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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Marido de capitã da PM morta em BH é indiciado por feminicídio

 Capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morreu em julho; marido dela, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, foi indiciado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (21/8)

Melissa Souza
Repórter
Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Repórter de Gerais com passagem na equipe de redes sociais, além de apoio em áreas como Cultura, Tecnologia, Nacional e Internacional como estagiária.
21/08/2026 

Capitã da PM morta em Belo Horizonte teria sido vítima de feminicídio; sargento suspeito de cometer o crime permanece preso

crédito: Reprodução/Redes sociai


A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encaminhou à Justiça, nesta sexta-feira (21/8), o inquérito sobre a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Michele Leão Azevedo, de 41 anos. O marido dela, o sargento da PMMG Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi indiciado por feminicídio.

  • A PCMG ressaltou que o inquérito visa esclarecer autoria, materialidade, motivação, dinâmica e circunstâncias do crime, mas que não poderia prestar outras informações, uma vez que o caso está sob segredo de Justiça. Confira, na íntegra, a nota da corporação:
  • A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o inquérito policial, instaurado para apurar a autoria, materialidade, motivação, dinâmica e circunstâncias do feminicídio, foi concluído e enviado à justiça, nesta data. Outras informações não poderão ser prestadas, tendo em vista que o procedimento tramita sob sigilo decretado pelo poder judiciário.

Consultado pela reportagem, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que "ainda não recebeu vista do inquérito policial no processo. Após o recebimento, a Promotoria de Justiça responsável analisará o procedimento para decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia". 

Entenda o caso

A morte da capitã foi constatada na noite de 20 de julho, uma segunda-feira, no Hospital Odilon Behrens, no Bairro São Cristóvão, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Michele foi levada à unidade de saúde por Eduardo Abner, que alegou que ela havia sofrido uma queda da escada em casa, no Bairro Santa Cruz.
  • No entanto, a extensão e a gravidade dos ferimentos no corpo de Michele, especialmente no rosto, levantaram suspeitas imediatas da equipe médica. Eduardo Abner foi detido em flagrante por feminicídio e tráfico de drogas em 21 de julho e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no dia seguinte.

Segundo o delegado Saulo Castro, que investigou o caso, o grau das lesões aponta para a intenção deliberada de agressão e de feminicídio. "Isso demonstra o dolo na intenção de cometer o crime. (...). A investigação tem um prazo de até 10 dias, podendo ser prorrogado. Por ser um crime de natureza hedionda, o Judiciário pode converter o flagrante em prisão preventiva", ressaltou o delegado durante pronunciamento oficial.

Flagrante de drogas no hospital e histórico abusivo

Além das marcas de agressão que fizeram os profissionais de saúde questionarem a versão sobre a queda acidental, o comportamento do sargento no hospital agravou sua situação. Durante as checagens iniciais no local, um tenente da PMMG flagrou Eduardo descartando 18 comprimidos de ecstasy em um dos banheiros da unidade de saúde, o que resultou no registro de uma autuação por tráfico de drogas.

Informações preliminares e testemunhas ouvidas pelas autoridades apontam que o casal vivia um relacionamento instável e marcado por contornos abusivos, com idas e vindas ao longo de oito anos, além de violência psicológica e moral praticada pelo sargento. Questionada sobre a existência de procedimentos internos passados contra o suspeito na corregedoria, a Polícia Militar informou que ainda não tem esse levantamento.

Em depoimento prestado à polícia, o sargento tentou justificar que o casal realizou uma festa em casa e que ambos consumiram bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes. Eduardo afirmou ainda que, após a saída dos convidados, os dois tiveram relações sexuais consensuais e alegou que as práticas íntimas do casal frequentemente envolviam agressões consensuais.

Quem era a capitã Michele?

A capitã Michele Leão Azevedo ingressou na Polícia Militar de Minas Gerais em 2010, após se formar pelo Curso de Formação de Oficiais. Reconhecida no meio acadêmico e institucional, atuava na área de defesa e segurança pública. Entre 2022 e 2023, Michele concluiu uma pós-graduação no Instituto Federal do Sul de Minas (Ifsuldeminas), na qual apresentou um estudo focado na aplicação da jurisprudência dos Tribunais Superiores dentro da PMMG.

Uma abordagem policial pode exigir firmeza, controle e até o uso proporcional da força quando necessário.

 


 
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AUTORIDADE NÃO É AUTORIZAÇÃO PARA HUMILHAR.
Uma abordagem policial pode exigir firmeza, controle e até o uso proporcional da força quando necessário. Mas existe uma linha que não pode ser ultrapassada.
A farda representa o Estado — e justamente por isso exige responsabilidade.
O cidadão também tem direitos. E abuso não pode ser tratado como algo normal simplesmente porque aconteceu durante uma abordagem.
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A extrema direita quer leis para enfraquecer o combate as facções criminoso

Falso policial civil executa três militares...

 José Mudesto









Policial civil matou 3 policiais militares em uma abordagem o policial que se identificou como um policial era um policial falso e os policiais militares caiu na dele pois os policiais que fez a abordagem pediram para ver a numeração da arma obs que o mesmo que se identificou como policial entrego a arma para os policiais conferir as numeração os policiais acabou ficando desatento contra o civil que nunca teria sido um policial enquanto os policiais conferiam as numeração o falso policial teve tempo o suficiente para arrancar outra arma e fazer a execução dos trens pois e com rancor no coração que vem informar que o Brasil perdeu três herói homens que lutava para um Brasil melhor agora fica a pergunta quanto isso vai ter fim e porque os bons estão morrendo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Policial militar mata motorista de ônibus e se entrega à polícia

 Segundo registro da PM, o próprio militar acionou a polícia por telefone afirmando que 'havia acabado de matar um homem'; crime aconteceu em Brumadinho

16/06/2023 07:00

Em depoimento, o policial alegou que vinha sofrendo ameaças e perseguição por parte da vítima

(foto: Jornal Folha de Brumadinho/Reprodução)

Um policial militar de 36 anos foi preso em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde dessa quinta-feira (15/6), após matar a tiros um motorista de ônibus do transporte coletivo urbano, de 41.
Segundo o registro da ocorrência, o próprio militar acionou a polícia por telefone afirmando que “havia acabado de matar um homem” no bairro Bela Vista e estava na delegacia da Polícia Civil na cidade para se entregar. 
 
Em depoimento, o policial contou que vinha sofrendo ameaças e perseguição por parte da vítima. Ele disse ainda que resolveu ir até o ponto de mototáxi, onde solicitou um veículo para seguir o ônibus. Em determinado momento, o PM pediu ao mototaxista para parar, quando iniciou os disparos.  
  • O policial disse que, em seguida, entrou em um carro parado nas proximidades, já com as portas abertas e a chave na ignição, e se deslocou à delegacia para confessar o assassinato. 

A PM apurou que o automóvel utilizado pelo policial pertence a outro homem que trabalhava na região. O veículo foi encontrado perto da rodoviária de Brumadinho e entregue ao proprietário. 
 
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o policial disse que não falaria mais nada sobre a dinâmica dos fatos, usando, portanto, o direito constitucional de permanecer em silêncio. A polícia apreendeu um revólver calibre 38 com cinco munições deflagradas e outras seis intactas. 
 
Posteriormente, uma mulher de 60 anos compareceu à delegacia, onde se identificou como sogra do policial preso, relatando que ele vinha sofrendo ameaças de morte do motorista, que seria ex-genro dela. 

Segundo a sogra, há aproximadamente 15 dias, a casa da filha dela e do genro estava sendo “visitada” diariamente, principalmente à noite, por motoqueiros, que estariam intimidando a família. 
 
Na ocorrência também consta o relato de uma mulher de 56 anos, qualificada como testemunha, que, por telefone, reforçou as supostas ameaças em curso. Segundo ela, a vítima não aceitava o fim do relacionamento com a atual mulher do policial. 
 
O óbito do motorista do coletivo foi constatado no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após o trabalho pericial preliminar da Polícia Civil, o corpo foi liberado e encaminhado ao Instituto Médico-Legal em Betim. 

Nota da Polícia Militar 

Em nota, a Polícia Militar pontuou que o caso se trata de um "crime comum" e não militar, pois a ocorrência foi registrada quando o policial estava de folga. Leia na íntegra: 

"A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) informa que a ocorrência envolve policial da ativa, de folga e em trajes civis, o que caracteriza crime comum e não crime militar, estando as investigações a cargo da Polícia Civil. O policial, que portava arma particular, se entregou à PC. A PMMG esclarece, ainda, que acompanha o caso e que as medidas administrativas cabíveis serão adotadas pela instituição."

Cabo da PM é preso por agressão e denúncia de injúria racial em Minas

 Cabo da PM estava de folga e à paisana quando se envolveu em confusão com quatro mulheres e outro homem em Barão de Cocais



Todos os envolvidos foram presos em flagrantecrédito: Reprodução/Redes Sociais

Um cabo da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), de 35 anos, foi preso em flagrante após se envolver em uma briga dentro de uma lanchonete no Bairro Sagrada Família, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas. O militar foi autuado por injúria racial, lesão corporal e ameaça. A ocorrência foi registrada na madrugada dessa segunda-feira (17/8).

Segundo a PMMG, seis pessoas estavam envolvidas na confusão: dois homens, ambos de 35 anos, e quatro mulheres, de 30, 32, 33 e 53 anos. O cabo, que é lotado no 26º Batalhão da PM (26º BPM), estava de folga e vestia roupas civis.

A discussão começou dentro do estabelecimento e evoluiu para agressões físicas e troca de ofensas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram parte da confusão. Nas imagens, o policial aparece em confronto físico com pelo menos três mulheres.

De acordo com as informações registradas na ocorrência, durante a discussão também foram feitas ofensas relacionadas à orientação sexual. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), no entanto, autuou o militar pelos crimes de injúria racial, lesão corporal e ameaça.

  • O outro homem e as quatro mulheres também foram levados para a delegacia. Segundo a PCMG, eles foram submetidos à lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de lesão corporal e ameaça.

Os envolvidos assinaram termos de compromisso para comparecer a uma audiência, que será agendada no Juizado Especial Criminal, e foram liberados.

A PCMG informou que as investigações continuam na Delegacia de Polícia Civil de Barão de Cocais para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.