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A militante Áurea Moretti Pires foi colocada no pau de arara e sofreu choques elétricos antes de ficar encarcerada no presídio Tiradentes, em São Paulo. À Comissão Nacional da Verdade, em janeiro de 2014, ela relatou uma das sessões de tortura. "Levaram, então, o cabo Aparecido com seu pau de arara, com seu choque elétrico, tá, eu amarrada do modo como eles fazem que fica amarrado, assim, pulso amarrado, de um modo que a parte de baixo da perna dá pra passar o cano do pau de arara, né?, então quando levanta a gente tá pendurado de cabeça pra baixo, e no caso ele tirou toda minha roupa, fiquei só de calcinha", relatou Reprodução/Memórias da Resistência
Análises
- Fernando Rodrigues: Relatório produzirá ruído e não agradará a militares nem ativistas
- Mário Magalhães: Barbárie nunca mais, hora de salgar as feridas 186
- Sakamoto: golpistas precisam saber que sua versão da história morreu
- Hélio Schwartsman: Nada mais que a verdade
- Cony: Quem esqueceu a ditadura não merece ser brasileiro







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