Após essa colisão, os assaltantes evadiram do veículo e atiraram nos policiais que acabavam de chegar no local. O policial disse que disparou alguns tiros em direção aos assaltantes. Por fim, disse que não viu pessoas na rodovia além dos assaltantes.
O policial C.C. disse que foi um dos primeiros a chegar no local do assalto. Posteriormente, passou a persegui-los no sentido Pedro Leopoldo-Belo Horizonte. Segundo ele, durante a fuga, os assaltantes atiraram no veículo da polícia. Tais assaltantes bateram o veículo deles em poste na rodovia MG 010. Houve troca de tiros. Ele disse que disparou contra um dos assaltantes.


O policial J.L.S. disse que também foi ao local do comunicado do assalto. Houve fuga e perseguição, segundo ele. No percurso da fuga, havia três viaturas que também perseguiam o carro em fuga. O policial disse que próxima à MG 010 havia um afunilamento de pista com a presença de outras duas viaturas. Neste percurso, houve troca de tiros. Já na MG 010, o veículo chocou-se com poste e os assaltantes evadiram do local atirando nos policiais. O policial disse que nesse momento não revidou com tiros, mas ouviu muitos disparos.