Almanaque da Autodeterminação
Pelo direito dos povos independentistas
Scuderie Le Cocq, Esquadrão da Morte
Criada após a morte do detetive Milton Le Cocq, em uma troca de tiros entre policiais e bandidos, integrante da guarda pessoal de Getúlio Vargas, no estado do Rio de janeiro, a Scuderie Le Cocq, o vingaria, e “protegeria” a sociedade dos bandos criminosos que aterrorizavam a populaçãodaquele lugar. Assassinado pelo criminoso “Cara de Cavalo”, da Favela do Esqueleto, durante os anos 60. A associação integrou quase 10 mil associados. No comando da organização, policiais escolhidos pelo então Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Luis França, que seriam conhecidos como os “Doze Homens de Ouro”.
Cara de Cavalo foi morto com 52 tiros.
A morte do detetive Le Cocq, divulgada com ênfase pela imprensa do estado, causou grande repercussão entre a população, e escancarou a péssima situação da policia para trabalhar.
Com a morte de Le Cocq, os agentes receberam do Governo do Rio de Janeiro, Fuscas que foram pintados sobre as cores do estado (azul e branco), sobre a tampa do motor pintaram um galo (Cocq), em fundo amarelo, juntamente com a sigla “E. M.”, “Esquadrao Motorizado”. Grupo da policia que o detetive fazia parte. Por cima da ave os dizeres ‘SCUDERIE LE COCQ’.
Os principais bandidos cariocas das décadas de 50 e 60 foram mortos pela milícia.
Entre os anos de ditadura militar no Brasil, a Scuderie Le Cocq, de 60 a 80 do século passado, o crescimento do grupo o alavancou nacionalmente, e a morte de criminosos apenas aumentava. Foi quando o grupo mudou o caráter e passou a ser conhecido como de “extermínio”. Popularmente a sigla “E.M.”, passou a ser chamada como “Esquadrão da Morte”.
Armas de variados calibres eram usados para dificultar a identificação dos executores do grupo. Com a entrada de militares, paraquedistas na maioria das adesões, outras mudanças aconteceram, como a troca do escudo. O galo foi trocado por uma caveira de pirata com fundo negro.
A notoriedade de alguns integrantes da Scuderie Le Cocq, alguns decidiram entrar para a vida politica. Uma das causas apontadas como decadência da escuderia, bem como a fuga de bandidos do Rio de Janeiro para estados vizinhos, fonte de pressão de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, para que a justiça fluminense dissipasse a milícia. “Queimas de arquivo”, entre os integrantes, extorsão sobre comerciantes e ameças contra políticos também são causas para o fim da Scuderie Le Cocq, que desapareceu durante os anos 90.
Uma características da Scuderie Le Cocq, era a exposição publica do corpo de criminosos mortos, com a devida comunicação a imprensa.
Hoje a Scuderie Le Cocq, trabalha com obras sociais.







Nenhum comentário:
Postar um comentário