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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Saiba mais a respeito da ditadura Militar no Brasil



52 coisas que você não sabia sobre a ditadura militar brasileira

Decapitações, cartas de amor e o dinheiro ilegalmente desviado por um famoso político paulista financiando as ações da esquerda armada. Que história!
2. Em 1969, os militantes da VAR-Palmares ficaram pasmos ao terminar de contar o dinheiro conseguido em um assalto a um dos cofres do ex-governador paulista Adhemar de Barros Filho, guardado na casa da amante do político, no Rio: havia 2,5 milhões de dólares na "caixinha do Adhemar".
3. Esse dinheiro financiou boa parte das ações da luta armada da oposição.
4. Nem a amante, nem a família jamais reclamaram o dinheiro, dizendo à polícia que o cofre fora roubado vazio. A fonte da riqueza: negociatas ilegais com bicheiros.
5. Um dos generais mineiros que participou do golpe contra João Goulart em 1964, Carlos Luiz Guedes mandou avisar que começaria a rebelião no dia 30 de março porque era "o último dia de lua cheia" e completou: "não tomo nenhuma iniciativa na minguante".
6. Julio de Mesquita Filho, dono do jornal O Estado de S. Paulo, e Vicente Rao redigiram o primeiro Ato Institucional da ditadura.
7. Gilberto Gil fez quatro músicas enquanto estava preso. Uma ele esqueceu. As outras foram "Futurível", "Vitrines" e "Cérebro Eletrônico".
8. Caetano Veloso, que foi preso com Gil e depois foi para o exílio, foi pressionado a fazer uma música sobre a Transamazônica.
9. Clara Nunes, que havia gravado "Apesar de Você", do Chico Buarque, teve que cantar o "Hino das Olimpíadas do Exército" para limpar a barra.
10. Na ficha de Fernando Henrique Cardoso mantida pelo SNI (Serviço Nacional de Informações), o então professor de Sociologia é descrito como "reconhecidamente comunista".

"Criticou a presença de militares no governo".

11. Violeta Arraes, tia-avó de Eduardo Campos, coordenava a Frente Brasileira de Informações e recebia exilados em Paris.
12. Um dos codinomes de Dilma Rousseff durante a ditadura era Wanda. Ela militou no Colina (Comando de Libertação Nacional) e na VAR-Palmares.
13. Em 1982, no final da ditadura, havia mais de 6 mil pessoas trabalhando para a Comunidade de Informações do governo.
14. Recomendado em 1970 pelo Serviço Nacional de Informações ao general Médici, terceiro presidente da ditadura, para governar o Paraná, Haroldo Leon Peres foi pego extorquindo 1 milhão de dólares em um contrato com um empresário.
15. Em 1965, Castello Branco, primeiro presidente da ditadura, reclamou com o governador de Pernambuco: "Criar uma ditadura é fácil. Difícil é acabar com ela".
16. Costa e Silva, segundo presidente da ditadura militar, orgulhava-se de não ter o hábito da leitura. Disse a um general que carregava um livro sobre a Guerra do Vietnã: "Você é um idiota, perdendo tempo com essas coisas. Hoje eu só faço palavras cruzadas".
17. Uma das maiores prisões em massa da história do Brasil foi feita no Congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968: foram presos 920 estudantes.
18. Nos seis anos seguintes, 156 jovens com menos de 30 anos morreram militando na oposição ao governo militar. Ao menos 19 estavam em Ibiúna.

A propaganda do governo e a censura tratavam de classificar todos os opositores como terroristas. Alguns, como Carlos Marighella, defendiam assumir a denominação.

19. Nos anos mais duros da repressão, depois do AI-5, uma placa no saguão de uma delegacia paulista avisava: "Contra a Pátria não há direitos".
20. O apoio de parte de igreja à tortura ficou gravada na frase do bispo de Diamantina, d. Geraldo de Proença SIgaud, que declarou: "Confissões não se conseguem com bombons".
21. Ao atender o telefone, oficiais do DOI do Rio identificavam o local como a "Funerária Boa Morte".
22. Em uma cartilha do DOPS paulista, em 1973, a definição de torturador era: "expressão utilizada pela subversão para designar todos aqueles que se empenham ou colaboram na prisão de subversivos terroristas".
23. Jorge Medeiros Valle, funcionário de uma agência do Banco do Brasil no Leblon, desviou mais de 2 milhões de dólares e reverteu parte do dinheiro para a luta armada.
24. Jorge ganhou o apelido de Bom Burguês do MR-8, para o qual doou dinheiro desviado. Também mandou verbas para o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário.
25. Do outro lado, várias empresas ajudaram a custear a repressão. A Ford e a Volkswagen forneciam carros e a Ultragaz emprestava caminhões.
26. O pai de Sergio Fleury, delegado símbolo máximo da tortura em São Paulo e responsável pela morte de Marighella, era médico-legista e morreu contaminado por um cadáver.
27. Menezes ou Ernesto eram os codinomes de Carlos Marighella.
28. Na manhã de 15 de agosto de 1969, a Rádio Nacional, afiliada da Globo, foi invadida por doze militantes da ALN (Ação Libertadora Nacional), que colocaram no ar um manifesto gravado por Marighella. De fundo, o Hino Nacional e a Internacional Comunista.
29. O coronel Erasmo Dias chegou a desafiar Marighella para um duelo. Seria uma "luta de homem para homem, em campo aberto".
30. Segundo o "Manual do guerrilheiro urbano" de Marighella, o guerrilheiro ideal "deve possuir iniciativa, mobilidade e desembaraço".

Marighella: o homem mais procurado do Brasil gostava de batidas de limão.

31. Na ação que resultou na morte de Marighella, comandada por Fleury, a polícia também matou um dentista alemão que passava de carro por ali e nada tinha a ver com a história.
32. O cineasta francês Jean-Luc Godard destinou à ALN parte dos lucros do filme "Vento do Leste".
33. Não foi o único artista europeu a apoiar a causa à distância: Joan Miró, pintor catalão, vendeu desenhos para ajudar a pagar as contas de um guerrilheiro que viajava por Roma.
34. Ao longo dos anos de 1964 a 1968, 308 denúncias de tortura foram registradas nas cortes militares. Em 1969 apenas, foram 1027. E, em 1970, 1206.
35. Sequestrado em 1970, o embaixador alemão Ehrenfried von Holleben foi trocado por 40 presos políticos, entre eles Fernando Gabeira -- que havia participado do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, que por sua vez servira de moeda de troca pela liberdade de 13 presos, entre eles José Dirceu.

Entre os presos políticos trocados pelo embaixador americano, José Dirceu (o segundo em pé, da esquerda para a direita).

36. Os militares envolvidos na tortura eram chamados de "tigrada".
37. Entre as gírias da tigrada, estavam "pau" para a tortura, "maricota" para o magneto dos choques, e "cachorro" para os informantes infiltrados.
38. Durante a Copa de 1970, antes de uma sessão de tortura no DOI-CODI do Rio, um torturador avisou um preso: "Se não falar em dez minutos, vai morrer hoje. Eu não quero perder o jogo".
39. Ao se despedir dos sequestradores na hora da libertação, depois de cinco dias de cativeiro, Holleben disse: "Pensei que vocês estivessem melhor organizados".
40. Giovanni Bucher, embaixador da Suíça, foi sequestrado em dezembro de 1970 e trocado por 70 presos. Durante o sequestro, Bucher escrevia cartas à família e jogava biriba com Carlos Lamarca.

A notícia do sequestro do embaixador alemão, libertado cinco dias depois.

41. Após a libertação, Bucher recusou-se a identificar seus sequestradores. Disse que só os vira de máscara, o que era mentira.
42. Para celebrar o tricampeonato conquistado na Copa do México, Médici bateu uma bolinha no palácio da Alvorada.
43. Na Semana Santa de 1970, uma igreja de Paris colocou no altar um Cristo algemado, com um tubo na boca, um magneto na cruz e uma bola onde se lia "Ordem e Progresso".
44. No governo Médici, a repressão matou 120 pessoas. Somadas, as gestões dos dois presidentes anteriores (Castello Branco e Costa e Silva) tiveram 59 mortos.
45. No Araguaia, durante a guerrilha, o PC do B distribuiu um panfleto intitulado "Proclamação da União Pela Liberdade e pelos DIreitos do Povo". Segundo o Partidão, era um "documento simples, acessível". Mas o texto, de 4 mil palavras, usava termos como "estagnado", "urbanização" e "ramos da administração".
46. Durante o combate à guerrilha no Araguaia, o Exército inventou uma empresa chamada Mineração Aripuanã para disfarçar suas manobras na região.
47. No início dos anos 70, os alternativos "Pasquim" e "Opinião" chegaram a vender 100 mil exemplares -- mais que a circulação das revistas "Veja" e "Manchete" somadas.
48. O "Opinião" durou cinco anos, de 1972 a 1977. Publicou 5 mil páginas -- e teve 5 mil censuradas.

Irreverente, o Pasquim virou símbolo da imprensa "nanica", embora tenha vendido mais exemplares que a Veja

49. A contagem de mortos ainda não é assunto fechado. Foram 356 assassinados pela direita, segundo a estatística oficial, e 119 mortos pela esquerda (segundo Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do DOI de São Paulo).
50. Enquanto estavam separados, Carlos Lamarca, ex-capitão do Exército que trocou o quartel pela luta armada contra a ditadura, escrevia um diário romântico para Iara Iavelberg, sua mulher. "Penso adoidadamente em ti – é impressionante – nunca pensei amar tanto", diz um trecho.
51. Tanto Carlos quanto Iara foram mortos pela repressão em 1971, com menos de um mês de diferença.
52. Geisel, quarto presidente da ditadura e mentor da reabertura política, nunca blefou no pôquer. "Tenho medo da vergonha de ser apanhado", disse ao jornalista Elio Gaspari, autor das séries "As Ilusões Armadas" e "O Sacerdote e o Feiticeiro", investigações mais completas sobre os anos da ditadura militar no Brasil e fonte para a maioria destas informações, relançadas pela Editora Intrínseca este ano.

Left: Reprodução
Right: Reprodução
Nos cartazes de "Terroristas Procurados", Lamarca e Iara Iavelberg são os primeiros.
Clarissa Passos é redatora do BuzzFeed, em São Paulo.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Documento secreto revela papel da Globo na ditadura

DITADURA MILITAR
05/APR/2014 ÀS 22:38
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Nos EUA, um documento secreto que confirma a influência de Roberto Marinho, fundador da Globo, nos bastidores da ditadura militar no Brasil

A Jornalista Helena Sthephanowitz obteve documento precioso, que ficou guardado durante 50 anos, sobre o papel de Roberto Marinho na ditadura militar que atirou o País às trevas durante 21 anos. Nele, o embaixador Lincoln Gordon relata a seus superiores suas conversas com o então presidente das Organizações Globo. Ambos discutiam a sucessão de Castelo Branco e o endurecimento do regime. A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura.
Helena Sthephanowitz, Rede Brasil Atual
No dia 14 de agosto do 1965, ano seguinte ao golpe, o então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Lincoln Gordon, enviou a seus superiores um telegrama então classificado como altamente confidencial – agora já aberto a consulta pública. A correspondência narra encontro mantido na embaixada entre Gordon e Roberto Marinho, o então dono das Organizações Globo. A conversa era sobre a sucessão golpista.
Segundo relato do embaixador, Marinho estava “trabalhando silenciosamente” junto a um grupo composto, entre outras lideranças, pelo general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar; o general Golbery do Couto e Silva, chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI); Luis Vianna, chefe da Casa Civil, pela prorrogação ou renovação do mandato do ditador Castelo Branco.
No início de julho de 1965, a pedido do grupo, Roberto Marinho teve um encontro com Castelo para persuadi-lo a prorrogar ou renovar o mandato. O general mostrou-se resistente à ideia, de acordo com Gordon.
No encontro, o dono da Globo também sondou a disposição de trazer o então embaixador em Washington, Juracy Magalhães, para ser ministro da Justiça. Castelo, aceitou a indicação, que acabou acontecendo depois das eleições para governador em outubro. O objetivo era ter Magalhães por perto como alternativa a suceder o ditador, e para endurecer o regime, já que o ministro Milton Campos era considerado dócil demais para a pasta, como descreve o telegrama. De fato, Magalhães foi para a Justiça, apertou a censura aos meios de comunicação e pediu a cabeça de jornalistas de esquerda aos donos de jornais.
No dia 31 de julho do mesmo ano houve um novo encontro. Roberto Marinho explica que, se Castelo Branco restaurasse eleições diretas para sua sucessão, os políticos com mais chances seriam os da oposição. E novamente age para persuadir o general-presidente a prorrogar seu mandato ou reeleger-se sem o risco do voto direto. Marinho disse ter saído satisfeito do encontro, pois o ditador foi mais receptivo. Na conversa, o dono da Globo também disse que o grupo que frequentava defendia um emenda constitucional para permitir a reeleição de Castelo com voto indireto, já que a composição do Congresso não oferecia riscos. Debateu também as pretensões do general Costa e Silva à sucessão.
Lincoln Gordon escreveu ainda ao Departamento de Estado de seu país que o sigilo da fonte era essencial, ou seja, era para manter segredo sobre o interlocutor tanto do embaixador quanto do general: Roberto Marinho. Abaixo o documento:
documento globo apoio ditadura

Documento secreto revela papel da Globo na ditadura




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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Jornalista AUDÁLIO DANTAS: os crimes da Ditadura Militar

Jornalista AUDÁLIO DANTAS: os crimes da Ditadura Militar no BRASIL.
 Publicado em 11/02/2013
Vídeo recomendado:
VENEZUELA: encontro do corpo de Desaparecido Político reabre debate sobre torturas.
http://www.youtube.com/watch?v=6Etxlj...

Avança o resgate da verdade histórica dos tempos da Ditadura Militar no BRASIL. Depois da instalação da Comissão Nacional da Verdade no ano passado, foi instituída a Comissão da Memória, Justiça e Verdade dos jornalistas brasileiros.
O presente vídeo mostra uma entrevista com o Jornalista AUDÁLIO DANTAS, Presidente da Comissão da Verdade dos Jornalistas. AUDÁLIO DANTAS é também Escritor e seu mais recente livro publicado em janeiro é "As duas guerras de Vlado Herzog" pela Editora Civilização Brasileira.

Vídeos sugeridos:

ARGENTINA pune exemplarmente os responsáveis pela Ditadura Militar.
http://www.youtube.com/watch?v=9bsWbw...

DIREITOS HUMANOS: Comissão da Verdade quer avaliar as atividades da Operação Condor.
http://www.youtube.com/watch?v=XG43iT...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Leitor critica declaração de Amado Batista

Sobre tortura na ditadura..

LEITOR ADEMAR G. FEITEIRO
DE SÃO PAULO, SP

Amado Batista diz que foi torturado pelos militares do golpe de 1964 e que mereceu.
Que tristeza, sr. Amado Batista! Chegar aos 62 anos de idade com essa mentalidade!
E ainda acredita que "pessoas queriam tomar o país à força", que o país "viraria uma Cuba". Ou é muita alienação ou é má-fé.
O cantor perdeu uma rara oportunidade de cantar em vez de falar.
Divulgação
O cantor Amado Batista em cena do documentário "Vou Rifar Meu Coração", de Ana Rieper
O cantor Amado Batista em cena do documentário "Vou Rifar Meu Coração", de Ana Rieper
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