12 de out. de 2026
No Rio de Janeiro, a corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Civil investigam o confronto entre PMs que terminou com a morte de um subtenente do Bope. Na despedida, parentes do policial receberam o apoio de amigos e colegas de farda. Glaucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, era subtenente do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar. A ex-mulher dele, Aline Viana, afirmou que o agente era apaixonado pelo trabalho. “O Glaucio era um apaixonado pelo trabalho dele. Ele falava que aquilo ali fazia parte dele; não é que ele fazia parte do Bope, o Bope fazia parte dele.”
O policial participava de uma abordagem a ocupantes de um carro em um dos acessos à comunidade da Gardênia Azul, na zona sudoeste do Rio. A equipe foi atingida por disparos de outros policiais militares que passavam pelo local. O veículo ficou com marcas do tiroteio. Glaucio chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Outros cinco PMs também foram baleados, e dois deles permanecem internados, com quadro de saúde estável.
Glaucio era irmão do subtenente Heber Carvalho, também integrante do Bope, que morreu durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro do ano passado. O policial completaria 26 anos na Polícia Militar em dezembro e deixa três filhos.
A corregedoria da PM e a Delegacia de Homicídios apuram se houve falha de comunicação entre os batalhões. Em 2024, policiais de outra unidade também trocaram tiros com uma equipe do Bope na comunidade Jorge Turco, na zona norte do Rio. Na ocasião, ninguém ficou ferido.
O especialista em segurança pública Antônio Ricardo destacou a necessidade de ajustes nos protocolos e nos procedimentos de identificação dos agentes, já que criminosos podem utilizar uniformes semelhantes aos das forças especiais.
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