Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão atentou contra a própria vida no início de março e morreu dias depois; entenda a rede de operações ilegais que executava para o banqueiro
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, apontado como líder de esquema criminoso a serviço do banqueiro Daniel Vorcaro
crédito: PMMG
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, morreu na carceragem da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte no dia 4 de março deste ano, e sua morte encefálica foi confirmada dois dias depois em um hospital. O caso, ocorrido há cerca de seis meses, expôs as operações que ele chefiava para o banqueiro Daniel Vorcaro. Ex-policial militar, Mourão liderava um grupo de segurança particular que realizava desde espionagem e intimidação até a falsificação de documentos, como os certificados de vacinação supostamente encomendados para a atriz Monique Alfradique.
As investigações apontam que Sicário era o braço operacional de Vorcaro para uma série de atividades ilegais. A estrutura montada por ele atuava como um serviço de segurança que ultrapassava os limites da legalidade para atender às demandas do banqueiro, envolvendo coletas de informações sigilosas e ações contra desafetos.
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Quem era Luiz Phillipi, o Sicário?
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário, era um ex-policial militar que liderava um grupo de segurança particular a serviço do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele é apontado como o executor de ordens que incluíam espionagem, intimidação e outros crimes para beneficiar os interesses de seu contratante.
A atuação de Mourão não se limitava à proteção pessoal. As apurações mostram que ele comandava uma rede complexa para obter dados privados de alvos e realizar ações de coerção. Seu apelido reflete a natureza das missões que recebia, muitas delas com o objetivo de neutralizar adversários de Vorcaro no mundo dos negócios e na vida pessoal.
Como funcionava a rede de operações ilegais?
O grupo de segurança comandado por Sicário funcionava como uma empresa de "soluções" para Vorcaro, utilizando métodos ilegais para atingir seus objetivos. As operações eram diversificadas e executadas sob demanda, incluindo:
Coleta de informações sigilosas: o grupo realizava varreduras e espionagem para obter dados confidenciais de concorrentes e outras pessoas de interesse do banqueiro.
Intimidação e ameaças: a equipe era usada para coagir e ameaçar pessoas que representavam algum tipo de obstáculo para Vorcaro.
Falsificação de documentos: a rede também produzia documentos falsos, como os certificados de vacinação contra febre amarela que teriam sido solicitados pelo banqueiro.
Monitoramento e vigilância: os alvos eram monitorados por meio de equipamentos de espionagem e acompanhamento constante, fornecendo relatórios detalhados para Vorcaro.
Qual a relação com a atriz Monique Alfradique?
Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro indicam que ele teria encomendado a Sicário certificados internacionais de vacinação contra febre amarela com datas retroativas. Os documentos seriam destinados à atriz Monique Alfradique, e o banqueiro chegou a enviar os dados pessoais dela para Mourão.
A assessoria de imprensa da atriz, contudo, afirmou que as vacinas foram ministradas de forma regular em postos de saúde credenciados e que ela possui os comprovantes oficiais. A defesa nega qualquer envolvimento com o esquema de falsificação.
O que aconteceu com Sicário?
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi preso em 4 de março de 2026, durante a Operação Compliance Zero. Horas após ser levado à carceragem da PF em Belo Horizonte, ele atentou contra a própria vida por enforcamento. Foi socorrido pelos policiais, atendido pelo Samu e levado ao Hospital João XXIII, onde teve a morte encefálica confirmada em 6 de março. A Polícia Federal concluiu em abril que não houve intervenção externa no ocorrido.

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