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Michella Pereira, ex-mulher do Juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Caldas, o acusa por injúria, agressão, espancamento e ameaça de morte. Ela afirma que Caldas a agrediu de forma brutal pelo menos quatro vezes e que era comum xingá-la de cachorra, safada e vagabunda.
A mulher sempre foi extremamente maltratada pela violência do homem, considerada banal no lar. Na Idade Média (séculos 5 ao 15), o marido tinha o direito e o dever de punir e espancar a esposa para impedir "mau comportamento" ou para mostrar-lhe que era superior a ela.
Até o tamanho do bastão usado para surrá-la tinha uma medida estabelecida. Se não fossem quebrados ossos ou a fisionomia da esposa não ficasse seriamente prejudicada, estava tudo certo. Ela tinha que aguentar e sofrer sem se queixar.
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Isso durou muito tempo. Foi somente na década de 1970, com as iniciativas das feministas, que se começou a estudar o impacto da violência conjugal sobre as mulheres. Mesmo assim muitas continuam sendo agredidas por seus maridos.
Numa relação amorosa é comum haver discussões, afinal, quando não se está de acordo com alguém argumentar é o caminho natural. Na violência, ao contrário, o outro é impedido de se expressar, não existe diálogo. Quando um homem agride sua mulher a intenção é mostrar-lhe que é ele quem manda e que ela tem mais é que ser submissa. O ganho visado pela violência é sempre a dominação.
Só haverá mudança nesse tipo de relacionamento entre homem e mulher quando cada vez mais todos se unirem para se livrarem dessa mentalidade patriarcal, que prejudica a ambos os sexos. O apoio de homens e mulheres às lutas feministas por respeito e igualdade de direitos é um bom começo.

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