Geraldo Leite Rosa Neto é réu pela morte da mulher, a PM Gisele Alves Santana. Depoimento, marcado para 28 de agosto, é a última etapa da instrução antes da decisão sobre o envio do caso a júri popular.
Por Leonardo Zvarick, João de Mari, g1 SP — São Paulo
A PM Gisele Alves Santana e o tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de assassinar a mulher no apartamento onde eles viviam, no Centro de São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo
A Justiça de São Paulo marcou para 28 de agosto o interrogatório do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça. O depoimento é a última etapa da instrução criminal antes da decisão que definirá se o réu será submetido a júri popular.
A informação foi confirmada ao g1 pelo advogado que representa a família da policial.
O interrogatório é o último ato da fase de instrução criminal do processo. Desde o início das audiências, a 5ª Vara do Júri ouviu 30 testemunhas, entre acusação e defesa. Outras 10 pessoas que haviam sido indicadas pelas partes foram dispensadas e não prestaram depoimento.
Inicialmente, o depoimento do tenente-coronel estava previsto para o início de julho, mas foi adiado a pedido da defesa, que solicitou esclarecimentos complementares à perícia
Após o interrogatório, o Ministério Público, o assistente de acusação — que representa a família de Gisele — e a defesa do policial deverão apresentar suas manifestações finais nos autos.
Na sequência, a juíza responsável pelo caso decidirá se Geraldo Leite Rosa Neto será pronunciado, ou seja, submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, ou se será absolvido sumariamente.
Caso a magistrada determine que o processo siga para júri popular, a defesa ainda poderá recorrer da decisão. Se ela for mantida, será marcada a data do julgamento.
Relembre o caso
Geraldo Leite Rosa Neto responde por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central da capital, em 18 de fevereiro. O tenente-coronel sustenta que a mulher cometeu suicídio.
As audiências de instrução começaram no fim de junho. Na ocasião, a Justiça previa ouvir 40 testemunhas antes do interrogatório do réu.
O tenente-coronel permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.
Justiça marca interrogatório de tenente-coronel acusado de matar esposa em SP | G1
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