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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Caso Ivanildo Junior: Acusado denuncia ameaça de morte

Ameaça de morte - 13/08/2009 às 14h30

Preso na CCPJ, Claudiomar Ferreira enviou carta à mãe de Ivanildo Junior

O pagodeiro Claudiomar Ferreira, acusado de envolvimento no sequestro, morte e ocultação de cadáver do estudante Ivanildo Barbosa de Paiva Júnior, denunciou que está sendo ameaçado de morte.
Claudiomar fez a denúncia através de uma carta que enviou à mãe de Ivanildo Júnior, dona Marinalva. Na carta, Claudiomar diz que as ameaças de morte teriam partido de dois policiais militares, cujos nomes ele não declinou.
Na mesma carta ele confirmou tudo que disse ao delegado Jefrey de Paula Furtado, quando foi preso e interrogado acusado de envolvimento no crime: que os policiais Smailly Araújo e Antonio Abreu Ribeiro foram os assassinos do estudante Ivanildo Júnior.
O crime foi um dos mais cruéis que já aconteceram em Imperatriz nos últimos tempos. Claudiomar Ferreira diz na carta que teme ser assassinado mesmo estando preso na CCPJ, antes do julgamento dele e dos policiais.
Quando estava retornando da área da Quatro Bocas, onde fez um lanche após sair do Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva, Ivanildo Júnior foi abordado pelos policiais Smailly e Ribeiro. Uma semana depois, o seu corpo foi encontrado em uma cova rasa num matagal às margens da Estrada do Arroz.
Os policiais foram identificados através de uma câmera de segurança de uma loja de departamentos localizada na Avenida Getúlio Vargas. De posse das imagens, ficou fácil para o delegado Jefrey de Paulo Furtado chegar aos dois policiais, que foram autuados em flagrante delito por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.
Claudiomar Ferreira, que é acusado de envolvimento no crime, foi preso alguns dias depois. Em depoimento, incriminou os dois policiais, acusando-os de terem matado Ivanildo com um tiro no peito, após uma sessão de espancamento.
Punição administrativa
Os policiais Smailly e Abreu, que estavam presos no Quartel Geral da PM na capital, foram trazidos para o Quartel do 3º BPM em Imperatriz, onde estão aguardando o julgamento administrativo, que será feito nos próximos dias.
Os dois policiais serão submetidos a julgamento militar e poderão ser expulsos da corporação.
Fonte: O Progresso.

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