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domingo, 4 de outubro de 2015

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COTIDIANO

Policiais do Ceará são afastados após ameaçar e agredir jovem que queria ver o filho

Angélica Feitosa
Especial para o UOL Notícias
Em Fortaleza
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VEJA IMAGENS DA AGRESSÃO

Quatro policiais militares do Ceará foram afastados da corporação nesta terça-feira (21) por envolvimento na agressão de um jovem de 22 anos. O comandante da operação, um cabo e dois soldados foram flagrados, em imagens divulgadas hoje pela TV Jangadeiro –afiliada do SBT em Fortaleza–, aplicando vários golpes com um cassetete no frentista Carlos Renan da Silva.
Nas imagens, Silva estava em frente à casa de sua ex-mulher, no bairro Conjunto Palmeiras, periferia de Fortaleza e tentava ver o filho. Na época da gravação, em agosto do ano passado, o menino tinha um ano e meio. A ex-companheira não permitiu que o frentista encontrasse a criança e chamou a polícia. Os militares, então, pediram para que o rapaz se retirasse e, com a negativa, começaram a ameaçá-lo.
“Tu já ouviu falar que tem cidadão que pede para apanhar da polícia? (...) Tu sai daqui quebrado. Se tu fosse vagabundo, tu já tava na peia. Mas a gente ta vendo que tu é um cidadão, aparentemente, e nós temos que resolver na maior tranquilidade”, diz um dos policiais.
Mesmo com as ameaças, o frentista permanece irredutível. Os policiais então começam a desferir golpes em Silva. Um dos policiais chega a atingir a cabeça do homem, que parece desmaiar.
Três militares aparecem no vídeo. O quarto policial, de acordo com o relações públicas da PM do Ceará, tenente-coronel Fernando Albano, gravava as imagens a partir de seu celular.
Os quatro envolvidos prestaram depoimento na tarde de hoje. “Todos eles vão fazer parte de um processo administrativo disciplinar que vai ser aberto, e eles já foram afastados”, afirmou. A polícia tem 45 dias até a conclusão das investigações. O processo pode resultar na expulsão dos quatro militares.
“Um episódio nessa natureza não comunga com a realidade da PM do Ceará”, alega o tenente-coronel.
A mãe do frentista agredido, Maria de Lurdes, disse que o filho não quer comentar o caso, por enquanto. Segundo ela, foi com surpresa que a família recebeu a notícia da divulgação do vídeo. “Meu filho chegou a registrar B.O (boletim de ocorrência) na época, mas não deu continuação à denúncia de agressão”, informa.
A dona de casa informou que o Carlos Renan está confuso com a divulgação das imagens. “E hoje ele já pode ver o filho”, conta a mãe.
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  1. avatar

    Joshi

     
    4 anos atrás
    Uma atitude covarde e criminosa como esta não só envergonha a farda, como também não faz juz às próprias calças. Po ordem de quem que o rapaz não poderia ficar ali esperando para ver o filho. Por acaso a mulher dele é uma juiza para determinar que ele quardasse distância mínima. Ele estava em seu pleno direito de "ir, vir e estar". O rapaz deu exemplo de valentia e manteve-se firme diante das ameaças ilegais do "policial", já este último é um covarde que se vale da farda para mostrar toda sua fraqueza, despreparo e estupidez. O pior, é que aquele que deveria ser modelo de comportamento e defesa da legalidade, acaba por dar um espetáculo de barbárie diante de senhoras e crianças. Diante destas imagens não há como manter este elemento na corporação.
  2. avatar

    Gameleiro

     
    4 anos atrás
    Policiais violentos e covardes, devem ser processados e expulsos da corporação por tamanha violencia contra um pai que tem o direito de ver seu filho, assim como eles teriam. O sujeito se faz um filho e não assume e não paga pensão é preso como um criminoso qualquer e se v

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