Publicado em 21/11/2014 às 09:01:38
Fonte: Claudiomar de Oliveira/Aripuanaonline
Fonte: Claudiomar de Oliveira/Aripuanaonline
O soldado da policia militar, Diego Gama
de Oliveira, que matou a sogra com um tiro no peito, na cidade de Aripuanã, no
dia 31 de março de 2013, foi levado a júri popular nesta terça-feira. A vítima
dona Maria do Socorro Machado Alves, morreu ao tentar proteger a filha durante
uma briga do casal. A arma utilizada no crime, uma pistola calibre 380,
pertence a corporação da Polícia Militar. Dona Maria, que morava em Barra do
Garças, teria vindo à Aripuanã, para visitar a filha Arlinda Karina Machado
Santos.
Na época do fato Diego ainda era soldado
da Policia Militar. Sua expulsão da corporação veio tempos depois, em razão do
homicídio praticado por ele. Após ser preso em flagrante, ele foi encaminhado
ao presidio militar de Santo Antônio do Leverger, onde permaneceu preso até a
data do julgamento.
Durante a sessão de julgamento, que durou
aproximadamente 7 horas, foram ouvidas quatro testemunhas, entre elas, dois
policiais militares que atenderam a ocorrência, uma amiga do casal, e a esposa
do ex-soldado. Os polícias disseram acreditar na versão apresentada por Diego,
de que, a arma teria disparado acidentalmente.
O advogado de defesa, parecia convencido
de que não conseguiria provar a inocência do réu, e pediu a condenação do
cliente, mas pelo crime de homicídio culposo, onde não há a intenção de matar e
a pena é menor. Uma estratégia que se desse certo, beneficiaria o réu o
colocando em liberdade nos próximos 6 meses.
A representante do Ministério Publico,
Dra. Nathalia Moreno, apresentou aos jurados a arma utilizada para matar a
vítima, explicou que a arma não dispararia se não houvesse alguém para apertar
o gatilho, e que, o então policial tinha recebido treinamento para a utilização
adequada da arma. Por fim, a promotora falou dos primeiros depoimentos colhidos
das testemunhas, que confirmaram que Diego, mirou a arma e atirou no peito da
vítima.
O júri popular, composto por quatro
homens e três mulheres, condenou o réu, por entender que Diego não deu qualquer
oportunidade de defesa à vitima, e que, a intenção dele ao puxar o gatinho era
realmente de matar a sogra.
O juiz da comarca de Aripuanã, Dr.
Fabricio Sávio da Veiga Carlota, aplicou a pena de 17 anos de reclusão, que
inicialmente serão cumpridos no regime fechado.
Arlinda Karina Machado Santos, filha da vítima,
continua casada com o ex-soldado Diego da Gama de Oliveira. Ela disse já ter
perdoado o assassino de sua mãe.
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