No livro “17 de julho: A gameleira, as lembranças e a história decidida à bala”, o jornalista Joaldo Cavalcante conseguiu entrevista exclusiva com o…
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No livro “17 de julho: A gameleira, as lembranças e a história decidida à bala”, o jornalista Joaldo Cavalcante conseguiu entrevista exclusiva com o líder da Gangue Fardada, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante.
Hoje um senhor de 65 anos, Cavalcante- há 20 anos um dos homens mais temidos de Alagoas- fala de sua peregrinação pelos presídios brasileiros durante 14 anos (chegou a levar uma surra dos presos), o temor de ser assassinado na cadeia e revela um sonho: voltar a vestir a farda da Polícia Militar de Alagoas.
Ex-árbitro de futebol, ele tentou ser candidato a deputado estadual.
Houve até um pedido do então deputado estadual- hoje desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Alagoas- Washington Luiz Damasceno Freitas ao governador Manoel Gomes de Barros, antes da desarticulação da Gangue Fardada.
Incomodado com o crescimento político de Cavalcante, Washington disse a Mano:
– Esse homem vai engolir o Governo.
Cavalcante terminou engolido. Foi preso em janeiro de 1997.
O jornalista pergunta ao ex-tenente-coronel como ele faz para sobreviver, já que não tem salário (foi expulso da PM) e mora em apartamento defronte ao mar da Ponta Verde, endereço de luxo da elite alagoana.
Resposta: sobrevive de economias pessoais.
Cavalcante, um arquivo vivo, segue envolto em seus mistérios.
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