Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Defesa quer anular depoimento de jovem baleado por PM


Imagem 54/67: Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o coletivo "Se não tiver direitos não vai ter Copa", a Resistência Urbana e o Periferia Ativa realizam protesto em frente à Secretaria de Segurança Pública, no centro de São Paulo (SP), nesta sexta-feira (31), para exigir investigação dos casos de violência policial ocorridas nas manifestações do dia 25. Na ocasião, Fabrício Chaves, 22, foi baleado MAIS Taba Benedicto/Futura Press/Estadão Conteúdo

Defesa quer anular depoimento de jovem baleado por PM

Do Estadão Conteúdo, em São Paulo

São Paulo - O defensor público Carlos Weis, advogado do estoquista Fabrício Chaves, de 22 anos, baleado por policiais militares durante o protesto "Não vai ter Copa" no sábado passado, protocolou ontem no 4º Distrito Policial (Consolação) o pedido de anulação do depoimento colhido pela Polícia Civil na terça-feira no hospital. Weis alega não ter sido avisado pelos policiais sobre o relato e que o estoquista não tinha condições de saúde para prestar esclarecimentos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), até as 20h de ontem, o delegado do 4.º DP ainda não tinha recebido o pedido da defesa, mas disse que Chaves "tem o direito de retificar o depoimento".
O defensor diz que só teve acesso ao relato porque foi avisado pelo irmão da vítima. "A polícia basicamente invadiu a UTI, nem sequer tomou as medidas de higiene necessárias, e tomou o depoimento sem avisar a defesa e a família de Fabrício", disse. Weis pediu o agendamento de um novo depoimento quando Chaves estiver melhor de saúde.O irmão do estoquista, Gabriel Chaves, disse que o rapaz tinha tomado morfina quando foi ouvido. "Como ele ia conseguir falar direito?"
A secretaria, em nota, disse que Chaves foi ouvido de maneira correta. "A polícia cumpriu o ritual legal sem qualquer prejuízo à saúde e à segurança de Chaves. Não houve qualquer restrição médica para colher o depoimento. O estoquista estava lúcido e se manifestou de forma espontânea, acompanhado do irmão e da prima."
A Santa Casa disse, em nota, que, da parte médica não havia qualquer empecilho para o relato. "Fabrício estava sem sedação havia mais de 28 horas, estava respirando espontaneamente e não estava recebendo qualquer medicação de suporte circulatório ou que pudesse comprometer seu raciocínio."

Saúde

Na tarde de ontem, Chaves deixou a UTI e agora está internado na enfermaria. Segundo a Santa Casa, ainda não há previsão de alta. Desde sábado passado, o estoquista estava internado na unidade após ter sido baleado em uma perseguição policial, durante ato contra a Copa.
Na versão da polícia, agentes teriam disparado em legítima defesa após Chaves ter ameaçado um dos PMs com um estilete. Entretanto, em depoimento colhido no hospital, Chaves afirmou que só sacou o estilete após ter sido atingido por um tiro. O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou ontem que a informação fornecida pelo estoquista será apurada. "Vai ser levada em consideração no inquérito. Essa e outras provas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

5 PMs presos por chacina são transferidos

 - Por Band News

5 PMs presos por chacina são transferidos para presídio

Os cinco policiais militares presos ontem em Campinas, suspeitos pela chacina que terminou com 12 mortos, foram transferidos para o presídio militar Romão Gomes, na capital paulista. De Campinas, a repórter Francela Pinheiro tem as informações.

Polícia Civil investiga envolvimento de PMs

 - Por redetv

Polícia Civil investiga envolvimento de PMs na chacina em Campinas

Moradores incendiaram veículos em protesto a morte de 12 pessoas em regiões próximas em Campinas
Familiares das vítimas levantaram a suspeita de que as execuções foram vingança depois da morte de um PM.

Testemunhas prestam depoimento sobre chacina

 - Por redetv

Testemunhas prestam depoimento sobre chacina em Campinas

Pelo menos 18 testemunhas já prestaram depoimento sobre os Testemunhas prestam depoimento sobre chacina em Campinas. A Polícia Civil investiga se houve envolvimento de PMs.

Dois sobreviveram à chacina em Campinas

 - Por Band Notícias

Dois sobreviveram à chacina em Campinas

A polícia divulgou hoje que dois homens sobreviveram à chacina que aconteceu na noite de domingo e terminou com 12 mortos em Campinas, interior de São Paulo. As vítimas estão internadas e podem ajudar na investigação para descobrir a autoria dos crimes. Policiais militares são suspeitos.

Veja todos os vídeos do Jornal da Band.

2 sobrevivem à chacina em Campinas

 - Por Band Notícias

2 sobrevivem à chacina em Campinas

Informações atualizaram número de morte na chacina que aconteceu na madrugada da segunda-feira em Campinas. São 14 vitimas, e não mais duas, já que há 2 sobreviventes. Todos os assassinatos tiveram a mesma característica: os criminosos chegavam no carro das vítimas com rostos cobertos e atiravam.

Veja todos os vídeos do Brasil Urgente.

Polícia ordena prioridade sobre chacina

 - Por Band News

Polícia ordena prioridade sobre chacina em Campinas

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo determinou prioridade no esclarecimento de uma chacina em Campinas. Doze jovens morreram e há a suspeita de que seja vingança de policiais.

Cinco PMs são presos acusados de participar

 - Por Band News

Cinco PMs são presos acusados de participar de chacina em Campinas

Cinco policiais militares foram presos, nesta quarta-feira (29), suspeitos de participação na chacina que terminou com a morte de 12 pessoas em Campinas, no interior paulista.

Narração de Sérgio Gabriel

Estado admite participação de PMs em chacina



Em Campinas (SP)

Do UOL, em Americana (SP)

A Polícia Civil de São Paulo admitiu, nesta quinta-feira (30), pela primeira vez que policiais militares teriam participado da chacina que matou 12 pessoas em Campinas (93 km de São Paulo). Cinco PMs foram presos quarta-feira (29) e, segundo a SSP-SP (Secretaria do Estado da Segurança Pública), mais prisões de policiais podem ser realizadas nos próximos dias. O promotor Ricardo Silvares chamou os policiais de "covardes".



Thiago Rovêdo



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Violência em Campinas11 fotos

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13.jan.2014 - Ônibus é incendiado ao lado do terminal Vida Nova, na periferia de Campinas (SP). Ao menos três ônibus e um carro foram incendiados na manhã desta segunda-feira (13) na cidade Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Segundo o secretário de Segurança do Estado, Fernando Grella Vieira, os cinco policiais presos ficarão no presídio Romão Gomes, em São Paulo, por pelo menos 30 dias, prazo da prisão temporária.
"O Estado não aceita desvios de conduta. Na esfera administrativa, se o envolvimento for confirmado, eles serão expulsos da PM", disse o secretário, em Campinas, nesta quinta. Na madrugada, os cinco policiais militares negaram participação nos crimes em seus depoimentos à Polícia Civil.
A Corregedoria da PM informou, ainda, que irá investigar a ação de oito policiais que estavam de plantão no período das mortes na região onde os corpos foram encontrados. "As investigações continuam, outros oficiais são investigados e podem ser presos", disse Grella.
Segundo Carlos de Carvalho Júnior, comandante do CPI-2 (Comando de Polícia do Interior), há indícios de que o policial morto e os investigados faziam bicos nas folgas. "Há fortes indícios que apontam nesse sentido", disse.

Os presos

Todos os policiais presos estavam de folga no dia da ocorrência. A corregedoria informou que eles pertenciam ao batalhão de Arides Luis dos Santos, 44, PM que estava de folga e foi morto horas antes da chacina.

CINCO PMS SÃO PRESOS ACUSADOS DE PARTICIPAR DE CHACINA EM CAMPINAS

A principal linha de investigação das autoridades até o momento afirma que a morte dele tenha sido o estopim para a chacina, que teria ocorrido para vingar a morte do policial.

Covardia

O promotor do MPE (Ministério Público Estadual) de São Paulo Ricardo Silvares, que participou da entrevista com o secretário de Segurança, classificou como "covardes" os cinco policiais presos, que são acusados da morte do Joab Gama das Neves, 17, baleado na mesma noite da chacina.
Ainda segundo as autoridades, ele teria participado do assalto ao posto onde Santos morreu.
Devido à característica do crime, a morte de Joab passou a ser investigada junto com os demais homicídios e, de acordo com as autoridades, pode ser a chave que pode revelar os autores das demais mortes, já que as características dos crimes são similares.
Segundo Silvares, os cinco policiais presos participaram do assassinato, sendo que um deles fez os disparos e quatro deram cobertura. "Poucas vezes vi matarem uma pessoa de 17 anos de forma tão covarde. Esses policiais, que fizeram essa barbaridade, precisam ficar presos para o bem da sociedade", disse.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Delegado é exonerado no Rio

A após fazer críticas a policiais mulheres nas redes sociais

Felipe Martins
Do UOL, no Rio de Janeiro
  • Comentário feito pelo delegado Pedro Paulo Pontes Pinho no Twitter causou polêmica. Ele acabou sendo exonerado do cargo de titular da 9ª DP do Rio de Janeiro
    Comentário feito pelo delegado Pedro Paulo Pontes Pinho no Twitter causou polêmica. Ele acabou sendo exonerado do cargo de titular da 9ª DP do Rio de Janeiro
Críticas a colegas de trabalho, particularmente mulheres, derrubaram na noite desta segunda-feira (21) o delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da delegacia do bairro do Catete (9ª DP), na zona sul do Rio de Janeiro.
Em sua conta no Twitter, Pinho postou a seguinte mensagem: "tenho 14 mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne talento, coragem e disposição pra encarar a atividade policial". Essas e outras declarações levaram a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, a destituir o delegado de sua função.
As declarações do delegado ganharam repercussão após publicação de reportagem no site da revista "Veja". Segundo a reportagem, "Pinho, no mínimo, considera que mulheres não têm a mesma aptidão que os homens para o trabalho policial".
Por meio de nota, a chefe da Polícia Civil afirmou que decidiu exonerar Pinho da distrital por considerar que "o delegado tem dificuldades em gerir os recursos humanos que lhes são disponíveis". Martha Rocha designou a delegada Monique Vidal, ex-titular da 12ª DP (Copacabana), como nova titular.  A nota informa ainda que a delegada foi escolhida para ocupar a 9ª DP "considerando sua trajetória como mulher policial".
O delegado Pedro Paulo Pinho vai para o Centro Integrado de Investigação Criminal, considerada a 'geladeira' da Polícia Civil.
A chefe da Polícia Civil determinou ainda que a Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol) examine os posts do delegado Pedro Paulo Pontes Pinho em seu Twitter durante seu horário de trabalho.
Comentários polêmicos
As postagens polêmicas do agora ex-titular da 9ª DP começaram por volta das 13h desta segunda-feira. Pinho escreveu: "O que mata o serviço público é a tal da estabilidade", para logo em seguida emendar, criticando parte dos próprios subordinados "do efetivo da 9ª DP, 21 [policiais] (ou 42%) não possui qualquer vocação para a atividade policial. Alguns destes teriam dificuldade num emprego comum", declarou.
O delegado, que até então não fazia distinção quanto a gênero nas afirmações, prosseguiu disparando "A atividade policial exige certos talentos, e sacrifícios pessoais que poucos têm disposição a dar, como o risco à própria vida, exemplo", disse. "Se inscrevem num concurso policial como se fosse uma vaga num escritório, só depois se dão conta do salário, plantões, riscos, cobranças...", completou.
Nos comentários seguintes, o delegado faz referência ao trabalho das mulheres que comandava até esta segunda-feira na distrital da zona sul "Tenho 14 mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne talento, coragem e disposição pra encarar a atividade policial", afirmou. "E essa uma, entre 14, jovem ainda, não tem nenhum homem que a supere. A mulher quando é boa no que faz ninguém supera, mas o contrário...", continuou. Respondendo a uma internauta, o delegado mencionou a ausência de uma policial da distrital que teria faltado ao trabalho, alegando razões de saúde, mas que estaria online no Twitter "Uma delas, inclusive, faltou ao serviço hoje e enviou um "atestado", porém está por aí, na internet...".
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Presença feminina muda perfil de delegacias gaúchas8 fotos

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A delegada Andréia Nicotti conversa com um policial na delegacia de Taquara (RS). O número de delegadas na Polícia Civil do Rio Grande do Sul saltou de 14% para 27,6% depois que mais 66 mulheres entraram para a corporação em 2010. Hoje são 144 delegadas, segundo matéria do jornal "Zero Hora" Adriana Franciosi/Agência RBS
Delegado rebate acusações
Procurado pela reportagem do UOL, o delegado Pedro Paulo Pontes Pinho negou que tenha sido sexista nas declarações no Twitter. Pinho afirmou que fez críticas a policiais em geral, sem distinção de gênero. "Eu tuitei que 42%, ou seja, 21 policiais do meu efetivo possuem vocação para atividade policial. Não fiz qualquer distinção de gênero neste comentário", disse. "Eu falo que apenas uma das 14 mulheres da delegacia não tem capacidade para atividade policial, isso não é discriminação, é apenas uma constatação. Não faço qualquer discriminação contra a mulher. Eu digo inclusive sobre essa agente que nenhum homem a supera na delegacia", alegou o delegado.
O delegado rebateu as palavras da chefe Polícia Civil. "Eu tuitei hoje e sempre tuíto no horário de trabalho. Tuitar pra mim é o mesmo que tomar um cafezinho, especialmente hoje quando o sistema estava fora do ar e eu não poderia fazer absolutamente nada. Dou conta do serviço. Dou conta tanto que nós fomos premiados pelo governo do Estado como a melhor delegacia do Rio", disse.
Sobre a frase "A mulher quando é boa no que faz ninguém supera, mas o contrário...", o delegado afirmou que a intenção era dizer que "a mulher quando não é boa no que faz sai de baixo, uma expressão popular. Mas isso não é apenas com relação à mulher, vale também para o homem", comentou.
Pinho atacou novamente a policial que se ausentou no plantão desta segunda-feira. "Eu fui derrubado por uma policial que falta ao trabalho para ficar tuitando. Isso me deixou revoltado. Aí tuitei que o que falta ao serviço público é a estabilidade. Quem devia estar sendo punido não era eu",
Perguntado por esta reportagem se não era antiético ou pelo menos deselegante expor a público problemas relacionados ao trabalho dentro da distrital, Pinho disse que a "polícia é pública e não deve esconder da população as suas falhas, os seus problemas".
Segundo a edição online da "Veja", a policial criticada pelo delegado é a investigadora Ana Maria Abdo Roale, 48. A revista afirma que o estágio probatório dela terminou ontem, e, segundo afirma a policial, esta foi a primeira falta. A reportagem do UOL tentou entrar em contato com a agente, mas não teve sucesso.

Delegado titular Copacabana Exonerado

03/01/2014 às 11h04:

Réveillon de Copacabana: comandante presta depoimento; delegado é exonerado


 O comandante do 19° Batalhão da Polícia Militar, que se envolveu em um tiroteio no réveillon em Copacabana, na zona sul do Rio, prestou depoimento nesta quinta-feira (2), na mesma delegacia onde o delegado titular foi exonerado por mau atendimento aos turistas.

Delegado de Copacabana é exonerado

Delegado de Copacabana é exonerado do cargo após tiroteio no RéveillonJosé William de Medeiros foi afastado do cargo por má gestão durante o incidente

Publicação: 02/01/2014 16:22 Atualização:

O delegado titular da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, José William de Medeiros, foi exonerado do cargo após a confusão dentro da delegacia na noite do réveillon. Em nota, a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, afirmou que o delegado "não teve capacidade de gestão e gerenciamento, porque todos os recursos solicitados por ele foram atendidos, e ainda assim o atendimento ao público na virada do ano e no dia primeiro de janeiro foi inaceitável".
Em imagens veiculadas pela imprensa, é possível ver pessoas procurando documentos e outros pertences que estavam em caixas de papelão, no chão da delegacia. As imagens mostram também as longas filas para quem pretendia fazer um boletim de ocorrência. O delegado José William ficará à disposição da Coordenadoria das Delegacias de Acervo Cartorário onde aguardará nomeação para outro cargo.

A chefe de Polícia Civil escolheu a delegada Izabela Santoni para assumir o comando da delegacia de Copacabana. A nova titular era adjunta na Delegacia Fazendária e atuou no caso de Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos. A menina foi baleada e morreu no Hospital Municipal Salgado Filho, após esperar oito horas por atendimento. A delegada indiciou o médico Adão Orlando Crespo Gonçalves, que faltou ao plantão, por falsidade ideológica e estelionato contra a administração pública.