Pesquisa revela dificuldades enfrentadas pelos policiais
Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, denominada “Mapeamento de fontes de estresse em profissionais de segurança pública em Santa Catarina” divulgou quais as principais fontes de estresse ocupacional e as maiores dificuldades encontradas no setor. Foram ouvidos policiais civis e militares, bombeiros e servidores doInstituto Geral de Perícias. Dentre os cinco problemas mais lembrados pelos profissionais, três deles estão relacionados à quantidade de efetivo: Em primeiro lugar ficou a necessidade de fazer horas extras; em segundo, trabalhar em finais de semana; e em quarto, ter de trabalhar no período noturno.
Segundo o capitão Valdeci Oliveira da Silva, da Polícia Militar de Urussanga, a falta de efetivo policial é uma realidade em todo o Estado. Porém, algumas providências já foram tomadas para resolver o problema em um curto espaço de tempo. “Quinhentos novos policiais se formarão até outubro de 2011. Alguns destes serão enviados para as cidades do sul de Santa Catarina e Urussanga está inclusa entre elas. Além disso, outros mil profissionais estão recebendo a formação. O coronel Nazareno elaborou um plano de comando, onde estabelece que a questão do efetivo seja completamente resolvida no Estado até o ano de 2014”, alega o capitão.
Em 2008, Urussanga contava com 22 policiais militares. Hoje, mesmo com a expansão populacional, houve uma diminuição neste número. Dezoito profissionais trabalham atualmente nas ruas e no batalhão da Benedetta. “Tentamos focar e otimizar o policiamento. Mesmo que os nossos profissionais tenham que trabalhar dobrado, com horas-extras para cobrir a demanda, dá para perceber claramente a diminuição de ocorrências de alto risco, como os assaltos à mão armada. Com a vinda dos policiais de outras cidades, neste segundo semestre já poderemos planejar de forma diferente o trabalho, que será focado conforme a demanda e a teoria do risco. Uma maior quantidade de viaturas e profissionais permanecerão em locais com mais circulação de pessoas nos dias úteis e horário comercial”, diz.
Outra necessidade que a PM tinha, segundo o capitão, era um quartel, mas o problema já foi resolvido e a construção está em fase de licitação. “Equipamentos e viaturas também estão em número suficiente para a demanda. Agora, a nossa expectativa é que haja um maior envolvimento da comunidade quando o assunto é segurança pública, pois é impossível resolver qualquer problema sem a participação dos cidadãos, entidades, órgãos públicos e privados”, garante o capitão.
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