Essa e a verdadeira cara da nossa Segurança Publica

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domingo, 25 de outubro de 2009

O foco deve ser "achar quem apertou o gatilho"


22/10/2009 - 16h25
O foco deve ser "achar quem apertou o gatilho", diz presidente do AfroReggae
Revoltado com as novas informações sobre o assassinato do coordenador do AfroReggae Evandro João da Silva, o presidente do grupo afirma que o foco da polícia deve ser bem específico. "Temos que achar o culpado, achar quem apertou o gatilho", afirmou Altair Martins. "Quando eu vi as imagens, eu fiquei revoltado. Primeiro com a ação dos bandidos e mais ainda com os policiais", completou.
Polícia divulga retrato falado de acusado de participar do assalto que terminou com a morte de coordenador do AfroReggae. A imagem foi feita com base em informações passadas pelos policiais militares envolvidos
O comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Mário Sérgio Duarte, admitiu o erro da corporação nesta quinta-feira (22) e pediu desculpas à família de Evandro. A PM ainda não tem pistas dos dois criminosos. Enquanto as investigações ainda estão longe de ter um desfecho, Martins avisa: "O grupo não vai sossegar enquanto todos os culpados não estiverem atrás das grades".

Altair Martins eximiu a PM como corporação de culpa pela má conduta de dois policiais, mas levantou outra questão em entrevista exclusiva ao UOL Notícias. "Foi muito pouco tempo pra abordagem e pra liberação [dos bandidos]. Por que eles não prestaram socorro? Nós não entendemos", desabafou.

Pelas imagens do circuito interno de estabelecimentos próximos ao crime, os dois PMs supostamente abordaram os criminosos segundos após o assassinato, mas em vez de prendê-los, ficaram com os pertences de Evandro (jaqueta e par de tênis) e liberaram os bandidos.

Silva morreu por volta de 1h30 no último domingo (18), na esquina da rua do Ouvidor com a rua do Carmo. O coordenador chegou a lutar com os criminosos, mas foi baleado. O carro da polícia que passou perto do local não prestou socorro à vítima, que morreu no local.
"Guerreiro e disposto a transformar"
Estamos indignados, diz comandante da PM

* PM admite erro em morte de coordenador do AfroReggae; policiais envolvidos estão presos

Segundo Martins, o coordenador assassinado já convivia com a violência havia muitos anos, pois nasceu e morou em favela, além de fazer trabalhos com presidiários. "Ele era uma pessoa muito guerreira, animada e sempre disposta a transformar", elogiou o amigo.

O presidente também exaltou sua força: "As imagens mostraram que ele lutou até o fim. A gente vai continuar lutando para encontrar de fato esses culpados e, depois, pelas causas pelas quais ele lutava também."

Evandro João da Silva, de 42 anos, estava no AfroReggae havia dez anos e era coordenador da equipe técnica social do grupo. Seu último trabalho envolvia a ressocialização de presos. Ele foi assassinado na madrugada de domingo no centro do Rio. Evandro estava a caminho de uma boate na praça 15, por volta das 1h30, quando foi abordado por bandidos na esquina das ruas Ouvidor e do Carmo.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/10/22/ult5772u5773.jhtm

PM admite erro em morte de coordenador

22/10/2009 - 12h38
PM admite erro em morte de coordenador do AfroReggae; nomes de policiais envolvidos são divulgados
Mário Sérgio Duarte, comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, admitiu nesta quinta-feira (22) que a PM errou no caso que resultou na morte de Evandro João da Silva, 42, coordenador do grupo cultural AfroReggae, no último domingo (18). Câmeras de segurança mostram que dois homens que haviam assaltado e baleado Silva foram detidos e, em seguida, liberados por dois PMs. Além disso, o coordenador não foi socorrido pelos policiais.

"O policial é preparado para os confrontos mais difíceis. Agir nas ruas é o que se espera dele. É uma frustração saber que a polícia errou, mas não podemos dar as costas para os nossos erros", disse o coronel. "Estamos em solidariedade com a família. A PM errou, trabalhou mal. Temos que ser maduros e profissionais suficientes para admitir o erro. É imperativo pedir desculpas", afirmou Duarte à imprensa nesta manhã.

"É inadmissível um cidadão ficar na rua agonizando sem socorro", disse o coronel referindo-se à falta de socorro ao coordenador do AfroReggae.

A polícia do Rio divulgou os nomes dos policiais acusados de omitir socorro a Silva. Denis Leonard Nogueira Bizarro (capitão) e Marcos de Oliveira Sales (cabo) estão presos administrativamente por até 72 horas no Batalhão da Praça Tiradentes (13º Batalhão), no centro. A partir de agora, serão 40 dias de inquérito militar, no qual os policiais terão suas condutas investigadas.

A prisão dos policiais pode terminar no sábado, mas, segundo o coronel Duarte, se a Justiça Militar entender que em liberdade o capitão e o cabo podem atrapalhar as investigações do crime, pode ser decretada ainda hoje a prisão preventiva de ambos. "Não permitiremos desvio de conduta, seja por má vontade ou incompetência", disse Duarte.

Os dois policiais suspeitos prestaram esclarecimentos sobre o caso na noite de quarta-feira (21) e madrugada desta quinta. A polícia não divulgou o conteúdo dos depoimentos.

Imagens de câmera de segurança divulgadas pelo "Jornal da Globo" mostram o momento do assalto que culminou na morte de Silva. As imagens mostram que um carro da polícia passou por onde o coordenador estava após ser baleado, mas não socorreu a vítima.
Outra imagem registra o momento em que policiais avistam os dois homens que participaram do crime e, em seguida, um dos PMs carrega os pertences roubados para dentro da viatura. Instantes depois, um dos criminosos vai embora. Os objetos roubados não foram devolvidos à família.

Silva morreu por volta de 1h30, na esquina da rua do Ouvidor com a rua do Carmo. Os assaltantes levaram o tênis, a jaqueta, o celular e a carteira de Silva, que chegou a lutar com os criminosos, mas acabou baleado.

De acordo com a Secretaria de Segurança, Silva estava indo sozinho para uma boate localizada no centro do Rio. Um revólver calibre 38 foi encontrado próximo ao local do crime, por outra guarnição.
Policiais carregam corpo na favela do morro Santo Amaro, onde houve tiroteio nesta quarta-feira
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/10/22/ult5772u5771.jhtm

PMs suspeitos de omitir socorro

22/10/2009 - 10h38
PMs suspeitos de omitir socorro a coordenador do AfroReggae e liberar criminosos são presos.
Os dois policiais militares que omitiram socorro ao coordenador do grupo cultural AfroReggae, Evandro João Silva, morto no último domingo (18) no Rio de Janeiro, tiveram a prisão administrativa decretada após serem interrogados na noite de quarta-feira (21).
magens de câmera de segurança divulgadas pelo Jornal da Globo mostram o momento do assalto que culminou na morte de Silva. As imagens mostram que um carro da polícia passou por onde Silva estava após ser baleado, mas não socorreu a vítima.

Outra imagem registra o momento em que policiais avistam os dois homens que participaram do crime e, em seguida, um dos PMs carrega os pertences roubados para dentro da viatura. Instantes depois, um dos criminosos vai embora. Os objetos roubados não foram devolvidos à família.
Segundo informações da PM, os dois policiais devem ficar presos durante 72 horas no 13º Batalhão (Praça Tiradentes) enquanto o caso é investigado. Os nomes dos policiais não foram divulgados.

Silva morreu por volta de 1h30 na esquina da rua do Ouvidor com a rua do Carmo. Os assaltantes levaram o tênis, a jaqueta, o celular e a carteira de Silva, que chegou a lutar com os criminosos, mas acabou baleado.

De acordo com a Secretaria de Segurança, Silva estava indo sozinho para uma boate localizada no centro do Rio. Um revólver calibre 38 foi encontrado próximo ao local do crime.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/10/22/ult5772u5768.jhtm

"Cadê a inteligência da polícia?"





25/10/2009 - 07h03
"Cadê a inteligência da polícia?", questionam moradores da Vila Cruzeiro (RJ)
As marcas de bala são a prova de que ali houve tiroteio, mas são poucos os que têm coragem de relatar o que viram nesta sexta-feira (24) durante confrontos entre traficantes e a polícia na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro.



Famílias correm enquanto policiais e traficantes trocam tiros em plena luz do dia na Vila Cruzeiro na sexta (24); para moradores, falta planejamento à polícia nas operações nas favelas do Rio


A comunidade faz parte do Complexo do Alemão, mas ir até o local não é tarefa das mais fáceis, mesmo para o taxista carioca Marco Antonio, 51. Quando fica sabendo do destino da reportagem do UOL Notícias, toma um susto: "Menina, eu nunca peguei uma corrida pra lá. E está muito perigoso." Mas logo se prontifica, liga para um amigo que lhe diz o caminho por celular. E vamos.

A saída é de Copacabana, pelo túnel André Rebouças, que liga a zona sul à zona norte do Rio. A trilha sonora, "Águas de Março", de Tom Jobim. Só depois de uns 20 minutos é possível ver as primeiras favelas, mas nem sinal dos tiroteios que marcaram a semana. Mais de 40 morreram, entre policiais, moradores e traficantes.

Com a falta de sinalização, é preciso perguntar a um homem que passava vendendo algodão doce onde é vila que serviu de palco para os confrontos. "É seguindo muito, até lá na frente", responde. "Mas está havendo confronto mesmo?", reforça o taxista. "Tá havendo, mas hoje tá tranquilo", sorri o vendedor.

Tiros na Vila Cruzeiro atingem o ex-combatente, Brunio de Barros, 86, causado a revolta dos vizinhos. O militar da reserva do Exército foi levado ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, após ser baleado em um supermercado próximo à favela


Depois de uns 40 minutos, as ruas já começam a ficar mais estreitas e menos asfaltadas. Todas as vielas dão em morros, cada uma em uma comunidade. Na Vila Cruzeiro, a rotina começa a se normalizar, mas a feira semanal, que acontece aos sábados, está incompleta. Normalmente, ocupa toda a rua. Nesse dia, as barracas estão nas calçadas.

"É que o caveirão [o carro blindado das tropas de elite da polícia do Rio] vem aqui e derruba tudo. Os moradores que pagam por tudo isso", diz uma das vendedoras, que se recusa a afirmar que mora ali. Mas mora, segundo a amiga. "É difícil, a gente fica com receio", conta, se escondendo para não demonstrar que fala a uma jornalista.

Os moradores, ainda com medo, se recusam a falar. Mesmo sem câmera ou gravador, os garotos que cuidam da bicicletaria na entrada da favela dizem não saber de nada sobre os confrontos. Têm medo de que a polícia volte.

O primeiro a resolver falar, pouca coisa, é o senhor de 72 anos, sentado na barraquinha vendendo água e doces, com placa de preços escrita a giz na casa onde mora. Apesar de morar ali há "50 e tantos anos", prefere não ser identificado. "Aqui, quando não vem a polícia, é tranquilo", diz.



Helicóptero da PM sobrevoa o Complexo do Alemão, onde está a Vila Cruzeiro; segundo os moradores, conflitos no local são normais, mas o atual confronto chamou a atenção depois que um helicóptero semelhante foi abatido por bandidos


Já Nelson, 51 anos, todos eles vividos na comunidade, fala sem medo. "Já estamos acostumados [com tiroteios], mas essa história de que isso é uma guerra do tráfico, de um querendo tomar o morro do outro, é mentira. O que acontece é que a polícia resolveu interferir, e eles, aqui, já chegam atirando", critica.

Os confrontos começaram na madrugada do sábado (17). Segundo a polícia, em razão da disputa por pontos de venda de drogas entre traficantes do morro São João, no Engenho Novo, controlado pelo Comando Vermelho, que tentaram invadir o morro dos Macacos, em Vila Isabel, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos).
Veja imagens do tiroteio na Vila Cruzeiro



Nelson, que é abordado a todo momento enquanto concede a entrevista, por gente que quer tirar dúvidas, ou simplesmente está curiosa de saber com quem ele fala, cita ainda o caso Afroreggae para defender que o problema dos atuais confrontos é o modo como a polícia age.

O líder do grupo morreu em um assalto, mas não foi socorrido por dois policiais militares, flagrados por câmeras de segurança liberando os assaltantes. Eles estão presos, pois também não prestaram socorro à vítima que, segundo um amigo, ainda estava com o coração batendo 50 minutos depois do crime.

"Eles [policiais] são piores que marginais. Há muita corrupção. Quando a polícia entrou aqui para prender o Elias Maluco, eles entraram sem dar nenhum tiro. Isso é coisa desse governador [Sérgio Cabral (PMDB)], que manda eles entrarem aqui desse jeito. Cadê a inteligência da polícia? Se eu tivesse um pedido, eu pediria para ele renunciar."

Nelson também reclama da falta de investimentos na comunidade e diz que, com os confrontos, seu filho não teve aulas, e a escola foi fechada. "O governo tem que mostrar serviço investindo aqui. Trabalhar pelos pobres. Seria bem melhor. Porque se eles não investem, vem o tráfico e faz o papel da polícia."
Governo "não dará trégua"

Para tentar controlar as ações dos traficantes, 10 detentos supostos líderes do tráfico no Rio foram transferidos ontem para a penitenciária federal de Campo Grande (MS). Segundo o governador Sérgio Cabral (PMDB), a troca mostra que o Estado não dará "trégua" para a criminalidade



Saindo da favela, crianças começam a cantar o hino ao traficante apontado como líder do morro, chamando-o de "imperador". É Fabiano Atanásio da Silva, o FB, por quem a polícia oferece uma recompensa de R$ 5.000. Seria ele o responsável pela invasão ao morro dos Macacos.

O apelido também é de outro representante da favela, o jogador Adriano. Dado como desaparecido, ele havia abandonado o Internazionale de Milão e a seleção brasileira para voltar às raízes na Vila Cruzeiro.

Nesse momento, Nelson lembra outro caso emblemático ocorrido lá, o desaparecimento do jornalista Tim Lopes, em junho de 2002 -aprisionado pelo grupo comandado pelo traficante Elias Maluco. "Esse lugar ficou marcado, é perseguido por esse episódio, mas eu gosto de morar aqui. É o meu lar", finaliza.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/10/25/ult5772u5794.jhtm
23/10/2009 - 11h26
Cabral exonera porta-voz da PM do Rio após declarações; 3 são feridos em tiroteio na Vila Cruzeiro.
O governador Sérgio Cabral mandou exonerar nesta sexta-feira (23) o relações-públicas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, major Oderlei Santos. O pedido foi feito ao comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, depois que Santos minimizou, em entrevista ontem à imprensa, a ação dos policias militares que liberaram os assassinos do coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva.

Santos havia dito que os PMs não podiam "ser chamados de criminosos" e se referiu ao episódio como "desvio de conduta". O governador afirmou hoje que o major se comportou como advogado dos policiais e que este não era o seu papel.

O capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Salles são suspeitos de omitir socorro e ficar com os pertences que haviam sido roubados de Evandro da Silva, morto na madrugada de domingo (18) durante um assalto.

O governador pode pedir a exoneração imediata, porque se trata de um cargo de confiança. De acordo com a PM, o relações-públicas é indicado pelo comandante-geral da corporação.

Já os policiais militares são profissionais de carreira e devem passar por processo administrativo antes de serem exonerados. Por enquanto, os dois PMs flagrados nas imagens do assalto cumprem prisão disciplinar por 72 horas, desde a noite de quarta-feira.

Operações continuam nos morros
Na manhã desta sexta-feira, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão no Morro do Juramento e policiais do 16º Batalhão estão na Vila Cruzeiro, na zona norte, em mais um dia de operações nas favelas do Rio de Janeiro.
Até o momento, três pessoas feridas na Vila Cruzeiro deram entrada no hospital Getúlio Vargas, na Penha. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Expedito José Rodrigues, 57, deu entrada no hospital Getúlio Vargas por volta das 10h após ser ferido superficialmente na perna direita. Ele já teve alta. Bruno de Barros, 86, foi ferido de raspão por um tiro na altura do tórax e recebeu um curativo. E Severino Marcelino dos Santos, 51, foi atingido por um tiro no rosto e deve ir para cirurgia.

Seis corpos com vários tiros foram encontrados por policiais em um matagal na favela do Fumacê, em Realengo, zona oeste. A perícia da Polícia Civil também está no local. Ainda não há informações dos autores do crime ou nomes das vítimas.

Um princípio de incêndio atingiu um apartamento no início da tarde na região da Penha, próximo a área dos confrontos. O incêndio pode ter sido causado por uma bala que atingiu o local.

O último balanço divulgado pela corporação informa que até o momento 41 pessoas foram presas e 33 mortas em confrontos entre traficantes e policiais. De acordo com a PM, 27 eram criminosos, três eram inocentes e três eram policiais. Ao todo, 31 armas e cinco granadas foram apreendidas e cinco carros foram recuperados.

O objetivo das ações é localizar e prender traficantes envolvidos nos ataques ocorridos no último fim de semana no morro dos Macacos, quando um helicóptero da polícia foi abatido por traficantes, causando a morte de três policiais.

A cúpula da Segurança Pública do Rio definiu como prioridade a captura do traficante Fabiano Atanázio, o "FB". Apontado como chefe do tráfico da Vila Cruzeiro, ele teria liderado no sábado a invasão ao morro, dominado pela quadrilha Amigos dos Amigos.

O Disque Denúncia aumentou de R$ 2.000 para R$ 5.000 a recompensa por informações que levem à captura de "FB".
Menino observa arma de policial durante operação na favela de Parada de Lucas, no Rio
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/10/23/ult5772u5782.jhtm

Wálter Maierovitch comenta ação da polícia

Polícia no Rio....
Veja entrevista especial com o diretor do Instituto Giovanni Falcone, Wálter Maierovitch. Em uma hora e meia de entrevista o desembargador aposentado falou sobre a situação do Rio de Janeiro e tudo o que envolve o problema. A entrevista foi dividida em cinco blocos. Neste segundo bloco Wálter Maierovitch comenta o episódio da invasão do Morro dos Macacos; no terceiro bloco comenta a postura dos governos estadual e federal; no quarto bloco faz críticas ao sistema; no quinto bloco comenta os caminhos para combater o crime organizado; no primeiro bloco explica o contexto do que está por trás do crime organizado. Entrevista de Daniela Paixão. Visite o UOL Notícias.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2009/10/25/04023160D8816366.jhtm?walter-maierovitch-comenta-acao-da-policia-no-rio-04023160D8816366




sábado, 24 de outubro de 2009

Ação policial desastrosa mata criança de 9

Violência
Ação policial desastrosa mata criança de 9 anos na Zona Oeste do Recife
Uma ação mal sucedida de policiais militares resultou na morte de uma criança de 9 anos na noite desta sexta-feira (18), na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife. A garota Maria Eduarda Ramos de Barros foi atingida por um tiro no tórax durante um tiroteio entre PMs e assaltantes. Outras três pessoas da mesma família ficaram feridas. Parentes da vítima afirmam que a bala que matou a menina partiu da arma dos militares.

As vítimas, ocupantes de um Palio Weekend, foram abordadas por dois bandidos minutos após saírem de uma casa de recepções na Rua Chaves Batista. Ao presenciar a tentativa de assalto, um segurança privado acionou a polícia.

O condutor do veículo, o engenheiro Márcio Malveira de Barros, 35, relatou aos investigadores que os policiais chegaram atirando. Durante o tiroteio, o motorista foi atingido de raspão na cabeça. Os demais feridos foram o garoto Caio Malveira de Albuquerque, 6, filho do engenheiro, e menina Bruna Vitória Ramos de Barros, 11, irmã de Maria Eduarda.

A garota morta também era irmã da esposa de Márcio, a advogada Ana Virgínia Barros. Ela relatou que, em momento algum, os assaltantes efetuaram disparos.

Um adolescente de 14 anos, acusado de praticar o assalto, também foi baleado. Outro suspeito conseguiu fugir. A identidade dos policiais envolvidos no caso ainda não foi divulgada pela Secretaria de Defesa Social. Uma sindicância será instaurada para investigar a conduta dos PMs. O veículo com as marcas de tiros será periciado pelo Instituto de Criminalística.

A morte da menina amplia a discussão em torno do despraparo dos policiais militares. Independentemente de o tiro que vitimou a garota ter saído da arma de um PM, a abordagem policial relatada pelo engenheiro foi, no mínimo, inconseqüente.
http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=889

Ação desastrosa da Polícia Rodoviária Federal

Ação desastrosa da Polícia Rodoviária Federal gera clima de caos na Ponta do Abunã
PONTA DO ABUNÃ – Ação desastrosa da Polícia Rodoviária Federal gera clima de caos na Ponta do Abunã – EXCLUSIVO

Ontem, por volta das 18:00 min., um grupo de aproximadamente 40 Policiais Rodoviários Federais tentaram desobstruir a BR 364, no distrito de Extrema, interditada desde a manhã de segunda-feira. Mesmo chegando no local no ocaso do dia, os responsáveis pela ação, de maneira arrogante e irresponsável, decidiram enfrentar a população que fazia o bloqueio. Havia em torno de 500 manifestantes bloqueando a rodovia, todavia nas proximidades do local havia mais pessoas. Ao subir no palanque para falar aos presentes, o inspetor Alvino e o inspetor Getúlio, da PRF, afirmaram que caso fosse preciso eles utilizariam bombas contra os manifestantes, e que iriam cumprir naquela momento uma ordem judicial de reintegração de posse, esta afirmação incitou ainda mais a população que estava no local.

Mesmo diante de um quadro tático visivelmente desfavorável à força policial, a PRF iniciou a ação de desobstrução com um reduzido número de policiais e uma quantidade insuficiente de recursos materiais, fato este que gerou um caos no local, produzindo uma notável imagem de guerra civil em plena BR-364. Como resultado da ação temerária, o policial rodoviário federal Paulo Afonso ficou gravemente ferido, e dezenas de manifestantes saíram machucados do local. Em um primeiro momento o policial foi levado para uma casa na beira da rodovia, onde os proprietário controlaram os manifestantes mais exaltados, garantindo assim que o policial não fosse agredido. Neste local ele recebeu os primeiros cuidados de um médico que prontamente se dirigiu ao local, posteriormente, o policial foi conduzido até o hospital do distrito de Extrema.

O grupo de policiais que avançou em direção à turba dividiu-se, reduzindo assim a força de combate policial, os manifestantes aproveitaram do erro tático dos policiais e avançaram com toda força. Após 18 minutos de conflitos intensos, a munição não-letal dos policiais acabou, assim houve o avanço da enraivecida população contra a PRF, que não teve outra solução senão fugir desesperadamente em direção ao estado do Acre. Policiais que chegaram ali minutos antes com a soberba estampada na cara, saíram fugidos com a vergonha entalhada no rosto.

A população de Extrema do Abunã literalmente colocou a Polícia Rodoviária Federal para correr do local, que desesperadamente abandou para trás 04 viaturas na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp). A ação irresponsável da PRF revoltou ainda mais os manifestantes, além de dar força moral aos presentes para se organizarem e enfrentar outra tentativa de desobstrução da rodovia.

No distrito de Extrema há, aproximadamente, 300 caminhões parados, muitos transportam combustível. O estado do Acre já sente os efeitos do bloqueio, e enfrenta um racionamento de combustível e gás. A tendência, caso o bloqueio continue, é que falte alimento e outras mercadorias aos acreanos.

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Batalha é travada entre policiais rodoviários e manifestantes que bloquearam BR 364; viaturas são abandonadas no local

Fonte:RONDONIAOVIVO (É permitida a reprodução desta matéria desde que citada a fonte.)

PONTA DO ABUNÃ – Moradores e liderança indígena após reunião com autoridades desbloqueiam BR 364

Acabou ainda há pouco uma reunião conciliadora entre lideranças indígena e moradores de Ponta do Abunã (que integra os Distritos de Nova Califórnia, Fortaleza do Abunã e Extrema) com autoridades, entre elas o senador Valdir Raupp (PMDB) e o chefe da Casa Militar do Estado de Rondônia, tenente coronel/PM Sávio Borges Lessa. Foi decidido que um comitiva formada por dois moradores da região de Extrema, com mais dois líderes indígenas, além do senador Valdir Raupp, o governador Ivo Cassol (PP) e o Desembargador Cássio Rodolfo Sbarzi Guedes (presidente do TRE-RO), vão para Brasília (DF) na próxima quinta-feira (13), para uma audiência com o ministro relator do TSE, Fernando Gonçalves, para tratar do processo que decide sobre a realização do plebiscito que cria o município de Extrema de Rondônia

A chamada “Ponta do Abunã”, na BR 364, no KM 1040, a 350 quilômetros de Porto Velho (RO), foi bloqueada às 05 horas da manhã da última segunda-feira (03), isolando o estado do Acre, que depende da rodovia para o abastecimento de combustível e mantimentos. No início da noite de quarta-feira (05) policiais da Polícia Rodoviária Federal/NOE (Núcleo de Operações Especiais) entraram em conflito com os manifestantes, ao tentar desbloquear a BR. Por estar em número inferior, os policiais acabaram recuando e o movimento ganhou força, principalmente com mais adesão de indígenas da etnia Kaxarari.

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05/08/2009 – 19:09

Batalha é travada entre policiais rodoviários e manifestantes que bloquearam BR 364; viaturas são abandonadas no local – Veja vídeo exclusivo
A retirada pacífica dos moradores de “Ponta do Abunã” – que integra os Distritos de Nova Califórnia, Fortaleza do Abunã e Extrema – que bloquearam a BR 364, no quilômetro 1040, a 360 Km de Porto Velho (RO), desde o início da manhã de segunda-feira (03), acabou em um confronto bárbaro entre 40 policiais do contingente da PRF/NOE (Núcleo de Operações Especiais) – de Rio Branco (AC) e Porto Velho – contra cerca de mil pessoas, que mantinham a obstrução da rodovia.
O início da batalha foi logo depois das 18h30 quando os policiais rodoviários chegaram informando que iriam desobstruir a rodovia. A PRF se posicionou e iniciou a operação. Os manifestantes armados de paus, pedras e coqueteis molotov reagiram contra os agentes. Os policiais municiados de bomba de gás lacrimogêneo, gás pimenta, balas de borracha investiram contra as pessoas. Por se encontrar em menor número, os policiais acabaram se rendendo a um cerco popular notável, com quase mil pessoas surgindo por todos os lados, armados com o que tinham em mãos e arremessando contra os policiais.
O confronto durou cerca de 20 minutos, tendo os policiais rodoviários gasto toda a munição contra o grande número de manifestantes e mais nada puderam fazer, a não ser recuar e fugir. Até os escudos do NOE foram destroçados com as pedras.
No conflito o policial rodoviário Paulo Afonso, do efetivo da PRF de Rondônia, acabou ficando ferido na testa, com um corte de 10 centímetros, ele foi recolhido pelos manifestantes. No primeiro momento especulava-se que o agente estava como refém, mas logo foi esclarecido que ele foi levado por populares para ser medicado.
Segundo uma fonte da localidade, representantes do TRE-RO se encontravam no local para tentar chegar num entendimento – uma comissão havia se comprometido de sair da capital rondoniense para relatar aos manifestantes a situação do processo do plebiscito que cria o município de Extrema do Norte, promovendo a emancipação do Distrito de Extrema. O processo se encontra atualmente no TSE.
Duas viaturas da PRF foram deixadas em quartel de polícia e um grande número de populares, revoltados com o confronto, se dispôs ir até o local e atear fogo nos veículos.
O contingente de Policiais da PRF do Acre estava sob o comando do Inspetor Getúlio, e o de Rondônia do inspetor Alvino.
O confronto acabou fortalecendo o movimento do bloqueio na BR 364. O número de manifestantes aumentou ainda mais no local, calcula-se que pelo menos 4 mil pessoas estão no local. Além de moradores dos distritos, integrantes da etnia indígena Kaxarari apóiam o movimento e participaram do confronto.

Fontes extra-oficiais alegam que os manifestantes mantém armas de fogo no local, escondidas no mato – situação não comprovada durante a batalha. Uma enorme fogueira foi ateada no meio da BR 364, no local de conflito, simbolizando que a situação continua ainda mais tensa.

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PONTA DO ABUNÃ – PRF divulga nota sobre conflito com manifestantes

BLOQUEIO DA BR 364 – DISTRITO DE EXTREMA/RO, MUNICÍPIO DE PORTO VELHO/RO

NOTA INFORMATIVA

Informamos a Vossa Senhoria que após o processamento de informações de que os manifestantes responsáveis pelo bloqueio na BR 364, KM 1040, Distrito de Extrema, Município de Porto Velho/RO, estariam se organizando para promover atos de terrorismo na noite do dia 05/08/2009, consistentes na explosão de um caminhão de gasolina nas proximidades de uma torre de energia elétrica, bem como do rompimento de cabos de fibra ótica, ações estas que acabariam por isolar o Estado do Acre, no que concerne ao fornecimento de energia elétrica, de comunicação de voz e dados.

Além da desobstrução em si mesma, que tem causado os mais diversos transtornos ao direito de ir e vir dos cidadãos usuários da referida via, e ainda tem ocasionado o desabastecimento de alimentos, suprimentos e outros itens necessários a população acreana, a Polícia Rodoviária Federal, acompanhada de Comissão representativa do TRE do Estado de Rondônia, deram início as negociações em tal localidade, quando por voltas das 18h30, numa tentativa de desobstrução da BR 364, a partir da retirada de toras de madeiras depositada no leito viário.

Os manifestantes apresentaram resistência e lançaram mão de artefatos caseiros, como “coquetel molotov”, pedras e paus, em declarado confronto aos Policiais Rodoviários Federais, inobstante a utilização de munições não letal e das reivindicações pacíficas, por parte de tais agentes. O uso da força policial não foi suficiente para repelir as agressões, bem como fazer cessar o movimento, resultando no ferimento de 05 (cinco) Policiais Rodoviários Federais, um deles ferido com uma pedrada na face e com suspeita de fratura em um dos braços.

Inicialmente chefe do NOE/21 ª SPRF/RO-AC, PRF Paulo Afonso, ficou refém pelos manifestantes, que depois de constatarem a gravidade das lesões provocadas no citado policial o conduziram ao hospital. Informes dão conta de que a turba ensandecida pretendia atear fogo nas viaturas da PRF recolhidas na Delegacia de Polícia Civil do Distrito de Extrema.

Outras informações colhidas noticiam que um carro de som estaria conclamando e instigando a população local a resistir de todas as formas possíveis ao desbloqueio, inclusive com o uso das armas disponíveis e possíveis.

Inicialmente estimava-se a participação de 300 (trezentas) pessoas no local, mas que as informações atuais noticiam que esse número pode passar de 2000 (dois mil) manifestantes.

Diante de tais fatos, houve recuo estratégico dos Policiais Rodoviários Federais, de forma a traçar ações institucionais integrativas com outras forças, preliminarmente buscando a estabilização do conflito e posterior restabelecimento da ordem.

Márcia Félix/ Chefe do Núcleo de Comunicação

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21ª Superintendência Regional – Rondônia e Acre
Fonte: ASSESSORIA (É permitida a reprodução desta matéria desde que citada a fonte.)
06/08/2009 – 16:29

PRF confirma desbloqueio da BR 364 e pede que motoristas mantenham calma
A Polícia Rodoviária Federal informa que a BR 364 foi desbloqueada após reunião conciliadora entre lideranças indígena e moradores de Ponta do Abunã com autoridades, entre elas o senador Valdir Raupp e o chefe da Casa Militar do Estado de Rondônia, tenente coronel/PM Sávio Borges Lessa.
A PRF pede cautela devido ao tumulto local e orienta aos motoristas para evitarem o excesso de velocidade e as ultrapassagens indevidas com o intuito de evitar possíveis acidentes de trânsito
06/08/2009 – 16:42

Governo do Estado ajuda na liberação pacífica da BR-364 em Extrema – Confira fac-simile do acordo
Os moradores do distrito de Extrema, a cerca de 380 quilômetros da capital sentido Acre, que bloqueavam a BR-364 desde a última segunda-feira, concordaram em por fim ao movimento no início da tarde desta quinta (6), após 82 horas interrompendo o tráfego de veículos. O fim do protesto foi possível graças à intervenção do governador Ivo Cassol no caso, que conversou na tarde de ontem (quarta) com o Governador do Acre, Binho Marques, e ministros em Brasília para buscar uma solução para o impasse.
Embora a emancipação pretendida pelos moradores seja uma questão federal, que precisa da iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral, o governador Ivo Cassol mostrou-se preocupado em buscar a emancipação de Extrema desde o início de seu mandato, quando lideranças daquele distrito o procuraram para intermediar a separação da capital, que não leva benfeitorias aos moradores, pelo contrário. “Nós estamos esquecidos pelo prefeito, nos ajude governador”, pediram na época.
Como as negociações com os representantes do Tribunal Regional Eleitoral, que é o responsável para organizar o plebiscito, não progrediram durante a semana, o governador Ivo Cassol decidiu enviar na tarde desta quarta-feira (5) o Tenente-Coronel PM Sávio Lessa, secretário-chefe do Gabinete Militar, para intermediar as negociações com os manifestantes e garantir a segurança e a ordem no local.

Graças a esta intervenção, nesta quinta-feira (6) foi fechado o acordo para liberação da rodovia, com a presença do desembargador Cássio Guedes, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, e do senador Valdir Raupp. Registrado em Ata e assinado pelos signatários, o acordo prevê uma audiência com o ministro relator do processo de emancipação, desembargador Fernando Gonçalves, na próxima quinta-feira, dia 13 de agosto, em Brasília. A pedido do senador Raupp uma audiência foi solicitada e confirmada pela Representação do Governo do Estado em Brasília.
O testo original esta em.
http://emqap.wordpress.com/2009/08/07/acao-desastrosa-da-policia-rodoviaria-federal-gera-clima-de-caos-na-ponta-do-abuna/