Os problemas que atrapalham a atuação da Polícia Federal
TER, 17/09/2013 - 12:18
ATUALIZADO EM 18/09/2013 - 10:49
Jornal GGN - A Polícia Federal tem sido alvo de críticas tanto por parte de seus servidores quanto da mídia e redes sociais. O problema existe e foi lançado pelo GGN como tema para a construção de conteúdo conjunto, leitores e redação.
A partir dessas contribuições, confira-se a questão da perícia técnica, ponto importante na atuação das polícias.
O perito Criminal Federal, Erick Simões, Diretor da Sub-regional em Santos (SP) e da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, responde a questões elaboradas a partir das contribuições dos leitores.
Jornal GGN - Você considera que a segurança pública federal é prioridade deste governo?
Erick Simões - Não. A prioridade do governo federal é promover ações de transferência de rendas através de programas assistencialistas. Independentemente da importância de ações desta natureza, é fato que a questão da segurança pública federal encontra-se em segundo ou terceiro plano na agenda do governo federal.
Podemos mencionar alguns fatos.
Na semana passada recebi a informação de que todas as ações de capacitação (a maioria delas de ensino a distância como, por exemplo, os desenvolvidos pela Rede EAD-SENASP), que têm como público os “servidores ativos da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpos de Bombeiros Militares, Profissionais de Perícia Forense, Guardas Municipais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Agentes Penitenciários” foram canceladas! São ações importantes para a capacitação continuada e que apresentam um custo, por aluno, extremamente baixo.
Além disso, busca-se sobrecarregar os policiais com atividades administrativas, ao invés de promover o ingresso de um número substancial de servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal.
Outro ponto é o expressivo número de suicídios entre os policiais federais, nos últimos anos, e a ausência de um serviço de apoio, até mesmo por falta de psicólogos nos quadros do órgão.
Jornal GGN - Existe interferência do governo federal, ou mesmo do Ministério da Justiça, para truncar as operações da Polícia Federal. Se positivo, como ela se expressa?
Jornal GGN - A que você atribui o esvaziamento das ações da Polícia Federal, visto que, em tempos atrás, várias operações eram noticiadas sistematicamente pelos grandes jornais?
Erick Simões - Quando os alvos não incomodavam, ou seja, não detinham poder político ou econômico, a repercussão midiática era positiva e angariava popularidade para o executivo e tudo andava bem. Porém, quando os alvos se tornaram próximos demais do poder, então precisou “cortar as asas”. Certamente existiram excessos de exposição à mídia, ao ponto do STF editar a súmula vinculante 11, que impôs limites ao uso das algemas aos “casos de resistência ou fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros”.
Outro ponto foi a projeção que começou a se dar a alguns policiais que começaram a ficar “famosos”. Como temas como o combate à corrupção são bem vistos pela sociedade, não é possível simplesmente afastar as ações neste sentido. Mas, o que se fez foi tornar mais difícil a realização das investigações sem que o executivo tenha conhecimento.
Atualmente toda operação com mais de 10 policiais deve ser autorizada pelo Ministro da Justiça. A justificativa oficial é diminuir os gastos com diárias e passagens, mas também é uma forma de controlar as grandes operações.
Os grandes esquemas de corrupção contam com muitos envolvidos. Para que a operação seja efetiva deve ser deflagrada, em regra, contra todos os alvos ao mesmo tempo. Lembro que em todas as grandes operações, os mandados de busca e apreensão, bem como os mandados de prisão são autorizados por juízes. Como não é possível ao executivo interferir diretamente no magistrado, interfere-se nos executores das suas ordens. Mesmo que a operação seja autorizada, há mais um canal passível de vazamento.
O mais interessante é que o número absoluto de operações não variou muito nos últimos anos. A questão é saber o impacto destas operações, bem como as áreas onde foram desencadeadas. O efetivo policial está muito aquém do desejado para cumprir todas as atribuições da Polícia Federal.
Jornal GGN - A independência funcional e financeira da Polícia Federal favorece a quem?
Erick Simões - Favorece ao grupo que detiver o poder interno da Polícia Federal, pois seria criado um microcosmo, de igual sorte que há na atualidade no tocante ao Ministro da Justiça e ao governo federal. Para minimizar isso, deve haver cada vez um maior controle externo dos atos da Polícia Federal,
É muito difícil separar os anseios de um do cargo com os anseios vinculados ao bem comum, principalmente quando a quase totalidade dos postos de comando no órgão está nas mãos deste cargo.
Jornal GGN - Por que os Agentes Federais são contra a PEC 37? E o que esperam com a reivindicação pelo novo modelo de investigação?
Erick Simões - O principal motivo é que a PEC 37 aumentaria o poder dos delegados e auxiliaria no intento de serem considerados equivalentes aos magistrados e promotores de justiça.
Jornal GGN - Os agentes, escrivães e papiloscopista da Polícia Federal estão há 4 anos em negociação com o governo federal em busca do reconhecimento de suas atribuições. Quais os empecilhos que barram essa reivindicação?
Erick Simões - Esta questão deve ser muito bem analisada para evitar uma cisão completa no órgão.
Com a Lei 9.266/1996, criou-se mais um requisito para o ingresso em todos os cargos da carreira policial federal: curso superior completo.
Antes desta lei, somente para os cargos de perito criminal federal e delegado de polícia federal é que se exigia como condição de ingresso, via concurso público, de curso superior.
Pois bem, a Lei 9.266/1996 trouxe um grande avanço ao ampliar este requisito a todos os cargos. Contudo, o Ministério do Planejamento diferencia os requisitos para o ingresso das atribuições do cargo. Após a edição da Lei 9.266/1996 não houve uma alteração das atribuições dos cargos de agentes, escrivães e papiloscopistas. Assim, apesar da exigência de curso superior completo para o ingresso, desempenham, conforme entendimento do governo federal, atividades de nível intermediário. Mas, certamente com vontade política este empecilho pode ser afastado.
Comentários
Dados objetivos versus a interpretação subjetiva
Fato
Jornal GGN - Você considera
Justifica a vigilância sobre
Fraco!!
Caro Nassif, Louvo sua
Prezado Carles!! Do conteúdo
Art. 144 - A segurança
Também sou Perito da Polícia
Ué, Perito não é agente da
(Autos nº 253/2002 – Correg)
Novamente esta argumentação
Além disso, não responde
Além disso, não responde
Além disso, não responde
Disse o delegado: "Pois bem,
Pois é, o inquérito e o
Rsrsrsrssrs, deixa eu ver se
Os problemas que atrapalham a atuação da Polícia Federal
O afastamento do agente público envolvido em improbidade administrativa também é previsto na Lei 8.429/1992, lembra a manifestação. “A medida excepcional deve ser imposta por decisão fundamentada da autoridade judicial ou da autoridade administrativa competente, isto é, aquela com poder hierárquico sobre o agente ímprobo”, conclui.
Parabéns pela greve de 70
Com todo o respeito, senhor
Barriga cheia
Policiais Federais pedem autonomia e condições de trabalho
Há pouco mais de um mês um
e ainda tem o corte de orçamento
Excelente texto.
Pelas respostas do perito dá
Certo. Porque um perito
A prioridade
Mais um corporativista
Acho que o nobre Delegado
Os Delegados não querem "mais
Basicamente diz o que já
Que bronca de delegado,
Athos, eu NUNCA OUVI FALAR de
Vamos parar de tapar sol com
É mesmo? Na PM não tem
Desculpe, vc está concordando
Conclusão óbvia
Concordo com Athos
"A que você atribui o
Disse td Ivan. As
Disse td Ivan. As