Moradores fecharam estrada em manifestação pela morte de Eduardo de Jesus Santos, de 10 anos, durante ação da polícia na favela. "Não merecemos um país com tanta violência", comentou o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta
postado em 04/04/2015 08:46 / atualizado em 04/04/2015 08:59
Moradores do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), têm protestado contra a violência policial desde a noite da última quinta-feira. Na tarde de quinta, o menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, foi morto durante um confronto entre PMs e traficantes na comunidade do Areal. Naquela mesma noite, cerca de 300 pessoas participaram dos protestos, que se iniciaram na própria comunidade do Areal. E, ontem, um protesto dos moradores da favela foi interrompido por policiais militares com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha.
O tumulto registrado ontem começou no meio da tarde, quando um grupo de manifestantes passou a bloquear a Estrada do Itararé, uma das principais vias de acesso à favela. Até mesmo a Via-Sacra do Alemão, evento tradicional da comunidade, teve de ser cancelada devido aos protestos. Relatos de pessoas que passavam pelo local dão conta de que os manifestantes chegaram a revidar o uso de spray de pimenta e gás por parte da polícia, arremessando garrafas contra os militares.
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O governador do Rio determinou o afastamento dos policiais que participaram do confronto que vitimou Eduardo de Jesus. As armas dos militares foram apreendidas, e exames devem determinar se o disparo que matou o menino foi efetuado pelos PMs. No momento do confronto, Eduardo estava sentado em uma escada que dá acesso à casa onde ele morava com a família, na localidade conhecida como “Beco da Sabina”.
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