Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Imagens de aeroporto no MA mostram que juiz chegou atrasado

15/12/2014 09h59 - Atualizado em 15/12/2014 11h07

Delegado diz que ainda não há indícios de que funcionários tenham cometido crime. Seis processos contra Marcelo Baldochi foram arquivados.



A polícia vai ouvir nesta segunda-feira (15) os funcionários que estavam na hora da confusão com um juiz que deu voz de prisão a três funcionários de uma Companhia Aérea, em Imperatriz, no Maranhão. As imagens do circuito interno do aeroporto comprovam que o juiz Marcelo Baldochi chegou mesmo atrasado e não poderia embarcar.
As imagens do circuito interno do aeroporto de Imperatriz comprovam que o juiz Marcelo Baldochi chegou atrasado para o voo. O relógio marcava 20h37 - seis minutos depois do encerramento do check-in.
"Chamou a gente de pilantra, de burro. Acionou a viatura para levar a gente preso como vagabundo, sendo que a gente estava trabalhando, cumprindo normas e procedimentos", disse o agente de bagagem Alessandro Rodrigues.
"Muito constrangedor. Todo mundo me olhando como se eu fosse bandido. Não desejo isso a ninguém", conta o atendente Agemiro Augusto.
O delegado Assis Ramos, que investiga o caso, disse que por enquanto não há indícios de que os funcionários tenham cometido qualquer tipo de crime. "Está mais próximo de um abuso de autoridade do que mesmo uma infringência ao Código de Defesa do Consumidor”, afirmou.
No domingo (14), uma comissão da Corregedoria do Tribunal de Justiça chegou a Imperatriz para apurar a conduta do juiz Marcelo Baldochi. Uma sindicância foi aberta, e não foi a primeira. O juiz Baldochi já se envolveu em outras confusões.
Ele também mandou prender um tabelião dias antes da confusão no aeroporto, porque o funcionário se recusou a dar um documento de graça para uma mulher.
“Um camburão na porta. Os caras todos com um fuzil na mão com dois policiais”, lembrou o tabelião Robson Cordeiro.
Há três meses, a OAB de Imperatriz enviou uma representação à Corregedoria Geral de Justiça, reclamando que o juiz vinha humilhando advogados nas audiências.
A presidente do Fórum das Mulheres também reclamou que o juiz maltratava as funcionárias do Tribunal e as mulheres que iam para audiência de pensão alimentícia. “Inclusive em situações bem contundentes, onde o juiz joga a sentença em cima da mesa, próximo da pessoa e diz: ‘foi assim que eu me livrei da minha mulher’”, disse Conceição Amorim, do Fórum das mulheres de Imperatriz.
O nome do juiz também foi incluído na lista de fazendeiros acusados de usar trabalho escravo. Em 2007, o Ministério do Trabalho encontrou 25 funcionários da fazenda dele sem as mínimas condições de segurança e higiene. Ao todo, seis processos contra o juiz já foram arquivados.
Por telefone, o juiz Marcelo Baldochi disse que não vai comentar o caso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário