Conexão Brasília Maranhão
Política, cultura e afinidades seletivas
Para quem acha que direitos humanos é defesa de bandido (1)
Começo hoje uma nova “seção” no blog.
Como o nome do título diz, será destinada especialmente àquelas pessoas – infelizmente, muitas, muitíssimas – que acreditam na tese reacionária “direitos humanos só serve para defender bandidos”.
Esse tipo de pensamento me deixa indignado, tanto quanto os atos que, cotidianamente, o desmentem, mas os seus defensores fingem não enxergar.
O objetivo é mostrar, sobretudo, o comportamento inaceitável das polícias no Brasil, que matam mais do que qualquer outra no mundo.
As execuções ilegais – de inocentes ou criminosos – são costumeiras, acontecem quase diariamente, e mesmo assim há quem condene de antemão as organizações e pessoas que pregam apenas o respeito à Constituição, que veda a pena de morte em cláusula pétrea.
Por conta desse comportamento quase patológico das polícias, milhares de pessoas perdem a vida a cada ano.
As pessoas que defendem a pena de morte e, via de regra, as execuções cometidas pelas polícias precisam saber que o sangue das vítimas destas execuções está nas suas mãos também.
Sim, você que não vê problema nas ações homicidas das polícias, também é responsável pelas mortes causadas nestas ações.
Abaixo o caso para inaugurar a seção, a partir de reportagens da Record News e da Agência Estado, que relatam um caso com todas as características de execução.
Alex Sandro, professor de jiu-jitsu, foi a vítima da vez. Mas poderia ter sido você, ou o seu irmão, ou o seu filho. Bastaria ter sido considerado “suspeito” por um policial despreparado para respeitar as pessoas, mas muito bem preparado para matar.
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Alex Sandro do Nascimento: mais uma vítima das polícias brasileiras
7/9/2012 08h06
Policiais acusados de assassinar professor de artes marciais são afastados
Link para o vídeo (NÃO DEIXE DE ASSISTIR):
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07 de setembro de 2012 | 10h 45
Policiais matam professor de jui-jítsu em São Paulo
WILLIAM CARDOSO – Agência Estado
O professor de jiu-jítsu Alex Sandro do Nascimento, de 41 anos, foi morto na noite de anteontem, quarta-feira, 05, com três tiros de metralhadora por agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) no Cambuci, região central de São Paulo. Segundo os policiais, Nascimento – que não tinha antecedentes criminais – estava armado e tentou disparar contra eles durante a abordagem. A versão é contestada por familiares e amigos, que dizem que ele foi assassinado.
O delegado Mario Palumbo Júnior e os investigadores José Augusto de Novaes Neto e José Marcelo Sposito contaram ter recebido denúncia de tráfico em cortiço na Rua Muniz de Souza. No local, abordaram moradores e teriam ouvido dois disparos. Enquanto o delegado e um investigador checavam o que havia ocorrido, Novaes Neto ficou tomando conta de três averiguados.
Segundo a versão oficial, dois deles teriam fugido. Já o professor de jiu-jítsu teria sacado um revólver 32 e disparado. A bala, no entanto, falhou. E Nascimento foi atingido pelo investigador com três tiros. Policiais dizem que ele foi socorrido e levado ao hospital, onde chegou morto. O médico encontrou 52 pedras de crack em seu bolso, de acordo com os integrantes do Garra.
Familiares do professor estão revoltados. Segundo eles, Nascimento foi morto pelos policiais após ter sido dominado com violência. Ele dava aulas em duas academias, era separado e tinha duas filhas, de 10 e 3 anos. Na noite da morte, foi até o portão buscar uma pizza. Uma adolescente com quem ele conversava no momento da abordagem pode ser a testemunha-chave do caso, mas ninguém sabe onde ela está.
Indagado a respeito em Brasília, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que, caso tenha ocorrido execução, a tolerância com os policiais “será zero”. Mas Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, disse confiar na versão dos policiais. “Presumo que sempre falam a verdade. Se mentiram, serão demitidos a bem do serviço público. É rua.”
Carrasco disse ainda que se algo foi forjado vai aparecer nas investigações. “Não adianta. Se houve erro operacional, será apurado. Temos metodologia, provas que na maioria das vezes são incontestáveis.” Segundo o diretor do DHPP, a droga só foi descoberta com Nascimento no hospital porque não houve tempo de revistá-lo.
Carrasco afirmou ainda que o local é um conhecido ponto de tráfico. Desde ontem, responsáveis pela abordagem só podem fazer serviços administrativos. Segundo moradores, incursões violentas da polícia atrás de drogas são comuns no cortiço.
Tristeza
Irmã do professor, Ana Cristina Nascimento, de 42 anos, disse que ele já havia comentado sobre a possibilidade de ser abordado por policiais. “Ele sempre dizia que nunca tentaria escapar da polícia, porque não devia nada. Não fumava, não bebia, jamais usou droga. Era um esportista.” Amigos também ressaltaram suas qualidades. “Com o esporte, ele ajudou uma geração inteira de moleques a ficar fora das drogas. Era uma pessoa do bem”, disse uma pessoa que pediu anonimato. O corpo de Nascimento será enterrado nesta sexta-feira no Cemitério da Vila Mariana. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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—–POLICIAS DO BRASIL, NAO VAMOS DEIXAR OS BANDIDOS DOMINAREM NOSSA TERRA, SEJA ELES QUAIS FOREM, TRAFICANTES, ASSALTANTES, HOMOCIDAS, E PRINCIPALMENTE, DEFENSORES DE BANDIDOS—–
A lei dos direitos humanos deveria defender apenas os humanos, bandido não é humano, é monstro.
“Direitos Humanos para Humanos Direitos”
Temos um enorme problema para enfrentar. Porém, precisamos punir severamente. Já que não reeducamos, por que não punir? Vamos punir! Vamos dar a impressão de segurança ao cidadão. Depois esperamos uns dois séculos até que as autoridades públicas resolvam como vão reeducar estas bebezinhos.
Todos nós familiares ,que tivemos um parente vítimado,nos revoltamos sim com todos os subterfúgios que facilitam a saída de marginais das cadeias ,muitos deles reincidentes e sem condição de viver em sociedade.
Não quero de forma nenhuma incitar o ódio,apenas desejo que justiça sempre prevaleça até mesmo ao criminoso se for ocaso.Porém voçê escreve que os direitos humanos sofrem com má interpretação da comunidade que os acusam de defender bandidos quando na verdade defendem sim em demasia e em coro fervoroso a cada tapa que um marginal leva e nada ,nem sombra desse teatro ao cidadão de bem e de tantos de nós que sofremos com a perda irreparável.
Esse tipo de opinião como a do texto, é só mais um exemplo de hipocrisia, que ignora diversos fatos do cotidiano, e generaliza ao criticar policiais que assassinaram pessoas inocentes, atribuindo toda a violencia as corporações policiais, sem fazer qualquer referência ao governo federal e ao congresso que são os maiores responsáveis por esses acontecimentos. Esse tipo de opinião como a do texto acima, contribui, e muito, para fortalecer a violência no país.
Um jovem mata, estupra, rouba e nao vai preso sabe porque?? o eca defende….Que pouca vergonha dos politicos que nada fazem para inverter a situaçao….E ainda querem falar em avanço….Como pode um país avançar
com tudo isso acontecendo???? Hoje quem mais rouba mata e estupra sao
jovens menores de 17 anos….Ai fica a pergunta: Se um adolescente pode votar decidir o pleito porque nao pode responder pelos seus atos???? Eu sou adolescente e acredito que somos o futuro do país..E se ja esta desse jeito adolescentes matando roubando imagina daqui alguns anos;;……
e ai politicos vamos se mexer o futuro ja chegou e voces oque fizeram por ele??????NADA…..
Leia mais em:http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2013/06/30/menor-e-aprendido-como-terceiro-suspeito-da-morte-de-menino-boliviano-em-sp.htm