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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Vespasiano: julgamento de militares entra na fase de interrogatórios

15/07/2014 - 14:40 | Fonte: TJMG

 

Durante o julgamento dos seis policiais militares acusados da tentativa de homicídio contra três vítimas na comarca de Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte, os réus foram ouvidos pelo juiz Fábio Gameiro Vivancos, pela promotoria e defesa. Segundo os autos, em fevereiro de 2004, policiais militares fizeram um cerco a três acusados de roubo. Durante a operação, realizada na MG10, próximo à cidade de Pedro Leopoldo, a comerciante A.P.N.S., que passava em um veículo pelo local, foi baleada e morreu. Também foram baleados, mas não faleceram, M.S.A. e um dos acusados que estavam sendo perseguidos, J.N.S.
Os debates devem acontecer na quarta-feira, 16 de julho, a partir das 8h45.
No interrogatório na terça-feira, 15, o policial, M.R.C.V.J. disse que perseguia os assaltantes que eram perseguidos por outros policiais. Afirmou que não viu nenhum civil no local onde houve troca de tiros devido à falta de iluminação, o que dificultou a sua visibilidade. O policial alegou que falhas no sistema de comunicação entre eles foi o fator determinante para o insucesso na captura dos assaltantes.
O policial R.L. afirmou que perseguiu os assaltantes até que eles fugiram rumo ao bairro Morro Algo, em Vespasiano, a pé, após baterem o carro na rodovia MG 010. Relatou ter percebido que apenas os assaltantes teriam disparado tiros após evadirem para o bairro Morro Alto em Vespasiano. Disse que só soube que havia vítimas após fazer um patrulhamento no local.
O policial E.S.M. relatou que perseguiu os assaltantes ao lado de outras viaturas. Disse que eles bateram o carro deles em um poste e a partir desse momento passaram a trocar tiros com os policiais. Acredita que a operação policial deu errado por falta de comunicação.
O policial R.B.L. disse que acompanha a perseguição dos assaltantes que estavam em veículo Gol. Afirmou que durante a perseguição houve troca de tiros. Na rodovia MG 010, o veículo Gol colidiu com um poste. Após essa colisão, os assaltantes evadiram do veículo e atiraram nos policiais que acabavam de chegar no local. O policial disse que disparou alguns tiros em direção aos assaltantes. Por fim, disse que não viu pessoas na rodovia além dos assaltantes.
O policial C.C. disse que foi um dos primeiros a chegar no local do assalto. Posteriormente, passou a persegui-los no sentido Pedro Leopoldo-Belo Horizonte. Segundo ele, durante a fuga, os assaltantes atiraram no veículo da polícia. Tais assaltantes bateram o veículo deles em poste na rodovia MG 010. Houve troca de tiros. Ele disse que disparou contra um dos assaltantes.


O policial J.L.S. disse que também foi ao local do comunicado do assalto. Houve fuga e perseguição, segundo ele. No percurso da fuga, havia três viaturas que também perseguiam o carro em fuga. O policial disse que próxima à MG 010 havia um afunilamento de pista com a presença de outras duas viaturas. Neste percurso, houve troca de tiros. Já na MG 010, o veículo chocou-se com poste e os assaltantes evadiram do local atirando nos policiais. O policial disse que nesse momento não revidou com tiros, mas ouviu muitos disparos.



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Julgamento de policiais acusados de matar comerciante é retomado em Vespasiano MG

16/7/2014 às 09h53 (Atualizado em 16/7/2014 às 10h16)


Durante operação para prender assaltantes, militares acabarem matando uma pessoa.....
  • Thaís Mota, do R7
Júri deve ser encerrada somente nesta quarta-feira (16)Marcelo Albert/TJMG
Foi retomado às 9h desta quarta-feira (16) o julgamento de seis policiais militares acusados de matar uma comerciante e de tentativa de homicídio de outras duas pessoas durante operação na MG-010, em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte. O júri popular acontece no Tribunal do Júri de Vespasiano, também na Grande BH, e a sessão de hoje teve início com as alegações da promotora Marina Kattah.  
Após a explanação da representante do Ministério Público, será a vez da defesa dos réus também apresentar seus argumentos. E após a fase de réplica e tréplica, os sete jurados que formam o Conselho de Sentença se reunirão para decidir se os policiais serão condenados ou absolvidos.  
Na tarde de terça-feira (15), os seis réus foram ouvidos e alegaram que estariam perseguindo os suspeitos de um assalto e que, durante a operação, houve troca de tiros entre os policiais e os bandidos. Entretanto, todos alegaram que estava escuro e que não teriam percebido a presença de civis no local.   
Em determinado momento, os criminosos teriam batido o carro em um poste e desceram do veículo atirando contra os policiais, que também revidaram. Foi nesta hora que três civis foram baleados, sendo que Ana Paula Nápoles da Silva morreu no local.   
Segundo o militar Edson Simonal Martins, um dos réus que está sendo julgado, houve falha de comunicação entra os diversos policiais que atuavam na operação. Além dele estão sentados no banco dos réus José Luiz da Silva, Marcílio Ramos Correa Vieira Júnior, Robson Balbino Leonardi, Claudinei Cassemiro e Renato Loscha.
Entenda o caso
Em fevereiro de 2004, policiais militares pararam dois carros na MG-010 para usá-los como bloqueio a três suspeitos de roubo em fuga. Os motoristas foram orientados a se esconder em um matagal próximo. Durante a abordagem, os assaltantes correram para o mesmo lugar e os policiais abriram fogo. Ana Paula Nápoles da Silva morreu na hora. Outro motorista, M.S.A., e um dos suspeitos, J.N.S., foram baleados e sobreviveram. Como os suspeitos estavam desarmados, a Justiça considerou que os tiros partiram dos militares.