Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Policial será julgado hoje por participação em chacina de Osasco

Policial será julgado hoje por participação em chacina de Osasco 

  • 27/02/2018 12h36
  • São Paulo
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
O policial militar Victor Cristilder Silva dos Santos irá a julgamento hoje (26) acusado de ter participado da chacina de Osasco e Barueri, ocorrida em agosto de 2015, na Grande São Paulo, na qual 17 pessoas foram assassinadas. O réu será submetido a júri popular.
O acusado teria trocado mensagens no celular com um guarda municipal para avisar sobre o inicio da chacina. Além disso, teria dirigido um dos carros usados na chacina, e efetuado disparos com armas de fogo contra as vítimas. Cristilder, como é conhecido, foi acusado de oito mortes e também por tentativa de homicídio.
No primeiro julgamento do caso, os sete jurados condenaram os policiais militares Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain, e o guarda civil Sérgio Manhanhã. Fabrício foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão, e Thiago Barbosa Henklain a 247 anos, 7 meses e 10 dias. O guarda civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses. As penas somam mais de 600 anos.
Os dois policiais, acusados de ter disparado contra as vítimas, responderam por todas as mortes e tentativas de assassinato. O guarda-civil, denunciado por 11 mortes, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam.
As mortes, segundo a acusação feita pelo Ministério Público, teriam ocorrido como forma de vingança pela morte de um policial militar e de um guarda civil naquele mesmo mês. Segundo a acusação, os agentes de segurança se reuniram e decidiram fazer uma chacina.
Júri
O júri teve início às 10h, com o sorteio dos sete jurados. Foram escolhidos quatro homens e três mulheres. Eles vão decidir se condenam ou não o policial militar por homicídio. Depois do sorteio, estão previstos depoimentos de 25 testemunhas de defesa e de acusação, feitas pela Defensoria Pública e pelo promotor Marcelo Oliveira.
“A acusação não tem trunfo. A acusação expõe aos jurados o que foi coletado no processo e expõe a prova e pede o que é justo para a sociedade. A acusação não ganha um centavo a mais para condenar inocente ou culpados”, disse o promotor, que comentou sobre o aparecimento da carta de uma testemunha que foi importante para a condenação de um dos policiais no julgamento anterior.
Para Oliveira, se Cristilder for absolvido nesse julgamento, isso não significará que os outros policiais, já condenados, devem ser absolvidos. Ele acredita que a defesa dos policiais vai buscar isso. “Juridicamente não [muda nada]. É outro julgamento, são outros jurados, que são independentes para adotarem inclusive a postura contrária aos jurados anteriores. Mas em prática, obviamente que é um argumento para a defesa, utilizando dos meios recursos que estão à disposição da defesa para tentar reverter aquele resultado”.
O advogado de defesa, João Carlos Campanini, disse que seu cliente é inocente e que a condenação dos outros policiais, no julgamento anterior, pode prejudicar Cristilder. “Entendemos que isso é uma desvantagem no sentido de que o promotor de Justiça vai tentar convencer os jurados de que há uma lógica entre a condenação do Sergio Manhanhã e meu cliente. Mas essa lógica não existe. Muita coisa nova vamos mostrar nesse julgamento”, disse.
Segundo Campanini, na noite da chacina, seu cliente saiu do quartel por volta das 22h30 e, por isso, não teria como ter participado das mortes. “Ele estava no quartel. Não tinha como ele matar pessoas, começar a matar pessoas às 20h, sendo que antes das 22h ele ainda estava no quartel. Ele não participou dos crimes”, ressaltou.
Tensão
O julgamento do policial Cristilder será acompanhado por membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e do presidente da comissão de prerrogativa da entidade em Osasco, Walter Camilo de Julio.
A rua em frente ao Fórum foi fechada por medida de segurança. Familiares dos policiais condenados e dos mortosacompanham o julgamento. Uma  faixa com fotos de pessoas que foram mortas na chacina foi colocada em frente ao fórum.
Zilda Maria de Paula, mãe de Fernando Luiz de Paula, que tinha 34 anos quando foi morto na chacina, disse esperar que o julgamento de hoje seja “igual aos outros”, quando os policiais foram condenados pela chacina.
Ela disse que sua vida, após a morte do filho, mudou completamente. “Não ouço mais rádio, vivo com sete cachorros, sozinha. Nunca pensei tanto no meu filho quanto penso agora", disse.
Julgamento
Depois do depoimento das testemunhas, segue o interrogatório do réu e as fases de debates da defesa e da acusação. Só então o júri popular se reúne para decidir se condena ou não o policial militar por participação nas mortes. O júri será presidido pela juíza Élia Kinosita Bulman. A previsão inicial é que o julgamento se estenda até sexta-feira.
Edição: Maria Claudia

Garoto muda versão e diz que PM atirou em colega após rendição

Em primeiro depoimento, menino disse que seu colega havia efetuado disparos contra os PMs


Menor de 11 anos foi liberado do DP

Menor de 11 anos foi liberado do DP

Reprodução Rede Record
O menino de 11 anos que testemunhou a morte de um amigo de 10, na noite de quinta-feira (2), mudou sua versão do caso no segundo depoimento que presta à polícia, na noite desta sexta (3). Ele disse que a dupla, que fugia em um carro furtado de um condomínio na Vila Andrade, zona sul da cidade, havia parado de atirar nos policiais quando o veículo bateu, e que os policiais militares que os perseguiam chegaram atirando, matando o colega.
Em seu primeiro depoimento, o menino disse que seu colega havia efetuado dois disparos contra os PMs. Depois, o menino perdeu o controle do veículo e bateu em um ônibus. Na sequencia, o menino teria efetuado mais um disparo nos policiais, que reagiram e o mataram.
No segundo depoimento, negou a existência do segundo tiro.
O menino ainda está sendo ouvido na sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), no centro da cidade. A Polícia Civil ofereceu proteção para o garoto, sua família e também à família da criança morta ontem.

OAB se diz 'preocupada' com reintegração sem mandado pela PM de SP

Ao menos 50 estudantes foram levados para delegacias para registro de ocorrências


PM fez reintegração de posse sem mandado judicial nesta sexta

PM fez reintegração de posse sem mandado judicial nesta sexta

Chello Fotógrafo - 13/05/2016 - Estadão Conteúdo
A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticou a postura da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) em realizar reintegrações de unidades de ensino sem autorização judicial. Em nota nesta sexta-feira (13), o presidente Marcos da Costa manifestou preocupação com a ação da Polícia Militar paulista frente a uma "invasão pacífica e não predatória".
O governo se baseou em parecer da Procuradoria-geral do Estado, que cita o Código Civil para sustentar que a restituição de um pode ocorrer por força própria e, que "se até mesmo ao particular é excepcionalmente garantido o exercício da autotutela, certamente a Administração Pública também pode exercê-la".
A OAB ponderou, no entanto, que "ordem de autoridade governamental objetivando o uso da força institucionalizada para a finalidade de reintegração de posse é ato administrativo que se sujeita aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade".
Costa disse parecer "desarrazoado" realizar uma reintegração com uso de força militar, "sem a prévia cautela de ordem judicial". "O próprio Estado ficará também melhor resguardado, e a sociedade civil mais reconfortada", declarou o presidente.
Parecer
O procurador do Estado Adalberto Alves reforçou o entendimento da gestão em entrevista na manhã desta sexta-feira após a reintegração em três diretorias de ensino e no prédio da Etesp (Escola Técnica de São Paulo), no Bom Retiro. Ao menos, 50 estudantes foram levados para delegacias para registro de ocorrências.
"Houve a conclusão de que não haveria necessidade de ordem judicial para reintegração desses prédios públicos estaduais. Este parecer foi aprovado pelo procurador-geral. Tivemos o cuidado de orientar a administração a tomar cautelas necessárias", afirmou Adalberto Alves.
Segundo ele, "há um entendimento do direito administrativo que remonta há décadas". "Inclusive citei a doutrina estrangeira e do Tribunal de Justiça de São Paulo, de modo a dar orientação para a Secretaria de Segurança para agir."

Policial civil é suspeito de estuprar filho na Grande SP

O agente Cláudio Luis Iurky teria, também, abusado sexualmente de outros dois adolescentes

Um policial civil é suspeito de estuprar três adolescentes, todos menores, incluindo o próprio filho, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. A acusação foi feita por um policial militar. Três boletins de ocorrência contra Cláudio Luis Iurky já foram registrados na Corregedoria de Guarulhos, segundo o denunciante.
O primeiro ocorreu no ano de 2007 – um menino roubou as chaves de uma viatura do policial e bateu o automóvel, além de afirmar que era abusado por Iurky. Já o segundo foi registrado em setembro de 2015. O filho do policial, que hoje tem 18 anos, foi baleado pelo pai após ameaçar contar toda a violência sofrida em casa. De acordo com o denunciante, o garoto mudou o depoimento um tempo depois. O terceiro foi registrado há uma semana. Um adolescente relatou que o policial oferecia dinheiro todas as vezes que abusou do garoto.
A última vítima, acompanhado da mãe, foi ao 1° DP (Distrito Policial) de Guarulhos para informar que o policial não foi preso e, desde o registro do boletim, o suspeito ronda a casa da família constantemente, além de ameaça-los.
Procurada, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) ainda não se pronunciou sobre o caso.

Ex-PM vai a julgamento por chacina na sede do Pavilhão 9

Agente Rodney Dias dos Santos está sendo responsabilizado por oito mortes 


Promotor afirma que as provas existentes são muito fortes

Promotor afirma que as provas existentes são muito fortes

FERNANDO NEVES/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Testemunhas de defesa dos dois policiais acusados de participação na chacina na sede da torcida organizada Pavilhão 9 começaram a ser ouvidas na tarde desta segunda-feira (21), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.
O ex-policial militar Rodney Dias dos Santos está sendo responsabilizado pelo Ministério Público pelas oito mortes ocorridas no dia 18 de abril do ano passado na sede da torcida Pavilhão 9, na zona norte de São Paulo.
De acordo com o promotor Rogério Zagallo, as provas existentes são muito fortes. "Em relação ao Rodney certamente ela será pronunciado e quando for julgado será condenado", afirma o promotor.
No próximo dia 27 de junho, Rodney Dias dos Santos, que está preso há dez meses no CDP de Pinheiros, e Walter Pereira da Silva Junior serão interrogados. Silva Junior, que trabalha no Batalhão da Policia Militar de Carapicuíba, na Grande São Paulo, também é suspeito de participar do crime, mas responde ao processo em liberdade.
De acordo com o MP, a causa dos assassinatos seria uma desavença entre o ex-PM e uma das vítimas: Fabio Neves Domingos.
O crime aconteceu na noite de um sábado, dia 18 de abril, véspera de um clássico entre Corinthians e Palmeiras, na zona oeste da capital paulista. Apesar de ter sido um dia de festa na sede da Pavilhão 9, apenas 12 pessoas estavam no local quando três homens encapuzados invadiram o local, portando pistolas calibre 9 mm - as armas usadas pela PM são .40. Quatro conseguiram fugir, entre eles um faxineiro poupado pelos assassinos.
As vítimas eram homens entre 19 e 38 anos e metade já havia sido acusada de tráfico de drogas. Para os policiais, no entanto, o alvo era um só: Domingos. Os demais morreram por estarem no lugar errado, na hora errada. Logo após a chacina, os policiais descartaram a hipótese de rixa entre torcidas organizadas e afirmaram o tráfico como a principal linha de investigação.

PM acusado de ser maior elo da chacina de Osasco é levado a júri

Outros dois PMs e um guarda-civil de Barueri foram condenados em setembro a mais de 600 anos de prisão, na soma das penas

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Advogado de defesa de Cristilder, 
João Carlos Capanin

Advogado de defesa de Cristilder, João Carlos Capanin

Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Começa nesta terça-feira (27) o júri popular do policial militar Victor Cristilder, preso por suspeita de envolvimento na maior chacina da história de São Paulo, que terminou com 17 mortos e outros sete feridos em Osasco e Barueri, na Grande São Paulo. Além dos ataques, em agosto de 2015, o policial também é réu em outro homicídio, em Carapicuíba, em uma espécie de "pré-chacina".
Outros dois PMs e um guarda-civil de Barueri foram condenados a mais de 600 anos de prisão, na soma das penas, em setembro. O julgamento de Cristilder foi desmembrado após recurso da defesa. Agora, o resultado pode afetar a decisão anterior. O PM, por exemplo, é o principal elo entre a chacina e o GCM Sérgio Manhanhã, que foi condenado a 100 anos e 10 meses de prisão. Eles trocaram "joinhas", via WhatsApp, em horários que coincidem com o início e o fim dos crimes, mas alegam que a "conversa", só com sinais, era sobre o empréstimo de um livro de Direito.
Uma testemunha-chave, que havia "sumido" durante a fase de instrução, também reapareceu após o primeiro julgamento e, desta vez, deve afirmar em plenário que mentiu ao denunciar o PM Thiago Heinklain, condenado a 247 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. Por sua vez, o PM Fabrício Eleutério, reconhecido por outra testemunha protegida, recebeu 255 anos, 7 meses e 10 dias. Todos recorreram da sentença e uma possível absolvição de Cristilder pode ajudar com o recurso.
Lógica
"Se a lógica prevalecer, o resultado tem de ser o mesmo, já que a prova que incrimina os quatro é basicamente a mesma", disse o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira. Na denúncia, o Ministério Público diz que eles "integraram verdadeira organização paramilitar, milícia particular, (...) com finalidade de praticar crimes". Segundo a acusação, a chacina aconteceu para vingar um PM e um GCM, mortos enquanto faziam "bico".
Contra Cristilder, além das mensagens com Manhanhã, pesa o reconhecimento de uma testemunha que o teria visto usando o mesmo veículo da chacina, um Renault Sandero. O carro nunca foi localizado. Outro indício é o caso da vítima Wilker Osório, morto com 40 tiros, que já havia sido preso pelo PM por tráfico de drogas.
O plenário do Fórum Criminal de Osasco foi reservado por quatro dias. Há previsão de 25 testemunhas, entre sobreviventes, familiares e policiais da força-tarefa. O secretário da Segurança Pública de São Paulo da época, hoje ministro do STF, Alexandre de Moraes, chegou a ser chamado como testemunha, mas, por ofício, teria comunicado que não estará presente.
Pré-chacina
Cristilder é réu, ainda, do assassinato de Michael do Amaral Ribeiro, de 27 anos, morto a tiros uma semana antes da chacina, em Carapicuíba. Ele teve o corpo despejado em um córrego. Uma testemunha reconheceu o PM como um dos autores dos disparos, mas o suspeito chegou a ser absolvido da acusação em 2016, por uma juíza da 1.ª Vara Criminal de Carapicuíba, que alegou supostas contradições da testemunha.
O Tribunal de Justiça, porém, entendeu que havia indício suficiente para Cristilder ser levado a júri e recentemente reformou a decisão. "A palavra da referida testemunha não consiste no único elemento que milita em desfavor do acusado", diz o acórdão. A defesa recorreu.
O advogado João Carlos Campanini diz que Cristilder é inocente das duas acusações. "Não vamos nem discutir fragilidade de provas. Vamos tentar provar a inocência dele com base no processo", afirmou.

Último PM envolvido na chacina de Osasco é julgado nesta terça-feira

Julgamento de Victor Cristilder ocorre no Fórum de Osasco. Réu está preso. Em setembro, outros 3 agentes foram condenados por chacina com 17 mortos em Osasco e Barueri.



Victor Cristilder irá a julgamento pela chacina em Osasco e Barueri (Foto: TV Globo/Reprodução)

Por Kleber Tomaz, G1 SP, São Paulo
 





Começou por volta das 12h desta terça-feira (27) o júri popular do quarto e último agente acusado de participar da maior chacina da história de São Paulo. O policial militar Victor Cristilder Silva dos Santos, de 32 anos, está preso preventivamente sob a acusação de ter assassinado 17 pessoas e ter tentado matar outras 7 no dia 13 de agosto de 2015 em Osasco e Barueri, cidades da Grande São Paulo.


O julgamento ocorre no fórum de Osasco. Em setembro de 2017, a Justiça condenou três outros agentes pelos crimes. O PM da Rota Fabrício Eleutério foi condenado a 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão; o policial militar Thiago Henklain a 247 anos, 7 meses e 10 dias; e o guarda-civil Sérgio Manhanhã a 100 anos e 10 meses.

De acordo com a acusação feita pelo Ministério Público (MP), os agentes decidiram sair armados e encapuzados cometendo execuções em comunidades para vingar as mortes de um policial e de um guarda, dias antes. Todos os citados negam ter participado da chacina


Apesar de Cristilder pertencer ao mesmo processo dos outros três agentes, sua defesa recorreu à Justiça da decisão que o levou a júri popular para ele ser julgado em separado dos demais. A juíza que irá dar a sentença a partir da decisão dos jurados é Élia Kinosita Bullman. A magistrada reservou o plenário para ao menos quatro dias, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ)

Chacina

PMs e guarda são condenados à prisão por chacina em Osasco (SP)
O caso da chacina na Grande São Paulo ganhou repercussão internacional à época. Além do número de mortos, câmeras de segurança gravaram homens mascarados executando as vítimas num bar em Barueri, cidade que registrou três mortes. Antes, outras 14 pessoas foram mortas a tiros em diversos locais de Osasco. A matança ocorreu no período de cerca de duas horas. Moradores relataram os crimes pelo WhatsApp.



A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) chegou a cobrar das autoridades brasileiras o esclarecimento das mortes e punição dos assassinos. O governo paulista criticou as declarações do órgão


Uma força-tarefa composta pela Polícia Civil, Corregedoria da Polícia Militar (PM) e Ministério Público (MP) foi criada e concluiu que quatro policiais militares e um guarda-civil participaram das execuções. Segundo a apuração, apesar das mortes terem ocorrido em oito lugares diferentes, elas foram cometidas pelo mesmo grupo. Membros da investigação consideram essa chacina a maior do estado de São Paulo


Cada um dos agentes é acusado por um número diferente de mortos e feridos (veja a arte nesta reportagem). Na esfera administrativa eles respondem a apurações internas na PM e na GCM. Dependendo do resultado do julgamento criminal, podem ser expulsos ou mantidos nas suas corporações

O promotor Marcelo Oliveira é o representante do Ministério Público (MP), responsável pela acusação.
PM réu na chacina de Osasco e Barueri será julgado por outro homicídio

Cristilder, que é conhecido como Boy, sempre negou o crime, segundo seu advogado, João Carlos Campanini. “Meu cliente é inocente das acusações”, disse.


Cristilder também deverá ser submetido a outro julgamento por um crime cometido em Carapicuíba, na Grande São Paulo. O policial havia sido absolvido da acusação de envolvimento no homicídio e na ocultação do cadáver de Michael Amaral Ribeiro, em agosto 2015 em Carapicuíba

No entanto, ele teve a sentença reformada pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo e agora será levado a outro júri popular em Carapicuíba, em data a ser definida



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COMENTÁRIOS
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  • Escareplio
    HÁ UM DIA
    Parabens aos policiais e guarda por tirar das ruas um bando de marginais. Se fosse eu teria matado uns 40.
    • Fábio Parra
      HÁ 24 HORAS
      E não adianta vc chupar PM de chacina nessa hora pois seria morto na hora.
      • Leo17
        HÁ 18 MINUTOS
        a chacina é p/ acelerar o processo. quanto mais melhor.