Corpo de jovem morto por militar da Marinha é enterrado no Rio
Vítima teria desobedecido ordem de parar em rua da Ilha do Governador. Militar se apresentou voluntariamente na delegacia como autor dos tiros.
13/09/2015 12h23 - Atualizado em 13/09/2015 19h58
O corpo de Felipe Jordão Ferreira, que morreubaleado na noite desta sexta-feira (21), depois de atropelar um militar da Marinha, foi enterrado na manhã deste domingo (13), no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador.
O caso aconteceu na Ilha do Governador e, de acordo com a 37ªDP (Ilha do Governador), a irmã dele, que estava no carona do carro que atingiu o militar, contou aos agentes que eles tentaram furar um bloqueio que a Marinha fazia na rua e não viram quando atropelaram o batedor, apenas ouviram o barulho.
Segundo Fernanda Ferreira, irmã de Felipe, após o atropelamento, um militar que estava dentro de um veículo da corporação atirou contra a janela do motorista, atingindo o rapaz no pescoço. Após o tiro, ele perdeu o controle do veículo e bateu contra uma árvore. Fernanda, que tem 25 anos, ficou ferida com o impacto da colisão.
Já um amigo de Felipe, contou que o jovem dirigia pela Rua Jaime Perdigão quando um batedor da Marinha atravessou a rua, sem qualquer sinalização. O veículo teria atingido o batedor, mas os ocupantes não teriam parado. Uma viatura da Marinha, então, teria perseguido o carro e efetuado dois disparos que atingiram o jovem e o deixaram inconsciente. De acordo com o amigo, o rapaz trabalhava como cobrador no transporte alternativo.
Após a colisão do carro, Fernanda foi socorrida pelos Bombeiros e encaminhados ao Hospital Municipal Evandro Freire. Felipe morreu no local. O militar que foi atropelado está internado no Hospital Naval Marcílio Dias.
Marinha instaurou inquérito
Segundo os agentes, o tiro que atingiu Felipe foi disparado de um fuzil. O delegado que investiga o caso informou que está ouvindo as testemunhas simultaneamente em locais separados na sede da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca.
Segundo os agentes, o tiro que atingiu Felipe foi disparado de um fuzil. O delegado que investiga o caso informou que está ouvindo as testemunhas simultaneamente em locais separados na sede da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca.
O sargento que efetuou os disparos contra o jovem já foi identificado e, de acordo com o delegado, o militar se apresentou voluntariamente como o autor dos tiros. Ainda segundo o delegado, os militares afirmaram que Felipe desobedeceu a ordem de parar.
O delegado segue com as investigações para saber as circunstâncias do crime, sem descartar qualquer hipótese. Ele informou, ainda, que vai buscar câmeras de segurança para ajudar a esclarecer o homicídio. A perícia já foi realizada no local e a polícia apreendeu a arma usada pelo militar para confronto balístico.
Em nota, a Marinha do Brasil, por meio do Comando do 1 Distrito Naval, informou que volta os militares realizavam o bloqueio no local para fazer escolta de uma carreta, quando foram surpreendidos pelo veículo em alta velocidade que furou o bloqueio e atropelou um sargento.
Ainda de acordo com a Marinha, o outro militar, que também realizava a escolta para o transporte de um blindado do Corpo de Fuzileiros Navais, reagiu disparando um tiro contra o veículo que furou o bloqueio. O Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar os fatos e responsabilidades do incidente.
Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1 RJ ou por Whatsapp e Viber.
Nenhum comentário:
Postar um comentário