grupo de extermínio
Polícia Civil e Ministério Público investigam grupos de extermínio na região de Mossoró
A declaração do delegado Odilon Teodósio foi durante o seminário “Mossoró e os Desafios para Construção de um Sistema de Segurança Pública Cidadão”, realizado sábado (7) no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Mossoró.
O evento foi proposto pelo PSB.
Estavam na mesa do seminário à delegada Ana Claudia Saraiva, da Adepol, e o delegado federal Ricardo Brisolla Balestreri, ex-secretário nacional de Segurança Pública e atual presidente do Observatório Nacional Sobre o uso da Força Policial, além dos candidatos a prefeito Larissa Rosado, do PSB, e o candidato a vice prefeito Josivan Barbosa, do PT.
Depois de afirmar que “uma cota” dos homicídios ocorridos na região é praticada por policiais militares, o delegado Odilon Teodósio destacou que sua equipa está de “orelha em pé” e que a qualquer momento pode prender estes assassinos. Lembrou que é um trabalho perigoso e que para atuar neste trabalho está andando com segurança pessoal dia e noite.
Destacou que o trabalho de investigação ou mapeamento, que ele disse que está sendo feito com muita cautela e zelo, tem o acompanhamento de perto do Ministério Público Estadual. “Para reduzir a criminalidade, certamente vamos ter que prender policiais maus” disse.
Odilon Teodósio acrescentou: que se existe grandes criminosos financiando o tráfico, patrocinando homicídios e outros tipos de crimes, é porque tem policiais envolvidos e isto não quer dizer exatamente que sejam policiais militares.
Agora aqui vai um aviso: “A Polícia Civil na região, comigo aqui, não vamos ter conivência com bandidos”, ressalta Odilon Teodósio, lembrando que as únicas exigências para assumir a Divisão de Policia do Oeste foi estrutura e autonomia para prender bandido poderoso.
A delegada Ana Claudia Saraiva, da Adepol, disse que tem interesse “em fazer uma limpeza e nossa classe”. Para a delegada, falta estrutura de delegacias, apoio pericial e principalmente contingente suficiente para atuar em todas as comarcas.
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EX-PM ACUSADO DE ENVOLVIMENTO EM CRIME NA GRANDE NATAL SE ENTREGA À POLÍCIA
De acordo com o delegado Ronaldo Gomes, Márcio se entregou espontaneamente, juntamente com seu advogado, por volta das 11h desta sexta. Segundo o delegado, sua prisão preventiva foi decretada e ele será ouvido ainda nesta tarde.
Ainda de acordo com Ronaldo Gomes, Márcio já havia entrado em contato, outras vezes com a polícia para apresentar-se com seu advogado.
Agora será estabelecido um prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito e se até o final desse prazo nada for esclarecido sua prisão deverá ser prorrogada.
FONTE: DN online
EX-POLICIAIS SÃO ACUSADOS DE CRIMES NA GRANDE NATAL
Bebeto e Ronaldo Bomba são acusados de continuarem praticando crimes de execução na Grande Natal
Na noite da última segunda-feira, Josemar Gomes, 43 anos, e Charles Paiva da Silva, 29, foram mortos a tiros em uma estrada carroçável no distrito de Mangabeira, em Macaíba, Grande Natal. Além deles, o policial militar Marcelo Miguel da Silva, 36, foi atingido por dois disparos no mesmo local, mas conseguiu escapar com vida. No hospital, segundo o comandante do 11º Batalhão da PM, Fábio Araújo, teria identificado os possíveis autores do duplo assassinato e da tentativa de homicídio.
Além disso, “é algo difícil prender ou investigar militares. Não só policiais militares, mas civis e agentes penitenciários também”, admite o delegado-geral da PC, Elias Nobre. Segundo ele, são dois os grandes problemas envolvendo esse tipo de criminosos e isso nada tem a ver com o fato de, em alguns casos, eles serem “colegas de profissão”.
Os casais Zhon Maozhen, 36 anos, e Jin Wanguai, 39 anos, donos da loja Gold Sol; e Lixiong Lin, 36 anos, e Zhang Haiyan, 38 anos, donos da loja JMF Variedades, foram executados com tiros nas cabeças e os corpos abandonados em uma área rural de Macaíba.
Não é só o local onde os corpos dos chineses foram encontrados que “coincide” com a emboscada do início da semana passada. “Quem matou os chineses entendia de investigação policial. O local foi completamente limpo. Até as cápsulas das balas levaram”, lembra uma fonte policial ouvida pelo jornal. Essa mesma fonte é taxativa: “Marcelo Miguel fez revelações sobre o crime dos chineses. Já temos como ligar Ronaldo e Bebeto a mais um crime”. A morte dos chineses, segundo comentários na polícia, foi por latrocínio (matar para roubar).
“Ronaldo Bomba” e “Bebeto” foram expulsos da PM em 2008, três anos depois de serem presos (em 2005), a Operação Fronteiras, que desarticulou um dos grupos de extermínio que atuavam no Estado. Na casa deles, foram encontradas munições e armas exclusivas das Forças Armadas.
Envolvidos em crimes, ex-PMs não estão presos
Se já foram expulsos da Polícia Militar, suspeitos de homicídio neste ano e agora, apontados como possíveis autores de mais mortes, porque os ex-policiais Ronaldo Erasmo Galdino de Lima, também conhecido como “Ronaldo Bomba” e Roberto Moura do Nascimento, o “Bebeto”, ainda se encontram em liberdade? Porque as investigações ainda não foram concluídas, afirmam as fontes policiais ouvidas pelo jornal.
“O problema é porque militares conhecem bem o trabalho da investigação e sabem como dificultá-la. Modificam, por exemplo, a cena do crime, limpam o local, cometem os crimes em lugares de pouco policiamento ou de difícil acesso. Isso reduz a possibilidade de provas técnicas”, afirma o delegado-geral.
Restando somente a prova testemunhal em vários casos, entra a segunda dificuldade nas investigações a militares: “muitos deles, também ameaçam e intimidam testemunhas, fazendo-as perderem o interesse de prestar depoimento”.
Para evitar intimidações desse tipo, por sinal, o coronel Araújo, comandante-geral da Polícia Militar, também está exigindo que policiais que são suspeitos ou acusados de crimes percam o porte de arma e fiquem fora do serviço fora nas ruas. “Dessa forma, pretendemos impedir que eles ameacem ou façam algum tipo de amedrontamento às testemunhas. Imagine só, você sendo testemunha de um crime e, um dia, encontra o homem que está apontado como responsável na rua, armado e com a farda da PM”, afirma o coronel.
FONTE: Tribuna do Norte
PM ESCAPA DE EXECUÇÃO E ACUSA EX-POLICIAIS PELO CRIME
Dois trabalhadores foram mortos em Macaíba. Soldado que sobreviveu reconheceu dupla de acusados
O soldado PM Marcelo Miguel da Silva, 36 anos, mesmo ferido por um tiro no abdômen, conseguiu escapar de uma execução em que foram mortos dois amigos seus, o entregador Charles Paiva da Silva, 28, e o estofador Josemar Gomes, 43, numa estrada carroçável do distrito de Mangabeira, em Macaíba, região metropolitana de Natal, por volta das 18h30 da segunda-feira. Segundo o major PM Fábio Araújo, comandante do 11º batalhão PM de Macaíba, o soldado lhe contou que o trio foi vítima de uma emboscada no Bairro Nordeste, Zona Oeste de Natal, minutos antes, e foram levados para o município vizinho em uma caminhonete prata. Quatro homens armados teriam abordado as vítimas em plena rua e os levado. Ainda de acordo com o major, Marcelo reconheceu dois dos suspeitos como sendo ex-policiais, cujas identidades foram preservadas para não atrapalhar nas investigações.
Fábio Araújo conversou com o soldado, ontem pela manhã, no Hospital Walfredo Gurgel, após a vítima ter passado por cirurgia. Marcelo Miguel lhe contou que foi convidado pelo amigo, Charles Paiva, para ir até o Bairro Nordeste no início da noite da segunda. “Porém, ele não disse porque foi ao bairro, apenas contou que foi chamado”. O soldado foi acompanhado de Charles em sua moto Honda CB 300 dourada e o terceiro, Josemar, em sua Honda Titan azul. Ainda conduzindo as motocicletas pelas ruas do bairro, o trio foi abordado por uma caminhonete cabine dupla. “Eram quatro homens armados, que os renderam, amarraram os pés e mãos e os colocaram na carroceria do veículo”. Uma pistola calibre 380, que estava com o policial, também foi tomada pelos bandidos.
Segundo o major, dois dos criminosos tomaram as motos, enquanto os outros dois seguiram com a caminhonete, todos em direção a Mangabeira. “O soldado disse que eles até chegaram a ver duas viaturas da polícia no caminho, mas os bandidos seguiram por outra estrada para não serem presos”. Pelo que ouviu do sobrevivente, Fábio Araújo conta que o trio, antes de chegarem ao local onde ocorreria a execução, conseguiram se desvencilhar das cordas. “Ele contou que, quando o carro parou, eles tentaram fugir. Mas todos foram atingidos por tiros”. Marcelo Miguel conseguiu chegar até uma granja próxima, onde pediu socorro à polícia. Ele foi levado para o hospital, onde recupera-se dos ferimentos. Os outros dois homens raptados morreram ainda no local. O comandante do 11º BPM diz que o o soldado ainda reconheceu dois dos suspeitos como sendo ex-policiais. “Os outros dois ele diz conhecer apenas de vista, por morarem no bairro Nordeste”. O caso está sendo investigado pela delegacia de Macaíba.
Dinheiro
Familiares de Charles Paiva, que preferiram não se identificar, afirmam que o entregador trabalhava vendendo roupas e que, na noite da segunda, tinha saído com o policial, de quem era amigo há muito tempo, para fazer um depósito. “Ele disse que precisava pagar uma dívida e iria até um caixa eletrônico depositar R$ 33 mil”. A vítima, porém, não revelou a família onde iria fazer a transação bancária, mas revela que várias pessoas, cujas identidades não foram repassadas, sabiam que o entregador estaria com essa quantia. “Agora queremos que a polícia dê conta de tudo isso. Queremos justiça”.
FONTE: Diário de Natal
EX-PM’s SÃO PRESOS ACUSADOS DE EXECUÇÃO NA ZONA OESTE
A investigação da Polícia Civil sobre o assassinato de Jean Marcel Lunardo da Silva, executado a tiros no dia 3 de maio deste ano, em Cidade da Esperança, zona Oeste de Natal, culminou na prisão dos ex-policiais militares Ronaldo Erasmo Galdino de Lima, o “Ronaldo Bomba”, e Roberto Moura do Nascimento, o “Bebeto”. Os ex-militares são os mesmos que foram presos em 2005 quando a polícia realizou a “Operação Fronteira” e desmantelou um grupo de extermínio que agia no Rio Grande do Norte.
Segundo informações constantes no inquérito policial, a vítima trafegava por volta da 1 hora da madrugada em um veículo pela Avenida Rio Grande do Norte com a Rua Perimetral Leste, em Cidade da Esperança, quando foi abordada por dois homens em uma motocicleta. A dupla parou ao lado do carro e o garupa, armado, deflagrou vários tiros no motorista.
O que os matadores não imaginavam é que Jean Marcel, ainda agonizando, reconheceu os assassinos e revelou os nomes dos seus algozes: Ronaldo Bomba e Bebeto. “A vítima antes de morrer disse claramente quem tinha atirado. O crime tem todas as características de execução, porque os matadores já chegaram atirando”, confirmou um dos investigadores.
O caso passou a ser investigado por delegados da Polícia Civil e, na quarta-feira, com parecer favorável do Ministério Público, a 3ª Vara Criminal de Natal expediu os mandados de prisão e de busca e apreensão contra os acusados. Os dois ex-PMs foram presos em suas residências, em Cidade da Esperança, mesmo bairro onde ocorreu a execução. “Ronaldo Bomba” foi preso na tarde de quinta-feira e “Bebeto” na manhã desta sexta-feira. Na casa de “Bebeto” a polícia encontrou algumas munições e, por isso, ele acabou autuado em flagrante delito por posse irregular de munição. A dupla permanecerá detida numa unidade prisional da capital, cujo nome permanecerá em sigilo, a disposição da Justiça.
“Bebeto” responde a processos na 3ª, 5ª, 8ª, e 11ª Vara Criminal de Natal, além de inquérito concluído pela Delegacia de Homicídios (Dehom) que tramita na 3ª Vara Criminal. Já “Ronaldo Bomba” responde a processos na 2ª, 8ª, e 11ª Vara Criminal, além de um inquérito da Dehom que tramita na 3ª Vara Criminal. Ambos foram expulsos da PM no ano de 2008.
FONTE: DNonline
DOIS POLICIAIS MILITARES SÃO PRESOS ACUSADOS DE PARTICIPAREM DE GRUPOS DE EXTERMÍNIO
Soldados Rosivaldo e Rafael tiveram os mandados de prisão cumpridos nesta terça-feira. O últimos deles, inclusive, já estava preso.
A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, prendeu mais dois policiais militares acusados de participação em grupos de exterminios. Os soldados Rosivaldo e Rafael tiveram os mandados de prisão cumpridos nesta terça-feira.
Rafael, inclusive, já estava preso. Segundo informações preliminares, a prisão dos dois policiais miltares faz parte das operações realizadas na semana passada que culminaram na prisão de 12 pessoas.
O soldado Rosivaldo Azevedo Marciel Fernandes está lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar. Ainda na manhã desta terça-feira, a Secretaria Estadual de Segurança Pública apresentará os detalhes das prisões em um entrevista coletiva.
Nesta segunda-feira (14), o delegado geral da Polícia Civil, Elias Nobre, havia declarado ao Nominuto.comque as prisões da semana passsada representavam a “ponta do iceberg” e que outras pessoas seriam detidas.
FONTE: Nominuto
DELEGADO GERAL DA POLÍCIA CIVIL DO RN AFIRMA QUE AINDA EXISTEM VÁRIOS GRUPOS DE EXTERMÍNIO NO ESTADO
Extermínio: “pegamos apenas a ponta do iceberg”, afirma Elias Nobre Apesar das recentes operações que resultaram em mais de 15 prisões, os homicídios com características de execuções continuam sendo registrados.
Somente na noite do último sábado (12), três pessoas foram assassinadas, sendo que um dos casos foi um duplo homicídio. Erivan Pinto do Nascimento, de 42 anos, e Kleber de Araújo, de 32 anos, foram encontrados mortos em uma estrada próximo à Macaíba.
Os dois estavam amarrados e com marcas de tiros na cabeça. A polícia ainda não tem pista dos suspeitos para a dupla execução. No entanto, pelas características, trata-se de um crime “padrão” para os grupos que atuam no Rio Grande do Norte.
“Nós pegamos até agora a ponta do iceberg. Estamos trabalhando para identificar e prender os restantes dos grupos de extermínio”, comenta o delegado geral Elias Nobre sobre a continuidade dos assassinatos mesmo com as prisões ocorridas nos últimos meses.
“Esses criminosos atuam em todo o Rio Grande do Norte, mas, principalmente, em Natal e Grande Natal. Nessa última operação prendemos muitas pessoas e apreendemos muitos materiais, então, teremos condições de investigar e chegar aos demais”, ressalta.
O primeiro grupo desarticulado neste ano contava com dois policiais militares e um agente penitenciário. A ação da polícia foi deflagrada no dia nove de maio. Na semana passada, mais precisamente no dia dez, foram presas 12 pessoas, nas Operações Laduma e Jabulani.
Entre os presos estavam três policiais militares que, de acordo com a polícia, além de atuarem com pistolagem, matando por encomenda, também eram responsáveis pelo tráfico de armas.
FONTE: Nominuto
NOTA DO BLOG: Todos possuímos o direito da ampla defesa e do contraditório. Então venho aqui defendermos das constantes acusações que nos são imputadas quase todos os dias por nossas autoridades. Ao invés das mesmas realizarem uma investigação mais profunda quanto ao envolvimento de policiais em grupos de extermínio, nossas autoridades civis saem logo acusando-nos e generalizando, de forma grosseira, o nosso envolvimento. Nem todas as mortes com características de execução devem ser imputadas a policiais, já que da mesma forma vemos traficantes executando seus devedores. Entendo que a coisa mais fácil é acusar a polícia, principalmente a militar, por ser uma força armada que atua ostensivamente. Mas deve-se observar a presença constante de mortes provocadas por traficantes como forma de fazer justiça em seu meio. No ano passado, dois policiais foram mortos em Juazeiro, na Bahia, com características de execução (veja fotos), e os matadores ainda estão impunes. Se existem policiais envolvidos em grupos de extermínio, precisa ser investigado com cuidado, não acusando-os de imediato, criando um esteriótipo para a população de policiais homicidas, sem ao menos possuir provas concretas de tal acusações. É preciso fazer valer o direito de que todos são considerados inocentes, até provas contrárias.
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